A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico

A parábola do taxista e a intolerância. Reflexão a partir de uma conversa no trânsito de São Paulo. A expansão da fé evangélica está mudando “o homem cordial”?

Por Eliane Brum

O diálogo aconteceu entre uma jornalista e um taxista na última sexta-feira. Ela entrou no táxi do ponto do Shopping Villa Lobos, em São Paulo, por volta das 19h30. Como estava escuro demais para ler o jornal, como ela sempre faz, puxou conversa com o motorista de táxi, como ela nunca faz. Falaram do trânsito (inevitável em São Paulo) que, naquela sexta-feira chuvosa e às vésperas de um feriadão, contra todos os prognósticos, estava bom. Depois, outro taxista emparelhou o carro na Pedroso de Moraes para pedir um “Bom Ar” emprestado ao colega, porque tinha carregado um passageiro “com cheiro de jaula”. Continuaram, e ela comentou que trabalharia no feriado. Ele perguntou o que ela fazia. “Sou jornalista”, ela disse. E ele: “Eu quero muito melhorar o meu português. Estudei, mas escrevo tudo errado”. Ele era jovem, menos de 30 anos. “O melhor jeito de melhorar o português é lendo”, ela sugeriu. “Eu estou lendo mais agora, já li quatro livros neste ano. Para quem não lia nada…”, ele contou. “O importante é ler o que você gosta”, ela estimulou. “O que eu quero agora é ler a Bíblia”. Foi neste ponto que o diálogo conquistou o direito a seguir com travessões.

– Você é evangélico? – ela perguntou.
– Sou! – ele respondeu, animado.
– De que igreja?
– Tenho ido na Novidade de Vida. Mas já fui na Bola de Neve.
– Da Novidade de Vida eu nunca tinha ouvido falar, mas já li matérias sobre a Bola de Neve. É bacana a Novidade de Vida?
– Tou gostando muito. A Bola de Neve também é bem legal. De vez em quando eu vou lá.
– Legal.
– De que religião você é?
– Eu não tenho religião. Sou ateia.
– Deus me livre! Vai lá na Bola de Neve.
– Não, eu não sou religiosa. Sou ateia.
– Deus me livre!
– Engraçado isso. Eu respeito a sua escolha, mas você não respeita a minha.
– (riso nervoso).
– Eu sou uma pessoa decente, honesta, trato as pessoas com respeito, trabalho duro e tento fazer a minha parte para o mundo ser um lugar melhor. Por que eu seria pior por não ter uma fé?
– Por que as boas ações não salvam.
– Não?
– Só Jesus salva. Se você não aceitar Jesus, não será salva.
– Mas eu não quero ser salva.
– Deus me livre!
– Eu não acredito em salvação. Acredito em viver cada dia da melhor forma possível.
– Acho que você é espírita.
– Não, já disse a você. Sou ateia.
– É que Jesus não te pegou ainda. Mas ele vai pegar.
– Olha, sinceramente, acho difícil que Jesus vá me pegar. Mas sabe o que eu acho curioso? Que eu não queira tirar a sua fé, mas você queira tirar a minha não fé. Eu não acho que você seja pior do que eu por ser evangélico, mas você parece achar que é melhor do que eu porque é evangélico. Não era Jesus que pregava a tolerância?
– É, talvez seja melhor a gente mudar de assunto…

O taxista estava confuso. A passageira era ateia, mas parecia do bem. Era tranquila, doce e divertida. Mas ele fora doutrinado para acreditar que um ateu é uma espécie de Satanás. Como resolver esse impasse? (Talvez ele tenha lembrado, naquele momento, que o pastor avisara que o diabo assumia formas muito sedutoras para roubar a alma dos crentes. Mas, como não dá para ler pensamentos, só é possível afirmar que o taxista parecia viver um embate interno: ele não conseguia se convencer de que a mulher que agora falava sobre o cartão do banco que tinha perdido era a personificação do mal.)

Chegaram ao destino depois de mais algumas conversas corriqueiras. Ao se despedir, ela agradeceu a corrida e desejou a ele um bom fim de semana e uma boa noite. Ele retribuiu. E então, não conseguiu conter-se:

– Veja se aparece lá na igreja! – gritou, quando ela abria a porta.
– Veja se vira ateu! – ela retribuiu, bem humorada, antes de fechá-la.
Ainda deu tempo de ouvir uma risada nervosa.

A parábola do taxista me faz pensar em como a vida dos ateus poderá ser dura num Brasil cada vez mais evangélico – ou cada vez mais neopentecostal, já que é esta a característica das igrejas evangélicas que mais crescem. O catolicismo – no mundo contemporâneo, bem sublinhado – mantém uma relação de tolerância com o ateísmo. Por várias razões. Entre elas, a de que é possível ser católico – e não praticante. O fato de você não frequentar a igreja nem pagar o dízimo não chama maior atenção no Brasil católico nem condena ninguém ao inferno. Outra razão importante é que o catolicismo está disseminado na cultura, entrelaçado a uma forma de ver o mundo que influencia inclusive os ateus. Ser ateu num país de maioria católica nunca ameaçou a convivência entre os vizinhos. Ou entre taxistas e passageiros.

Já com os evangélicos neopentecostais, caso das inúmeras igrejas que se multiplicam com nomes cada vez mais imaginativos pelas esquinas das grandes e das pequenas cidades, pelos sertões e pela floresta amazônica, o caso é diferente. E não faço aqui nenhum juízo de valor sobre a fé católica ou a dos neopentecostais. Cada um tem o direito de professar a fé que quiser – assim como a sua não fé. Meu interesse é tentar compreender como essa porção cada vez mais numerosa do país está mudando o modo de ver o mundo e o modo de se relacionar com a cultura. Está mudando a forma de ser brasileiro.

Por que os ateus são uma ameaça às novas denominações evangélicas? Porque as neopentecostais – e não falo aqui nenhuma novidade – são constituídas no modo capitalista. Regidas, portanto, pelas leis de mercado. Por isso, nessas novas igrejas, não há como ser um evangélico não praticante. É possível, como o taxista exemplifica muito bem, pular de uma para outra, como um consumidor diante de vitrines que tentam seduzi-lo a entrar na loja pelo brilho de suas ofertas. Essa dificuldade de “fidelizar um fiel”, ao gerir a igreja como um modelo de negócio, obriga as neopentecostais a uma disputa de mercado cada vez mais agressiva e também a buscar fatias ainda inexploradas. É preciso que os fiéis estejam dentro das igrejas – e elas estão sempre de portas abertas – para consumir um dos muitos produtos milagrosos ou para serem consumidos por doações em dinheiro ou em espécie. O templo é um shopping da fé, com as vantagens e as desvantagens que isso implica.

É também por essa razão que a Igreja Católica, que em períodos de sua longa história atraiu fiéis com ossos de santos e passes para o céu, vive hoje o dilema de ser ameaçada pela vulgaridade das relações capitalistas numa fé de mercado. Dilema que procura resolver de uma maneira bastante inteligente, ao manter a salvo a tradição que tem lhe garantido poder e influência há dois mil anos, mas ao mesmo tempo estimular sua versão de mercado, encarnada pelos carismáticos. Como uma espécie de vanguarda, que contém o avanço das tropas “inimigas” lá na frente sem comprometer a integridade do exército que se mantém mais atrás, padres pop star como Marcelo Rossi e movimentos como a Canção Nova têm sido estratégicos para reduzir a sangria de fiéis para as neopentecostais. Não fosse esse tipo de abordagem mais agressiva e possivelmente já existiria uma porção ainda maior de evangélicos no país.

Tudo indica que a parábola do taxista se tornará cada vez mais frequente nas ruas do Brasil – em novas e ferozes versões. Afinal, não há nada mais ameaçador para o mercado do que quem está fora do mercado por convicção. E quem está fora do mercado da fé? Os ateus. É possível convencer um católico, um espírita ou um umbandista a mudar de religião. Mas é bem mais difícil – quando não impossível – converter um ateu. Para quem não acredita na existência de Deus, qualquer produto religioso, seja ele material, como um travesseiro que cura doenças, ou subjetivo, como o conforto da vida eterna, não tem qualquer apelo. Seria como vender gelo para um esquimó.

Tenho muitos amigos ateus. E eles me contam que têm evitado se apresentar dessa maneira porque a reação é cada vez mais hostil. Por enquanto, a reação é como a do taxista: “Deus me livre!”. Mas percebem que o cerco se aperta e, a qualquer momento, temem que alguém possa empunhar um punhado de dentes de alho diante deles ou iniciar um exorcismo ali mesmo, no sinal fechado ou na padaria da esquina. Acuados, têm preferido declarar-se “agnósticos”. Com sorte, parte dos crentes pode ficar em dúvida e pensar que é alguma igreja nova.

Já conhecia a “Bola de Neve” (ou “Bola de Neve Church, para os íntimos”, como diz o seu site), mas nunca tinha ouvido falar da “Novidade de Vida”. Busquei o site da igreja na internet. Na página de abertura, me deparei com uma preleção intitulada: “O perigo da tolerância”. O texto fala sobre as famílias, afirma que Deus não é tolerante e incita os fiéis a não tolerar o que não venha de Deus. Tolerar “coisas erradas” é o mesmo que “criar demônios de estimação”. Entre as muitas frases exemplares, uma se destaca: “Hoje em dia, o mal da sociedade tem sido a Tolerância (em negrito e em maiúscula)”. Deus me livre!, um ateu talvez tenha vontade de dizer. Mas nem esse conforto lhe resta.

Ainda que o crescimento evangélico no Brasil venha sendo investigado tanto pela academia como pelo jornalismo, é pouco para a profundidade das mudanças que tem trazido à vida cotidiana do país. As transformações no modo de ser brasileiro talvez sejam maiores do que possa parecer à primeira vista. Talvez estejam alterando o “homem cordial” – não no sentido estrito conferido por Sérgio Buarque de Holanda, mas no sentido atribuído pelo senso comum.

Me arriscaria a dizer que a liberdade de credo – e, portanto, também de não credo – determinada pela Constituição está sendo solapada na prática do dia a dia. Não deixa de ser curioso que, no século XXI, ser ateu volte a ter um conteúdo revolucionário. Mas, depois que Sarah Sheeva, uma das filhas de Pepeu Gomes e Baby do Brasil, passou a pastorear mulheres virgens – ou com vontade de voltar a ser – em busca de príncipes encantados, na “Igreja Celular Internacional”, nada mais me surpreende.

Se Deus existe, que nos livre de sermos obrigados a acreditar nele.

17 comments / Add your comment below

  1. Milton querido, eu sou protestante ( não gosto do termo “evangélica” justamente pra não me confundirem com certas coisas que andam por aí ).

    E achei seu texto excelente… E divertido. E preocupante também. Principalmente no que se refere a essa pregação toda contra a tolerância. Acho isso bem triste… E feio.

    Sou uma moça de fé… E de razão também. E de emoção também. E tudo isso convive paradoxalmente e harmoniosamente dentro de mim. E os pontos de vista diferentes do meu só me acrescentam… Não tenho medo de outras ideias, porque gosto de colocar as minhas à prova… Se ouvir o que outra pessoa pensa e sente mudar algo dentro de mim, ótimo, era pra mudar. Se não, ótimo, terei mais certeza ainda do que pensava e sentia antes. E aí está a parte da fé… Creio que nenhum encontro é por acaso.

    E sua frase final me lembrou algo que meu avô, pastor sábio e querido, me dizia – se Deus cria o homem a sua semelhança… Os homens também recriam Deus semelhante ao que são. E aí… Cada um que arque com as consequências disso.

    Beijos e ótimo feriado procê!

  2. Excelente texto..

    Acredito que um passo válido seria o fim do ensino religioso confessional. O que deve ser ensinado é tolerância e não radicalismo. As pessoas tem que ter liberdade para pensar por elas mesmas.
    E só lembrando: já houve um período da história em que a religião dominou o mundo, não por acaso que esta época foi chamada de idade das trevas.

  3. Coitados desses ateus! Como sofrem neste Brasil cada vez mais evangélico! São perseguidos nas ruas. Suas casas são invadidas por hordas de evangélicos, que quebram seus móveis, que rasgam seus livros do Dawkins. Precisam realizar suas reuniões secretas à noite, na madrugada, para discutirem como todo o resto da humanidade, que acredita em seres imaginários, é tola, em paz.

    E não há escapatória! Nas universidades, a dominância do pensamento capitalista-cristão é total! Não há liberdade de pensamento. Todos os doutores deste país fazem parte das Igrejas Evangélicas. E na política? Os dois últimos presidentes, cristãos fervorosos, de partidos de extrema-direita, passaram o bastão para outra beata, que é totalmente contra o o aborto e que vai à Igreja toda semana com seus 5 filhos (Pedro, Tiago, Lucas, João e Lutero) e o marido Clementino de Jesus.

    Oh!, que vida dura desses ateus neste Brasil…

    As vezes penso que vivo num outro Brasil, num outro mundo, num universo paralelo.

    1. Prezado Matheus.
      Aqui, no ES, mais especificamente, na cidade de Vitória, a Dilma perdeu a eleição simplesmente por sua posição sobre o aborto. Nas terras capixabas, o movimento evangélico é muito agressivo.
      Morei 18 meses em Vila-Velha (grande Vitória), às sextas, à noite, muitas vezes, fui obrigado a escutar em meu apartamento, com todas a janelas fechadas!!!!, a expulsão de demônios em plena praça pública.
      Tive que aguentar aquela gritaria histérica (ou melhor dizendo, aquela falta de educação, para dizer o mínimo) muitas vezes.

      E, olha, cara, não sou ateu!

      1. Em tempo ainda.

        A meu ver, não há qualquer diferença entre o ocorrido recentemente na USP e o relatado acima. O Brasil, talvez pelos séculos de desmandos de uma desqualificada elite, transformou-se numa cultura patológica:

        aqui, embora oficialmente seja um estado laico, elites religiosas de todos os matizes possuem tentáculos no estado brasileiro; aqui, os verdadeiros criminosos sociais (qualquer grande traficante, desses últimos 40 anos de história, é ladrão de galinha perto daqueles empoleirados, com suas putas e deuses, nos condomínios de luxo dessas cidades brasileiras) não vão para a cadeia – faz séculos!; aqui, o público é sinônimo de privado; aqui, se confunde liberdade de imprensa, por exemplo, com a esculhambação pública sem direito à defesa do potencial inocente; aqui, a via pública pertence sempre ao mais esperto; o sucesso está associado ao famoso “jeitinho” tropical; a liberdade é válida desde que se possa “aprontar” o que quiser sem dar qualquer satisfação; acusa-se um partido de caixa dois, mas todas as negociatas, dos ditos “vencedores” (principalmente na iniciativa privada), faz séculos, são tramadas às escondidas e, sempre, na calada da noite; 9,5 em cada 10 brasileiros burlam o imposto de renda; em todo o litoral brasileiro há verdadeiros feudos onde não se encontra a simples passagem ao mar, o que é crime em qualquer pais civilizado; quando da discussão das cotas aos negros à universidade, os contra exemplos são sempre exceções à regra, mas nunca uma discussão concreta sobre o crime histórico cometido contra índios e/ou negros; aqui, diante duma câmara da globo, todos são a favor da igualdade entre homens e mulheres, entre hetero e homossexuais, porém na maioria da empresas brasileiras impera o preconceito moral e salarial, e tais decisões são tomadas por seres acima de qualquer suspeita; aqui, um homem, não vou nem mencionar as mulheres, com mais de 45 anos está, praticamente, morto no mercado de trabalho, a não ser, é claro, que queira se sujeitar a ganhar muito menos, fazendo muito mais decorrente de sua maior experiência; aqui, um homem oriundo das camadas mais humildes da sociedade brasileira chegou DEMOCRATICAMENTE à Presidência da República, por 8 ANOS!!!!, e ainda é tratado ideologicamente como um analfabeto por uma quadrilha de seculares analfabetos culturais!

        Ah, tô de saco cheio!

  4. Penso que não preciso de ninguém,nenhuma religião,para ser um ser humano possível.Sou atéia e a religião já se mostrou uma forma de praticar a intolerância.POrtanto,não me serve.Sem falar que é perigoso se tornar fanático,seja em que circunstância fÔr.Religião sem crítica é uma droga poderosa e já influenciou e patrocinou muito derramamento de sangue.Sigam o que melhor lhes aprouver,mas não venham com ares de superiores,apenas porque se professam “religiosos”.Respeitar não depende de outrem,senão de ti mesmo.Não preciso ter medo de ir para o inferno,para ser melhor,ou tratar das coisas da forma correta.Façam-me o favor!Vão tentar ser melhores sem recompensas.Veremos até onde irão.Exercitem seus bons pensamentos e boas energias.Queiram bem a todos,sem distinção e acabou-se.Se acreditam que irão para o céu,e apenas por isso,se fazem melhor do que realmente são…passa a ser um exercício e uma demonstração inócua e hipócrita.

  5. Matheus, talvez você esteja num universo paralelo mesmo, se não tá percebendo uma coisa tão óbvia que é o fato de que, no Brasil, as igrejas tem a maior parte do poder político e midiático e, acima de tudo, do dinheiro.

    Não existem canais de TV nem jornais ateus, não existem bancadas ateias no senado, no congresso, nas assembleias estaduais, nas câmaras municipais. Não existem escolas ateias, e não existe a possibilidade de implementar ensino ateu nas escolas públicas. Os nossos prédios públicos não são enfeitados por fotos do Richard Dawkins, mas por crucifixos e imagens cristãs.

    E realmente eu nunca vi uma manifestação violenta de religiosos contra ateus (até porque não é muito facil identificar um ateu pela roupa ou pelos lugares que frequenta), mas só no ano passado quatro terreiros de candomblé e umbanda foram invadidos e depredados em Salvador por grupos cristãos. É claro que nem todo cristão é babaca, existem muitas igrejas, e dentro dessas igrejas, muitas pessoas diferentes. Como em qualquer grupo social, tem gente mais e menos receptiva, mais e menos autônoma pra pensar, tem gente boa e gente cruel.

    Mas o texto fala aqui de uma situação que é bem generalizada, de igrejas que pregam a intolerância. De líderes religiosos que não só discriminam qualquer pessoa, literatura, filme, cultura, roupa que não faça parte do seu nicho, como incentivam os fiéis a fazerem o mesmo. Isso é bem assustador.

    1. O mérito do texto, pelo menos pra mim, tbm foi o de chamar a atenção para o crescimento das seitas/igrejas/religiões que pregam a intolerância. Infelizmente, preconceito existe em todos os grupos. Tenho minhas crenças e já sofri preconceito por causa delas, mas imagino eu que ser ateu, sobretudo no Brasil, deve ser especialmente duro, porque as pessoas se chocam com mais facilidade com quem não acredita em Deus do que com quem acredita mas tem uma outra religião.
      Se as coisas continuarem a caminhar desse jeito, e o discurso da intolerância pegar, vai ser ‘especialmente duro’ pra todo mundo.

    2. Mas Gustavo, era justamente sobre umbanda/batuque/candomblé/kardecismo/ocultismo que eu estava falando (tentando falar, talvez)! Ateu não sofre NADA que pessoas de tais religiões e práticas sofrem diariamente. NADA. Até porque, eles também sofrem ataques dos inteligentíssimos cultos sábios seres superiores ateus, que logo que “sofrem” algo, correm para internet, reclamam em blogs e fazem imagens “engraçadas” sobre como eles são muito inteligentes e melhores que o resto da humanidade.

      E quem começou o que no texto? Leia de novo: quem começou a palhaçada e o mimimi todo foi a mulher atéia. Quem puxou o assunto foi ela. Porra, quer “debater” algo e já fica “ah, você não respeita minha opinião mimi mas eu respeito a tua mimi, como eu sou melhor, puxa vida, que injustiça”, se a reação do crente só poderia ser aquela mesma, “deus me livre”.

  6. A VIDA FÁCIL DOS ATEUS

    http://www.interney.net/blogs/gravataimerengue/2011/11/14/a_vida_facil_dos_ateus/

    “E ela diz que ele não respeitou sua (dela) escolha, mas ele disse “deus ME livre” e não “deus A livre” ou coisa que o valha. Para um cristão, o ateísmo é ruim; para um ateu, o exato contrário. A vida do ateu é dura? Não, não é, e muito raramente alguém nos incomoda, exceto quando NÓS ATEUS PUXAMOS PAPO RELIGIOSO COM UMA PESSOA “DE FÉ”!”

    “Mas PERSEGUIÇÃO? Não, não existe. Não mais. Usar uma conversa com um taxista para corroborar uma tese dessas é algo frágil – até porque taxistas às vezes falam bem do Maluf e não há exatamente uma perseguição pró-Maluf ou contra-antimalufistas. E, claro, FOI ELA QUE COMEÇOU COM O PAPO RELIGIOSO.”

    “Claro, os ateus que não provocamos assuntos religiosos para depois denunciar uma inexistente situação desconfortável, intitulando texto abordando suposta “vida dura”. Nossa vida, hoje, é moleza.

    Essa bulevoadorização do ateísmo transformou ser ateu em algo cafona, mais um objeto de militância inócua, como aquela turma que grita “abaixo a repressão” sem que haja qualquer tipo de gente reprimindo. Esse ateísmo precisa sair da adolescência, porque ainda se situa naquele campo existencial da intenção de chocar a vovó.”

    Incrível, acabei achando algo que concordo no Gravataí Merengue.

    1. “Por fim, o maior preconceito está num trecho que pode ter passado desapercebido para alguns, mas entrega a autora pelo uso da linguagem: ela diz “a passageira era ateia, mas parecia do bem”. Ué! E por que não seríamos do bem? Por que a conjunção adversativa…”

      Matou a cobra e mostrou a serpente… A jornalista se HIPER valorizou no acontecido… Na realidade, não aconteceu nada com o valor que foi vendido ao seu chefe de redação…

      Mas… o que interessa? Futurar! Então, faturemos…

      Algo muito semelhante pode ser encontrado no site do DCE “dito” Livre da USP:

      aparece uma foto, na qual um soldado aponta uma arma para um desprotegido, “coitadinho”, estudante…

      Está registrado… Não há como negar!!!!…

      Porém a realidade:

      um fedelho dá um safanão na arma do soldado, apontada para o chão… Simplesmente, pela lei de ação reação, o soldado tenta contrabalançar o safanão em sua arma… O cano tente a ir para cima… alguém fotografando a mil, registra… Aí, escolhe o lhe é conveniente… E tudo se passa como se a Polícia estivesse acuando indefesos estudantes… Por que estou a dizer isso? Porque não há qualquer OUTRO REGISTRO DE UM POLICIAL APONTANDO UMA ARMA DIRETAMENTE PARA UM ESTUDANTE. SE TAL FATO TIVESSE SIDO A NORMA, JUSTAMENTE ISSO ESTARIA NO SITE DO DCE “DITO” LIVRE DA USP. PORÉM, NÃO ESTÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

      Na realidade, eram marginais se protegendo pelo espaço da USP, na tentativa de posar de vítimas… Há uma cena que apareceu em rede nacional: um desqualificado, dito, estudante, pula, qual um louva-deus, sobre o teto do carro da Polícia… A pergunta que não quer calar:

      Por que o tal “corajoso” não comete tal ato heróico, por exemplo, no Sul da periferia de São Paulo, lá na escuridão onde não há qualquer televisão?

      Resposta: ELE NÃO É UM IMBECIL. MAS UM PUTA OPORTUNISTA À PROCURA DE NOTORIEDADE ÀS SUAS MENININHAS E AOS SEUS MARMANJOS…

      ESSA É A GERAÇÃO XUXA, MEUS AMIGOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

        1. Milton,

          os “carinhas” do DCE “dito” LIVRE DA USP são pseudo-espertos.
          A foto está lá mas, agora, não se consegue ampliação…

          Por serem historicamente imbecis, não percebem que se autoproclamaram ao destino do “dito” movimento:

          O LIMBO!!!!!!!!!

  7. Realmente o aumento do culto evangélico é assustador aí no Brasil,parece que toda nação se converte,um horror. Sempre abominei o ensino religioso nas escolas,que aí é obrigatório, e aqui na Espanha minha filha finalmente se viu livre desta “disciplina”. É algo impressionante como a cegueira religiosa pode atrapalhar a vida das pessoas,recentemente a escola da filha fez um passeio a um mosteiro medieval a fim de conhecer as iluminuras desenhadas e escritas por monges e que estão guardadas no referido mosteiro e a colega de aula que vem do Paquistão foi proibida pela família que alegou não desejar que sua filha tenha contato com outra fé. Achei tudo muito deplorável, ver como as religiões atrasam a vida alheia,impedem a aquisição de conhecimento,enfim, tolhem o crescimento pessoal. E era apenas uma aula de história.Como dizem os espanhóis,JODER!!!!!!!

  8. Sou ateu ,minha irmã é pastora pentecostalista(imaginem os jantares da família).Falo por experiência cotidiana com esta dicotomia no convívio com
    os evangélicos.A intolerância pelo outro é parte inerente da concepção do mundo dos evangélicos A visão literal da Biblia,um livro escrito na idade do bronze,não dá margem á tergiversações.Ou vc acredita ou vc pensa.
    No livro do gênesis a cobra adverte a Eva sobre os perigos de comer o fruto da árvore do conhecimento.É isso ,ou vc enfrente as consequências do ato de pensar ou acredita na história da cobra falante

  9. INTOLERÂNCIA! Essa é a água no chopp. O cálice de fel! Percebo a intolerância até no modo de algumas pessoas escreverem, de manifestarem suas opiniões, sem darem chance aos fatos que, no mais das vezes, não conhecem. E nem as pessoas acusadas, que, alhures, não podem se defender.

    Deus existe, para mim, por uma única razão: ele me provou em três ocasiões de minha vida. Ele me presenteou com três pequenos milagres. Por isso, percebí que há Algo superior a mim e esse mundo material. Só por isso. Religião alguma, por si, me convenceu. Sou espírita, mas raramente vou a culto. Não acredito em ritos religiosos, que só atrapalham e extrapolam os mandamentos da religião. Prefiro, sim, seguir, na medida do possível, o que manda o espiritismo: crença em Deus e Jesus Cristo, tolerância (inclusive das outras religiões), compreensão, solidariedade, bondade, caridade e desapego aos excessos do mundo material, vez que esse mundo é finito e é uma breve passagem. E tenho dito!

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