O sociólogo que me odeia

Eu tenho poucos inimigos, acho que poucas pessoas não me suportam, mas há uma que me persegue. Nosso caso ocorreu em 2010 e só o bloqueei no Facebook hoje. Claro que não éramos amigos aqui.

Em 2010, eu assumi um emprego entrando no lugar de uns amigos dele. Assumi aquele posto numa quarta-feira pela manhã, tendo sido convidado na terça à noite sem saber bem — ou conhecer — quem estaria substituindo. Foi o que bastou. Sim, ele é muito amigo de seus amigos e isso é bonito, só que ele não precisava ter ligado pro meu empregador a fim de falar mal de mim. E as acusações eram bem bobas. O empregador me chamou assim que desligou o telefone e me disse, rindo, que eu tinha um inimigo muito irritado e que este era o sociólogo X. Perguntei sobre o que seria de meu novo emprego. Ele respondeu:

— Tu acha que eu levei a sério?

No fim de semana, publiquei uma reportagem no meu novo emprego. Ele foi lá e fez comentários ácidos que foram recebidos com risadas na redação. A crítica era exagerada. Depois ele sumiu.

Fiquei 8 anos trabalhando naquele local e várias vezes cruzei na rua com o X. Ele nunca me cumprimentou, apesar de eu ter tentado fazê-lo. O que aquele estável funcionário público tinha contra mim? Seria ainda a fidelidade a seus amigos?

Por falar em amigos, a maioria dos meus é gremista. Hoje, resolvi brincar com o patrocínio da Havan na camiseta do Imortal e ele entrou nos comentários me atacando. O coitado é pijamista. Tive que bloquear, né? 16 anos se passaram e o cara não me esquece. Acho que só me resta propor um duelo.

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