Os alemães sabem

Os alemães sabem

Na Alemanha nazista dizia-se que ninguém podia ser inteligente, honesto e de extrema direita. E eles tinham experiência nisso.

Se você é inteligente e de extrema direita, não é honesto.

Se você é honesto e de extrema direita, não é inteligente.

E se você é honesto e inteligente, não é de extrema direita.

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Sobre as ameaças ao ensino público

Sobre as ameaças ao ensino público

Eu tenho poucas coisas para me orgulhar e, mesmo entre as que me orgulham, quase todo mundo tem. Orgulho-me dos meus filhos, da Elena — prova de que eu sou legalzinho —, do círculo de amigos que formei, e do fato de ter estudado sempre em colégios e universidades públicas.

Quando falam em ataques ao ensino público, realmente me sobe o sangue. Não é apenas uma questão de princípio, de defender algo em que acredito. É também uma questão pessoal. O ensino público faz parte da minha história, da pessoa que me tornei, das oportunidades que tive e das portas que se abriram para mim.

Não acho que a educação pública seja perfeita. Sei que tem problemas, muitos deles graves, e que precisa de investimentos, cuidado e cobrança. Mas é justamente por isso que me revolta vê-la tratada como algo menor, como se fosse uma espécie de favor prestado aos pobres, e não um direito de todos. Uma escola pública de qualidade não é apenas um lugar onde se aprende matemática, história ou literatura. É um dos poucos espaços em que pessoas de origens diferentes podem se encontrar, conviver e descobrir que o mundo não precisa ser dividido entre os que podem pagar e os que não podem.

Tive a sorte de estudar em instituições públicas. Não fiz nada de extraordinário para merecer isso: tive acesso a um direito. E talvez seja essa a questão. Não quero que outros tenham menos oportunidades do que eu tive. Quero que tenham as mesmas — ou, melhor ainda, que tenham mais.

Por isso, quando atacam o ensino público, não sinto que estejam atacando apenas uma instituição. Sinto que estão diminuindo uma parte da minha própria história. E, sobretudo, ameaçando o direito de tantas pessoas de escreverem as suas.

(Esta é a opinião do PUM)

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Sally Rooney contra o Reino Unido

Sally Rooney contra o Reino Unido

A questão com Sally Rooney é muito boa pra se pensar. Ela não se calou, não fingiu que “não toma partido”. Disse que, se apoiar a Palestine Action faz dela uma “apoiante do terrorismo”, então que seja. Como consequência, seus livros foram retirados do mercado britânico.

É uma excelente escritora e, conhecendo seus personagens, sei que ela é uma pessoa de enorme inteligência e, intuo, duríssima de roer. Gosto dela. Não por ser corajosa, mas por ser séria.

É irlandesa. A Palestine Action foi proibida no Reino Unido, mas não na Irlanda. Ela podia perfeitamente ter escrito algo ambíguo, do tipo “apoio o povo palestino, mas não a violência”, e continuado a vender livros, a receber prêmios, a aparecer na BBC. Ninguém a obrigava a tomar posição.

Ela escreveu um artigo para o The Irish Times, dizendo: “Tenciono continuar a usar os rendimentos do meu trabalho para apoiar a Palestine Action, é o meu modo de apoiar a ação direta contra o genocídio. Por vezes é difícil para os artistas verem-se como parte de algo maior. Ver-nos como uma parte pequena mas importante de uma luta mais ampla liberta-nos do individualismo tóxico.”

Agora os seus livros estão fora do mercado britânico. O formato digital já desapareceu. Nas livrarias, quando o estoque acabar, acabou. Sua editora, a Faber, foi clara: vender os livros dela sem poder repassar os royalties é uma situação inaceitável. Ela não se queixou, não se vitimizou. Disse apenas: “Estou totalmente preparada para assumir as consequências.”

Não a considero uma “escritora ativista”, basta ler seus livros para se convencer disso. É uma escritora jovem e talentosa, uma pessoa que escreve romances e que, por acaso, é do tipo que não mente sobre aquilo que importa. Seus livros falam precisamente de relações humanas desajeitadas, sinceras, impossíveis de fingir.

Aliás, uma escritora desapareceu de um país “democrático” por ter dito a verdade. Isto dá um bom romance.

Não estamos diante de uma divergência entre uma autora e sua editora, nem de um boicote espontâneo promovido por leitores. Estamos diante de uma situação em que a legislação antiterrorista produz consequências sobre a circulação de obras literárias, porque a autora destina seus royalties a uma organização proibida no país. O efeito ultrapassa a autora: alcança leitores, livrarias, editoras e a própria liberdade de circulação de ideias.

A questão não é se um Estado pode combater atos criminosos. Evidentemente, pode e deve. Tampouco se trata de conceder imunidade a qualquer organização que se apresente como defensora de uma causa justa. A questão é outra: classificar uma organização como terrorista deve significar que toda forma de apoio a ela se torna criminalmente suspeita, mesmo quando esse apoio é público, declarado e motivado por uma posição política? E que tipo de democracia se constrói quando uma escritora precisa aceitar que seus livros desapareçam do mercado de um país porque não pode destinar livremente os rendimentos de seu trabalho?

O debate jurídico britânico torna a situação ainda mais preocupante. Em fevereiro de 2026, o Tribunal Superior considerou ilegal a proscrição da Palestine Action, apontando, entre outros problemas, a interferência desproporcional na liberdade de expressão e de reunião. Em junho, porém, o Tribunal de Apelação reverteu essa decisão. O caso deve ser examinado pela Suprema Corte. Portanto, a controvérsia não está encerrada: a própria legalidade da medida continua sendo objeto de disputa judicial.

É nesse contexto que devemos pensar na fragilidade das democracias. Elas não deixam de existir de um dia para o outro. Podem continuar realizando eleições, mantendo tribunais e preservando suas instituições enquanto estreitam, gradualmente, o espaço em que os cidadãos podem expressar discordância. Conhecemos isso. Basta examinar as eleições que vivemos. A fragilidade aparece quando leis concebidas para enfrentar ameaças graves passam a produzir efeitos que atingem também a manifestação de convicções políticas, a liberdade de associação e a circulação de ideias.

Enquanto palestinos continuam sofrendo as consequências de uma guerra devastadora, uma escritora decide que não quer tratar essa realidade como um assunto distante. Ela compromete parte de seus próprios rendimentos com uma causa em que acredita. Podemos discutir se escolheu a organização adequada. Não podemos, porém, fingir que a disposição de assumir custos pessoais por uma convicção seja, em si, uma ameaça à democracia.

A pergunta que fica é simples: um cidadão que emprega o próprio dinheiro para apoiar uma causa política, por mais controversa que seja a organização escolhida, merece ver seu trabalho excluído do mercado de um país?

Sally Rooney não precisa ter razão em tudo para ter o direito de se manifestar. Não precisa ser uma heroína, tampouco uma escritora infalível. Basta reconhecer que uma democracia saudável deve tolerar posições que incomodam o governo, desafiam consensos e obrigam a sociedade a confrontar as consequências de suas próprias decisões.

O verdadeiro teste da liberdade não está em permitir que todos repitam o que já é aceitável. Está em garantir que as pessoas possam defender aquilo em que acreditam sem que o Estado transforme a discordância em crime. Não era para ser assim?

Quando uma democracia começa a tratar o compromisso político de uma escritora como um problema de segurança nacional, talvez seja hora de perguntar não apenas o que Sally Rooney está defendendo, mas também o que o Reino Unido está disposto a sacrificar para impedir que ela o defenda.

Sally Rooney (1991)

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Daniella Marques, a Zélia ainda pior

Daniella Marques, a Zélia ainda pior

Daniella Marques, a canalha de extrema direita que, se você deixar, será a coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro, está putaça com o possível fim da 6 x 1. Afinal, nossa pressão nas ruas está fazendo com que o PL vote a favor do fim da 6 x 1, mas ela aponta que isto vai acabar é num sistema flexível de pagamento por horas trabalhadas. Imagina, você tira uma folga e não recebe, tira umas férias e tem que voltar correndo sem grana. Claro que esta “liberdade” isso vai acabar em 7 x 0.

Mas tem mais. A querida é arrogante e quer um “tesouraço” de até R$ 250 bilhões em gastos públicos. Inábil, quando questionada detalhadamente sobre onde seriam aplicados esses cortes, ela respondeu ironicamente que “não era a Mãe Dinah”. Ou seja, já sabemos que ela acha que os programas sociais são esmola.

Outra proposta foi a defesa do uso de Inteligência Artificial para substituir funções operacionais e administrativas na máquina pública, visando “enxugar” drasticamente o número de servidores.

Se você for rico e fdp, rentista e fdp, se quiser mais pobreza, vote Flávio.

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O que vocês estão fazendo (V)

O que vocês estão fazendo (V)

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O que vocês estão fazendo (IV)

O que vocês estão fazendo (IV)

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O que vocês estão fazendo (III)

O que vocês estão fazendo (III)

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O que vocês estão fazendo (II)

O que vocês estão fazendo (II)

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O que vocês estão fazendo (I)

O que vocês estão fazendo (I)

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O estado das coisas

O estado das coisas

Impossível pensar que a democracia vá resistir a uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro. Viram o Bananinha ameaçando servidores de perseguição? E o Allan dos Santos, chamando os padres católicos de “viadinhos com esperma na boca que dão a bunda”. É essa gente que iria governar.

Ou seja, ou Flávio perde ou o país involui.

Esta é a opinião do PUM.

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O meu eleitor é aquele que ora para alienígena e bebe detergente

O meu eleitor é aquele que ora para alienígena e bebe detergente

O deputado federal José Medeiros (PL, foto), que concorre ao Senado no Mato Grosso confessou que “O meu eleitor é aquele que ora para alienígena e bebe detergente”.

Ele está certo: a extrema direita vive da ignorância. Deem livros e educação pra essa gente e seus eleitores que eles somem.

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Zucco: esperar o que desse sujeito?

Zucco: esperar o que desse sujeito?

O candidato ao governo do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL) destinou uma única emenda para eventos ou cultura durante seu mandato como deputado federal: R$ 200 mil para o Dia da Família, realizado no final de 2025 em Santa Maria. A atividade reuniu de fiéis evangélicos a motoqueiros e incluiu a contratação, sem licitação, de um cantor gospel alinhado ao bolsonarismo.

Pobre do RS.

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Grandes Igrejas, Master Negócios

É brilhante a explicação do Caso Master no revelando.brasil do Instagram. Fábio Porchat e grande equipe fizeram um super trabalho. O trabalho foi tão bom que furou as bolhas e o Meta, “por engano”, tirou o vídeo do ar por algumas horas. O negócio é ir lá ver e compartilhar.

Por Luiz Artur Ferraretto (Ou seja, não é a opinião de um amador, muito pelo contrário).

POR QUE O VÍDEO COM O HUMORISTA FÁBIO PORCHAT É O MELHOR PRODUTO JORNALÍSTICO SOBRE O CASO MASTER?
​
É simples: por apresentar os fatos — todos de conhecimento da grande mídia — de forma lógica. Nenhum veículo jornalístico de porte fez isso.

Com apoio do ICL, Mídia Ninja e 342 Artes, o projeto Revelando é uma iniciativa do podcast Calma Urgente. Seu segundo episódio mostra as relações entre políticos de ultradireita, uma igreja neopentecostal, o banqueiro Daniel Vorcaro e integrantes do STF.

O material chegou a 6 milhões de visualizações e 140 mil compartilhamentos. Rapidamente, tornou-se o vídeo mais assistido no YouTube. No entanto, o perfil do Revelando foi tirado do ar no Instagram e só por pressão popular voltou.

​Qual o motivo para que a Meta aja assim? Até agora, não há uma resposta da big tech. Só para lembrar: as empresas de Mark Zuckerberg apoiam o governo Trump, defensor da candidatura de Flávio Bolsonaro, um dos citados na reportagem.

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O Senado e o Rio Grande do Sul

Nosso estado tem uma relação muito difícil com o Senado. Mandamos muita merda pra lá.

Recentemente tivemos um incrível bando de indiferentes, estólidos e inúteis como senadores do RS. O último que elegemos foi Hamilton Mourão (Republicanos), que nem quis saber de enchente nem nada. Nestes 4 anos, nem chegou perto do RS e talvez não lembre direito onde é o estado pelo qual se elegeu.

Antes, tivemos gente estulta como Luis Carlos Heinze (PP), Lasier Martins (PDT) e Ana Amélia Lemos (PP).

Acho que, este ano, temos obrigação de eleger Manuela (500, PSOL) e Pimenta (131, PT). Estamos devendo muito ao país. Ainda mais que Mourão ficará dormindo no Senado por mais 4 anos, imaginem!

O Van Rato todos sabem quem é, mas agora acabo de conhecer o tal Sanderson. Meu deus, o que é aquilo? Que idiota!

Na imagem de IA, Mourão e Lasier fazendo o que sabem.

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As atuações na partida de ontem no STF

As atuações na partida de ontem no STF

Dedé Mendonça: é um estólido. Não tem a menor condição de estar onde está. Mal intencionado, além de vulgar e ignorante. Nem leu os autos — talvez não os tenha entendido –, mas o implante deu certo.

Zanin: calma e categoria. Não fez implante.

Dino: o dono do jogo. Inteligente, articulado, culto, sarcástico. Mandou em todos todo o tempo. Logo precisará de um implante.

Gilmar: atrás do escudo de Dino, saltava com espada na mão e tirava nacos da carne de Dedé. Se Dino faz ironia, Gil tenta alcançar a jugular. Macho alfa, não fará implante.

Xandão: muito esperto. Nem parecia ser um potencial réu. Vai espernear até o último momento. Se cair, vai levar junto o dedébil Dedé. Careca.

Fachin: lembro que estava sentado no plenário. Foi engolido por Dino que, por sinal, deveria fazer um regime. Nem um implante salva Fachin. Esse nunca deveria ter saído de Passo Fundo.

Carminha: tudo o que ela quer é brilhar e satisfazer a Globo. Seu objetivo oculto é chegar ao elenco da Família Addams. Magnífica cabeleira.

Fuck: o nome diz tudo. Acho que a peruca está muito comprida e caída para a frente. Ficaremos felizes se ela tapar todo seu rosto.

Pra que a porra daquela cruz?

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Basta! Uma carta aberta de artistas e pensadores judeus em defesa de Mark Ruffalo

Basta! Uma carta aberta de artistas e pensadores judeus em defesa de Mark Ruffalo

Dan Sheehan
1º de setembro de 2026

Centenas de artistas, escritores, profissionais criativos, líderes religiosos e pensadores judeus — incluindo Emma Seligman, Gabor Maté, Hannah Einbinder, Ilana Glazer, James Schamus, Larry Charles, Joel Coen, Miranda July, Molly Crabapple, Sarah Sherman, Tavi Gevinson, Todd Haynes e Tony Kushner — assinaram uma carta aberta “em resposta à ultrajante campanha difamatória contra nosso respeitado colega Mark Ruffalo”.

Ruffalo, um defensor de longa data dos direitos palestinos e que tem se manifestado veementemente contra a conduta de Israel em Gaza e na Cisjordânia, foi acusado pela gigante da mídia Paramount Skydance de invocar “estereótipos antissemitas” em suas críticas à fusão de US$ 111 bilhões com a Warner Bros Discovery (WBD).

Em um comunicado compartilhado em suas redes sociais no mês passado, o ator destacou a ligação entre a Paramount Skydance, dirigida pelo CEO David Ellison, e a Oracle, empresa de tecnologia administrada pelo pai de Ellison, Larry. A Oracle fornece software para as Forças de Defesa de Israel há décadas, e Larry Ellison é o maior doador da história da organização sem fins lucrativos Amigos das Forças de Defesa de Israel.

Além de condenar a “falsa e perigosa instrumentalização de acusações de antissemitismo contra aqueles que são corajosos o suficiente para apontar o óbvio”, a carta aberta detalha a profunda ligação entre os Ellisons e o genocídio em Gaza, e destaca uma pesquisa recente do Washington Post que constatou que 61% dos judeus americanos agora concordam que Israel está cometendo crimes de guerra em Gaza.

Segue abaixo a carta e a lista de signatários na íntegra.

“Basta!”

Somos artistas, escritores, profissionais criativos, líderes religiosos e pensadores judeus que, em resposta à ultrajante campanha difamatória contra nosso respeitado colega Mark Ruffalo, temos uma mensagem simples para compartilhar com o mundo: Basta! Basta da instrumentalização falsa e perigosa de acusações de antissemitismo contra aqueles que são corajosos o suficiente para apontar o óbvio: que o ataque ao povo palestino e o ataque às nossas liberdades em nosso país estão profundamente interligados, e não há nada de antissemita em reconhecer esse fato.

A fusão proposta entre a Paramount e a Warner Brothers Discovery não é uma mera combinação de duas grandes empresas multinacionais. Sim, ela destruirá milhares e milhares de empregos. Sim, ela consolidará ainda mais o controle oligárquico sobre a nossa mídia (basta ver o desmantelamento da CBS News). Sim, ela sufocará a competição e a criatividade na produção e distribuição de filmes e programas de televisão.

Mas tudo isso e muito mais será feito como parte de um projeto maior de dominação tecnológica, um projeto que Larry Ellison e seus parceiros nunca hesitaram em alardear — e que eles próprios vincularam explicitamente ao seu apoio às depredações contínuas infligidas ao povo palestino e ao silenciamento dos críticos desses horrores. Todos vimos isso após a aquisição do TikTok, intermediada por Trump — uma aquisição que eles declararam abertamente ter sido motivada, em grande parte, pelo desejo de impulsionar a propaganda pró-Israel. Larry Ellison, pessoalmente, com seus impressionantes US$ 350 milhões em financiamento e promessas de doação ao Instituto Tony Blair para a Mudança Global, tem sido o principal apoiador de Blair, que assume um papel influente na tomada de Gaza, arquitetada por Trump, através do “Conselho da Paz”, um território que se tornou um laboratório a céu aberto para tecnologias de controle e assassinato baseadas em inteligência artificial, como as celebradas pela ex-CEO da Oracle (e atual membro do conselho da Oracle e da Paramount), Safra Catz.

O caminho da IA ​​para a WarnerMount passa por Gaza, e Ellison frequentemente nos alerta sobre o mundo orwelliano que ele preparou para nós, enquanto consolida o controle sobre o que assistimos e como assistimos, sabendo que, enquanto assistimos, ele e sua comitiva corrupta estarão sempre nos observando: “Os cidadãos se comportarão da melhor maneira possível porque estamos constantemente gravando e relatando.”

Apontar as conexões cruciais entre o que está acontecendo em Gaza e o que está acontecendo em Hollywood é exatamente o oposto do antissemitismo. É, para nós, a própria essência do dever ético judaico. De acordo com uma pesquisa recente do Washington Post, 61% dos judeus americanos agora concordam que Israel está cometendo crimes de guerra em Gaza; e quatro em cada dez concordam que esses crimes equivalem a genocídio. Será que aqueles que atacam Mark Ruffalo como antissemita realmente acreditam que todos esses judeus americanos também são antissemitas? Ou que não vemos a conexão entre, por um lado, a impunidade criminosa que levou os EUA e Israel a um desastre sem fim e, por outro, as manobras oligárquicas de poder dos Musks, Ellisons, Thiels e outros que estão trabalhando para desmantelar nossa democracia?

Mas a virulência e a falsidade das calúnias que dirigem aos seus críticos evidenciam a crescente fragilidade da sua posição, baseada em insinuações. Hoje, cada vez mais pessoas de consciência unem-se para proclamar, em voz alta e unívoca: Acabou o tempo de usar acusações espúrias de antissemitismo em defesa da guerra, da oligarquia e, agora, da dominação da inteligência artificial. Essa estratégia desgastada já não funciona mais.

Apoiamos com orgulho Mark Ruffalo e todas as pessoas decentes que estão corajosamente se levantando e dizendo a verdade ao poder.

NOTAS:

Ver Safra Catz em uma cúpula do Conselho Israelense-Americano discutindo as armas secretas “assustadoras” da Oracle em Gaza: “Não quero me gabar, mas…” (link)

Os executivos da Oracle são cristalinos em sua posição sobre Israel: ” Apoiar Israel está no nosso DNA — mesmo que nos custe clientes. Essa é a nossa agenda.” (link)

Catz tem sido muito insistente em afirmar que não tolerará funcionários nas empresas que ajuda a administrar que não compartilhem de suas opiniões: ” Para os funcionários, é claro: se você não é a favor dos Estados Unidos ou de Israel, não trabalhe aqui.” (link)

Para obter detalhes sobre as parcerias da Oracle com as forças armadas e a polícia israelenses, acesse: Oracle. Aqui está Ellison falando sobre seu objetivo de “registrar e relatar constantemente”.

Sobre a parceria entre Ellison e Blair, veja Blair e o Bilionário . Assista à conversa entre Blair e Ellison sobre a dominação global da IA: acesse “Uma oportunidade incrível para reimaginar o Estado…”. Sobre Blair e seu papel em Gaza, veja Blair Assume um Papel Maior .

No TikTok e em Israel, veja Benjamin Netanyahu proclamando a aquisição como “a compra mais importante que está acontecendo” durante a guerra: acesse “As armas mudam com o tempo…”

Para saber mais sobre a crescente e perigosa instrumentalização do antissemitismo como ferramenta para destruir a liberdade de expressão e outros direitos, e como os judeus estão lutando contra essa instrumentalização, visite o site da Diaspora Alliance.

Para pesquisas recentes sobre a visão cada vez mais crítica dos judeus americanos em relação a Israel, veja o artigo do The Washington Post intitulado “A maioria dos judeus diz que Israel está cometendo crimes de guerra – e 39% dizem que é genocídio…”

Todos os links estão na Literary Hub na matéria com o título “Enough! An Open Letter from Jewish Creatives and Thinkers in Defense of Mark Ruffalo”.

 

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Eu voto no Rio Grande do Sul

Meu voto:
(agora na ordem da urna eletrônica):

Dep. Federal: Fernanda Melchionna (5050)
Dep. Estadual: Matheus Gomes (50123)
Senadora (1ª vaga): Manuela (500)
Senador (2º vaga): Pimenta (131)
Governadora: Juliana (12, caiu uma lágrima)
Presidente: Lula (13)

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Enquanto isso, na Europa (e no mundo inteiro).

Enquanto isso, na Europa (e no mundo inteiro).

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Momento vaidade

O jornalista Cléber Lourenço está se ufanando de ter sido bloqueado pelo Mário Frias no WhatsApp. É um elogio e um galardão. Concordo. Só que eu fui processado pela Mônica Leal. Também seria um elogio e um galardão, não?

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25 de abril

25 de abril

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