Eleição de 2022: o PUM manifesta-se pela primeira vez

Eleição de 2022: o PUM manifesta-se pela primeira vez

Eu devo ser muito teimoso ou burro. Na minha opinião, o fundamental é tirar Bolsonaro do governo, substituindo-o por um outro que ao menos faça política e não nos envergonhe.

Não entendo esse nojinho em relação ao Alckmin. Bolsonaro é perigoso, tem muitos votos e estou disposto a votar no político que possa tirá-lo do posto.

Votaria no Doria, no Leite ou no Ciro ou em quem pudesse enfrentá-lo. Claro que tenho preferências, mas isto não importa no momento. E a Câmara tem de ser muito mudada também.

Acho que alguns perderam o foco ou estão considerando o Boçalnato como vencido. É um erro. O Bozo e seus corruptos estão bem vivos do ponto de vista eleitoral.

Não há nada pior do que Bolsonaro. E política se faz com alianças. É normal e, se você pensar um pouco, verá que é saudável.

Cancele Putin, não a Rússia

Cancele Putin, não a Rússia

O repúdio ao ataque à Ucrânia pelo governo russo não deve ser confundido com a penalização a seus artistas e atletas

CHRISTOPH DE BARRY (AFP)
No El País
Tradução do blogueiro

As ações que condenam a guerra contra a Ucrânia também chegaram ao mundo da cultura e do esporte. Os ministros da Cultura da UE concordaram na semana passada com “a suspensão de projetos e iniciativas culturais e esportivas em andamento” envolvendo a Rússia e com o cancelamento de eventos programados. No comunicado do ministério espanhol, tanto federações quanto clubes são instados a não tomar medidas contra quem rescindir seus contratos com clubes russos ou prejudicar aqueles que decidem suspender atividades programadas com equipes convidadas da Rússia ou da Bielorrússia.

A aplicação dessas medidas é clara em relação às instituições oficiais russas, mas essa clareza desaparece quando desce à infinita variedade de situações individuais que a atividade cultural e esportiva promove. Será necessário ser particularmente escrupuloso para não incorrer na estigmatização de qualquer atleta, artista, músico ou escritor russo como porta-voz ou representante do presidente Vladimir Putin. Qualquer erro nessa área desafiaria o valor da medida e transformaria os países europeus em repressores indiscriminados daqueles que, na realidade, podem ser aliados ativos contra Putin. Os exemplos já divulgados são relevantes e começaram com a renúncia de artistas de alto nível a representar oficialmente a Rússia na Bienal de Veneza em abril. Nem a sua curadora artística, a lituana Raimundas Malasauskas, aceitou a encomenda porque “esta guerra é política e emocionalmente insuportável”. A resposta interna também foi importante. Houve até um manifesto contra a guerra assinado pelos diretores do teatro Bolshoi em Moscou e do teatro Alexandrinsky em São Petersburgo, Vladimir Urin e Valery Fokin, juntamente com artistas como o violinista Vladímir Spivakov ou o ator Oleg Basilashvili.

Não são casos únicos, mas são os que mostram a existência de uma oposição proeminente dentro do país que também precisa de ajuda como a resistência antifranquista, ao mesmo tempo em que um novo exílio na Europa já começou: aquele que escapa de Putin. Esses e outros nomes devem servir como antídotos para a associação preguiçosa entre a cultura russa e a invasão da Ucrânia lançada por um presidente autocrático . O nobre espírito que anima a medida está destinado a prejudicar Putin sem que esse boicote prejudique também a atividade de artistas, criadores e atletas fora das delegações oficiais russas.

A cultura do cancelamento é em si um esporte arriscado, mas arruinar a vida profissional e artística daqueles sem vínculos com Putin seria um grave erro. Apoios como uma bolsa para estudos adicionais fora da Rússia ou ajuda financeira para um projeto artístico não devem ser evidências suficientes para cancelar seus beneficiários sem incorrer em traços xenófobos ou dolorosamente simplistas. O cuidado requintado na aplicação dessas medidas, tanto no campo cultural quanto esportivo, terá que ser o critério central para que a condenação da agressão de Putin contra a Ucrânia não condene a cultura russa fora da Rússia à miséria.

Vladimir Spivakov: culpado de nada

Sim, vamos, Eduardo Leite

Sim, vamos. Pois quem é que não sabia? Naquele domingo de eleição, houve gente literalmente chorando no balcão da Bamboletras. E tu estavas comemorando, Leite.

Tu fizeste campanha pro cara que matou desnecessariamente 450 mil brasileiros — o cálculo de mortos no país, se houvesse ação efetiva do governo, é de 150 mil. Inadvertidamente, mas por burrice, falta de visão e opção classista, foste parceiro em um genocídio, meu caro.

E agora tu pedes pra gente esquecer…

E Aline Passos completa:

Em todos os governo eleitos, existe uma relação óbvia: quem os elegeu carrega responsabilidade por isso.

Agora que estamos no pior governo da história, fascista, burro, corrupto, grosseiro, os eleitores não querem assumir a parte que lhes cabe no genocídio. E mais: querem atribuir justamente a quem não votou em Bolsonaro, o resultado dessa merda toda.

Ora, Sr. Eduardo Leite, se você cravou 17 na urna em 2018, esse voto é seu, somente seu. Talvez, como menino branco, rico, mimado, o Sr. não tenha sido ensinado a lavar a privada onde caga, mas isso não quer dizer que foi outra pessoa que cagou. Assumir a própria merda seria um bom sinal de que deixou de ser o filhinho de papai e se tornou, sei lá, adulto, que é requisito pra se candidatar, aliás.

Da necessidade da educação

Da necessidade da educação

Lembro de um encontro casual que tive com o Frei Betto no Sul21 durante o governo Lula. Ele me disse que o pessoal agora tinha geladeira, mas que não estavam aprendendo nada e que acabariam sem. 

Por Marino Boeira

Como faço sempre com os motoristas do Uber, puxei assunto com o Daniel que me levava para o cinema na noite de sexta. Primeiro ele me contou sua história. Como muitos outros, ele trabalha o dia inteiro numa indústria e nos fins-de-semana dirige o seu Fiat para aumentar a renda. Me contou que da corrida de 43 reais que vou pagar, vai ficar com apenas 20 reais. Que o aplicativo cobra cada vez mais dos motoristas e dá menos retorno. O aconselho a se unir a outros motoristas e fazer reivindicações em conjunto. Quem sabe organizar um sindicato? Ele me ouve e vai concordando. Obviamente, no final, pergunto em quem votou em 2018. Ele diz que foi no Bolsonaro, mas que acha que não vai repetir o voto. Por que não votou então no PT ? Porque eles roubam muito, responde. Como você sabe isso? É o que diz a mídia, me responde. Explico pra ele que a mídia teve interesse em desconstruir os governos do PT alegando questões morais para justificar tudo que fazem agora para retirar os ganhos dos trabalhadores. O Uber é só um aspecto dessa exploração, digo. Então, me dou conta mais uma vez que o grande culpado pelo governo do Bolsonaro é o PT. Durante seus 14 anos no poder, tentando conciliar com empresários, banqueiros e a mídia, foi incapaz de criar um programa de educação política das pessoas como o Daniel, motorista de Uber e tantos outros. Os eleitores do Bolsonaro foram aquelas pessoas que o PT não soube ensinar quais eram seus direitos de cidadão. Aquela famosa resposta do então todo poderoso Zé Dirceu, àqueles que lhe cobravam que o PT criasse um sistema público de divulgação da sua filosofia de governo – já temos uma rede de televisão, a Globo – é o melhor retrato de como o partido esqueceu de falar com a população mais pobre. O resultado é essa imensa alienação política que gera os bolsonaros, os dórias, os leites, os melos, os lasiers e os heinzes.

Por uma Lei da Bibliodiversidade

Por uma Lei da Bibliodiversidade

Fonte: IEA

Detalhes do evento

Quando:
de 13/10/2021 – 09:00

a 15/10/2021 – 17:00

Onde:
ON-LINE

Nome do Contato:
Cláudia R. Pereira

Telefone do Contato:
11 3091-1686

Todo mundo reclama da Amazon, menos os franceses e alguns outros países europeus. Na França, existe a Lei Lang, também chamada de “Lei do Preço Fixo”, que foi aprovada em 1981. Ela impõe limite a descontos dados por livrarias, com o objetivo de evitar a concorrência desleal. Entre 2013 e 2014, deputados e senadores aprovaram emenda que impede a Amazon de conceder descontos superiores a 5%, bem como o frete grátis.​.. Lá, o comércio deve respeitar o período de dois anos de lançamento do livro, oferecendo descontos máximos de 5% na venda ao consumidor final. Um sonho.

Há 40 anos a Lei Lang ou Lei do Preço Fixo-Único do Livro mobilizava a sociedade francesa pela regulação do preço do livro. Houve uma campanha de massa para a formação da opinião pública e os profissionais do livro se viram unidos em função de uma só pauta. A Lei foi aprovada por unanimidade pelas duas câmaras francesas, em 10 de agosto de 1981. Na época, venceu o projeto contra a concorrência desleal das livrarias, em resposta às grandes redes varejistas que apenas despontavam no mercado.

A vitória da Lei Lang despertou o debate sobre o Preço Fixo-Único do livro em todo o mundo, ou, pelo menos, nos países mais afeitos às francesias e onde a fragilidade das livrarias ia de par com a rarefação dos leitores e as incertezas do mercado. Hoje o debate atinge em cheio os profissionais do livro no Brasil e, em especial, o público leitor. O projeto de lei “Política Nacional do Livro e Regulação de Preços” (PL 49/2015), em tramitação no Senado, acende um alerta: é preciso lançar luz sobre as condições desiguais de produção, comércio e distribuição dos livros em um país desigual e com dimensões continentais.

Lei do Preço Fixo-Único ou Lei do Preço Comum? Somos “Por uma Lei da Bibliodiversidade”. A questão tem sido debatida sob a ótica do mercado, quando, na verdade, ela tem uma abrangência muito maior, dada a natureza do livro na economia de bens culturais, e de seu papel na formação dos leitores.

Ao celebrar os 40 anos da Lei Lang, pensamos em construir um diálogo de inestimável relevância para a sociedade, reforçando o vínculo histórico entre a França e o Brasil, com vistas na construção de políticas públicas para o livro, a começar pela regulação do mercado editorial.

Inscrições
Evento público e gratuito | sem inscrição prévia

Transmissão – Diffusion
www.iea.usp.br/aovivo

Organização
Instituto de Estudos Avançados (IEA/USP)
Institut des Amériques (IdA), Pôle Brésil
Consulado Francês – Programa Cátedras Franco-Brasileiras no Estado de São Paulo
Embaixada da França no Brasil

Programação

13/10

9h Boas-Vindas – Bienvenue:

Guilherme Ary Plonski (EP, FEA e IEA/USP) e Marisa Midori Deaecto (ECA/USP); Livia Kalil (IdA-Sorbonne Nouvelle); Patrícia Sorel (Université Paris-Nanterre, Pôle Métiers du Livre); Nadège Mezié (Consulado da França, São Paulo) e Vincent Zonca (Embaixada da França)

10h Saudação do ex-Ministro da Cultura na França, responsável pela implementação da Lei do Preço Fixo, ou Lei Lang – Salutations de l’ancien ministre de la Culture en France, chargé de la mise en œuvre de la loi sur le prix fixe, ou Law Lang, Jack Lang
10h30 Saudação do Presidente do Bureau International de l’Édition Française – Bief – Salutation du Président du Bureau International de l’Édition Française – Bief, Antoine Gallimard
11h às 13h A Lei Lang: o Tempo da Política, da Economia e da Cultura – La Loi Lang: Le temps de la Politique, de l’Économie et de la Culture
A Lei Lang e as Mutações do Livro: balanços e perspectivas (1981-2021) – La loi Lang et les Mutations du Livre : bilans et perspectives (1981-2021) – Jean-Yves Mollier (Université de Versailles Saint Quentin-en-Yvelines, França)

A Lei Lang: Abordagem Política para uma Questão Econômica – La loi Lang : une Approche Politique d’une Question Économique – Nicolas Georges (Diretor do Livro e da Cultura; Ministério da Cultura, França)

A Lei Lang, Tempo Forte de Uma Política Cultural Fundada em um Caso de Exceção – La loi Lang, Temps Fort d’une Politique Culturelle Fondée sur un cas d’Exception – Françoise Benhamou (Université Sorbonne Paris Nord Sciences Po-Paris e Cercle des Économistes, França)

Mediação – La Médiation: Nadège Mezié (Consulado da França, São Paulo)

14h30 às 16h Mesas-Redondas – Tables Rondes: A Lei do Preço Fixo: Panorama e Perspectivas do Mercado Editorial – La loi sur le Prix Unique : Panorama et Perspectives du Marché de l’Édition
Panorama do Mercado Editorial e Livreiro do Brasil – Panorama du Marché de l’Édition et de la Librairie au Brésil – Vítor Tavares (CBL – Câmara Brasileira do Livro)

Retrato das Livrarias no Brasil – Les librairies au Brésil – Bernardo Gurbanov (ANL – Associação Nacional de Livrarias)

Pensar as Políticas Públicas Para Além das Grandes Compras e das Grandes Empresas – Penser les Politiques Publiques au-delà des Gros Achats et des Grandes Entreprises – Haroldo Ceravolo (Alameda Editorial e LIBRE)

Mediação – La Médiation: Paulo Werneck (Jornalista e Editor 451)

16h às 17h30 Livros a Mancheia para todo o Brasil: sobre o Preço do Livro e o Acesso à Leitura – Livres pour tout le Brésil: Sur le Prix Unique et l’Accès à Lecture
Correios: Logística e Estratégica no Território Nacional – La Poste: Logistique et Stratégie sur le Territoire National – Igor Venceslau (FFLCH-USP)

Políticas Públicas: Meios para Executá-las e Participação Social – Politiques Publiques: Moyens de Mise en Oeuvre et de Participation Sociale – Felipe Lindoso (Livro e Leitura)

O Mercado Editorial Brasileiro em Tempos de Covid: um Primeiro Balanço – Le Marché de l’Édition Brésilien en Temps de Covid-19 : un Premier Bilan – Marília de Araújo Barcellos (UFSM)

Mediação – La Médiation: Tadeu Breda (Editora Elefante)

14/10

9 às 10h Conferências de Abertura – Conférences d’Ouverture

O Que é a PL 49/2015? – Sur le PL 49/2015 – Jean Paul Prates (Senador da República)

Frente Parlamentar em Defesa do Livro, da Leitura e das Bibliotecas – Front Parlementaire Mixte de Défense du Livre, de la Lecture et des Bibliothèques – Ricardo Borges (Senado Federal)

Mediação – La Médiation: Fernanda Garcia (CBL)

10h30 às 13h Mesas-Redondas – Tables Rondes: Lei Lang: Experiências e Expectativas – Expériences et Attentes Autour de la Loi Lang
A Lei Lang Vista pelos Profissionais do Livro Franceses – La loi Lang Vue par les Professionnels du Livre Français – Patrícia Sorel(Université Paris-Nanterre, Pôle Métiers du Livre, França)

A Lei do Preço Fixo no Mundo – Le régime du Prix Unique du Livre dans le Monde – Jean-Guy Boin (ex-Bief, Economista)

Sobre a Lei do Preço Fixo: É Possível Sensibilizar a Sociedade Brasileira? – La loi sur le Prix Unique: Est-il Possible de Sensibiliser la Société Brésilienne? – Marcos da Veiga Pereira (Presidente do SNEL – Sindicato Nacional de Editores de Livros)

A Lei do Preço Fixo e o Impacto nas Livrarias – La loi sur le Prix Unique : Ses Conséquences sur les Librairies – Marcus Teles (Livraria Leitura, CBL e ANL)

Mediação – La Médiation: Vincent Zonca (Embaixada da França)

14h30 as 17h Mesa-Redonda – Table Ronde: Editoras e Livrarias Independentes: uma Mirada Latino-americana sobre a Questão do Preço Fixo – Maisons d’Édition et Librairies Indépendantes: Un Regard Latino-Américain sur les Enjeux du Prix Unique
O Lugar do Preço Fixo nos Ativismos Editoriais Brasileiros – La Place du Prix Unique dans les Activismes Éditoriaux au Brésil – José de Souza Muniz Júnior (DELTEC-CEFET-MG)

Preço Fixo do Livro na América Latina: um Debate Inacabado – Prix Unique du Livre en Amérique Latine : Un Débat Inachevé – José Diego Gonzalez Mendonza – (Cerlalc, Colômbia)

A (Des)ilusão do Preço Único no México – La (Dés)illusion du Prix Unique au Mexique – Tomás Granados Salinas (Grano de Sal, México)

A Lei do Preço Único na Argentina: um Balanço Após 20 Anos de Experiência – La Loi sur le Prix Unique en Argentine: Un Bilan après 20 ans d’Expérience – Alejandro Dujovne (CONICET e  Programa Sur de Traducciones, Argentina)

Mediação – La Médiation: Lilia Zambon (Companhia das Letras e CBL)

15/10

9h às 9h50 Conferência de Abertura – Conférence d’Ouverture

Fixar o Preço, Salvar o Livro. Convergências, Tensões e Percursos no Caso Português – Fixer le Prix, Sauver le Livre. Convergences, Tensions et Parcours dans le Cas Portugais – Nuno Medeiros (ESTeSL-IPL)

Mediação – La Médiation: Bel Santos Meyer (IBEAC e Literasampa)

10h às 12h30 A Economia do Livro: o Preço da Leitura no Brasil – L’économie du livre : Le prix de la lecture au Brésil
A Lei do Preço Fixo, Preço Justo, Preço Comum: uma das Lutas mais Importantes do Mercado Editorial e Livreiro no Brasil – Une loi sur le Prix Unique, un Prix Juste, le Même pour tous : une des Luttes les Plus Importantes du Marché du Livre au Brésil – Alexandre Martins Fontes (WMF Martins Fontes Editora/Livraria e CBL)

Tudo Começa na Livraria – Tout Commence à la Librairie – Rui Campos (Livraria da Travessa)

A Importância da ‘Lei’ para a Manutenção de Pequenas Livrarias em um País Rico e Desigual na Periferia do Mundo –  L’importance de la “Loi” pour le Maintien des Petites Librairies dans un Pays Riche et Inégalitaire à la Périphérie du Monde – Adalberto Ribeiro (Livraria Simples)

Sintomas do Mercado Editorial em Busca de Transformação, a Partir de uma Postura Independente – Symptômes du Marché de l’Édition en Quête de Transformation, à Partir d’une Position Indépendante – Larissa Mundim (Nega Lilu Editora)

Mediação – La Médiation: Nanni Rios (Livraria Baleia)

14h30 às 17h Mesa-Redonda – Table Ronde: Pensar 40+: Passado e Futuro da Difusão e do Acesso ao Livro no Brasil – Penser 40+ : Passé et Avenir de la Diffusion et de l’Accès au Livre au Brésil
Como Está o Livro? – Comment va le Livre? – Ana Elisa Ribeiro (DELTEC-CEFET-MG)

Ágora do agora: A relevância do livro num mundo disperso – Agora d’Aujourd’hui: L’importance du Livre dans un Monde Dispersé – João Varella (Editor da Lote 42 e Banca Tatuí)

Entre as Corporações e os Caminhos Independentes – O Mercado Editorial em Tempos Ambivalentes – Entre Corporations et Chemins Indépendants. Le Marché Éditorial dans des Temps Ambivalents – Paulo Verano (ECA/USP e Casa Educação)

40 Anos de Inquietações: A Recepção da Lei do Preço Fixo no Brasil – 40 Ans d’Inquiétudes: La Réception de la loi sur le Prix Unique au Brésil – Marisa Midori Deaecto (ECA-USP)

Mediação – La Médiation: Lívia Kalil (Institut des Amériques, Pôle Brésil)

Evento com transmissão em: http://www.iea.usp.br/aovivo

Drops políticos

Drops políticos

Este governo é o governo do baixo clero, dos achacadores, dos pequenos ladrões, das rachadinhas, das pequenas propinas para viabilizar um prédio aqui ou uma obra ali. Não é um governo de grandes ladrões, como já tivemos tantos, é um um governo ao qual falta conhecimento para tudo, até para roubar. Falta-lhes educação, ética, humanidade, inteligência, classe (no sentido de elegância), tudo. Não conseguem nem nos enganar…

Superfaturar a vacina que todos estão esperando e de olho é burrice. Apoiar madeireiras para devastar a Amazônia é outra burrice. Ah, que saudades do Temer..

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“Acabou Chorare” é um dos melhores discos já lançados no Brasil — alguns dizem que é o melhor –, mas agora só quero ouvir “Acabou Sonaro”.

.oOo.

Bolsonaro se descontrola facilmente quando as perguntas vêm de mulheres. Eu acho que, se os questionamentos viessem de um repórter vestido de militar, ele se apaixonaria na hora. Sai do armário e vive uma vida autêntica, quirido!

Terra x Tasso na CPI

Terra x Tasso na CPI

O senador Tasso Jereissati resumiu tudo ao questionar Osmar Terra, o deputado que orientou o genocida:

Tasso: O senhor previu que a pandemia mataria menos que a H1N1?
Terra: Correto.
Tasso: Que haveria cerca de 900 mortes apenas?
Terra: Sim
Tasso: Falou que a pandemia acabaria em junho ou julho de 2020?
Terra: Sim.
Tasso: Falou pra esquecer vacina, porque não teria a tempo?
Terra: Nunca tinham desenvolvido vacina no surto pandêmico. Conseguiram nessa.
Tasso: E que não haveria segunda onda no Amazonas?
Terra: Eu disse que era pouco provável.
Tasso: Não está na hora de o senhor parar de dar opinião?

Osmar Terra previu um Inter arrasador em 2021

 

Presidente de Portugal defende leitura como impulso à economia: ‘É aposta no desenvolvimento a longo prazo’

Em entrevista exclusiva, Marcelo Rebelo de Souza relata suas doações de mais de 200 mil livros e títulos e comenta a polêmica sobre tributação no Brasil

De O Globo.

PORTO, Portugal — Presidente dos Afetos, como é carinhosamente conhecido em Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa defende com ternura a educação e a leitura como principal caminho para o desenvolvimento econômico de longo prazo.

Em entrevista à coluna Portugal Giro, ele conta como suas doações de livros ajudaram a tornar Celorico de Basto, terra de sua avó e então município mais pobre de Portugal, em um celeiro de cultura.

Chamada: ‘Há qualidade de vida no interior de Portugal, faltam pessoas. É o momento de os brasileiros virem’, diz ministra do país

— Havia de encontrar onde apostar no desenvolvimento. E eu entendi que era a longo prazo, na cultura e na educação.

A cidade ganhou notoriedade e melhorou a infraestrutura. Depois da biblioteca, Marcelo apadrinhou uma feira do livro, que atraiu ao longo dos anos políticos, escritores, jornalistas, turistas e potenciais investidores.

Imigração: Inscrições de médicos brasileiros em Portugal aumentam 12% na pandemia

O presidente português comentou ainda a recente polêmica sobre o acesso a livros no Brasil, após estudo da Receita Federal defender a tributação no setor sob o argumento de que os pobres leem menos do que os ricos:

— É evidente que há uma clivagem econômica e social muito acentuada. Quem lê mais, escreve mais e melhor. Marca o começo da vida. As escolas públicas e particulares têm o dever de corrigir essa desigualdade — afirma Marcelo, que já fez mais de 200 mil doações.

O bolsonarismo e a taxação dos livros: hipocrisia, mentira e anti-intelectualismo

O bolsonarismo e a taxação dos livros: hipocrisia, mentira e anti-intelectualismo

Do Esquerda Online.

A isenção tributária sobre os livros é uma garantia constitucional, consagrada no artigo 150, daquela que ficou conhecida como a Constituição Cidadã. De certo modo foi um gesto de um Brasil que, recém-saído de 21 anos de Ditadura, buscou valorizar o papel da educação e da cultura – e dos livros como um de seus instrumentos – para construção de uma sociedade democrática.

Não nos deveria causar espanto um governo odioso como o de Bolsonaro voltar suas armas também contra essa garantia constitucional. Afinal, cultura e educação, já sabemos bem, são um dos principais alvos do bolsonarismo. Nesse caso específico, o argumento utilizado pelo Ministro Paulo Guedes, segundo o qual a leitura de livros seria um hábito de luxo, apenas para ricos, e que a sua taxação seria uma espécie de justiça social ao poder com isso destinar mais recursos aos pobres – ao bolsa família por exemplo – é também típico da hipocrisia e superficialidade do desgoverno federal.

Basta uma rápida ida ao texto da Constituição e veremos, por exemplo, que no mesmo artigo 150, que veda à União, Estados e Municípios a instituição de imposto sobre os livros; também há, algumas alíneas acima, a mesma garantia em relação aos templos religiosos de qualquer culto. Se você que lê essas linhas mora no Brasil, deve ter conhecimento dos verdadeiros impérios construídos com base na exploração econômica da fé.

É de conhecimento público a intensa e diversa atividade econômica que ultrapassa as paredes dos templos. E por óbvio, também sabemos que esses impérios há muito criaram raízes na política institucional brasileira, vide a própria bancada da bíblia no congresso federal com sua Frente Parlamentar Evangélica (FPE) composta de 182 parlamentares. Ao que parece, os únicos que não sabem disso são Paulo Guedes e sua equipe econômica, que ao se debruçar sobre o mesmo artigo da Constituição preferiram centrar fogo nos livros. Sabemos bem o porquê, não é mesmo?

E tem mais, quando alega que os recursos da taxação dos livros poderão ser utilizados para distribuição de renda, Guedes mente desavergonhadamente sobre a natureza da reforma tributária que está sendo planejada. No Brasil, toda a carga tributária está sustentada em cima do consumo, e não da renda ou patrimônio. Isso faz com que, ao contrário do que se pensa, sejam os mais pobres que pagam proporcionalmente mais impostos. É o que se chama de carga tributária regressiva. É justamente esse mecanismo perverso e, considerando as profundas desigualdades sociais e raciais brasileiras, racista, que o governo federal não tem a menor intenção de alterar. Nesse sentido, o discurso de Guedes não passa de um engodo.

Autoritarismo e anti-intelectualismo

Esse episódio da taxação dos livros deve ainda nos fazer pensar sobre outra lição que a História há muito nos ensinou. O Anti-intelectualismo é marcadamente um dos traços dos governos de viés autoritário. Os fascistas, particularmente, abominam a ciência com o mesmo fervor que cultuam os mitos. Num recente e necessário livro publicado em 2018, sob o título “Como funciona o fascismo”, o filosofo estadunidense Jason Stanley sustenta que:

“A política fascista procura minar o discurso púbico atacando e desvalorizando a educação, a especialização e a linguagem. É impossível haver um debate inteligente sem uma educação que dê acesso a diferentes perspectivas, sem respeito pela especialização quando se esgota o próprio conhecimento e sem uma linguagem rica o suficiente para descrever com precisão a realidade.”

Stanley ainda argumenta que, para os fascistas, o debate público deve ser ocupado não com a ciência, ou com formulações balizadas por pesquisas, pluralidade de perspectivas, experimentação e formulação de hipóteses; mas sim pela propaganda doutrinária. E para isso, recorre a ninguém menos que o próprio Adolf Hitler, que escreveu na sua biografia Mein Kampf que:

“A capacidade receptiva das massas é muito limitada, e sua compreensão é pequena; por outro lado, elas têm um grande poder de esquecer. Sendo assim, toda propaganda eficaz deve limitar-se a pouquíssimos pontos que devem ser destacados na forma de slogans.”

Num país que desgraçadamente tornou-se o epicentro mundial da pandemia, estamos experimentando da pior maneira possível a consequência do Anti-intelectualismo, da vulgarização da importância da leitura e negação da ciência. Esse governo genocida negou a gravidade da Covid-19, a apelidou de gripezinha, sabotou as medidas sanitárias e implementou uma verdadeira política anti-vacina. O preço de tudo isso está sendo cobrada em vidas e, com os sucessivos reveses do plano de vacinação que aponta para uma indefinida escassez de vacinas, ainda estamos longe de saber qual será a extensão dessa fatura sinistra.

Dois gráficos aterrorizantes que dão a real sobre a evolução do Covid-19 no Brasil

Dois gráficos aterrorizantes que dão a real sobre a evolução do Covid-19 no Brasil

Acima, a proporção de mortos brasileiros em relação aos mortos do mundo inteiro, em comparação com o tamanho da população brasileira em relação ao resto do mundo.

E a proporção da população já vacinada em Israel, Reino Unido, Chile, EUA, Canadá, União Européia e, lá embaixo no gráfico, o Brasil.

As 300 mil mortes não abalaram os 30% de aprovação a Bolsonaro

As 300 mil mortes não abalaram os 30% de aprovação a Bolsonaro

As mais de 300 mil mortes não abalaram os 30% de aprovação a Bolsonaro. Ou seja, não dá para subestimar o tamanho da extrema direita e do fundamentalismo religioso no Brasil. Por outro lado, a rejeição a Bolsonaro está batendo nos 60%.

A equação está bem complicada, pois os 30% de ignorantes, religiosos, fascistas, machistas, pró-armas, etc. parecem ser impermeáveis a argumentos (e às mortes).

O principal candidato da oposição é óbvio. A direita e o centro civilizados é que não emplacaram ninguém ainda. E eles poderiam, quem sabe, corroer um pouco dos 30% do Bolso. Doria conseguiria isto? De onde sairiam seus eleitores?

Bem, eu acho que hoje a campanha na área política teria que ser a de desvincular religião e política. Quem criou isso? Ora, os próprios políticos de TODAS AS COLORAÇÕES. Sempre foi óbvio que as pessoas simples entendem melhor as propostas da direita. Só mesmo um tolo poderia achar que os evangélicos abraçariam a esquerda. Afinal, os bispos são protofascistas.

A outra opção é garantir que Bolsonaro e família têm parte com o diabo…

Nossa, quando lembro das fotos da inauguração do “Templo de Salomão” me dá espasmos.

Pastor Everaldo, depois preso por desvios no RJ, batizou Bolsonaro nas águas do rio Jordão

As mentiras de ontem à noite

As mentiras de ontem à noite

A fala de ontem de Bolsonaro me deixou mais uma vez perplexo. Desta vez não foi pela vulgaridade nem pela dificuldade que ele tem de ler, mas pelas mentiras mesmo. Foi como se ele achasse que poderia apagar todas as suas falas no cercadinho, nas entrevistas, nos domingos, no Twitter, no YouTube, nos discursos oficiais (gripezinha), etc.

O pior é que acho que o gado que o apoia talvez acredite nele. Talvez agora pense que, “debaixo dos panos, ele sempre quis a vacina”.

Uma vez, recebi de um bolsonarista religioso um artigo que dizia que a vacina era feita a partir de fetos abortados. Quando rebati, o cara quis brigar comigo, me ofendeu e tal. Então, acho que a maioria do gado está disposta a engolir tudo. Só espero que alguns se desgarrem.

O Custo Bolsonaro

Vídeo exemplar de autor anônimo.

O 247 diz que esta é uma propaganda neoliberal em razão da ausência do Guedes e de mais alguns detalhes. Já eu apoio qualquer um que ataque o genocida. Minha opinião é a de que, neste momento, devemos ficar ao lado de quem é anti-Bolsonaro, formando uma frente. Depois vemos as diferenças. Essa opinião do 247, é Ain, assim não aceito, que fique o mito…

Para guardar: os deputados gaúchos que votaram pela libertação do miliciano Daniel Silveira

Para guardar: os deputados gaúchos que votaram pela libertação do miliciano Daniel Silveira

Você, gaúcho, que vota em Bibo Nunes, Danrlei, Jerônimo Goergen, Marcel Van Hattem, Pedro Westphalen, Osmar Terra e outros notórios cretinos e imbecis, é um deles. Leiam bem os nomes dos deputados e dos partidos das duas colunas.

Sobre o lançamento de Haddad como candidato à presidência…

Sobre o lançamento de Haddad como candidato à presidência…

Sobre o lançamento de Haddad como candidato à presidência, digo que todo partido tem direito de apresentar seu candidato, mas não é uma atitude inteligente neste momento.

Creio que a oposição deveria antes pensar em construir uma chapa viável de destronar Bolsonaro. Fazendo como fazem habitualmente, cada partido contribuirá para a fragmentação, a qual pode deixar o segundo turno para duas candidaturas de direita ou, pior, permitir uma tranquila reeleição.

Mas o pessoal não aprende com os erros. Os egos, sabem?

Eu penso numa frente para derrotar Bolsonaro e esta não precisa ser só da esquerda. Hoje, nós não derrotamos ninguém. Hoje, vamos pra segunda divisão. E se achando…

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Gosto de falar daquilo que vivencio ou entendo e sou um mero chutador em política. Deveria falar só de literatura, jornalismo e de música (como ouvinte), só que o mundo está cheio de diletantes.

Não entendo a necessidade de discutir o passado e de projetar os egos para o futuro!

A Frente Ampla fez 50 anos no Uruguai e a Geringonça segue em Portugal. Mas aqui há EGOS ENORMES que são imiscíveis. E seguidores que são imiscíveis. E pessoas que defendem sistemática e sem crítica partidos e pessoas.

É como discutir algo com alguém que responde “Siga-me, eu tenho a solução e sei como devemos agir”.

Quando leio os argumentos para não fazer uma frente, me dá vontade de fugir. Aliás, é o que vou fazer agora.

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Celso Santos Carvalho escreveu e eu assino embaixo e por todos os lados:

Construir uma frente popular começa por: (1) querer; (2) juntar os partidos que se opõem ao fascismo e à direita golpista tucana; (3) elaborar um programa mínimo, que deixe de lado as divergências e concentre-se nos consensos; (4) querer mais ainda; (5) discutir esse programa com a sociedade, movimentos sociais, coletivos periféricos e não só com os lideres partidários; (6) melhorar o programa mínimo; (7) combinar publicamente como os partidos governarão juntos; e (8) só depois de tudo isso escolher a candidata ou candidato, preferencialmente por meio de prévias abertas a todos os eleitores. Começar pelo item 8 é o melhor jeito de dar tudo errado.