Ele entra esbaforido na livraria e pede o livro ‘O Aleph’.
— Sim, temos. E entrego para ele o livrinho preto da Companhia das Letras.
Ele me olha confuso. Gira e gira o livro entre as mãos e diz que o livro que quer é de outro autor brasileiro que não aquele Jorge Luis Borges.
Deixo passar livre a nacionalidade do autor e lhe respondo que não sei de outro Aleph.
— O livro que eu quero tem uma mulher nua dentro d`água na capa. Tem também um raio de sol por trás. É uma capa bonita, não é simplesinha como esta.
Tento visualizar tal capa — ela não é nada borgeana — e lembro:
— Ah, existe um Aleph de Paulo Coelho!
— ISSO! É este que eu quero!
— Ah, pena. Este não temos…

