Atrás do balcão da Bamboletras (LXXV)

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Um grupo de baianos de Salvador acaba de entrar na Livraria Bamboletras. Todos pegaram livros e pediram desconto na hora de pagar. Eu perguntava pra cada um deles:

— Você conhece o Embaixador da Bahia no RS, Sr. Franciel Cruz, o Butragueño de Amaralina, amigo de Wagner Moura?

Se o indigitado respondesse que não, perdia na hora o desconto que eu não ia dar. Até que apareceu um esperto que disse que conhecia. Eu olhei bem sério pra ele. O desinfeliz sustentou o olhar. Então eu perguntei se ele conhecia a Embaixatriz da Bahia em SP.

— Diga o nome dela para que eu possa confirmar.

— Não, diga você! Ela se apresenta como “XXXX em São Paulo”, só para demonstrar desconformidade com a situação. Mora em São Paulo, imagine.

— Trocar Salvador por aquela bosta? Não é baiana! Podemos desconsiderá-la.

Ninguém ganhou desconto, mas todos pediram parcelamento, ô Grória!

Engraçado, na livraria eles pedem desconto, no caixa do supermercado, não. Manda gente melhor pra cá, Franciel.

P.S. : Eles ficarão aqui em Porto Alegre até o dia 5 e fizeram uma baita encomenda de livros bons. Acho que a obra inteira de Lima Barreto está na lista. O único problema é que pedem desconto, Franciel, isso tem que acabar.

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