Kristin Scott Thomas dá a impressão de ter nascido para fazer filmes de época.

Seu rosto parece ter algo das heroínas dos romances vitorianos.

Porém, Kristin não é uma inglesa típica. Em primeiro lugar, pela beleza.

E em segundo lugar, por ter escolhido desde jovem a França para viver.

Hoje, a bela Kristin de nome tão inglês é uma cidadã francesa. Mas mudemos de tema.

Há pessoas, principalmente mulheres, que afirmam que o nariz é o que dá personalidade a um rosto.

Para elas, há que ter nariz. Não tão proeminente quanto o meu, mas que não seja insignificante.

Seria a mesma lógica que rege as mulheres em outras necessidades.

Não precisa ser imenso, mas é bom que seja satisfatório. Diminuto, nem pensar.

A narigudinha Kristin nasceu em 1960, vive em Paris, e foi casada 20 anos …

… com o maridão ginecologista com quem teve três filhos.

Em Paris, é amiga pessoal de Charlotte Rampling, Jane Birkin e Juliette Binoche, …

… o que é no mínimo interessante.

Fez filmes bastante bons: conhecia-a em Quatro casamentos e um funeral (1994), …

… fez considerável sombra à Juliette Binoche em O Paciente Inglês (1996), …

… foi Annie, a mãe da menina de treze anos Scarlett Johansson em O Encantador de Cavalos (1998), …

… e esteve maravilhosa em Gosford Park (2001), de Robert Altman.

Bem, esteve maravilhosa em todos, mas em Gosford sua pequena atuação é mais do que luminosa.

Agora, a foto acima… Juliette e Kristin… Não tenho palavras. Vou ali pegar um solzinho e já volto.
Ah, a propósito de narizes:
O Nariz Perante aos Poetas – Bernardo Guimarães (Rio de Janeiro, 1858)
Cantem outros os olhos, os cabelos
E mil cousas gentis
Das belas suas: eu de minha amada
Cantar quero o nariz
Não sei que fado mísero e mesquinho
É este do nariz
Que poeta nenhum em prosa ou verso
Cantá-lo jamais quis.
Os dentes são pérolas,
Os lábios rubis,
As tranças lustrosas
São laços sutis
Que prendem, que enleiam
Amante feliz;
É colo de garça
A nívea cerviz;
Porém ninguém diz
O que é o nariz
Beija-se os cabelos,
E os olhos belos,
E a boca mimosa,
E a face de rosa
De fresco matiz;
E nem um só beijo
Fica de sobejo
Pro pobre nariz;
Ai! pobre nariz,
És bem infeliz!
(trecho)
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