Bom dia, Miguel Ángel (com os maravilhosos lances do delivery de ontem)

Bom dia, Miguel Ángel (com os maravilhosos lances do delivery de ontem)
O teimoso MAR | Foto: Ricardo Duarte

O Inter pegou disparado a chave mais fácil da Libertadores. Táchira, Always Ready e o atual Olimpia são times realmente muito fracos. Só que não estamos conseguindo nos destacar. Isto acontece em boa parte por culpa de Miguel Ángel Ramírez (MAR) que, não obstante as boas ideais táticas, insiste em escolher jogadores inferiores a seus reservas imediatos. E justo ontem Zé Gabriel abriu caminho para a virada dos venezuelanos no Táchira.

Zé Gabriel é uma escolha incompreensível desde Coudet. Dizem que ele sabe sair jogando, que tem bom passe, que é hábil. O que eu não entendo é porque ele dá tantas roscas, botes errados e erra tantos passes. O que ele fez ontem foi disparate técnico. O que ele fez foi algo para não vestir mais a camiseta do clube. Vejam abaixo como ele lança o jogador do Táchira para empatar um jogo que ganhávamos.

Para completar, seu reserva é Lucas Ribeiro, um zagueiro comprovadamente muito mais seguro do que Zé. Como entender?

Outra coisa incrível é a escalação de Marcos Guilherme, jogador cujo tratamento para depressão parece que tem que ser feito dentro de campo, sob os olhos da torcida. Que sorte que ele tem de estarmos com o estádio vazio! Já imaginaram a vaia que MG levaria cada vez que seu nome fosse anunciado? Bem, ele se mataria! Acho melhor mandar ele logo para um psiquiatra.

E há mais. O Inter perdeu o Brasileiro do ano passado por várias razões, mas o motivo mais claro foi aquele jogo contra o Sport. Muita gente lembra de Uendel falhando, mas esquece do segundo gol do Sport, quando Lomba abdicou de ir na bola porque achou que ela tinha saído pela linha de fundo. Se saiu ou não é coisa que um goleiro deve ignorar até que o juiz apite. Lomba ficou olhando e o Sport fez o segundo gol. Bem, ontem ele achou que a jogada estava resolvida mesmo com Edenílson erguendo os braços, demonstrando que a bola era dele. Lomba saiu trotando e, quando viu, o cara do Táchira já tinha passado e ele cometeu o pênalti. Edenílson também errou, mas o goleiro tem que vir rasgando.

Não, é muita cagada junta, seu MAR. Falta orientação e tesão.

Perdemos muitos gols mesmo jogando mal, estávamos levando a vitória contra um time ruim, mas as tuas escolhas nos mataram. Outra ruindade absurda é Moisés. Mal preparado fisicamente, morreu no segundo tempo, mas não tem reserva. Só se salvaram Cuesta, Galhardo e Taison. O resto…

Se tivesse torcida no estádio, é provável que tu, MAR, estivesse na marca do pênalti.

Abaixo, a virada surreal de ontem, conforme expressão da ESPN:

O terrível calendário do Inter nos próximos 30 dias

O terrível calendário do Inter nos próximos 30 dias

Um mês, quatro competições e nove jogos para o Inter:

11/05 – Táchira x Inter – Libertadores
16/05 – Inter x Grêmio – Ida da final do Gauchão
20/05 – Olimpia x Inter – Libertadores
23/05 – Grêmio x Inter – Volta da final do Gauchão
26/05 – Inter x Always Ready – Libertadores
30/05 – Inter x Sport Recife – Brasileirão
03/06 – Vitória x Inter – Ida da terceira fase da Copa do Brasil
06/06 – Fortaleza x Inter – Brasileirão
10/06 – Inter x Vitória – Volta da terceira fase da Copa do Brasil

Bom dia, Miguel Ángel (com os lances de Inter 4 x 0 Táchira)

Bom dia, Miguel Ángel (com os lances de Inter 4 x 0 Táchira)
Cuesta mostra o caminho | Foto: Ricardo Duarte / SC Internacional

O Inter goleou o Deportivo Táchira por 4 x 0 com gols de Victor Cuesta, Patrick, Thiago Galhardo e Yuri, em noite de bom futebol e palhaçadas.

Comecemos pelas palhaçadas. Galhardo comemorou o terceiro gol tirando a camisa para mostrar uma santa qualquer e recebeu merecido cartão amarelo. O mesmo ocorreu com Patrick no segundo gol. O moço colocou a máscara de um super-herói e recebeu outro cartão. Olho neles, seu Migué, pois o capitão Dourado não fede  nem cheira — como capitão. Um dia, esses caras recebem um segundo cartão e acabam expulsos por este tipo de bobagens com personagens imaginários.

Quanto ao bom futebol, dá para dizer que o trabalho de Ramírez começa a aparecer. O time acelerou os passes, Patrick começou a entender como deve jogar, Maurício apareceu bem e parece ser uma convicção do treinador.

O primeiro tempo foi muito bom. Dominamos e criamos situações que foram aproveitadas. Fizemos 3 x 0 e o pudemos jogar um segundo tempo mais relaxado. Se seguirmos assim contra o Juventude e o Olímpia ficará claro que o esquema está sendo absorvido. As triangulações pelas pontas funcionaram. Os lançamentos também, além de terem diminuído os passes inúteis para os lados.

A saída de bola com o goleiro é meio enervante, mas ontem vi vantagem em sair de trás com o campo mais aberto devido à marcação alta do adversário.

Como é mais gostoso falar mal do que bem em futebol, Marcos Guilherme voltou a jogar mal e torcemos por uma negociação em definitivo que o mande para a Coreia ou para a China. Já Carlos Palacios precisa de ajuda.

Houve vários impedimentos mal marcados, mas é maravilhoso um jogo sem VAR!

Voltamos a jogar pela Libertadores na quarta-feira da próxima semana (05/05). O adversário, no Beira-Rio, será o Olímpia, em partida marcada para as 21h. Antes disso, vamos a Caxias para nos enjoarmos com o Juventude às 16h de domingo (02/05), na abertura das semifinais do Picanhão.

Bom dia, Miguel Ángel

Bom dia, Miguel Ángel

É muito ruim esse negócio de a gente só saber a escalação minutos antes da partida. Desse jeito, só podemos escrever a respeito após o resultado. Quando li no twitter que íamos com Maurício e Patrick nas pontas, logo pensei em lentidão e pouca criatividade. Nada contra os dois, são bons jogadores, mas tudo contra eles entrarem fora de suas posições. Miguel, eu vejo estes problemas no Inter:

1. Patrick na ponta. Quem viu grandes pontas jogarem, sabe que eles são ou rápidos ou habilidosos. Patrick não é nenhuma das duas coisas. Patrick é um excelente armador — fez um esplêndido 2020 — que deveria estar disputando posição com Edenílson e Praxedes. Ademais, fica ao lado da linha lateral e ali pela esquerda não tem nem bandeirinha para uma conversa. Ele fica sozinho, deprimido. Se eu tivesse acesso a ti, Miguel Ángel, te explicaria o significado de peladeiro. Patrick é um deles. E dos bons.

Patrick: em um relacionamento difícil com a linha lateral | Foto: Ricardo Duarte / SC Internacional

2. Maurício na ponta. O mesmo acima, sem o esplêndido 2020 e sendo menos peladeiro.

3. Saída de bola. Dou risada quando vejo Lomba sair no toque e, quando a bola chega no Cuesta, este dá um bago pra frente, entregando a bola pro adversário. Qual é o sentido disso? Se Cuesta sabe lançar, que acerte. Ah, tenho que te explicar também o que é bago pra frente!

4. Quem são os nossos pontas. Eles são Palacios, Caio Vidal e, com o perdão da palavra, Marcos Guilherme. Peglow?

5. O centroavante abandonado. Com os pontas jogando lá nas linhas laterais, com os meias não chegando e os laterais muito menos — Yuri ou Guerrero ficam sós. Coitados. O peruano tem 37 anos e não vai aguentar o tranco.

6. Lomba. Por favor, acho que chega de Lomba. Ele é mesmo o preferido do Pavan?

7. Rodinei. Não sou um crítico do cara, mas se ele ele vai embora, deixem o Heitor jogar para sabermos até onde ele pode ir. Já sabemos tudo sobre Rodinei. Ademais, o lugar é do Saravia.

8. Dourado. Suas declarações após o jogo não são as de um capitão. Ou ele faz uma autocrítica ou mudamos de capitão. Detalhe: acho que é excelente jogador. Penso que ele estava muito puto com a derrota. Sendo assim, não deveria ter falado.

9. Detalhes. O guri Praxedes não ter passado aquela bola para o Yuri… O gol que perdeu o Lucas Ribeiro… Perder gols assim em clássicos…

A homenagem que o Inter não conseguiu prestar a seu ex-ponta João Goulart

A homenagem que o Inter não conseguiu prestar a seu ex-ponta João Goulart

Na final do Campeonato Brasileiro de 1976, o Inter foi proibido de prestar homenagem a João Goulart, seu ex-jogador. Jango morreu em 6 de dezembro de 1976 e a final foi em 12 de dezembro.

João Goulart foi ponta esquerda do time juvenil, mas foi obrigado a parar em 1935 devido a uma lesão na perna esquerda.

Bom dia, Miguel Ángel (com os lances de Inter 2 x 0 Caxias)

Bom dia, Miguel Ángel (com os lances de Inter 2 x 0 Caxias)
Edenílson: ontem teve gol de craque | Foto Ricardo Duarte / SC Internacional

Miguel Ángel Ramírez está fazendo testes bem interessantes. Ontem, ficou claro que ele não está muito preocupado com o placar, que quer mais a assimilação dos novos conceitos. Por exemplo, ontem tirou Guerrero e colocou Galhardo e Maurício, nada de Yuri. (Maurício entrou muito bem). Miguel Ángel está seguindo um planejamento que não é claro para nós, mas que já pode ser auscultado.

O time mudou muito em pouco tempo. Agora jogamos com dois pontas bem abertos, os laterais avançam preferencialmente pelo meio, o time chega tocando bola com os jogadores muito próximos um do outro e com um ou dois afastados, todos pedem a bola e a recuperação da mesma é tentada onde ela foi perdida. Mais: a saída de bola é feita pelos dois zagueiros e mais o volante, mas quem sai para o ataque não é necessariamente o volante. Muitas vezes quem saiu foi Lucas ou Zé Gabriel. As viradas de jogo — fundamentais do esquema — também foram raras.

É o tal jogo de posição em que a posse de bola é fundamental.

Eu estou gostando, apesar de que criamos e chutamos muito pouco e nada, por exemplo, de fora da área. A falta dos chutes de longe pode ser justificada pela incrível retranca do Caxias. Nossos zagueiros iam até a intermediária adversária, demonstrando o absoluto encolhimento do pessoal da Serra. Não havia espaços, mas sou torcedor e sempre quero mais. E, insisto, criamos pouco.

É um início promissor que apresenta ainda muitos erros. Acho que se houver calma da torcida e pouca RBS vai dar certo.

VAR, cafezinho e profissionalização dos árbitros (por Alessandro Barcellos, presidente do Inter)

VAR, cafezinho e profissionalização dos árbitros (por Alessandro Barcellos, presidente do Inter)

A cena se tornou corriqueira nos corredores da Confederação Brasileira de Futebol: toda semana, rodada a rodada, presidentes de clubes largam seus afazeres para reclamar, em vão, da performance de árbitros no torneio mais importante do calendário nacional.

Para além do clubismo, o Sport Club Internacional entende que é hora de discutir profunda e seriamente como mudar este quadro que afasta torcedores e patrocinadores do futebol. Que coloca em xeque permanente a credibilidade de nossa maior paixão. Que dá asas a teorias conspiratórias. Que serve como cortina de fumaça para justificar erros técnicos e táticos de atletas e treinadores. E que pune, aleatoriamente, clubes que fazem um trabalho sério – e premia o jogo sujo dos bastidores.

Não, não se trata de choradeira após o dolorido desfecho que deixou a torcida colorada e, nós, dirigentes, com a sensação de que nos tiraram algo que nos pertencia. Trata-se de discutir até quando um esporte que, segundo a EY, movimenta R$ 52,9 bilhões por ano será decidido por árbitros que não têm dedicação exclusiva ao futebol.

Trata-se de levar a sério a paixão dos nossos consumidores. Ou fazemos isso ou o futebol irá por um caminho sem volta de esvaziamento, o que já se nota entre os mais jovens.

É incompreensível que a CBF, as federações e as agremiações não se movimentem fortemente no sentido de cuidar com zelo das equipes de arbitragem e tenhamos um quadro de profissionais que estude, treine e respire futebol 24 horas por dia.

Hoje, temos fuzileiros navais, dentistas, médicos legistas, vendedores, personal trainers e assistentes administrativos trabalhando em suas profissões em horário comercial e decidindo o destino e a alegria de milhões de torcedores como juízes.

Os dados estão à mesa. Não enxerga quem não quer. Nada menos que 16 dos 20 participantes da Série A de 2020 reclamaram formalmente do departamento comandado por Leonardo Gaciba. São incontáveis lances com falta de padronização de critérios, com falhas de interpretação, com intervenção clara e comprovadamente erradas nas decisões de campo.

O VAR, que foi vendido como panaceia para a arbitragem, virou instrumento para colocar ainda mais sombra sobre a credibilidade do nosso futebol.

Aqui não está em discussão apenas o pênalti claro contra o Corinthians, que tirou nosso tetracampeonato nacional, a falha grotesca na marcação de um pênalti fantasma para o Vasco – que nos rendeu a absurda suspensão de Cuesta – ou da intervenção externa que praticamente obrigou o juiz de campo a expulsar Rodinei contra o Flamengo.

Sem a camisa vermelha, meu propósito trabalhar incessantemente ao lado de outros presidentes de clubes e agir para garantir um espetáculo mais limpo.

A era do amadorismo acabou entre os jogadores há quase cem anos. Se a CBF não se mexer espontaneamente para mudar este cenário, os times precisam atuar em bloco no sentido de proteger a integridade do esporte. A mudança, está cada vez mais claro, terá de ser feita de fora para dentro, sem casuísmo.

Chega de cafezinho, coletivas irascíveis, desculpas esfarrapadas e notas oficiais. Chega de só reclamar quando há um erro contra seu time e de falar que faz parte do jogo quando se é beneficiado. É hora de os clubes arregaçarem as mangas, estudarem o que se faz lá fora, padronizarem critérios e trabalharem, juntos, para que o VAR nunca mais seja o craque do Brasileirão.

Alessandro Barcellos

O Inter e seu fiapo de esperança

O Inter e seu fiapo de esperança

Foi um jogo de dois times esbodegados e que para mim foi perdendo a graça não apenas porque o Flamengo virou, mas em razão de sua ruindade como jogo de futebol.

Como (quase) todo mundo sabia, provavelmente perdemos o Covidão 2020 naquele jogo contra o Sport.

Ironicamente, o cara de um milhão de reais foi expulso no começo do segundo tempo e foi um dos causadores da derrota. Terá um bom ambiente ao retornar ao Flamengo… Será que não dá para pedir um desconto por motivo de utilização parcial?

Claro que a expulsão foi um exagero e jamais ocorreria sem o VAR. A gente vê em câmara lenta e parece grave. Vê em ritmo normal e dá a falta simples. E o Filipe Luís permaneceu em campo normalmente.

Ficamos com o quê? Um fiapinho de esperança ainda, um monte de bons jogadores jovens e ninguém diria que chegaríamos onde chegamos lá no início do campeonato.

Espero que o Miguel Ángel Ramírez esteja de olho no time.

Caio é apenas uma aposta e acho que podemos colocar Praxedes na mesma categoria, Rodinei e Lomba são muito fracos, Cuesta merece um companheiro melhor até o retorno de Moledo. Moisés é esquisito, mas estamos num país onde não se encontram laterais esquerdos bons. Guerrero e Boschilia têm que voltar anteontem, porque Peglow entra sempre apavorado.

A verdade é que falta futebol ao time do Inter. Jogávamos pouco com Odair, jogamos pouco nas decisões com Coudet, jogamos pouco com Abel. Eu estou cansado desse futebol operário, eu quero que a gente entre para jogar. Que Miguel Ángel chegue logo e melhore nossa postura. Vejam bem, quando o Patrick — que é bom jogador, gosto dele — vira craque, há algo errado.

E vamos lá. Nem estou tão triste porque comecei a cortar a madeira para meu caixão naquela noite contra o Sport. Foi aquilo ali o que decidiu. A noite de horror de Marcelo Lomba.

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Eu não sei se há uma conspiração para o pró-Flamengo. Porém, é claro, o passado de Flamengo e Corinthians os condenam. Curiosamente, o corintiano Neto já tinha escrito em seu twitter lá por quarta-feira:

O camaleão contra o favorito, de Fabrício Carpinejar

O Inter foi o time mais camaleão do campeonato brasileiro. Além de liderar por dezesseis rodadas, merece ganhar porque se adaptou a uma competição sem torcida, no meio de uma pandemia, com limitações no elenco.

Não ficou reclamando da arbitragem ou das lesões. A cada queda, refez o seu elenco. Encarnou a salamandra mexicana, o axolotle, capaz de reconstituir por completo partes do corpo, como espinha e olhos.

Perdeu o goleador peruano Guerrero no início do campeonato, improvisou com Thiago Galhardo, que se consagrou o artilheiro da competição. Galhardo se machucou durante um mês, abriu vaga para o Yuri, que tomou conta do recado com dez gols.

Um dos destaques da lateral, o argentino Saravia, rompeu o ligamento. Surpreendentemente, Rodinei assumiu a posição com competência.

Quando experimentava alta performance, Boschilia enfrentou a mesma lesão, Praxedes subiu da base com brilho.

O xerife da zaga, Moledo, no seu momento de maior invencibilidade, sofreu comprometimento no joelho e perdeu o resto da temporada. O desacreditado Lucas Ribeiro cumpriu a função.

Nossas grandes contratações ficaram no departamento médico. Esperanças vieram imediatamente preenchendo o vácuo.

Das ausências, surgiu espaço também para os atacantes Caio Vidal e Peglow.

Dourado voltou aos gramados depois de dois anos de inatividade.

Moisés superou a desconfiança e assumiu a titularidade da lateral esquerda.

Patrick e Edenilson voaram sobre as mudanças, com o diferencial do drible e da assistência.

E ainda choramos com a despedida do ídolo D’Alessandro, depois de 11 anos no clube,

Inter tinha motivos de sobra para dar errado neste ano, mas se reconstruiu como nunca. Não é uma zebra, mas uma salamandra avançando em sua milagrosa regeneração, com a fome de um título que busca há 41 anos.

Acabou com a abstinência do Gre-Nal em partida heroica, aplicou a maior goleada da história do São Paulo no Morumbi, Abel Braga tornou-se o técnico com o maior número de partidas dirigindo o colorado (337), enganou as estatísticas e venceu nove partidas consecutivas, o novo recorde dos pontos corridos.

Tudo aconteceu neste Brasileirão, o mais sobrenatural do manto vermelho, o mais supersticioso, o mais inacreditável.

Pelas adversidades somadas, o grupo está fechado, compacto, motivado. Já havia sido descartado por todos os comentaristas como eventual vencedor.

Não há, então, nenhum medo para enfrentar o elenco multimilionário do Flamengo no Maracanã. Não temos nada a perder. O pior já nos aconteceu várias vezes na temporada. Já tombamos, já levantamos. Enfrentamos o desmonte como nenhum de nossos adversários. Qualquer substituto joga pela sua vida.

Não existe como cair, porque jamais saímos do chão, jamais tiramos os pés do chão, da humildade da nossa humanidade. O chão é o céu da salamandra.

Boa tarde, Abel (com os lances de Athlético-PR 0 x 0 Inter)

Boa tarde, Abel (com os lances de Athlético-PR 0 x 0 Inter)

Abel, apesar de todos os teus enormes méritos neste campeonato e do recorde de nove vitórias consecutivas, conseguiste tornar nosso time pior ontem à noite. Se sem Dourado — fora pelo 3º cartão amarelo — o time já perde muito, a colocação de Marcos Guilherme botou uma pá de cal em nosso ataque.

Dourado facilita a vida da defesa e de todos. Praxedes, Edenílson e Patrick jogam mais com ele em campo. Ainda pior, deixaste Yuri sozinho lá na frente, como se fôssemos uma equipe que tivesse ido ao Paraná apenas para segurar um empate. O Athlético-PR veio pra cima e poderia ter nos ganhado o jogo. Depois OK, equilibramos a partida, que foi péssima de ver.

Espero que Caio Vidal, que ao menos é esforçado e tem cacoetes de atacante, possa voltar contra o Sport na próxima quarta-feira. Ou Galhardo, quem sabe. Porque Marcos Guilherme não tem condições e Peglow ainda não desabrochou. Entra sempre apavorado.

Nossos atacantes confiáveis são Yuri, Caio, Galhardo e Abel. E Guerrero, mas este não conta ainda.

Infelizmente, falta qualidade ao nosso time. Mas estamos vivos no campeonato. Precisamos contar com tropeços do Flamengo para poder levar o Brasileiro. A briga é contra uma verdadeira seleção que, teoricamente, é favorita em todos os 38 jogos do campeonato.

É óbvio que aconteceu um pênalti não marcado a nosso favor nos descontos. Mas é da vida. Os juízes acertam e erram.

Eu gostaria que esta fosse a última vez de Marcos Guilherme | Foto: Ricardo Duarte / SC Internacional

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A situação é esta:

Inter — 66 pts (19v e 26 gols de saldo)
Fla — 64 pts (19v e 19 gols de saldo)

Diferença de saldo de gols: 7

Faltam 4 jogos — 12 pontos em disputa

Jogos do Inter: Sport (c); Vasco (f); Flamengo (f) e Corinthians (c)
Jogos do Flamengo: Bragantino (f); Corinthians (c); Inter (c); São Paulo (f)

O Inter é campeão:

a) ganhando as 4, inclusive do Fla no RJ;
b) ganhando 3 e perdendo pro Fla no RJ, com a condição que Fla empate 1 dos outros 3 jogos (1e e 3v);
c) ganhando 2 e empatando 2 (entre elas o Fla no RJ); considerando que o Fla empate ainda mais 1 nas outras 3 (2e e 2v);
d) conquistando 1 ponto a menos que o Fla nos restantes 12 pontos em disputa;
e) conquistando 2 pontos a menos que o Fla nos restantes 12 pontos, condicionados de que o Fla não ultrapasse o Inter em quantidade de vitórias ou que Fla consiga tirar a vantagem atual do saldo de gols que é de 7.

Boa tarde, Abel (com os gols do Inter 2 x 1 Grêmio de ontem e projeções)

Boa tarde, Abel (com os gols do Inter 2 x 1 Grêmio de ontem e projeções)

Merecimento é tudo que não conta em futebol, mas o Inter jogou melhor. Quase perdeu o jogo numa bobagem de Lucas Ribeiro, porém virou com um gol aos 45 min do segundo tempo e outro nos descontos. Houve um pênalti em Ferreira que não foi marcado e logo depois Kannemann cometeu outro e o juiz deu. (Aliás, Kannemann faz uns dois pênaltis por jogo, todo jogo e sempre).

E foi este pênalti bem assinalado que resultou na virada. Renato chorou feia e longamente, mas tive frouxos de riso foi com o Bolzan. Os dois tiveram uma súbita Síndrome de Bartleby — um desistiu do campeonato, o outro de reclamar da arbitragem, apesar de ter feito isso por dez minutos sem parar. “Não reclamo mais pra Comissão de Arbitragem, não falo mais em juiz, porém, no Gre-Nal de hoje fomos roubados blá-blá-blá…”. Conheço o gênero. Bastaria ver o gol que tomamos no Gre-Nal do primeiro turno para fazê-lo calar.

Abel Hernández aproveitou a falha de Kannemann para marcar | Foto: Ricardo Duarte / SC Internacional

E que bom que dois jogadores negros marcaram. O que alguns poucos e barulhentos torcedores gremistas disseram nas redes após o jogo, contra o Inter e o árbitro, justifica este parágrafo e não mais do que ele.

Achei legal o fato de Sarrafiore ter imitado Yuri ao marcar contra o São Paulo, mas muito mais incrível foi Rafael Moura, um ex-jogador do clube e atualmente sem vínculo, que pulou como um saci logo após marcar um golaço contra o Santos. Poucos são os atletas que saem do Inter e não se tornam colorados. É a simples questão de ser delicioso, atraente, cativante, deleitável.

Para rimar, digo que está tudo favorável, é só manter a regularidade que outros times não conseguem sustentar. Mas há o Flamengo com seu supergrupo de jogadores. Sim, tenho medo deles.

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O professor e estatístico Tristão Garcia calculou que o Inter tem 75% de chances de se tornar Campeão Brasileiro de 2020. Ora, professor, não me venha com essa, é muito menos. São 6 jogos, 18 pontos e o Grêmio ameaça entregar seus jogos contra Flamengo e São Paulo, o que é bem crível, pois fatos que tais já ocorreram na nem sempre digna história da dupla Gre-Nal.

Na minha opinião, o grande adversário do Inter é o Flamengo. Se o Inter tem 62 pontos e 6 jogos por jogar, o Fla tem 55 e 7 pendentes. Ou 58 pontos e 6 pendentes, porque o Grêmio vai entregar o jogo de quinta-feira contra o Fla, conforme anunciou seu técnico.

Os jogos do Inter:

Inter x Bragantino
Athletico-PR x Inter
Inter x Sport
Vasco x Inter
Flamengo x Inter
Inter x Corinthians

Os do Flamengo:

Grêmio x Flamengo
Sport x Flamengo
Flamengo x Vasco
Bragantino x Flamengo
Flamengo x Corinthians
Flamengo x Inter
São Paulo x Flamengo

Mas há o São Paulo, que tem 58 pontos e 6 jogos pela frente. Está em severa decadência, mas sabe-se lá:

Atlético-GO x São Paulo
São Paulo x Palmeiras
São Paulo x Ceará
Grêmio x São Paulo
Botafogo x São Paulo
São Paulo x Flamengo

Inter e Flamengo tem os mesmos jogos até o final do Brasileiro 2020

Inter e Flamengo tem os mesmos jogos até o final do Brasileiro 2020

Uma incrível coincidência: Inter e Flamengo jogarão contra os mesmos adversários até o final do campeonato.

Faltam 7 jogos para o Inter (59p, 17v) e 8 para o Flamengo (55p, 16v). O jogo a mais do Flamengo é contra o São Paulo.

Dito de outra forma: os dois jogam contra os mesmos times, à exceção do SP que já jogou contra o Inter, OK?

A diferença a nosso favor é que jogamos 5 em casa e 3 fora.

A diferença em favor deles é que o Grêmio vai entregar pra eles e que o confronto direto é no Rio.

Temos que torcer pro Vasco estar livre do rebaixamento e facilitar pra nós também. Ou estar rebeixado definitivamente.

Bom dia, Abel (com os gols da demolição de ontem)

Bom dia, Abel (com os gols da demolição de ontem)

O Inter demoliu o velho Morumbi ontem à noite. Li por aí que nós tínhamos o melhor atacante do Brasil e ele se lesionou, então entrou o melhor atacante do Brasil e ele se lesionou, então entrou o melhor atacante do Brasil. Espero que este não se machuque. 5 x 1 no São Paulo, chegando à liderança após 7 vitórias consecutivas, não é todo dia.

Agora, vamos enfrentar nosso grande problema de 2020: o Grêmio. O tradicional adversário não é vencido há 11 Gre-Nais e nos ganhou a maioria destes. Para piorar, eles são Os Reis dos Empates. Dos 30 jogos que fizeram no Brasileiro, empataram 15. É tanto empate que eles perderam só 3 das 30. Ou seja, dá pra dizer que o Grêmio não perde e tem dificuldades para ganhar. Mas de nós eles ganham.

Abel arrumou o Inter. Mesmo sem Guerrero, Saravia, Boschilia, Moledo e Galhardo — todos jogadores fundamentais –, o time tem mantido um padrão muito alto. Para tanto, houve um espetacular crescimento de jovens como Yuri, Praxedes e Lucas Ribeiro, de experientes como Edenílson, Patrick, Moisés e Cuesta, de ascendentes como os eficientes Caio Vidal e Peglow e de craques como Dourado.

Sorte? Não! Capacidade de observação de Abel que, irritado pelas críticas que recebeu de só usar medalhões, olhou atentamente os jovens e a base.

Não me incomodo com a vingança de Abel. Ela é doce e não queria estar na pele do Alessandro Barcellos. Eu também contrataria Miguel Angel Ramírez. Afinal, o início de Abel foi uma tragédia e tudo indicava que ele morreria melancolicamente abraçado no sem-título Marcelo Medeiros. Mas o espanhol está contratado e a competência de Abel colocou todo mundo numa sinuca de bico.

Bem, eu não fui eleito presidente, minha função é de pagar em dia a mensalidade de sócio — e ela está em dia. Desta forma, apenas digo: “Resolve da melhor maneira, Barcellos! Pior é resolver perrengue de time que não ganha.”

E um brinde ao Spica!

E, Abel, que beleza! Bom Gre-Nal pra nós! Nem precisa golear, tá?

O que Abel disse ontem após o jogo:

“Quem está dando a virada são os jogadores do Inter. Eu faço parte de uma engrenagem. Eu sempre aprendi na vida a não me entregar. A cair e levantar. Sem nenhum orgulho, orgulho eu tenho dos meus jogadores. Mas ninguém ganha tantos títulos por acaso. O que aconteceu hoje não vai se repetir em 20 anos. Nós soubemos sofrer, controlamos o São Paulo e chegamos à vitória. Muita coisa foi treinada. Isso dá uma grande satisfação. É aquele negócio: os jogadores estão acreditando no trabalho, naquilo que se faz. Nós nos colocamos no bolo, na confusão. A vitória não nos transforma em favoritos. Goleada assim não se repete. Não vamos ter ou sentir qualquer tipo de soberba. Uma coisa é certa, o time jogou muito com a cabeça. Todas as decisões foram assim. Não vou dizer que foi uma atuação de campeão, mas teve a sorte que o campeão sempre tem. Espero que continue”.

O Gre-Nal:

Vamos conversar muito porque o lado anímico em um clássico decide. O Grêmio entra com um retrospecto favorável (11 clássicos sem derrota) e isso dá vantagem. Temos de trabalhar este lado. Assisti a pelo menos seis ou sete dos últimos Gre-Nais. O que eu senti? Um Inter intranquilo diante de um adversário calmo. Então, não podemos deixar o adversário em uma zona de conforto. Você não ter tanta ansiedade, não pode ser afoito diante de um time como o do Grêmio“.

O segredo das vitórias consecutivas do Inter

O segredo das vitórias consecutivas do Inter

Vou contar um segredo pra vocês.

Sabem por que o Inter ganha? Por causa do Spica. Sim, eu mandei arrumar o velho rádio de pilha de meu pai — fabricado lá em 1965. Esse rádio sempre deu sorte e vocês imaginam a data na qual o Daniel Morales da Silveira me devolveu o rádio em perfeito funcionamento?

Pois é, no dia do jogo contra o Boca. Depois daquele dia, foram 6 jogos e 6 vitórias. Todas ouvidas no Spica.

Não é o Abelão. É ele.

Bom dia, Abel (com os gols de Ceará 0 x 2 Inter)

Bom dia, Abel (com os gols de Ceará 0 x 2 Inter)
A barriga de Guto Ferreira supera em muito a de Abel Braga — é o Gluto Ferreira… | Foto: Ricardo Duarte / SC Internacional

O Inter fez um primeiro tempo simplesmente podre, com Marcelo Lomba e Rodinei comprometendo inteiramente e o resto do time parecendo perdido em campo. Não chutamos a gol, só o Ceará jogava. o Vozão perdeu 4 gols feitos…

Abel, tu tiveste sorte. Lomba também. Imaginei que nosso goleiro perdeu uma bola ao tentar driblar o centroavante do Ceará… Olha, Lomba está com o prazo de validade estourado. Nunca foi um grande goleiro e agora está mal. Enquanto isso, Rodinei era envolvido sistematicamente pelo lado esquerdo do ataque adversário.

Depois, no segundo tempo, o time voltou mais organizado e acabou por obter uma importante vitória. Vitória dos meninos do time, não dos medalhões (aqui façamos justiça e Edenílson, que esteve bem durante toda a partida).

Agora temos Goiás e Fortaleza no Beira Rio, depois pegamos o São Paulo fora de casa. Temos tudo para encostar antes de chegarmos à capital paulista. Claro temos que combinar com os russos. Pelas lesões dos dois goleiros, Daniel deverá será o titular contra o Goiás. Pois é, parece que os deuses estão ajudando. Mas temos que ganhar em casa da turma de baixo.

O São Paulo é o líder com 56 pontos em 28 jogos (próximos 3 jogos: Santos (c), Athlético (f) e Inter (c)).

O Inter é o vice-líder com 50 pontos em 28 jogos (próximos jogos: Goiás (c), Fortaleza (c) e São Paulo (f)).

Mas…

Os seguidores tem um jogo a menos e estão bem perto. São eles:

O Atlético-MG com 49 pontos em 27 jogos (próximos jogos: Bragantino (f), Atlético-GO (c) e Grêmio (f)),

o Flamengo com 49 pontos em 27 jogos (próximos jogos: Ceará (c), Goiás (f) e Palmeiras (c)) e

o Grêmio com 48 pontos em 27 jogos (próximos jogos: Fortaleza (f), Palmeiras (f) e Atlético-MG (c)).

O jogo atrasado de Grêmio e Flamengo é justamente um Grêmio x Flamengo em Porto Alegre e o do Atlético-MG eu não sei qual é…

Abel ficará até o final do Covidão 2020

Abel ficará até o final do Covidão 2020

Muita gente está histérica com o Dia do Fico de Abel, com a manutenção de Abel até o fim do Brasileiro. Falam em traição à modernização do clube… Menos, né?

Eu achei uma boa solução. Dentro deste calendário insano, o melhor período de adaptação é o Gaúcho e a primeira fase da Libertadores, que não costuma ser difícil. O fundamental agora é chegar à Libertadores, claro.

É óbvio que deixar o Pedro Ernesto, o Guerrinha e o Baldasso felizes é horrível e prejudicial ao clube e a uma vida saudável. Mas depois é só efetivar o Miguel Angel Ramírez que eles voltam a ser nosso inimigos.

Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação Colorada, digam ao povo que fico.

A sinuca de bico em que se encontra o Inter

A sinuca de bico em que se encontra o Inter

Não, não há nenhuma desgraça em curso. O problema com que o novo presidente Alessandro Barcellos se depara antes da posse — que ocorrerá na próxima segunda-feira, 4 de janeiro de 2021 — é o fato de que, aparentemente, ele acertou com o técnico Miguel Angel Ramírez quando Abel estreava mal no Covidão 2020 e agora Abel está franca recuperação, tendo vencido seus 3 últimos jogos após um bom empate contra o Atlético-MG fora de casa.

Tirar Abel agora parece sacanagem, mas acho que não é. Ou os novos dirigentes têm convicção sobre o caminho que desejam para sua Comissão Técnica ou vão para a praia e deixem tudo como está.

A comparação entre as campanhas de Abel e Coudet não ajuda muito. Abel é inferior em tudo, mas não o suficiente. Temos que considerar que ele, Abel, foi o técnico Campeão Mundial pelo clube em 2006, mas que foi com ele que fomos eliminados na Libertadores e na Copa do Brasil de 2020.

Abaixo copio e atualizo um comparativo entre as campanhas de Coudet e Abel que encontrei por aí.

Coudet x Abel no Covidão 2020:

Eduardo Coudet:
20 jogos
36 pontos
10 vitórias
6 empates
4 derrotas
Aproveitamento de: 60%
Gols feitos: 32
Gols sofridos: 18
Saldo: 14

Abel Braga:
7 jogos
11 pontos
3 vitórias
2 empates
2 derrotas
Aproveitamento de: 52,3%
Gols feitos: 9
Gols sofridos: 8
Saldo: 1.

A coisa é muito parecida, mesmo que Abel tenha menor aproveitamento, menor média de gols feitos, maior média de gols sofridos e menor saldo. E há que considerar o fato de que há uma tendência de melhora, a ver pelos últimos jogos.

Bem, Barcellos foi eleito para resolver este tipo de problema. Boa sorte!

O melhor seria se Abel Braga ficasse no Inter até o final do Brasileirão, conforme propôs Barcellos.

Isso serviria para demonstrar o respeito pelo ídolo (real) que Abel é, mas que a ideia do Departamento de Futebol é a de um trabalho a longo prazo com o espanhol.

.oOo.

Eu prometi não escrever sobre os jogos do Inter enquanto Marcelo Medeiros fosse o presidente. Por isso, deixo de lado o Bahia 1 x 2 Inter de ontem à tarde.

Vai embora Rodrigo Caetano, depois de dois anos de trabalho, deixando como maior legado a destruição completa do trabalho feito pelo melhor treinador que esteve no Inter nos últimos 10 anos, única e exclusivamente por questões de ego e de má gerência.

Vai embora Marcelo Medeiros, depois de quatro anos de trabalho, deixando como maiores legados nenhum título conquistado — nem Gauchão! — e uma enorme dívida.

Vão embora Dale e Musto e nada pode ser mais antitético. É triste a saída do primeiro e é ótima a do segundo.

Espero que haja a tal Estratégia Anual, Barcellos…

Enquanto Marcelo Medeiros estiver presidente, eu não escrevo sobre futebol

Enquanto Marcelo Medeiros estiver presidente, eu não escrevo sobre futebol

Não tem tática e estratégia. Hoje era necessário jogadores experientes pela importância do jogo.
Braga, Abel

O Inter está melhorando, hoje já fez um gol.
Guerra Filho, Adroaldo.

Após ter fritado Eduardo Coudet, estava na cara que o MIG (Movimento Inter Grande) entraria em campo com as preferências de seu chefe, Fernando Carvalho. E seu factótum (*), Marcelo Medeiros, depois de ter feito a fritura, trouxe Abel.

Abel é um monumento do clube. Mas está desatualizado e a desgraça estava desenhada mesmo sem ele.

Tudo começou com a absurda saída do diretor de futebol Alessandro Barcellos. Mesmo candidato à presidência, deveria ter ficado. Homem que se relacionava bem com o técnico e os jogadores, sua saída perturbou o ambiente. E em futebol, ambiente é quase tudo. Uma vez quebrado, fica difícil de segurar. O nível cognitivo é muito baixo. Renato Portaluppi, por exemplo, não é um nenhum gênio, mas cuida do ambiente direitinho. Nosso ambiente se foi. A política tirou o diretor de futebol. O treinador foi fritado e explodiu. Os jogadores sentem-se à deriva.

O que havia balançado com a saída do Barcellos, foi derrubado com a fritura de Coudet. O torcedor já sabia que o boi já tinha ido com as cordas. Se nós, que somos simples torcedores, notamos a bagunça tática que o Abel proporcionou, imaginem o que está passando na cabeça dos jogadores. Sim, acabou a temporada. Vamos ver o time só cair até o final do ano. Mas a imprensa seguirá elogiando. Eles gostam de Carvalho, como vemos acima..

Não vi o Inter perder para o sub-20 do Santos e nem a eliminação de ontem. Só quero que o ano acabe e que Marcelo Medeiros e o MIG, representado pelos candidatos à presidência Spode e Aquino, sejam extirpados do clube.

Sigo pagando minha mensalidade de sócio só para votar e para não piorar a lambança que MM fez nas finanças, mas ninguém vai me obrigar a ver o Inter jogar hoje. Ontem, parei de ler a escalação em Rodinei. Fui ver quem estava no banco e lá estava Heitor!

Bah, isso me faz mal.

#ForaMIG #ForaMedeiros #ForaCaetano

(*) Indivíduo cuja função é ocupar-se de todos os afazeres de outrem.

Piffero e Marcelo Medeiros: dois factótuns do leque de Carvalho

Boa tarde, Coudet (com os lances de Atlético-GO 1 x 2 Inter)

Boa tarde, Coudet (com os lances de Atlético-GO 1 x 2 Inter)

Atualmente, o Inter é um time bem treinado. O fato de ter deixado Galhardo em Porto Alegre e jogado com um time misto não atrapalhou a vitória de ontem à noite, pela primeira perna das oitavas da Copa do Brasil 2020. O time foi misto, em vista do jogo do próximo sábado contra o Corinthians em São Paulo, às 19h. Pior, desde o início o time teve Pottker, mas mandamos no jogo até fazermos 1 x 0 em cabeçada de Leandro Fernandéz após cruzamento de Marcos Guilherme.

Gol de Leandro Fernández | Foto: Ricardo Duarte / SC Internacional

Aí deixamos o adversário jogar, mas sem corrermos muitos riscos. Como no começo do segundo tempo a coisa complicou, Coudet botou alguns titulares, como Patrick e Edenilson. E Moisés, em bela tabela com Fernández, fez 2 x 0. Perdemos alguns gols — um com Pottker após lindo passe de Fernández, o nome do jogo –, só que um pênalti no fim acabou permitindo o 2 x 1.

No final, Coudet voltou a falar que precisa de reforços. E que no hay plata. Há que ser criativo, coisa que não parece ser a especialidade do presidente Marcelo Medeiros, ainda mais em final de mandato. Aliás, adiante devo falar um pouco sobre as eleições que ocorrerão em novembro e sobre a necessidade de retirar a Confraria do MIG (Movimento Inter Grande) do clube. São 20 anos e só os primeiros foram bons.

Por enquanto, sou Chapa 5 com Alessandro Barcellos para presidente.