Atrás do balcão da Livraria Bamboletras (II)

Atrás do balcão da Livraria Bamboletras (II)
Entra uma senhora muito elegante e perfumada. Ela circula pelas estantes e escolhe uns três livros. Chega ao balcão dizendo:
— Tendo a Bamboletras, não preciso de viagens nem diamantes.
— A senhora não precisa de amantes? — pergunta o atendente em faixa própria.
A senhora cai na risada incontrolavelmente. Passados alguns minutos e vários “não é possível”, “eu vou morrer de rir”, ela paga e diz.
— Tá, um amante eu aceitaria.
Mais risadas.
O Clooney, por exemplo
O Clooney, por exemplo

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Atrás do balcão da Livraria Bamboletras (I)

Atrás do balcão da Livraria Bamboletras (I)

Ele entra esbaforido na livraria e pede o livro ‘O Aleph’.

— Sim, temos. E entrego para ele o livrinho preto da Companhia das Letras.

Ele me olha confuso. Gira e gira o livro entre as mãos e diz que o livro que quer é de outro autor brasileiro que não aquele Jorge Luis Borges.

Deixo passar livre a nacionalidade do autor e lhe respondo que não sei de outro Aleph.

— O livro que eu quero tem uma mulher nua dentro d`água na capa. Tem também um raio de sol por trás. É uma capa bonita, não é simplesinha como esta.

Tento visualizar tal capa — ela não é nada borgeana — e lembro:

— Ah, existe um Aleph de Paulo Coelho!

— ISSO! É este que eu quero!

— Ah, pena. Este não temos…

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