Inter 2 x 3 Olimpia: a mais doída das derrotas

Inter 2 x 3 Olimpia: a mais doída das derrotas

Hoje à noite, às 21h30, no Beira-Rio vazio pela pandemia, o Inter enfrentará o Olimpia do Paraguai por uma vaga nas quartas-de-final da Libertadores da América. Há 32 anos, um Beira-Rio lotado viu a mesma decisão, só que ela valia uma vaga na final. Daquela vez, tínhamos vencido o primeiro jogo em Assunção por 1 x 0. Desta vez, o primeiro jogo foi 0 x 0. Pois bem, aquele dia decisivo de 1989, mais exatamente o 17 de maio de 1989, foi o dia mais triste de minha vida do ponto de vista futebolístico.

Eu assisti ao jogo pela TV. Estava trabalhando no interior do estado e vi a partida sozinho, num quarto do Rigo Hotel, em Santa Rosa. Só não chorei porque não sou disso, mas, nossa, que tristeza!

Podíamos empatar e estivemos duas vezes com o empate na mão, em 1 x 1 e em 2 x 2. Para piorar, quando do 2 x 2, houve um pênalti a nosso favor. Nilson, que era perfeito batendo pênaltis, mudou seu estilo de cobrança e errou. Logo o Olimpia fez 2 x 3 e a decisão foi para os pênaltis. Não lembro de jogo mais cruel. E  sensacional, também. Tivemos várias vezes a classificação à disposição e a vimos escapar.

Nunca vi colorados tão tristes, arrasados mesmo. Em Santa Rosa, no dia seguinte, parecíamos uns atropelados. E eu tendo que me concentrar no trabalho. 0 x 0, classificado; 0 x 1, pênaltis, 1 x 1, classificado; 1 x 2, pênaltis; 2 x 2, classificado; pênalti a nosso favor, erramos; 2 x 3, pênaltis.  O jogo foi um carrossel de emoções e, nos pênaltis…

E, nos pênaltis, tínhamos infinitamente o melhor goleiro — Tafffarel, um especialista em pegá-los. Almeida, o goleiro do time paraguaio, era uma piada. Mas eles bateram 5 cobranças perfeitas — uma delas executada pelo próprio Almeida — e Leomir, até hoje bruxo e auxiliar de Abel, naquela época um volante reserva, errou a sua.

Não houve roubo. Eles nos venceram com lisura. Só que foi um rigoroso, violento e inesquecível massacre psicológico. Algo para não esquecer nunca mais. Abaixo, coloco o compacto do jogo. Depois, um texto do jornalista Carlos Corrêa sobre aquele dia. Sofram vocês agora!

E hoje, nada de pênaltis, tá? Vamos ganhar nos 90, pelamor.

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Por Carlos Corrêa, no Correio do Povo

Jogadores do Inter ficaram inconsoláveis após eliminação na Libertadores de 1989 | Foto: Roberto Santos / CP Memória

Já era madrugada. Em uma churrascaria no bairro Menino Deus, Abel Braga e Luiz Fernando Záchia haviam chegado há pouco para um dos piores jantares de suas vidas. Ambos mal comeram. Ninguém deu um pio na mesa. Horas antes, ambos haviam participado da pior derrota da história do Beira-Rio. Em questão de 90 minutos, uma noite que tinha tudo para ser festiva transformou-se em uma das memórias mais dolorosas dos 50 anos do estádio, uma procissão silenciosa de mais de 70 mil colorados nos arredores da avenida Padre Cacique. Não foi apenas uma derrota, foram duas em uma. Pelas semifinais da Copa Libertadores de 1989, o Inter recebia o Olimpia com a vantagem de ter vencido o jogo de ida por 1 a 0, com um gol de bicicleta de Luís Fernando. Bastava empatar em casa para ir à final. Mas a noite de 17 de maio de 1989 era uma daquelas em que nada daria certo para os colorados. Derrota por 3 a 2 no tempo normal. Derrota por 5 a 3 nos pênaltis. Eliminação. Frustração. Dor.

Há, inegavelmente, mérito dos paraguaios na classificação. Para quem vivenciou aquela partida, no entanto, a derrota começou muito antes do árbitro chileno Hernan Silva apitar o início. Mais precisamente, assim que terminou a partida no Paraguai. “Talvez fosse melhor se tivéssemos perdido a partida lá. Porque entre os jogadores, os dirigentes, a imprensa, a confiança era altíssima. O jogo lá poderia ter sido mais, era para ter sido 2 a 0 ou 3 a 0. Já estávamos pensando no Mundial. Não era nem na final da Libertadores, com o Nacional de Medellín, a gente já estava pensando no Milan”, admite o ex-centroavante Nilson.

Os relatos neste sentido não são isolados e comprovam que o clima de festa era incontrolável. Por mais que o discurso oficial fosse de respeito ao adversário, o jogo da volta era tratado no Beira-Rio como uma mera burocracia antes de encarar os colombianos na decisão. “Teve um dia, antes da partida, em que eu estava subindo a escadaria, indo para a concentração e passa por mim outro dirigente, me dizendo: ‘Estou fretando o avião para a Colômbia’. Ali eu senti medo, porque esse tipo de coisa chega aos jogadores”, relata Záchia, à época vice de futebol. De fato, chegou, por mais tentativas que o técnico Abel Braga tenha feito para que o clima de soberba não tomasse conta do vestiário. “Não tem como, a gente acabava pensando. Com todo aquele papo de Tóquio, chegou um momento em que eu me vi pensando: ‘Caramba, se a gente chegar lá, o Baresi vai me marcar’”, conta Nilson.

Nem o atacante e nem o Inter chegaram a Tóquio naquele ano. E não demorou muito a partir do início da partida para que jogadores e torcida percebessem que aquela noite ficaria para a história e por motivos nada felizes. Logo aos oito minutos, o Olimpia escapou em um contra-ataque e Mendoza fez 1 a 0. Tudo parecia não passar de um susto, afinal a reação veio rápida e aos 11 os anfitriões empatavam, com Dacroce. Só que o jogo colorado não encaixava. E os paraguaios, sem nada a perder, ameaçavam mais e mais. Até que aos 37, o zagueiro Aguirregaray errou na saída de jogo e Amarilla colocou os adversários novamente na frente. “São coisas do jogo. Parece que não era para ser”, resigna-se o ex-goleiro Taffarel. Mas ainda havia espaço para reação. E ela veio no começo do segundo tempo, quando aos sete minutos Luís Fernando, o mesmo que fez o gol no Paraguai, cabeceou para deixar tudo igual novamente.

O empate classificava o Inter e tudo ia bem. Na verdade, tudo ficaria ainda melhor quando Nilson foi derrubado aos 22 minutos e a arbitragem assinalou pênalti. Naqueles poucos instantes, a espera por Tóquio era só uma questão de tempo, um protocolo a ser cumprido. Cobrador oficial, o centroavante botou a bola embaixo do braço e se encaminhou para a marca da cal. “Eu estava bem. É curioso, porque nunca ninguém vinha falar comigo nessa hora. E aquele dia o Heider veio e falou: ‘Bate do jeito de sempre que não tem erro’. Eu sempre batia do lado esquerdo. Mas aquele dia era como se tivesse uma voz no meu ombro dizendo para eu mudar de canto. Bati cruzado e o goleiro pegou. Eu nunca batia cruzado. Se eu batesse como batia sempre, ele nem tinha aparecido na foto”, lembra o ex-jogador. Da frustração ao silêncio foram exatos 90 segundos, tempo para o Olimpia puxar outro contra-ataque, Neffa chutar, a bola desviar em Leomir, enganar Taffarel e ir para as redes: Olimpia 3 a 2. “Foi um troço sui generis. A gente perde o pênalti, tem um escanteio, eles lançam da defesa e fazem o gol. Aquilo ali derruba qualquer um”, observa Záchia.

Nilson x Almeida | Foto: Roberto Santos / CP Memória

Nem Taffarel salvou

Apesar da derrota no tempo normal, ainda restava a esperança dos pênaltis. E ela não era pouca por uma razão com nome e sobrenome: Cláudio Taffarel. Aquela semifinal da Libertadores de 1989 foi uma das raríssimas ocasiões em que o notório pegador de pênaltis não defendeu nenhuma cobrança. Não era para ser. “Sempre achei que a gente fosse passar. Eu só pensava que o Taffarel ia se consagrar”, conta Nilson. Por ter perdido a penalidade no tempo normal, o técnico Abel Braga preferiu preservar o centroavante e não escalou ele entre os cinco cobradores. “Eu me sentia bem, pedi para bater, mas o Abel disse que se eu errasse de novo, a torcida ia me matar. Ainda argumentei que se a gente não passasse, iam me matar igual. E aí ele disse: ‘Não vou fazer isso contigo, vai bater o Leomir’”. O Olimpia acertou suas cinco cobranças. O Inter não chegou à quinta, porque Leomir errou a sua. O Inter estava eliminado da Copa Libertadores.

Não por acaso, Záchia define aquela noite até hoje como um velório. Houve protestos no Portão 8, mas a decepção dos torcedores era muito mais evidente nos silêncios de quem da arquibancada olhava o gramado sem entender o que havia acontecido. “Quando terminou o jogo, caiu a ficha. Ficamos até muito tarde, muito tarde mesmo. E nem era para evitar a torcida ou alguma coisa assim, era tristeza mesmo. Você olhava o vestiário e era todo mundo jogado nas banheiras com uma cara horrível”, revela Taffarel. O trauma de ficar no quase na Copa Libertadores só viria a ser superado 17 anos depois, com o título de 2006. Ainda assim, aquele jogo com o Olimpia permanece como uma cicatriz. E como a pior derrota do Inter dentro do Beira-Rio.

O segredo das vitórias consecutivas do Inter

O segredo das vitórias consecutivas do Inter

Vou contar um segredo pra vocês.

Sabem por que o Inter ganha? Por causa do Spica. Sim, eu mandei arrumar o velho rádio de pilha de meu pai — fabricado lá em 1965. Esse rádio sempre deu sorte e vocês imaginam a data na qual o Daniel Morales da Silveira me devolveu o rádio em perfeito funcionamento?

Pois é, no dia do jogo contra o Boca. Depois daquele dia, foram 6 jogos e 6 vitórias. Todas ouvidas no Spica.

Não é o Abelão. É ele.

Bom dia, Abel (com os gols de Ceará 0 x 2 Inter)

Bom dia, Abel (com os gols de Ceará 0 x 2 Inter)
A barriga de Guto Ferreira supera em muito a de Abel Braga — é o Gluto Ferreira… | Foto: Ricardo Duarte / SC Internacional

O Inter fez um primeiro tempo simplesmente podre, com Marcelo Lomba e Rodinei comprometendo inteiramente e o resto do time parecendo perdido em campo. Não chutamos a gol, só o Ceará jogava. o Vozão perdeu 4 gols feitos…

Abel, tu tiveste sorte. Lomba também. Imaginei que nosso goleiro perdeu uma bola ao tentar driblar o centroavante do Ceará… Olha, Lomba está com o prazo de validade estourado. Nunca foi um grande goleiro e agora está mal. Enquanto isso, Rodinei era envolvido sistematicamente pelo lado esquerdo do ataque adversário.

Depois, no segundo tempo, o time voltou mais organizado e acabou por obter uma importante vitória. Vitória dos meninos do time, não dos medalhões (aqui façamos justiça e Edenílson, que esteve bem durante toda a partida).

Agora temos Goiás e Fortaleza no Beira Rio, depois pegamos o São Paulo fora de casa. Temos tudo para encostar antes de chegarmos à capital paulista. Claro temos que combinar com os russos. Pelas lesões dos dois goleiros, Daniel deverá será o titular contra o Goiás. Pois é, parece que os deuses estão ajudando. Mas temos que ganhar em casa da turma de baixo.

O São Paulo é o líder com 56 pontos em 28 jogos (próximos 3 jogos: Santos (c), Athlético (f) e Inter (c)).

O Inter é o vice-líder com 50 pontos em 28 jogos (próximos jogos: Goiás (c), Fortaleza (c) e São Paulo (f)).

Mas…

Os seguidores tem um jogo a menos e estão bem perto. São eles:

O Atlético-MG com 49 pontos em 27 jogos (próximos jogos: Bragantino (f), Atlético-GO (c) e Grêmio (f)),

o Flamengo com 49 pontos em 27 jogos (próximos jogos: Ceará (c), Goiás (f) e Palmeiras (c)) e

o Grêmio com 48 pontos em 27 jogos (próximos jogos: Fortaleza (f), Palmeiras (f) e Atlético-MG (c)).

O jogo atrasado de Grêmio e Flamengo é justamente um Grêmio x Flamengo em Porto Alegre e o do Atlético-MG eu não sei qual é…

Morreu Diego Maradona (1960-2020)

Morreu Diego Maradona (1960-2020)

“Sou o argentino que menos se parece com um argentino. Nasci em um bairro pobre, não sou de ascendência europeia e amo Pelé — mas nunca lhe digas isso”.
Diego Armando Maradona

Lembro daquelas manhãs de domingo nos anos 80 em que víamos o Napoli jogar com Maradona, Careca e Alemão em seu time. Lembro da narração de Sílvio Luís italianizando o nome de Careca para Careconi. Careconi e Maradona.

Depois, Maradona disse que o brasileiro fora seu melhor companheiro de ataque. Foi um justo reconhecimento.

Na época não havia ainda a cocaína — ou não se sabia ainda dela. Mas como jogava Maradona! Sua habilidade miraculosa com a perna esquerda e a notável intuição para atuar em espaços mínimos era algo inexplicável. E que lançamentos!

Sim, foi-se um ídolo meu. Quando Maradona estava em campo, todos os outros jogadores pareciam esforçados aprendizes. A bola se dirigia para ele com visível prazer.

Maradona sempre se expôs, nunca negou seus problemas e sempre disse, por exemplo, que não existiam ex-viciados. Como disse Galeano, foi o mais humano dos deuses.

RIP, Diego.

Maradona tiene que cargar con una cruz muy pesada en la espalda: llamarse Maradona. Es muy difícil ser Dios en este mundo, y más difícil comprobar que a los dioses no se les permite jubilarse, que deben seguir siendo dioses a toda costa. Y el de Maradona es un caso único, el deportista más famoso del mundo, a pesar de que hace años que ya no juega, esa necesidad de protagonismo derivada de la popularidad mundial que tiene. Quiero decir que es el más humano de los dioses, porque es como cualquiera de nosotros. Arrogante, mujeriego, débil… ¡Todos somos así! Estamos hechos de barro humano, así que la gente se reconoce en él por eso mismo. No es un dios que desde lo alto del cielo nos muestra su pureza y nos castiga. Entonces, lo menos que se parece a un dios virtuoso es la divinidad pagana que es Maradona. Eso explica su prestigio. Nos reconocemos en él por sus virtudes, pero también por sus defectos.

Se convirtió en una especie de Dios sucio, el más humano de los dioses, eso explica la veneración universal que él conquistó más que ningún otro jugador. Un Dios sucio, que se nos parece: mujeriego, parlanchín, borrachín, tragón, irresponsable, mentiroso, fanfarrón, pero los dioses por muy humanos que sean no se jubilan.

Eduardo Galeano

A homenagem do River Plate, o maior rival.

Bom dia, Chacho (com os gols de Inter 2 x 0 Ceará)

Bom dia, Chacho (com os gols de Inter 2 x 0 Ceará)

Tivemos um terrível primeiro tempo e uma segunda etapa tranquila. Teu time, Coudet, parece ser assim mesmo, de radicais variações de ritmo durante os jogos, o que não é bom. Iniciamos mal, acabamos bem, vencemos, mas poderia ter sido bem mais complicado se o Ceará tivesse marcado naquela primeira etapa. Mas quem tem Galhardo marca antes, né? Sorte nossa, tem sido assim.

Thiago Galhardo, o homem não para de fazer gols | Foto: Ricardo Duarte – SC Internacional

Em todos os jogos ocorre um longo período em que ficamos desligados. Quando os adversários são fracos e não aproveitam, OK mas quando pegarmos adversários mais fortes, tipo o Flamengo, de modo nenhum podemos nos dar o luxo de estarmos um longo tempo fora do jogo, sob pena de acontecer um massacre. Ontem, ficamos desligados nos 30 primeiros minutos. E vide o final do último Gre-Nal.

Agora são 9 rodadas do Covidão 2020. Temos 20 pontos, com aproveitamento de 74,1% e saldo +10. A próxima partida será domingo, às 18h, contra o Goiás em Goiânia. Trata-se do último colocado do campeonato com uma vitória em sete jogos. Jogo fácil, mas há Libertadores na próxima quarta-feira — com 6 suspensos e 3 lesionados — e talvez ainda poupemos vários jogadores. Projeção de time? Isso o próprio Chacho responde:

— Penso o dia a dia. Preciso ver como estão os jogadores. Amanhã terei um parâmetro. No sábado, terei as 48 horas após o jogo e aí verei os melhores para domingo (contra o Goiás, em Goiânia). Não posso projetar muito.

Não somos um time para ser campeão, mas espero que sigamos próximos da ponta até o fim.

Resumo do início de Coudet

Resumo do início de Coudet

O ranço de parte da imprensa a respeito da presença de Eduardo Coudet na casamata do Inter — e que é amplificado pela parte toda da torcida — é incompreensível.

OK, também acho que a retirada de Moledo foi precipitada, Bruno Fuchs ainda não é melhor que Moledão, mas a postura do time, hoje, está muito mais próxima daquela esperada em um time grande.

Vejamos quais foram os treinadores desde o último título importante do Inter: Fernandão (2012), Dunga (2013), Clemer (2013), Abel Braga (2014), Diego Aguirre (2015), Argel (2015-2016), Falcão (2016), Celso Roth (2016), Lisca (2016), Zago (2017), Guto Ferreira (2017), Odair (2017-2019) e Zé Ricardo (2019).

Destes, quem é realmente do tamanho do clube? Abel, certamente. Aguirre, quem sabe. Os outros eram um bando de medrosos que davam entrevistas falando em “proteger a casinha”.

Ademais, Coudet sofreu zero gols na pré-Libertadores e teve o melhor início de treinador desde Dunga, considerando estes dez primeiros jogos. Só que Dunga jogava apenas o Gaúcho em 2013.

E Coudet está modernizando — na verdade, está alterando radicalmente — o modelo tático do clube. Hoje, estamos jogando no campo adversário, projetados à frente. Nada de “time reativo” como o de Odair. Estamos marcando forte no campo adversário, sem recuar. Em quase todos os jogos tivemos mais posse de bola e oportunidades de gol.

O planejamento é claro e objetivo. Há um conceito por trás de cada ação. Quem não vê… Olha, só lamento, porque quem não vê… Tem problemas de observação no futebol e talvez fora dele.

Há falhas? Sim! Os laterais não foram bem, o armador central não funcionou, mas dizer que Coudet está no caminho errado é uma completa tolice.

Com o grupo em formação, com jogadores que preocupam por sua idade e implantando uma mentalidade de time grande num grupo acostumado a fazer um gol e recuar ou a apenas especular fora de casa, acho que Coudet vai muito bem, obrigado.

Vejamos hoje.

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Alexandre Ernst, no Twitter:

Coudet rasga elogios ao Praxedes, que passará por um processo de fortalecimento muscular e não arregou quando perguntado se jogaria uma Libertadores com a camisa do #Inter. Acaba, ainda, com a questão Musto-Lindoso: quando o time engrenar, será UM ou OUTRO!

Coudet é DE LONGE o treinador com maior entendimento do “novo futebol” que o #Inter contrata desde Tite. Vou seguir dizendo e fazendo voz por aqui: DEIXEM O CARA TRABALHAR!!!! De Argel a Odair temos MUITO a corrigir e trabalhar, principalmente na questão TÁTICA! Vai funcionar!!!

Eduardo Coudet, implantando inédita intensidade nesta década | Ricardo Duarte (SC Internacional)

Pelé, Messi, Maradona, Cruyff e Di Stefano: o futuro não dirá quem foi o melhor

Pelé, Messi, Maradona, Cruyff e Di Stefano: o futuro não dirá quem foi o melhor

Os brasileiros amam imaginar que Pelé tinha características e dotes sobre-humanos. O próprio Pelé também. Já que não temos Prêmio Nobel, nem governo ou educação, ufanemo-nos do Rei! Um brasileiro publicou no Twitter um vídeo que dizia comprovar em dois minutos que Pelé tinha sido melhor que Messi e Maradona. O filme era tão ruim que provava o contrário. A gente só chegava à conclusão de que Pelé adorava dar canetas.

Pelé é de um tempo em que os clubes excursionavam por meses. O calendário era ultra camarada. Imaginem que até 1971, quando ele já tinha 31 anos, não havia um Campeonato Brasileiro, apenas Copas eliminatórias e o Paulistão. Mas todos queriam vê-lo e o Santos de Pelé jogava uma vez a cada dois dias em excursões no Brasil e na Europa e uma vez por dia na África, muitas vezes contra times semi-profissionais. Só isso explica fazer 1200 gols.

Sem dúvida, foi disparado o melhor jogador de sua época — uma época em que Garrincha bebia pesado e destruía adversários horas depois — mas é tolice compará-lo com Messi, Maradona e até mesmo Cruyff. Não dá para saber quem foi o melhor ou o mais revolucionário. O futebol mudou rapidamente depois de Pelé, um bom tanto por causa dele.

Para comparar, teríamos que levar Messi até a violência dos anos 60. Para comparar, teríamos que trazer Pelé até nossos zagueiros que também têm velocidade e usam o corpo. Isso é impossível, claro. Mas neste caso, eu apostaria que Maradona sobreviveria melhor. E que Alfredo Di Stefano estaria muito bem na disputa…

Mas uma coisa eu tenho certeza: Cruyff foi o mais influente.

E, se eu tivesse que escolher, nas divisões inferiores de um clube, apenas um jogador com as características desses 5, certamente escolheria um novo Messi, o gênio mais recente, muito mais adaptado às necessidades atuais de nosso futebol.

Di Stefano, Pelé, Messi, Maradona e Cruyff.

 

Bom (ou boom) dia, Odair (com os lances de Fla 2 x 0 Inter)

Bom (ou boom) dia, Odair (com os lances de Fla 2 x 0 Inter)

Em primeiro lugar, ontem ficou óbvio que temos menos time do que o Flamengo e que teríamos que jogar tudo o que sabemos e mais um pouco. Em segundo lugar, entramos em campo com 10 jogadores de 30 anos ou mais — só Patrick tem menos, tem 27 — e ficamos perturbadíssimos com o primeiro gol de Bruno Henrique. Foi um deus nos acuda, uma total falta de compostura de parte de boleiros experientes.

Ficamos muito felizes ao ver que Edenílson, um de nossos principais jogadores, estaria em campo apenas 14 dias após a lesão muscular sofrida no jogo contra o Cruzeiro. Maravilha. Só que Edenílson não entrou em campo, Edenílson não foi o Ed.

O papel do torcedor é o de torcer, vaiar, opinar e, se puder, pagar a mensalidade. Um dos papéis comissão técnica é o de saber quem está apto para jogar. E Edenílson não estava apto. Por que entrou no jogo? E, pior, por que não saiu no intervalo?

No futebol moderno — basta ler os livros disponíveis –, o time que tem um elo (digo, um jogador) fraco, enquanto o adversário os têm parelhos, provavelmente perderá. Quem falhou no primeiro gol? Ora, o bom Edenílson. E no setor de quem manobrou Filipe Luís no segundo para deixar Gabigol e Bruno Henrique num inexplicável dois contra dois — não se tratava de um contra-ataque — contra nossa zaga? Ora, no setor de Edenílson.

Mancada: pobre Edenílson, entrou em campo na capa da gaita | Foto: Ricardo Duarte / SCI.

Lindoso tinha que jogar por dois e ainda descobrimos que Bruno Henrique era muito mais veloz do que Moledo e Cuesta…

Nem tudo está perdido. Como dizia Dino Sani, futebol é uma caixinha de surpresas, mas é quase certo que dissemos adeus à Libertadores 2019 ontem à noite.

Teremos que vencer por dois gols de diferença e, se tomarmos um, por três. Imaginem.

Ou seja, o Flamengo é quase semifinalista.

Quando Dale e Sóbis saíram, o Flamengo passou a ter sempre a bola. Ela ia e voltava imediatamente. Nico López e Wellington Silva são agudos, mas são lamentáveis na retenção de bola. As saídas de Dale e Sóbis foram compreensíveis. Havia que tentar atacar, mas… Ou seja, se os dois primeiros não são agudos, os dois últimos não tocam a bola.

Para completar, Nico está em fase tenebrosa. No final do jogo, fez tudo certo. Driblou, se esquivou, fez grande lance e, com o canto esquerdo aberto a sua frente, chutou bisonhamente para fora. E como este gol perdido fará diferença! É necessário religar Nico. Cadê o trabalho da comissão técnica?

Voltando a Ed. Sim, sei que Nonato ou Bruno Silva não são Edenílson, mas quem o escalou acabou com nossas possibilidades. Preparadores físicos, médicos e treinador destruíram nossas chances ontem à noite.

Agora, temos um jogo pelo Brasileiro. Enfrentaremos o Goiás, fora de casa, no próximo domingo (25/08), às 16h. Melhor entrar com um grupo fisicamente inteiro porque talvez nossa vaga na Libertadores 2020 saia mesmo do Brasileiro.

E, na próxima quarta-feira (28, às 21h30), o Flamengo terá que se sentir tão mal no Beira-Rio quanto nos sentimos ontem no Maracanã. Porém, se eles tiverem um pouco de compostura, será melhor dirigir nossos pensamentos para a Copa do Brasil. Não será fácil o jogo contra o renovado Cruzeiro.

Bom dia, Odair (com os lances de Inter 2 x 0 Nacional)

Bom dia, Odair (com os lances de Inter 2 x 0 Nacional)

O Inter fez uma boa apresentação contra o Nacional de Montevidéu e classificou-se para as quartas-de-final das Libertadores 2019. Agora, o adversário será o Flamengo, que eliminou o Emelec nos pênaltis para avançar. O jogo de ida, no Maracanã, será disputado entre os dias 20 e 22 de agosto. A volta será no Beira-Rio, entre os dias 27 e 29. Estaremos lá, imagina se não.

Dessa vez vencemos pelo placar de 2 a 0 — gols de Rodrigo Moledo e Paolo Guerrero –, com direito a bom futebol e algumas jogadas incríveis. Vejam algumas abaixo:

Além disso, a partida também marcou o recorde de público do Beira-Rio após sua remodelação, levando um total de 48.530 pessoas ao Estádio.

Deste modo, o Inter manteve a invencibilidade no torneio. Líder do seu grupo na primeira fase, vencemos as duas partidas das oitavas de final. Ao todo, são 6 vitórias, dois empates e nenhuma derrota, com 13 gols marcados e 6 sofridos.

O placar foi modestíssimo no primeiro tempo: 1 x 0, gol de Moledo. Perdemos muitos gols. Outros foram anulados. No segundo tempo, o time diminuiu um pouco o ritmo, mas nunca permitiu que o Nacional criasse chances de gols. O gol de Guerrero saiu só nos descontos, num contra-ataque, passe de Sóbis.

Acabou. Sóbis passa e Guerrero marca | Ricardo Duarte / SCI

Foi uma atuação afirmativa, mas não Odair-free. A substituição de Nico López por Sóbis foi incompreensível, pois deixou o ataque mais lento. Nico jogou muito. Todas as jogadas de ataque passavam por ele. O restante dos jogadores atuaram muito bem, com exceção de Patrick, o desligado.

Guerrero é um menino de 35 anos. Dale um garoto de 38. Moledo e Cuesta estão seguríssimos. Lindoso jogou muito, mas saiu lesionado e, bem, ficamos preocupados para o jogo do dia 7 contra o Cruzeiro, no Mineirão, pela Copa do Brasil. Afinal, Dourado está machucado e o time já não terá Dale, expulso contra o Palmeiras. Edenílson passa por excelente fase. É um time muito empolgado, animado mesmo. E o que dizer de Bruno, de quem ninguém esperava nada? Mas as personalidades do time são Dale e Guerrero.

Querem saber? Já estou com saudades de Dale | Ricardo Duarte / SCI

Se não podemos falar ainda em títulos, uma coisa podemos dizer: é um Inter renascido e participante de disputas importantes. Voltamos a ser players. Após a parada da Copa América, tínhamos 7 jogos decisivos em três semanas. Estes poderiam significar o final do ano futebolístico para nós. Em três competições. E estamos vivos nas três com certa tranquilidade.

E olho no árbitro contra o Flamengo. Se contra o Palmeiras já tivemos VAR contra nós, imaginem contra o time da Globo.

E vejam o que escreveu Gustavo Dariva Machado no Facebook:

O calendário que vem aí não vai ser fácil:

Agosto:
07 – Cruzeiro x Inter
14 – Secar ida Grêmio x Athletico
20 – Secar ida Grêmio x Palmeiras
21 – Flamengo x Inter
27 – Secar volta Palmeiras x Grêmio
28 – Inter x Flamengo

Setembro:
04 – Inter x Cruzeiro + secar volta Athletico x Grêmio
11 – 1ª final da CB (torcer ou secar ou ainda Gre-Nal)
18 – 2ª final da CB (torcer ou secar ou ainda Gre-Nal)

Fora os jogos do Brasileiro…

A volta do Inter e das preocupações com o futebol

A volta do Inter e das preocupações com o futebol

Esta Copa América passou praticamente em branco para mim. Não vejo mérito nisso, estou apenas constatando que o torneio não me pegou. Só vi Uruguai x Japão e Peru x Chile na TV. Não sabia de mais nada e não sei quem são Alan e Militão… Apesar do frio, a sensação foi a de estar em janeiro, em férias do futebol.

A diretoria do Inter, depois da última partida que tivemos contra o Bahia no Beira-Rio, antes da parada a Copa América, prometeu um ou dois grandes nomes no retorno. Viriam para serem titulares… Não aconteceu nada. Ou melhor, aconteceu pouco: saiu Iago e trouxeram Natanael, jogador que estava há anos no futebol búlgaro…

E Odair conseguiu nos irritar mesmo durante as férias. Inventou de testar Patrick no lugar de D`Alessandro e isto pode ocorrer agora em nosso retorno contra o Palmeiras em São Paulo. É claro que vamos para um retrancão lá. Antevejo nove jogadores atrás da linha bola, com Guerrero sozinho no ataque.

Vai tomar um gol e colocar Dale. E Sarrafiore, reserva natural do gringo, não sairá do banco. A única boa notícia foi a lesão muscular de Pottker.

E mais um vai para a famigerada caixa de areia que enterra tantos dos nossos jogadores. Zeca também está fora. Para por 20 dias em razão de outra lesão muscular.

Os jogos do Inter depois da Copa América:

10/07 – Palmeiras x Inter
14/07 – Athletico x Inter
17/07 – Inter x Palmeiras
21/07 – Inter x Grêmio
24/07 – Nacional x Inter
28/07 – Inter x Ceará
31/07 – Inter x Nacional

Zeca vai para a caixa de areia, Odair tem areia no cérebro, parece | Foto: Ricardo Duarte / SCI

As novas regras do futebol a partir de 1º de junho

As novas regras do futebol a partir de 1º de junho

⚽NOVAS REGRAS DO FUTEBOL

1- SUBSTITUIÇÃO: O jogador não precisará mais sair de campo pelo centro quando for substituído, ele será obrigado a sair pela linha mais próxima que ele estiver, seja na lateral, linha de fundo e etc….

2- CARTÕES PARA A COMISSÃO TÉCNICA: O técnico agora poderá ser advertido com cartão amarelo, cartão vermelho, e não só isso, ele pode acumular cartões e ficar suspenso nos próximos jogos. Além do técnico, o preparador físico, o médico, o auxiliar técnico e a comissão técnica inteira poderá ser advertida com cartões.

3- JUIZ E ⚽ AO CHÃO: Com essa nova regra, independente de onde a bola estiver, se ela bater no juiz, o jogo vai parar e será dado bola ao chão. Aí o jogo recomeça.

4- TIRO DE META: Os zagueiros não serão mais obrigados a sair da área no tiro de meta, eles poderão entrar na área e o goleiro poderá sair jogando com eles normalmente.

5- GOLEIROS NAS COBRANÇAS DE PÊNALTIS: Na regra atual, diz que os goleiros são obrigados a ficar com os dois pés na na linha. Com a nova regra, eles poderão ficar com um pé dentro da linha e outro fora da linha pra pegar impulso.

6- BARREIRA NAS COBRANÇAS DE FALTA: Com essa nova regra, o time que vai cobrar a falta, NÃO pode mais colocar jogadores na barreira adversária para atrapalhar a visão do goleiro, eles serão obrigados a ficar 01 (um) metro de distância da barreira adversária. O time que sofre a falta poderá formar a barreira normalmente sem jogadores adversários atrapalhando o goleiro.

7- ⚽ NA MÃO, MÃO NA ⚽: Essa com certeza é a que gera mais polêmica. A partir de 1° de junho acabou o critério de bola na mão ou mão na bola, essa situação será unificada. Ou seja, bateu na mão fora da área é falta, e dentro da área é o mesmo critério, pênalti.

OUTRAS REGRAS QUE AINDA SERÃO AVALIADAS:

1- VAR: A international Board vai avaliar mais atuações do VAR durante o jogo.

2- PÊNALTIS DURANTE O JOGO: A international Board avaliará se manterá rebotes nas cobranças de pênaltis durante a partida, ou seja, se o goleiro pegar, se a bola for na trave ou para fora, não há mais rebote. E também não terá escanteio caso o goleiro defenda a cobrança e a bola vá para fora. O jogo vai parar e recomeçar caso o cobrador perca o pênalti !

REGRAS APROVADAS PELA INTERNATIONAL BOARD (ÓRGÃO QUE REGULAMENTA AS REGRAS DO FUTEBOL MUNDIAL) QUE SERÃO IMPLEMENTADAS NO FUTEBOL A PARTIR DO DIA 1° JUNHO DE 2019.

Meu estado é assim em todos os níveis

Meu estado é assim em todos os níveis

O futebol como representação da vida política e da vida em geral.

Explico para quem não entendeu: Na primeira foto, o árbitro Jean Pierre Lima vê este incrível pênalti (fora da área, houve um beliscão do jogador colorado no calção do gremista, que caiu desmaiado). Depois, vitorioso, Renato Portaluppi agradece a graça recebida.

O Inter negou-se a pegar a taça e as medalhas de vice-campeão. Correto. Se não tiverem bom valor no Mercado Livre, melhor deixar na FGF.

Bom dia, Odair (com os lances do Gre-Nal de ontem)

Bom dia, Odair (com os lances do Gre-Nal de ontem)

Há um grave problema no Inter. D`Alessandro está completando hoje 38 anos e é inevitável que não seja mais o mesmo jogador de antes. A idade pesa e ele tem de ser substituído em todos os jogos. Entramos em campo sabendo que Dale vai sair ali pelos 15 do segundo tempo. É claro que ele — com sua qualidade técnica superior — deveria entrar durante as partidas e não o início das mesmas, Odair, pois já pegaria os adversário cansados, mas… Mas este é apenas o primeiro dos problemas.

Parabéns pelo 38 anos completados hoje, D`Alessandro! | Foto: Ricardo Duarte | SC Internacional

Veja bem, nossa segunda linha de 4 é formada por Dale, Edenílson, Patrick e Nico. A ordem de substituições parece ser imutável: o primeiro da fila é, incrivelmente, Parede, depois vêm Pottker e Camilo. A ordem é finalizada por Nonato e Sarrafiore. É uma tremenda injustiça para com os jovens. Na minha opinião e na de quase toda a torcida, esta ordem deveria ser simplesmente invertida.

Ou deveria ser mais criteriosa. Nonato seria o substituto natural de Edenílson e Patrick, mais afeitos à marcação. Sarrafiore ou Camilo seriam SEMPRE os suplentes de Dale, e Pottker e Parede os de Nico. Mas como enfiar simplicidade na cabeça de um técnico amedrontado?

Parede na posição de Dale? Meu deus, ele é grosso de dar dó, muda toda forma de atacar do time. E gosta mais de marcar zagueiros do que construir jogadas…

No mais, seis coisinhas sobre o Gre-Nal:

(1) Inter fez uma partida apenas média. O empate foi justo. Nosso esquema foi o mesmo dos jogos anteriores, apenas com maior proteção a Zeca, mas isto só foi feito quando Éverton começou a reinar, fato facilmente previsível, não Odair?

(2) A arbitragem foi puramente política. Não me serve. Não expulsar Renato foi a piada do ano. Só no RS um técnico invade o campo para bater boca e fica tudo por isso mesmo.

(3) O Grêmio não marca muito. Gosta só de ter a bola. E o Inter gosta de entregá-la. O jogo foi gostoso de ver do ponto de vista tático, mas nada emocionante. As únicas emoções eram os erros de Vuaden.

(4) Na minha opinião, perdemos o Vaziozão 2019 ontem. Mas eu treinaria bastante cobranças de pênaltis para o segundo Gre-Nal quarta-feira, nas Arena, às 21h30.

(5) Os empates voltaram a ficar na frente do Grêmio na história dos Gre-Nais.

(6) Melhor jogador do Gre-Nal? Victor Cuesta, sem dúvida.

P.S. — E li no twitter de @dimibarcellos: “Hoje foi o quarto jogo quase em sequência onde o Inter teve que queimar uma troca ainda no primeiro tempo por lesão. Patrick contra Alianza Lima, Bruno contra River e Rithely hoje foram por problemas musculares na coxa. Isso não é normal”.

Minha mãe e o Gre-Nal

Minha mãe era muito supersticiosa. Ela achava que a primeira camiseta que visse na rua, em dia de Gre-Nal, seria a do time vencedor. Estou meio febril há dois dias e não sei a que horas saio hoje. Nem se saio. Mas, mesmo sem acreditar na coisa, fico na expectativa. Quando sair vou ficar olhando para todos os lados até ver a primeira.

Neste fim de semana o Inter não dará fiasco

Neste fim de semana o Inter não dará fiasco

Pois o Inter entra em campo apenas segunda-feira para mostrar seu futebol de segunda categoria. Assim estamos. Uma bagunça geral. Em nosso time, quem tiver vontade bate pênalti. Pedro Lucas foi o melhor jogador que atuou na centroavância em 2019, então nem fica na reserva. Joga Tréllez, dispensadíssimo no São Paulo. Ou Pottker, de quem ainda falaremos. Odair já diz “não estar sofrendo pressão”. Tá bom. Nico López — melhor jogador do time –se consagrou e diz pra todo mundo que gosta de jogar no meio, então Odair o coloca pela direita, usando um lendário senhor de quase 38 anos no meio. Melhor seria preservá-lo, imitando que a Roma fazia com seu ídolo Totti. Parece que o técnico está refém de alguns jogadores “mais salientes” e sabemos onde isso vai parar. A mesma defesa que era um paredão agora só vaza. Sarrafiore entra aos 40 do segundo tempo para resolver o jogo — e o incrível é que o time melhora –, mas não inicia os jogos. Pottker há um ano é uma piada, só atrapalha. Faria mais se caminhasse em campo, falo sério. Fizemos 3 gols em 4 jogos… Não há nem triangulações, parece que o time não treina. O elogiado Nonato não foi visto em campo. Deve ter um mau empresário. O recém contratado lateral Bruno não parece ser do ofício. Do ofício de jogador de futebol. E Zeca? Este deve ter músculos de gelatina, sempre sentido desconforto muscular, Fica olhando o Bruno e pensando “não quero jogar”, “não quero jogar”…

Odair, iniciamos o ano muito mal. Eu e a toda a torcida colorada estamos apavorados. Libertadores? Bah, nem me fala nisso.

Ainda bem que está tudo bem. Na foto, o diretor de futebol Roberto Melo, o presidente Marcelo Medeiros e o futuro ex-técnico do Inter | Foto: Ricardo Duarte / SC Internacional

Bom dia, Odair (São José 2 x 0 Inter)

Bom dia, Odair (São José 2 x 0 Inter)

Como disse o Julio Linden, há duas certezas na 1ª fase do Gauchão: (1) o Inter jogará sob um calor de 50 graus no gramado sintético do Passo d`Areia e (2) o Gre-Nal será na Arena.

E foi sob forte calor que nós vimos mais um fiasco do teu time, Odair. Com Patrick em campo, novamente perdido, o time voltou a não ter articulação e só jogou bola quando já perdíamos por 2 x 0. Tá meio na cara que precisamos de um articulador, mas Sarrafiore só entrou quando faltavam 10 min para o jogo terminar. Mesmo sem ser brilhante, o argentino deu algum trabalho.

Neilton: este está sendo fritado em razão da má companhia na armação. | Foto: Ricardo Duarte / SC Internacional

Alias, tuas substituições ontem foram atabalhoadas e inúteis até a entrada de Sarrafiore. A torcida, que não tem razão ao atirar pedras no ônibus do clube, tem toda a razão ao protestar: teu time foi mal escalado — Lindoso e Rithely saíram jogando, enquanto Nonato e Ramon, elogiadas joias da base, ficaram chupando o dedo –, com zero de entrosamento e sem muita perspectiva, mesmo considerando que são reservas. Todos os colorados estão preocupados, pois é quase um recorde ver o clube em crise antes de entrar em fevereiro. Nem o trágico 2016 foi assim. E não começar com Sarrafiore foi patético.

Ou seja, estamos muito mal. A torcida já está puta e pedindo tua cabeça. Não digo que o time não tenha vergonha, tu é que obedeces os medalhões e nunca tira ninguém por estar em má fase. Pottker e Patrick, que estão muito mal há seis meses, que o digam. Têm lugar perpétuo. Dale também. Eu fico imaginando a motivação desses garotos que subiram: Nonato, Sarrafiore, Richard, etc. Vão precisar de auxílio psicológico para entrar em campo. No dia em que entrarem, os coitados.

Odair e Cia. precisam parar com o discurso de início de temporada, de chegada de novos jogadores etc. Isto não é uma exclusividade do Inter. Outros na mesma condição mostram um futebol organizado, sem as desculpas. Não falo de resultados, mas de organização tática e técnica. ‬Em três jogos o Inter não apresentou nada em 2019, independente das escalações.