De Wislawa Szymborska*
Quando pronuncio a palavra Futuro,
a primeira sílaba já se perde no passado.
Quando pronuncio a palavra Silêncio,
suprimo-o.
Quando pronuncio a palavra Nada,
crio algo que não cabe em nenhum não ser.
Wislawa Szymborska, Poemas. Trad. Regina Przybycien.
Cia. das Letras, 2011, p.107.