Você entende de futebol?, de Carlos Guimarães

Você entende de futebol?, de Carlos Guimarães

Em casa, eu vejo futebol com o som da TV desligado. Não suporto os clichês vazios da maioria dos comentaristas do esporte. Na verdade, não há grandes conhecedores entre os analistas de táticas de futebol e quem se preocupa — ou enxerga — a parte tática, fica muito decepcionado com o papo, ainda mais que sua paixão está envolvida.

Então, o mediador (ou tradutor) entre o que se vê e o que é comentado é bastante insatisfatório.

Mas há uma nova geração de jornalistas-conhecedores ou estudiosos. Infelizmente, estes ainda não chegaram às grandes redes.

Um deles, na minha opinião o melhor dentre os gaúchos, acaba de lançar seu segundo livro: “Você entende de futebol?”, com o substítulo “E outros ensaios sobre o jogo e a mídia”.

Seu nome é Carlos Guimarães e seus textos jamais ofenderão sua inteligência. Sim, ele é o herdeiro de Ruy Carlos Ostermann e Lauro Quadros.

E estará autografando o livro na próxima quinta-feira aqui na Bamboletras. Apareça aqui para pegar seu exemplar autografado e levar um papo com o Carlos. Talvez ele saiba quem vai ganhar a Copa…

Carlos Guimarães

1966, a Copa divisora de águas: Pelé caçado, Rattín expulso

A Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, foi um divisor de águas na história das Copas. Foi a primeira a ser disputada na casa dos ingleses e estes queriam aproveitar a oportunidade para ganhar o título pela primeira vez. Foi uma das Copas mais violentas já disputadas.

Até 66 não podia ser feita substituição de jogadores durante os jogos. Se alguém se machucasse não podia ser substituído. A seleção tinha que jogar com menos jogadores. Alguns exemplos foram se acumulando. Logo na primeira Copa, o goleiro André Thepot, da França, foi substituído pelo zagueiro Chantrel quando se contundiu durante o jogo. Em 58, num lance casual com Vavá, o zagueiro Jonquet, da França, quebrou a perna. Em 62, Pelé se contundiu sozinho no jogo contra a Tchecoslováquia e não pode ser substituído.

Em 66, Pelé foi caçado no jogo contra Portugal e passou a fazer número em campo, tudo às vistas do juiz inglês. Foi um jogo absolutamente inacreditável nos dias de hoje. Portugal tinha um bom time, tinha Eusébio, mas abusou demais na violência.

Outro fato decisivo foi a expulsão do capitão argentino Rattin no jogo contra a Inglaterra. O juiz era da Alemanha, não falava inglês, nem Rattin. O Rudolf Kreitlein expulsou o argentino por indisciplina e pela expressão do rosto de Rattín, embora o alemão não entendesse espanhol. Os argentinos reclamaram, alegando nenhum motivo da expulsão de Rattín, que solicitou um intérprete. O jogo parou por dez minutos, antes que Rattín saísse. Ele se recusou a sair de campo e acabou sendo escoltado por vários policiais. Não satisfeito, pegou uma bandeira do Reino Unido e amassou. Por isto, a FIFA obrigou os árbitros a utilizarem cartões amarelos e vermelhos.

Estes dois fatos contribuíram para as medidas tomadas para a Copa de 70, no México. Já poderiam ser feitas duas substituições durante o jogo e hoje já evoluiu para três e até quatro se tiver prorrogação. E foram instituídos os cartões amarelos e vermelhos para facilitar a comunicação entre árbitros e jogadores.

Um Outro Futebol, de Roberto Jardim

Um Outro Futebol, de Roberto Jardim

A importância do futebol no Brasil não se reflete em nossa literatura. Há alguns grandes livros, mas o volume de publicações é infinitamente menor do que o espaço que o futebol ocupa na vida, na cabeça e nas conversas dos brasileiros, para não falar nos vastos espaços concedidos ao esporte nos veículos de comunicação. Então, quando é lançado um livro que faz uma minuciosa intersecção entre o esporte e a vida aqui fora — refiro-me à política, ao racismo, às ditaduras, à homofobia e ao futebol feminino, coisas que a imprensa, digamos, “não gosta muito de falar” — temos que saudá-lo.

A obra de Roberto Jardim cumpre brilhantemente o que promete. É realmente um outro futebol, uma outra abordagem. Temos 204 páginas de pequenos textos abordando fatos em sua imensa maioria desconhecidos do público futebolista. Eu mesmo, um viciado em futebol, ignorava a esmagadora maioria do que é (bem) narrado no livro. Há jogadores e técnicos que foram verdadeiros heróis e há tristes vítimas.

O que fica claro é que a intersecção que citei é bem maior do que se imagina. E todos os que pensam que o futebol não se mistura com política — que é o que diz fazer a Fifa, um dois vilões do livro –, minha nossa, não há nada que os defenda. O futebol é uma grande repositório de metáforas e conhecimento e, como tal, vive não apenas dentro das quatro linhas ou dos estádios.

Times de refugiados, times e jogadores insultados, mulheres proibidas de jogar futebol, lutas pela democracia em diversos países, farsas, homofobia, está tudo no livro de Jardim. Há muitos casos que deveriam ser conhecidos. Se tivéssemos mais futebol em nossa ficção, vários deveriam servir de inspiração a autores, tais suas forças. Por exemplo, o caso do jogador inglês Justin Fashanu — que li na fila para votar — me tocou profundamente pela absoluta falta de saída para um jogador que sai do armário. O bombardeio que ele sofreu foi implacável e deu no que deu. Outro exemplo, você sabia que o futebol feminino foi proibido no Brasil por Getúlio Vargas em 1941 e só permitido em 1979? Sim, o preconceito gerou 38 anos de proibição.

Confessadamente inspirado em Futebol ao Sol e à Sombra, de Eduardo Galeano, Um Outro Futebol é um grande livro que recebeu texto introdutório de Xico Sá e orelha de Sérgio Rodrigues.

Recomendo!

Obs.: o livro terá lançamento no próximo sábado (15 de outubro), às 16h30, na Bamboletras, com a presença de Luís Augusto Fischer, Leo Oliveira e de vocês!

Roberto Jardim

Taison

Eu sei que Taison pouco fez em 2022, mas acho que seu retorno ao Inter valeu e muito. Ele foi protagonista no Gre-Nal mais importante deste século — aquele que mostrou ao pessoal do Humaitá qual seria seu lugar este ano. Nós vencemos com aquele gol dele de cabeça. Quando eles pensavam que poderiam retirar a tampa do caixão no Beira-Rio, ele foi lá e pregou a coisa. Foi fundamental e até hoje fico feliz de entrar no GloboEsporte sem vê-los no grupo da elite.

Arerê, Taison!

Eu e meus foras

Eu e meus foras

Como todo mundo está fazendo, agorinha eu e Elena falávamos sobre a Ucrânia quando eu comecei a citar os ucranianos que conhecia. E eu citei Shevtchenko, goleador no Milan e grande jogador de futebol.

Minha mulher me olha com aquele ar de desalento sem fim, pois pensava que eu, um (pseudo)erudito, falava de Tarás Hryhórovych Shevtchénko, o maior poeta do país.

Na opinião dela, isto é como conhecer Beethoven só como o cachorro do filme. E, para mim, taras sempre foi outra coisa.

Tarás Hryhórovych Shevtchénko (Moryntsi, 1814 — São Petersburgo, 1861)

Lupi, dor de cotovelo e hino do Grêmio

Lupi, dor de cotovelo e hino do Grêmio

Eu estava agorinha explicando para a Elena o que era Música de Fossa, cantando partes de canções de Maysa e Lupicínio. Não chegava a ser exatamente um seminário sobre dor de cotovelo, mas quase. Então, eu lhe disse que toda a grande obra de Lupi eram os vários opus de suas frustrações amorosas à exceção de uma música.

— Qual é?
— O hino do Grêmio.
— Quer dizer que eles chamaram um derrotista para escrever seu hino???

Neste momento me caiu a ficha.

Aliás, várias fichas.

Lupicínio Rodrigues: autor do hino daquele time

O Walking Football

O Walking Football

Lembrando Santiago Ortiz Monsalve

Eu não conhecia o walking football. Quem primeiro conversou a respeito comigo — pois o praticava no País de Gales — foi o Santiago citado acima. Ele, apesar de jovem, jogava o walking football com pessoas idosas em Swansea e dizia que era complicado porque em hipótese alguma podia-se correr atrás da bola. Só se pode caminhar, sempre com um pé no chão, como a marcha atlética das Olimpíadas, por exemplo. Como driblar, como evitar que a bola nos fuja? Como se calcula o chamado ponto futuro? Como se bate uma falta?

Bem, nunca joguei, mas o walking deve ser ótimo. Imagine seguir jogando futebol, mesmo depois dos 60 anos? Imagine um futebol inclusivo e preparado para ter menor impacto físico e que ao mesmo tempo favorece uma longevidade ativa?

O esporte pode ser praticado tanto em ambientes internos quanto externos e existem milhares de times em todo o Reino Unido, com jogadores com mais de 50, 60 e 70 anos. O esporte também se tornou popular entre mulheres.

Embora baseado no futebol, o walking tem cerca de 50 diferenças em relação ao futebol padrão. Por exemplo, se um jogador corre, é marcado um tiro livre para o adversário. Essa restrição, juntamente com a proibição de carrinhos, tem como objetivo evitar lesões e facilitar a prática do esporte por aqueles que são fisicamente desfavorecidos. O jogo era originalmente jogado sem goleiros — embora haja variações — e a bola nunca deve ser chutada acima da altura da cabeça. Diferentes bolas são usadas nas variações indoor e outdoor do esporte. E o tamanho do campo pode variar para se adequar a diferentes locais.

E mais não sei, mas gostaria de tentar.

O calendário do futebol brasileiro para 2022

Por Tiago Luz

O calendário do futebol brasileiro para 2022 é o seguinte:

– Férias 2021/22: 10/12/21 a 08/01/22 (30 dias)
– Pré-Temporada: 09/01 a 25/01 (17 dias)
– Campeonatos Estaduais: 26/01 a 03/04 (16 datas) <— Céus, pra quê?!
– Copa do Brasil: 23/02 a 19/10 (14 datas)
– Série A: 10/04 a 13/11 (38 datas)

A Copa do Mundo iniciará no dia 21/11/2022, apenas oito dias após o fim do calendário nacional da primeira divisão. Em 2018, a seleção brasileira fez um período de preparação de quase um mês, 27 dias. Se o mesmo for feito em 2022, isso significa que haverá uma sobreposição de dezenove dias, quase três semanas, entre a preparação e o Campeonato Brasileiro.

Ou seja, na melhor das hipóteses, se tudo correr maravilhosamente bem, vários times perderão jogadores para seleções nas últimas três semanas do Brasileiro.

Quando, daqui a um ano, seu dirigente favorito do seu clube do coração reclamar de desfalques, lembre-se de perguntar qual foi a posição dele em relação a esse calendário. Já adianto que, muito provavelmente, foi de concordância.

Uma parte importante da Cartilha do Rebaixamento

Uma parte importante da Cartilha do Rebaixamento

Está sendo um mau ano para o Inter… E um ano muito feliz para os colorados! Arerê!

Bem, a lista abaixo não é algo casual. Vejam as coincidências.

Muitos técnicos utilizados
Argel
Falcão
Roth
Lisca
Renato
Tiago Nunes
Felipão
Mancini

Muitos goleiros utilizados (a maioria péssima)
Danilo Fernandes
Lomba
Jacsson
Chapecó
Brenno
Vanderlei
Paulo Victor

Ruindades sul-americanas contratadas a peso de ouro
Nico Lopez
Campaz

Jovens lunáticos
Jean Pierre
Valdívia

Capitães de seleções ruins
Villasanti
Seijas

Centroavantes estrangeiros ruins
Ariel
Churín

Influencers de baixo nível
Baldasso
Farid

SWAT de dirigentes defasados
Fernando Carvalho
Denis Abraão

E Douglas Costa…

Mas numa coisa o coirmão está inovando: vai ser o primeiro rebaixamento de um grande com salário em dia e superávit financeiro. Uma verdadeira façanha.

Um resumo das chances do Grêmio, para os colorados torcerem corretamente…:

Se o Bahia e o Juventude — os dois, AMBOS — ganharem somente uma das 4 partidas que lhes faltam, ficariam com 43.

Se o Grêmio ganhar do São Paulo e do Atlético MG e empatar com o Corinthians, faria os mesmos 43 pontos e escaparia pelo critério do número de vitórias.

É o jeito mais lógico, apesar de improvável.

Jogos que faltam para o trio:
Grêmio: SP (c), Corinthians (f) e Atl-MG (c)
Juventude: Bragantino (c), Fortaleza (f), SP (f) e Corinthians (c)
Bahia: Atl-GO (f), Atl-MG (c), Flu (c) e Fortaleza (f)

Como disse um amigo

Os mesmos que cobram título ou vaga direta na Libertadores, apostavam que o Inter seria rebaixado.

Nossa realidade, que eles fingem não saber (ou esqueceram), é a manutenção na Série A, uma Sula de bônus e a continuidade da reestruturação do Clube.

É isso. Nosso time é apenas um pouco melhor do que o Grêmio. Talvez nem isso. Talvez seja apenas administrado por gente mais normal.

Não fosse o Grêmio, estaríamos na maior crise.

Uma ligação do Milton Saad

Uma ligação do Milton Saad

Me liga o Milton Saad para dizer que o Arerê é pura alegria, é Carnaval, é festa, é gente dançando feliz.

E completa dizendo que naquele “Um minuto de silêncio”, além de ser uma cópia dos argentinos, não se dança, não se comemora, nada. É fúnebre, denso, pesado, maldoso, fatal.

Nós não queremos ser fatais ou imortais. Somos colorados.

O Arerê é aquela alegria de ver alguém voltando para casa. Já o Minuto de Silêncio é para quando o Bolsonaro cair. O Arerê é para abraçar, o Minuto é para se despedir.

Isso diz muito, né, Saad?

Inter ensina a como entregar 3 pontos e entrar nervoso num Gre-Nal… Que vale 3 pontos

Inter ensina a como entregar 3 pontos e entrar nervoso num Gre-Nal… Que vale 3 pontos

Sim, sei da vontade colorada de ganhar um Gre-Nal e de afundar com o Grêmio. Sei também da mística e da simbologia que envolve o clássico, mas jamais esqueçam da matemática e do dito objetivo de alcançar uma vaga para a Libertadores 2022.

Pois poupando seus craques — ironic mode on –, o Inter entregou 3 pontos para o São Paulo. Ora, o atual São Paulo dói de ruim e poderíamos sair com um resultado melhor do Morumbi. Ontem, domingo, pouparam para um Gre-Nal que será sábado, seis dias depois… Yuri, Taison e outros estão com 2 cartões amarelos, mas sabemos que, bem orientados, atacantes podem jogar meses sem levar cartões.

Lembro de 2001, quando o Inter jogou com os reservas poupando jogadores para um clássico. Perdeu de 3 x 0 para a Portuguesa e depois, nervoso, perdeu também o Gre-Nal em casa. Eu estava no Olímpico e vi os descansados titulares perderem aquele jogo por 1 x 0. Também quero afundar o Grêmio, mas colocar isso acima do próprio clube é coisa de gente pequena, minúscula. E nosso comando têm sido repetidamente assim, diminuto.

Ao preservar jogadores no Morumbi, o Inter trouxe para si parte do peso que estava 100% com o Grêmio. Decretando a própria derrota para o São Paulo, assumiu risco alto na luta por vaga Libertadores. Já são quatro jogos sem vitória. Mas vamos lá.

Registros fotográficos familiares da época da construção do Beira-Rio

Registros fotográficos familiares da época da construção do Beira-Rio


Milton Nerd dentro do Beira-Rio em construção em setembro de 1968 (eu tinha 11 anos). A época era de ditadura, mas os óculos são do Realismo Socialista.


Eu e minha irmã …


E meu pai, falecido em 1993 e que infelizmente não pode ver Campeão do Mundo o clube que me inoculou com tanta competência.


Orgulho após impedir o octacampeonato do Grêmio (foto de janeiro de 1970, 12 anos)

Koff e as contratações de técnicos

Koff e as contratações de técnicos

Certa vez, conversando com o Fábio Koff — sim, apesar de ser um colorado bem chato, fui e sou amigo de grandes gremistas –, ele me disse que numa ocasião viajara para contratar um técnico de futebol.

Chegando na casa-sítio-espetáculo do cara, o Fábio sentiu-se de tal forma constrangido e pressionado pela riqueza do sujeito, que resolveu aumentar a proposta por conta própria, enquanto aguardava a chegada da sumidade. Acabou por fechar a contratação. Foi um completo fracasso.

Vagner Mancini vai receber 700 mil por mês e mais 5 milhões se retirar o Grêmio do buraco. Fico pensando no patrimônio desta figura que tem anos de trabalho como técnico e já rebaixou 5 clubes.

(Se alguém me pagasse 5 milhões para retirar um time do rebaixamento, talvez não desse certo, mas vocês veriam coisas bem criativas…)

Koff com a Taça Libertadores e a Toyota.

 

4 drops aleatórios de 5 de outubro

4 drops aleatórios de 5 de outubro

Se construírem aquelas torres ao lado do Beira-Rio, gostaria de ver a torcida invadir sem violência a torre que tivesse bandeiras do Grêmio. Isso me divertiria.

Por quê? Ora, pelas manchetes da RBS. O fato uniria duas coisas que eles detestam: ocupações e Inter.

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Dois dos autores mais citados por Karl Marx em todos os seus escritos são Miguel de Cervantes e William Shakespeare. Menos difundido, mas igualmente conhecido, é que ele falava quase todas as línguas europeias, que relia os clássicos gregos com gosto (uma vez por ano ele lia Ésquilo no grego original) e que recitava longas passagens de memória para sua família e amigos de A Divina Comédia, bem como versos de Heine e Goethe. Fora do alemão, seus favoritos eram o poeta escocês Robert Burns, Walter Scott e Honoré de Balzac. Certa vez, ele escreveu que, terminada sua obra econômica, escreveria uma obra crítica sobre A Comédia Humana. Sua filha mais nova, Eleanor, diz: “Para mim e minhas irmãs, ele lia o Homero inteiro, todo o Nibelungen, Dom Quixote, As Mil e Uma Noites , etc. Mas Shakespeare era a Bíblia de nosso lar, sempre na boca de alguém e nas mãos de todos. Quando eu tinha seis anos, sabia de cor todas as cenas de Shakespeare”.

Por Mario Goloboff, no Página 12

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Se a questão é tentar acertar o Nobel de Literatura de 2021 a ser anunciado quinta-feira pela manhã, o cara que fede a prêmios é Mia Couto. A russa Liudmila Ulítskaia pode vencer e a francesa Ernaux tb. Mas acho que ganhará alguém obscuro, como tantas vezes.

Ou Joni Mitchell, já que premiaram Dylan…

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Eu lembro que jamais ia nas palestras matinais da FLIP de Paraty em razão das cachaças ingeridas na noite anterior. Só voltava a funcionar ao meio-dia. E meio mal.

 

Para os colorados delirantes

Para os colorados delirantes

Para que os colorados tenham ideia do quão ruim é a campanha do time, basta dizer que ambos — Inter e Grêmio — têm 18 jogos e 5 vitórias. O que nos diferencia são 4 empates, quatro pontos a mais que deixam o Grêmio no rebaixamento e nós pensando que somos grande coisa.

Não que seja uma maravilha, mas o percentual da gestão Aguirre, se fosse aplicado aos jogos restantes, nos daria uma posição melhor, ainda mais que teremos os jogos mais fáceis no início do returno. Jamais esqueçamos que Miguel Ángel Ramírez nos deixou na 17ª colocação.