Querem ver o vídeo? Aí está.
Obrigado, Felipe Prestes.
(Os nomes das instrumentistas e cantoras estão nas tags, ao final do post).
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Algumas pessoas relacionam a música popular com a sensualidade
e a erudita com a secura e a aridez.
(Sim — fazer o quê? –, é incontornável declarar
que alguns seres são mais limitados que outros).
E como há músicas eruditas plenas de sexo, amor e paixão!
Alguns ouvem música apenas com o sentimento, outros com as pernas,
mas há aqueles que ouvem toda a estrutura, até a estrutura física de quem executa
a obra e nosso coração. (Pura fantasia deste que vos escreve?).
O instrumento é como se fosse a extensão do corpo do músico..
Porém, é evidente que a maioria dos bons músicos não são belos;
pois, assim que como nem todos os belos são lá muito sensuais,
os feios podem ser sensualíssimos.
O blog retornou de justas, devidas, merecidas férias
e ainda está com enorme preguiça
Alonga os músculos destreinados sem sair da cama
Toma uma ducha difícil, em que a água parece furar a pele
Acorda e tenta retornar àquela programação normal, distraída e exagerada
Talvez exagerada demais, sei lá
Há que descansar das férias
Levando a vida em ponto morto
Sem vontade nem de averiguar o nome das donas das fotos.
Vontade de ver o mar, não visitado neste verão
de entrar nele.
Musa chilena e ex-líder de movimentos estudantis, a comunista Camila Vallejo assumiu na manhã desta terça-feira o cargo de deputada no Congresso do Chile, tornando-se a representante mais jovem e bonita da Câmara. A deputada — que chega à Câmara junto a outros cinco integrantes de seu partido — integrará a Comissão de Educação.
Em 2010, nosso radar já tinha detectado a presença de Sabrina Ferilli em Roma
(ver os comentários deste post, abaixo).
Mas agora, com a obra-prima A Grande Beleza, seu retorno ao PHES
torna-se imperativo.
Torcedora da Roma e um dos símbolos vivos
de uma cidade que é um museu a céu aberto,
Sabrina, de 49 anos, aparece luminosa no filme de Paolo Sorrentino.
Filha de um ex-presidente do Partido Comunista italiano no Conselho Regional do Lazio,
Sabrina nunca manteve em segredo o fato de ser progressista.
E, desde que conseguiu um papel no filme de Alessandro D’Alatri Americano Rosso,
sua presença jamais parou de crescer.
E agora chega ao auge com um filme absolutamente fora do comum, extraordinário,
Meus sete leitores sabem que só falo a verdade.
Então, podem acreditar: Pepe Mujica deu um apelido a esta mujer:
La chica fea (A garota feia). Claro que o velho é um brincalhão!
Ah, vocês querem saber o que liga esta mulher à José Mujica?
É que Fabiana Leis é secretária do presidente do Uruguai.
Para que ela ficasse assim, Mujica começou por dar-lhe de presente
um vasinho de cannabis.
É claro que me preocupo com meus sete leitores.
Eles têm suas expectativas e são tudo o que este blog possui.
Mas às vezes tenho um excesso (ou acesso) de sinceridade,
um extravasamento irrefreável de mim mesmo
que não consigo segurar.
Está bem, eu confesso que, contra as expectativas de seis de meus sete leitores,
acho linda a atriz Charlotte Gainsbourg.
Ela é a antítese das mulheres do PHES. Magra demais,
de seios pequenos, não dá cinco anos de sobrevida a ninguém.
Mas, pô, olhem bem para ela.
Certa vez, o Nelson Moraes disse que tinha vontade de ir com ela a um bar, algo assim.
E depois do bar, Nelson?
Bem, hoje à noite — pois escrevo às 18h17 desta sexta-feira, 10 de janeiro –,
vou revê-la em Ninfomaníaca — Volume 1, de Lars Von Trier.
É uma imensa atriz
e tenho certeza que ela estará novamente sensacional como a imparável Joe,
encontrada em péssimo estado num beco. Ela se mostrará e
contará suas histórias a um desconhecido de espírito lógico, em filme nada erótico.
E obrigatório.
Os bons médicos sabem da seriedade do New England Journal of Medicine.
Um estudo da revista demonstrou inequivocamente que olhar um par de seios,
durante dez minutos por dia, pode prolongar a expectativa de vida dos homens
em até 5 anos. O simples ato de olhar equivale a 30 min diários de exercício aeróbico.
Depois de comparar a saúde de 200 pacientes do sexo masculino,
100 dos quais instruídos para ver seios diariamente,
a pesquisa revelou que os observadores desta parte da anatomia feminina
tinham menor pressão arterial
e eram menos propensos a desenvolver doenças coronarianas.
Sempre desconfiei que todo homem heterossexual saudável gosta de seios.
A propósito, é sabido que região dos seios sempre foi a preferida por este
que vos escreve. Ela exprime a essência feminina.
Fanny Ardant volta aos cinemas com Os Belos Dias, onde faz uma sessentona aposentada que namora um sujeito da idade de suas filhas. Esperto esse sujeito. Aos 64 anos, Fanny ainda é uma mulher belíssima, como vocês podem conferir na foto abaixo, tirada na estreia do filme…
… e nesta outra, do próprio filme:
Então, em homenagem a esta bela mulher que soube envelhecer linda e sem plásticas envilecedoras, faço ressurgir este post de 2010.
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Fico feliz quando ela sorri.
Não, eu fico MUITO feliz quando ela sorri.
Pois Fanny Ardant dá uma impressão de felicidade.
Ela pode ser classuda,
pode ter perdido Truffaut para um
câncer idiota,
Os(as) que se armam de seriedade e sisudez
são parentes muito próximos da tolice.
A seriedade é um olhar que se preserva,
bisonho e tolo.
A seriedade são lábios que não concedem
a luz do sorriso.
São lábios ajuizados, secos, apegados
— na verdade tão desapegados –,
que não apetece provar.
Se o palhaço apenas nos olhar, será triste.
Se a seriedade nos observar com seus olhos analíticos, poderá ser simples disfarce.
Em atendimento a Igor Natusch.
Sim, ontem, em 22 de novembro, a deusa e co-padroeira do PHES completou 29 anos.
A cada ano, Scarlett Johansson recebe um desses galardões idiotas
de A Mulher Mais Sexy do Mundo.
Ela é indiscutivelmente linda, tem uma suspensão agradável e é pneumática (*).
Porém, minha experiência manda dizer algumas coisas:
1. há mulheres mais e menos femininas
(há as patrolas abrutalhadas, os poemas naturais e todas as gradações intermediárias)
2. todas as citadas acima podem tornar-se extremamente sexies,
dependendo da companhia e do interesse delas, entendem?
Então, quando falam em ser sexy, acho melhor falar em potencial.
Já imaginaram as potencialidades matemáticas de uma Scarlett interessada?
A excelente Revista Bula publicou a lista cujo nome está edição do PHES. Participaram do levantamento as publicações: “Vanity Fair” “Empire” “Life”, “Ranker”, “The Guardian”, “Los Angeles Times”, “Vogue”, “Der Spiegel”, “Telegraph”, “Playboy”, “Askmen” e “Listal”.
As dez são as que seguem — aqui em outras fotos, à exceção de Claudia Cardinale:
1. Grace Kelly
2. Catherine Deneuve
3. Charlize Theron
4. Marilyn Monroe
5. Monica Bellucci
6. Audrey Hepburn
7. Brigitte Bardot
8. Sophia Loren
9. Claudia Cardinale
10. Jennifer Connelly
Desculpe, mas uma lista sem:
Ingrid Bergman
Ava Gardner
Marlene Dietrich
Juliette Binoche e
Eva Green
não pode ser levada a sério. Deem um jeito de acomodar!
(Sugiro começar pela retirada de Connelly e Hepburn da lista inicial).
De onde saiu o título Porque hoje é sábado? Ora, do poema O Dia da Criação, de Vinícius de Moraes, poeta que hoje completa 100 anos de nascimento. Então, aqui vai nossa homenagem.
O Dia da Criação
Macho e fêmea os criou.
Bíblia: Gênese, 1, 27
I
Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na Cruz para nos salvar.
Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.
Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.
Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.
II
Neste momento há um casamento
Porque hoje é sábado.
Há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado.
Há um homem rico que se mata
Porque hoje é sábado.
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado.
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado.
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado.
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado.
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado.
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado.
Há um grande espírito de porco
Porque hoje é sábado.
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado.
Há criancinhas que não comem
Porque hoje é sábado.
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado.
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado.
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado.
Há uma tensão inusitada
Porque hoje é sábado.
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado.
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado.
Há um grande aumento no consumo
Porque hoje é sábado.
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado.
Há um garden-party na cadeia
Porque hoje é sábado.
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado.
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado.
Umas difíceis, outras fáceis
Porque hoje é sábado.
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado.
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado.
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado.
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado.
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado.
De uma mulher dentro de um homem
Porque hoje é sábado.
Há a comemoração fantástica
Porque hoje é sábado.
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado.
E dando os trâmites por findos
Porque hoje é sábado.
Há a perspectiva do domingo
Porque hoje é sábado.
III
Por todas essas razões deverias ter sido riscado do Livro das Origens, ó Sexto Dia da Criação.
De fato, depois da Ouverture do Fiat e da divisão de luzes e trevas
E depois, da separação das águas, e depois, da fecundação da terra
E depois, da gênese dos peixes e das aves e dos animais da terra
Melhor fora que o Senhor das Esferas tivesse descansado.
Na verdade, o homem não era necessário
Nem tu, mulher, ser vegetal, dona do abismo, que queres como as plantas, imovelmente e nunca saciada
Tu que carregas no meio de ti o vórtice supremo da paixão.
Mal procedeu o Senhor em não descansar durante os dois últimos dias
Trinta séculos lutou a humanidade pela semana inglesa
Descansasse o Senhor e simplesmente não existiríamos
Seríamos talvez pólos infinitamente pequenos de partículas cósmicas em queda invisível na terra.
Não viveríamos da degola dos animais e da asfixia dos peixes
Não seríamos paridos em dor nem suaríamos o pão nosso de cada dia
Não sofreríamos males de amor nem desejaríamos a mulher do próximo
Não teríamos escola, serviço militar, casamento civil, imposto sobre a renda e missa de sétimo dia,
Seria a indizível beleza e harmonia do plano verde das terras e das águas em núpcias
A paz e o poder maior das plantas e dos astros em colóquio
A pureza maior do instinto dos peixes, das aves e dos animais em cópula.
Ao revés, precisamos ser lógicos, freqüentemente dogmáticos
Precisamos encarar o problema das colocações morais e estéticas
Ser sociais, cultivar hábitos, rir sem vontade e até praticar amor sem vontade
Tudo isso porque o Senhor cismou em não descansar no Sexto Dia e sim no Sétimo
E para não ficar com as vastas mãos abanando
Resolveu fazer o homem à sua imagem e semelhança
Possivelmente, isto é, muito provavelmente
Porque era sábado.
As fotos a seguir são do norte-americano nascido em Taiwan Hilo Chen.
Só tem um detalhe: não são fotos, são pinturas.
Mas apenas em algumas imagens a sensação de irrealidade fica mais alta.
Me digam qual é a diferença de olharmos uma mulher real ou um desenho?
Pensemos, por exemplo, em Charlize Theron.
Você, um de meus sete leitores, jamais terá Theron — então …
… qual é a diferença entre vê-la em fotos ou ver um desenho dela?
Ah, ela tem trabalhos admirados por nós e uma biografia?
Sim, mas o que nos interessa nestas noites de sexta-feira …
… é seu trabalho photoshopado para a Playboy em maio de 1999, não?
E ali, o que é Charlize e o que é ficção? O que há de realmente apalpável nela?
Sei lá, mas fiquei bem interessado no conceito dos trabalhinhos do …
… certamente perecível Chen.
Agora, de garantido mesmo, é que a foto abaixo …
… é pura Charlize. E basta para ser irresistível.
Chove e faz frio em Porto Alegre.
Dizem que choverá por todo o fim-de-semana.
Como disse Drummond,
desejo a vocês,
domingo sem chuva,
segunda sem mau humor,
sábado com seu amor.
Por desapego ao personagem principal
— seja em livros, filmes e até aqui no PHES —
resolvi fazer uma PHES em dupla.
A primeira parte com as castas fotos da bela portuguesa
Victória Guerra (Faro, 1989) e a segunda
com a bem mais quente e húngara Zsuzsanna Ripli (Szigetvár, 1981).
Não dá esperar muita explicitude de uma portuguesa que é atriz e modelo.
Ela simplesmente não deixará ver o que só ela vê
deixando-nos a ver navios
sobranceira.
Já a Hungria é outro país.
Há o Danúbio passando entre Buda e Peste,
e as mulheres aparecem mais ousadas
e sorridentes.
O mundo é assim.
Milton Ribeiro faz tudo por você. Primeiro, ele mostra o cartaz do filme.
Sim, Janela Indiscreta! Então, ele pega sua mão, você entra e… Silêncio, vai começar!
L.B. “Jeff” Jeffries: I get myself half killed for you and you reward me by stealing my assignments.
Gunderson: I didn’t ask you to stand in the middle of that automobile racetrack.
Tradução: L.B. “Jeff” Jeffries: Eu me peguei metade morto e ganhei de prêmio um pé quebrado, porra. Gunderson: Eu não perguntei se tu precisavas ficar no meio da pista bem na frente do automóvel.
Gunderson: It’s about time you got married, before you turn into a lonesome and bitter old man. Jeff: Yeah, can’t you just see me, rushing home to a hot apartment to listen to the automatic laundry and the electric dishwasher and the garbage disposal and the nagging wife… Gunderson: Jeff, wives don’t nag anymore. They discuss. Jeff: Oh, is that so, is that so? Well, maybe in the high-rent district they discuss. In my neighborhood they still nag.
Tradução: Gunderson: É sobre o tempo que não comes ninguém, quem não come ninguém acaba como o Reinaldo Azevedo. Jeff: Sim, como você e os justos da veja. Não quero que minha libido ouça a Grace Kelly dizer automaticamente “Querido, leva o lixo na rua?”. Gunderson: Mulheres não discutem, elas mandam, porra. Jeff: E se tomam uma porrada a discussão acaba com eles na Delegacia da Mulher. E na minha vizinhança ainda, né?
Jeff’s rear window characters:
Tradução: Os caracteres da janela do Windows de Jeff:
Miss Torso, the ballet dancer
Tradução: Uma dançarina gostosa que vai se apaixonar por um baixinho.
Mr. Lars Thorwald and his nagging wife
Tradução: O vizinho assassino com a esposa entrevada, né?
the newly-wed… all of which comment on Jeff-Lisa relationship or reflect its possible future
Tradução: Os recém-casados fofos… Que ficarão todo o tempo fazendo aquilo que Lisa (Grace Kelly) quer fazer com Jeff (James Stewart), apesar de ele só quer saber de fotografia e de coçar o pé.
Stella: Look, Mr. Jeffries, I’m not an educated woman, but I can tell you one thing. When a man and woman see each other and like each other, they oughta come together–wham!–like a couple of taxis on Broadway, and not sit around analyzing each other like two specimens in a bottle. Jeff: There’s an intelligent way to approach marriage. Stella: Intelligence! Nothing has caused the human race so much touble as intelligence. Ha, modern marriage! Jeff: Now we’ve progressed emotionally. Stella: Baloney! Once, it was see somebody, get excited, get married. Now, it’s read a lot of books, fence with a lot of four-syllable words, psychoanalyze each other until you can’t tell the difference between a petting party and a civil service exam.
Tradução: — Eu não sou educada, por isso quero ver sexo neste filme e não masturbações sobre vizinhos. — O casamento é um jeito inteligente de acabar com o sexo. — Inteligência. Os sionistas são mais educados e inteligentes e olha o que eles fazem na Palestina. — Eles são mais desenvolvidos. — Por isso que fodem com os coitados. Ficam excitados. Depois vão para um psicanalista ou um rabino e não sabem mais a diferença entre uma exposição de filhotes e um exame para entrar a serviço do exército.
Lisa…
Tradução: Que fotografia, que nada…
Carol…
Tradução: Quero é te lamber inteirinho…
Eu amava Dina Sfat (1939-1989). Ela foi, primeiro que tudo, um grande rosto de atriz.
Filha de judeus poloneses, foi também uma bela, lindíssima mulher, porém
sua essência jamais obteve ser captada por câmeras fotográficas,
pois as câmeras mostram cristalizações do fugidio, figuras imóveis,
enquanto Dina só podia ser apreendida no somatório
de gestos, voz, maneiras, expressões, movimentos, charme e por um fato único
(e talvez inexplicável): Dina tinha uma presença assombrosamente sensual e sedutora.