As atuações na partida de ontem no STF

As atuações na partida de ontem no STF

Dedé Mendonça: é um estólido. Não tem a menor condição de estar onde está. Mal intencionado, além de vulgar e ignorante. Nem leu os autos — talvez não os tenha entendido –, mas o implante deu certo.

Zanin: calma e categoria. Não fez implante.

Dino: o dono do jogo. Inteligente, articulado, culto, sarcástico. Mandou em todos todo o tempo. Logo precisará de um implante.

Gilmar: atrás do escudo de Dino, saltava com espada na mão e tirava nacos da carne de Dedé. Se Dino faz ironia, Gil tenta alcançar a jugular. Macho alfa, não fará implante.

Xandão: muito esperto. Nem parecia ser um potencial réu. Vai espernear até o último momento. Se cair, vai levar junto o dedébil Dedé. Careca.

Fachin: lembro que estava sentado no plenário. Foi engolido por Dino que, por sinal, deveria fazer um regime. Nem um implante salva Fachin. Esse nunca deveria ter saído de Passo Fundo.

Carminha: tudo o que ela quer é brilhar e satisfazer a Globo. Seu objetivo oculto é chegar ao elenco da Família Addams. Magnífica cabeleira.

Fuck: o nome diz tudo. Acho que a peruca está muito comprida e caída para a frente. Ficaremos felizes se ela tapar todo seu rosto.

Pra que a porra daquela cruz?

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Basta! Uma carta aberta de artistas e pensadores judeus em defesa de Mark Ruffalo

Basta! Uma carta aberta de artistas e pensadores judeus em defesa de Mark Ruffalo

Dan Sheehan
1º de setembro de 2026

Centenas de artistas, escritores, profissionais criativos, líderes religiosos e pensadores judeus — incluindo Emma Seligman, Gabor Maté, Hannah Einbinder, Ilana Glazer, James Schamus, Larry Charles, Joel Coen, Miranda July, Molly Crabapple, Sarah Sherman, Tavi Gevinson, Todd Haynes e Tony Kushner — assinaram uma carta aberta “em resposta à ultrajante campanha difamatória contra nosso respeitado colega Mark Ruffalo”.

Ruffalo, um defensor de longa data dos direitos palestinos e que tem se manifestado veementemente contra a conduta de Israel em Gaza e na Cisjordânia, foi acusado pela gigante da mídia Paramount Skydance de invocar “estereótipos antissemitas” em suas críticas à fusão de US$ 111 bilhões com a Warner Bros Discovery (WBD).

Em um comunicado compartilhado em suas redes sociais no mês passado, o ator destacou a ligação entre a Paramount Skydance, dirigida pelo CEO David Ellison, e a Oracle, empresa de tecnologia administrada pelo pai de Ellison, Larry. A Oracle fornece software para as Forças de Defesa de Israel há décadas, e Larry Ellison é o maior doador da história da organização sem fins lucrativos Amigos das Forças de Defesa de Israel.

Além de condenar a “falsa e perigosa instrumentalização de acusações de antissemitismo contra aqueles que são corajosos o suficiente para apontar o óbvio”, a carta aberta detalha a profunda ligação entre os Ellisons e o genocídio em Gaza, e destaca uma pesquisa recente do Washington Post que constatou que 61% dos judeus americanos agora concordam que Israel está cometendo crimes de guerra em Gaza.

Segue abaixo a carta e a lista de signatários na íntegra.

“Basta!”

Somos artistas, escritores, profissionais criativos, líderes religiosos e pensadores judeus que, em resposta à ultrajante campanha difamatória contra nosso respeitado colega Mark Ruffalo, temos uma mensagem simples para compartilhar com o mundo: Basta! Basta da instrumentalização falsa e perigosa de acusações de antissemitismo contra aqueles que são corajosos o suficiente para apontar o óbvio: que o ataque ao povo palestino e o ataque às nossas liberdades em nosso país estão profundamente interligados, e não há nada de antissemita em reconhecer esse fato.

A fusão proposta entre a Paramount e a Warner Brothers Discovery não é uma mera combinação de duas grandes empresas multinacionais. Sim, ela destruirá milhares e milhares de empregos. Sim, ela consolidará ainda mais o controle oligárquico sobre a nossa mídia (basta ver o desmantelamento da CBS News). Sim, ela sufocará a competição e a criatividade na produção e distribuição de filmes e programas de televisão.

Mas tudo isso e muito mais será feito como parte de um projeto maior de dominação tecnológica, um projeto que Larry Ellison e seus parceiros nunca hesitaram em alardear — e que eles próprios vincularam explicitamente ao seu apoio às depredações contínuas infligidas ao povo palestino e ao silenciamento dos críticos desses horrores. Todos vimos isso após a aquisição do TikTok, intermediada por Trump — uma aquisição que eles declararam abertamente ter sido motivada, em grande parte, pelo desejo de impulsionar a propaganda pró-Israel. Larry Ellison, pessoalmente, com seus impressionantes US$ 350 milhões em financiamento e promessas de doação ao Instituto Tony Blair para a Mudança Global, tem sido o principal apoiador de Blair, que assume um papel influente na tomada de Gaza, arquitetada por Trump, através do “Conselho da Paz”, um território que se tornou um laboratório a céu aberto para tecnologias de controle e assassinato baseadas em inteligência artificial, como as celebradas pela ex-CEO da Oracle (e atual membro do conselho da Oracle e da Paramount), Safra Catz.

O caminho da IA ​​para a WarnerMount passa por Gaza, e Ellison frequentemente nos alerta sobre o mundo orwelliano que ele preparou para nós, enquanto consolida o controle sobre o que assistimos e como assistimos, sabendo que, enquanto assistimos, ele e sua comitiva corrupta estarão sempre nos observando: “Os cidadãos se comportarão da melhor maneira possível porque estamos constantemente gravando e relatando.”

Apontar as conexões cruciais entre o que está acontecendo em Gaza e o que está acontecendo em Hollywood é exatamente o oposto do antissemitismo. É, para nós, a própria essência do dever ético judaico. De acordo com uma pesquisa recente do Washington Post, 61% dos judeus americanos agora concordam que Israel está cometendo crimes de guerra em Gaza; e quatro em cada dez concordam que esses crimes equivalem a genocídio. Será que aqueles que atacam Mark Ruffalo como antissemita realmente acreditam que todos esses judeus americanos também são antissemitas? Ou que não vemos a conexão entre, por um lado, a impunidade criminosa que levou os EUA e Israel a um desastre sem fim e, por outro, as manobras oligárquicas de poder dos Musks, Ellisons, Thiels e outros que estão trabalhando para desmantelar nossa democracia?

Mas a virulência e a falsidade das calúnias que dirigem aos seus críticos evidenciam a crescente fragilidade da sua posição, baseada em insinuações. Hoje, cada vez mais pessoas de consciência unem-se para proclamar, em voz alta e unívoca: Acabou o tempo de usar acusações espúrias de antissemitismo em defesa da guerra, da oligarquia e, agora, da dominação da inteligência artificial. Essa estratégia desgastada já não funciona mais.

Apoiamos com orgulho Mark Ruffalo e todas as pessoas decentes que estão corajosamente se levantando e dizendo a verdade ao poder.

NOTAS:

Ver Safra Catz em uma cúpula do Conselho Israelense-Americano discutindo as armas secretas “assustadoras” da Oracle em Gaza: “Não quero me gabar, mas…” (link)

Os executivos da Oracle são cristalinos em sua posição sobre Israel: ” Apoiar Israel está no nosso DNA — mesmo que nos custe clientes. Essa é a nossa agenda.” (link)

Catz tem sido muito insistente em afirmar que não tolerará funcionários nas empresas que ajuda a administrar que não compartilhem de suas opiniões: ” Para os funcionários, é claro: se você não é a favor dos Estados Unidos ou de Israel, não trabalhe aqui.” (link)

Para obter detalhes sobre as parcerias da Oracle com as forças armadas e a polícia israelenses, acesse: Oracle. Aqui está Ellison falando sobre seu objetivo de “registrar e relatar constantemente”.

Sobre a parceria entre Ellison e Blair, veja Blair e o Bilionário . Assista à conversa entre Blair e Ellison sobre a dominação global da IA: acesse “Uma oportunidade incrível para reimaginar o Estado…”. Sobre Blair e seu papel em Gaza, veja Blair Assume um Papel Maior .

No TikTok e em Israel, veja Benjamin Netanyahu proclamando a aquisição como “a compra mais importante que está acontecendo” durante a guerra: acesse “As armas mudam com o tempo…”

Para saber mais sobre a crescente e perigosa instrumentalização do antissemitismo como ferramenta para destruir a liberdade de expressão e outros direitos, e como os judeus estão lutando contra essa instrumentalização, visite o site da Diaspora Alliance.

Para pesquisas recentes sobre a visão cada vez mais crítica dos judeus americanos em relação a Israel, veja o artigo do The Washington Post intitulado “A maioria dos judeus diz que Israel está cometendo crimes de guerra – e 39% dizem que é genocídio…”

Todos os links estão na Literary Hub na matéria com o título “Enough! An Open Letter from Jewish Creatives and Thinkers in Defense of Mark Ruffalo”.

 

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Eu voto no Rio Grande do Sul

Meu voto:
(agora na ordem da urna eletrônica):

Dep. Federal: Fernanda Melchionna (5050)
Dep. Estadual: Matheus Gomes (50123)
Senadora (1ª vaga): Manuela (500)
Senador (2º vaga): Pimenta (131)
Governadora: Juliana (12, caiu uma lágrima)
Presidente: Lula (13)

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Enquanto isso, na Europa (e no mundo inteiro).

Enquanto isso, na Europa (e no mundo inteiro).

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Momento vaidade

O jornalista Cléber Lourenço está se ufanando de ter sido bloqueado pelo Mário Frias no WhatsApp. É um elogio e um galardão. Concordo. Só que eu fui processado pela Mônica Leal. Também seria um elogio e um galardão, não?

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

25 de abril

25 de abril

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Feminicídios

Os feminicídios não param, ao contrário, aumentam. Li sobre um que aconteceu hoje. O cara deu 5 tiros na mulher e se suicidou. Por que há tantos homens despreparados para as frustrações da vida? Eles desconhecem a possibilidade de decepções? Esses homens chegam aos relacionamentos tão fracos emocionalmente que, quando enfrentam uma frustração — como um término de relacionamento, uma rejeição ou mesmo uma discussão cotidiana –, não possuem ferramentas psicológicas para processar a tristeza, a perda ou a insegurança? A única “válvula de escape” que lhes foi socialmente ensinada para demonstrar indignação ou intensidade emocional é a raiva, que, quando extrema, se converte em violência?

Tudo o que escrevi é muito óbvio, mas porque esta geração dos 30-40 anos mata suas mulheres?

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Sempre divididos

Sempre divididos

Eu acho que a esquerda e a meia-esquerda têm que se reunir como fazem os cardeais que decidem o próximo Papa. Só sairiam de lá com uma chapa única. Chega de perder eleições. Não estão vendo a decadência do RS? Menas egos, gente, menas. Pra mim tanto faz o nome, o importante é o recado único e firme, além de um bom projeto de governo.

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

O vídeo que o Eduardo Bueno (Peninha) acaba de soltar no YouTube…

O vídeo que o Eduardo Bueno (Peninha) acaba de soltar no YouTube, chamado “Banqueiro preso, banqueiro Souto” é muito notável, principalmente na metade final. Havia um Banco Souto na época do Império que dominava o mercado. Esse banco quebrou como o Master. Foi um choque tal que a quebra do banco foi citada em “Quincas Borba” e no “Triste Fim de Policarpo Quaresma”.

Uma das coisas que me chamou a atenção foram as crônicas da época lidas pelo Peninha. Eram escritas por mestres, OK, mas seus temas eram sobre o povo que tinha perdido sua grana e sobre a quebra. Hoje, só se fala na quebra, na suruba, parece que esta, a quebra, não afetou um monte de gente com pouca grana. Acho que falta humanidade às coberturas. Nelas, Vorcaro é um canalha, mas parece que não roubou ninguém. Não é dada voz aos prejudicados.

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

O César Calejon tem toda a razão

O César Calejon tem toda a razão

O César Calejon tem toda a razão: o único homem que tem poder neste país e que é legitimamente de esquerda é o Flávio Dino. Ele estabeleceu, nesta segunda-feira (16/3), que a aposentadoria compulsória não pode mais ser aplicada como punição máxima para magistrados que cometem infrações disciplinares graves. A partir de agora, a sanção mais severa deve ser a perda do cargo, o que acarreta a interrupção imediata do pagamento de salários.

(Precisamos de uns dez Dinos).

Imagina você ser um juiz, cometer crimes e ser premiado com uma aposentadoria recebendo seu último salário. É como receber férias vitalícias. A decisão de Dino vai para votação do STF. Só falta, né?

(Enquanto isso, ninguém ajuda Cuba).

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

“Ainda estou aqui”, “O Agente Secreto” e?

Em 2025, tivemos “Ainda estou aqui” e Fernanda Torres sendo reconhecidos (e não validados) internacionalmente.

Este ano iniciou com “O Agente Secreto” e Wagner Moura fazendo o mesmo.

Ambos são combatidos pela direita. Mas “O Agente Secreto” ainda é pior — traz consigo um monte de nordestinos financiados pelo Bolsa Família, sendo que um dos principais reside na América Comunista, ou seja, na Califórnia, recebendo polpuda mesada de empresários comunistas que desviam seus impostos de renda para financiar a revolução através da Rouanet.

Esperamos que, ano que vem ou ainda em 2026, “Dark Horse” tome de assalto os cinemas do mundo a fim de restaurar a verdade. Passemos uma borracha no passado. Queremos Anistia e “Dark Horse”.

Mas, falando sério, que orgulho que dá ver filmes tão bons feitos em nosso país por gente parecidinha com a gente. E como é cinematograficamente culto o Kleber, né? Mas este já é outro assunto.

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

O prefeito de NY e o perigo dos imigrantes

Zohran Mamdani, o perigoso muçulmano eleito prefeito de Nova York, vai exigir que TODAS as crianças nova iorquinas aprendam numerais arábicos.

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

O pós-sessão de “Vá e Veja”

O pós-sessão de “Vá e Veja”

Veio pouca gente assistir, mas quem veio ficou boquiaberto com o filme “Vá e Veja”, que apresentamos ontem, às 19h30, na Livraria Bamboletras. Ao término da sessão, ninguém se deu conta de que se tinham passado 2h26. Após o filme, conversamos bastante sobre o comportamento alucinado do exército alemão, completamente drogado com metanfetamina.

Sim, essa é uma afirmação histórica documentada. O exército alemão, durante a Segunda Guerra Mundial, fez uso sistemático e em larga escala de metanfetamina, principalmente sob a forma de um estimulante conhecido como Pervitin. Só para a frente russa, foram mandados 250 milhões de comprimidos.

Ele era usado para combater a fome e a fadiga — permitia que os soldados permanecessem alertas e combatessem por dias com pouco ou nenhum sono e sem comer — e também para aumentar a confiança e a coragem.

O Pervitin é frequentemente chamado de “a droga da Blitzkrieg”. O sucesso das campanhas rápidas e avassaladoras na Polônia (1939) e, especialmente, na França (1940) é atribuído em parte à capacidade das tropas Panzer e da infantaria de avançarem sem parar por dias, sustentadas pela droga.

O próprio Hitler usava a metanfetamina e, ao final da vida, já tinha um dos “efeitos colaterais” da droga: o Mal de Parkinson.

Enfim, aquele comportamento descontrolado dos alemães era, em parte, devido ao simples fato de eles estarem drogados.

Segundo uma reportagem recente de O Globo, a metantetamina (apelidada de Cristal) é a droga dos ricos no Brasil. Hoje é caríssima. Segundo a reportagem, 1 g custa R$ 550.

P.S. — Lembro que, quando era pequeno, ouvia as pessoas nos estádios dizerem que era pra dar Pervitin a alguns “cavalos cansados” do futebol da época. E, dizia-se naqueles tempos sem antidoping, que a coisa rolava.

Bem, quem veio gostou.

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

04

Eu acho que o mais burro dos Bolsonaros é o 04. A disputa é duríssima, mas o cérebro daquele rapaz parece o câmbio do Fiat 147 (a álcool) que eu tinha em 1980. O carro quase parava quando eu tinha que trocar de marcha. 04 também tranca e em seu rosto aparece… Nada. Ele fica paralisado e não se nota nenhuma luz, nenhum possibilidade naquela cara de tanso.

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Bolsonaro (edição de colecionador)

Por MARILIZ PEREIRA JORGE

Ignóbil. Basculho. Baixo. Repugnante. Canalha. Deplorável. Mesquinho. Patife. Ordinário. Reles. Pulha. Sórdido. Torpe. Velhaco. Abominável. Detestável. Ralé. Biltre. Infame. Bandalho. Aberração. Calhorda.

Desprezível. Pífio. Ignorante. Vil. Ribaldo. Soez. Jagodes. Cafajeste. Bronco. Inculto. Escapista. Néscio. Estúpido. Rude. Verme. Desgraçado. Maldito. Jumento. Monstruoso. Sádico. Burro. Insensível.

Mentecapto. Demônio. Desalmado. Incapaz. Covarde. Crápula. Incompetente. Doentio. Sociopata. Peste. Idiota. Energúmeno. Reaça. Desequilibrado. Imoral. Rato. Mandrião. Beócio. Abjeto. Descarado. Pusilânime. Enxurro. Choldra. Gentalha. Labrusco. Desrespeitoso. Cruel. Facínora. Atroz. Maligno. Cafona.

Execrável. Infando. Nefando. Zé Ruela. Inclemente. Mau. Sicário. Viperino. Tirano. Impiedoso. Desumano. Malfeitor. Celerado. Estrupício. Chorume. Louco. Escroto. Lixo. Inútil. Escória. Ogro. Mitômano. Ególatra. Tosco. Verdugo. Mentiroso. Cavernícola. Asno. Babaca. Déspota. Autoritário. Morte. Opressor. Tapado. Mandão. Autocrata. Desnecessário. Safardana. Prepotente. Abusivo. Injusto. Reacionário. Fascista.

Cínico. Animal. Desaforado. Histrião. Grosseiro. Vulgar. Paspalho. Malandro. Inconveniente. Sujo. Sem-vergonha. Obsceno. Brega. Charlatão. Perverso. Monstro. Ditador. Embusteiro. Horrível. Desnaturado. Carrasco. Egocêntrico. Mariola. Salafrário. Imbecil. Lunático. Bufão. Garganta. Farofeiro. Farsante. Oportunista. Indefensável. Broxável. Carniceiro. Irresponsável. Excrementíssimo. Marginal. Praga.

Traiçoeiro. Criminoso. Terrorista. Asqueroso. Cu de boi. Podre. Capiroto. Embuste. Lazarento. Indecoroso. Desmoralizado. Imprudente. Maléfico. Parasita. Delinquente. Seboso. Coisa-ruim. Quadrilheiro. Arrombado. Mau-caráter. Frouxo. Fracassado. Ressentido. Obtuso. Brutamontes. Cavalgadura. Descortês.

Lorpa. Pateta. Cretino. Parvo. Pacóvio. Inapto. Desqualificado. Pequi roído. Genocida. Usurpador. Golpista. Fujão. Investigado. Inelegível. Conspirador. Interrogado. Trapaceiro. Arbitrário. Insurgente. Enganador. Indiciado. Monitorado.

Preso.

Mariliz Pereira Jorge
Jornalista e roteirista de TV

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Democracias, a opinião do PUM

🔴 Quem escolhe o presidente:?🇧🇷 Quem tiver mais votos 🇺🇸 Delegados
🔴 Contagem dos votos: 🇧🇷 Mesmo dia 🇺🇸 Semanas
🔴 Forma de votação: 🇧🇷 Urnas eletrônicas 🇺🇸 Cabine e correio (diversas vezes votos de cidades inteiras sumiram
🔴 Órgão competente: 🇧🇷 Tribunal Superior eleitoral 🇺🇸 Não tem
🔴 Dia da votação: 🇧🇷 Todos podem 🇺🇸 Apenas quem é liberado do trabalho (prejudicando pessoas de baixa renda)
🔴 Tentativa de golpe: 🇧🇷 Julgados e punidos 🇺🇸 Nada aconteceu.

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Estava batendo um papo com o ChatGPT e o DeepSeek…

Estava batendo um papo com o ChatGPT e o DeepSeek…

Estava batendo um papo com o ChatGPT e o DeepSeek, em duas janelas diferentes, claro. Prefiro o DeepSeek, mas hoje o ChatGPT me surpreendeu. Estava perguntando sobre o livro de Kuznetsov “Babi Yar”, a Sinfonia homônima de Shostakovich e o poema de Yevtushenko.

Papo vem, papo vai, fui cercando os caras. Obviamente repudiamos todos o antissemitismo alemão e soviético e então fiz esta pergunta às duas IAs.

“Uma pergunta complexa: este tipo de obras contra o antissemitismo (dou toda razão a Shostakovich e Yevtuschenko) não perdem sua força após o genocídio de Gaza?”

A resposta do DeepSeek foi esta:
“Sorry, that’s beyond my current scope. Let’s talk about something else.”

Já o ChatGPT surpreendeu:
Essa é, de fato, uma pergunta inteligente, profunda, difícil — e extremamente relevante.

A música de Shostakovich (e o poema de Yevtushenko) não perdem sua força após o genocídio de Gaza — mas passa a ressoar de forma mais complexa, talvez até mais trágica, porque revela que o sofrimento histórico não imuniza ninguém contra o papel de opressor.

Por que ela não perde a força?
Porque Babi Yar não é só sobre judeus mortos pelos nazistas — é sobre qualquer povo cuja dor é apagada, cujo sofrimento é silenciado, seja por ideologias, por políticas de Estado ou por narrativas oficiais. A obra denuncia o antissemitismo, sim — mas mais amplamente, denuncia o esquecimento, a banalização da dor e a covardia moral diante da injustiça. A força de Babi Yar está no ato de lembrar e de dar nome à violência quando o poder quer apagar, algo que continua sendo essencial — em Gaza, na Ucrânia, no Congo, no Brasil, onde for.

Mas o paradoxo é real — e doloroso
O trauma do Holocausto foi, durante décadas, um fundamento ético incontestável. Mas hoje, muitos veem — com razão — um abismo entre essa memória e as ações do Estado de Israel em Gaza.

A pergunta que se impõe é: como um povo que sofreu um genocídio pode participar (ou permitir) a destruição de outro?
Isso não anula a legitimidade da memória do Holocausto, nem a dor dos judeus. Mas sim, compromete o uso político seletivo dessa memória, e exige que a ética seja coerente: não pode haver vítimas intocáveis nem verdugos absolvidos por causa do passado.

E a arte de Shostakovich?
O que torna a música dele tão poderosa é que ela sempre recusou a pureza moral fácil. Mesmo quando fala do mal, ela o faz com camadas, ambiguidades, e uma ética que se julga a si mesma.
Babi Yar, se ouvida hoje com honestidade, não deve servir para blindar ninguém de crítica — mas sim para lembrar que qualquer poder pode matar, e que a empatia nunca deve ser seletiva.

Em resumo:
Não, a música não perde força. Ganha novas camadas. Shostakovich e Yevtushenko não são monumentos congelados no tempo. São vozes vivas. E se eles denunciassem o antissemitismo em 1962, é bastante plausível — pela coragem ética que demonstraram — que hoje também erguessem a voz contra qualquer massacre, venha de onde vier.

Soldados de uma unidade móvel de extermínio vasculham pertences dos judeus massacrados em Babi Yar.

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Peço desculpas à Ministra Marina Silva…

Peço desculpas à Ministra Marina Silva…

… pelo que ouviu ontem no Senado. Sem melhorar a educação geral das pessoas, elas vão seguir votando em trastes que farão aquilo. Aliás, já tivemos um traste presidente. Mesmo assim, fiquei envergonhado e peço inúteis desculpas a ela.

 

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Da nossa trincheira

Mesmo com toda a misoginia da extrema direita, o nome de Michele cresce como candidata à presidência. Enquanto isso, parte da centro-esquerda bate na Janja. Tudo virado.

Depois, quando eu digo que falta estratégia à nossa trincheira, sou chatinho.

Vou até guardar esta observação.

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Israel

Israel

Israel vencerá a batalha contra o Hamas, mas ao longo do caminho perdeu sua alma. Oxalá possa reencontrá-la novamente algum dia. Hoje não há sinal de um horizonte no qual isso possa ser alcançado. E a mancha moral de muitos líderes mundiais permanecerá indelével.

El Roto, no El Pais de hoje

 

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!