Caixa do estado falido para tudo, exceto para patrocinar blog de jornalista

Caixa do estado falido para tudo, exceto para patrocinar blog de jornalista

====== De meu amigo para certo ‘Grande Jornalista’ =====

Uma dúvida ácida:

Agora com patrocínio do Banrisul e do Governo do Estado (falido) o seu blog pode ser considerado como “Chapa Branca”?

Se o Sr. Despacito passar a colocar banners do DMAE / Procempa / PMPOA as críticas contra ele também vão sumir, como sumiram todas as críticas ao desgovernador (ao menos o Google não achou nada) ?

Abs!

====== Réplica do “Grande Jornalista” =====

eu te pergunto: o que tu tens a ver com isso?
o blog é meu e eu faço o que quero.
e tu tens a opção de não ler.
entendeu ou eu tenho que te enfiar goela abaixo?
Abraço? um caralho pra ti

====== E a tréplica de meu amigo: ======

Olá:

Respondendo tuas perguntas: se estás sendo patrocinado com dinheiro público, tenho a ver com isso sim, porque eu pago impostos como todo mundo. É bom saber onde o Sartori investe nosso (pouco) dinheiro.

E tens razão, não sou obrigado a ler teu blog, principalmente agora, que é patrocinado pelo PMDB. Ficou claro que o teu “lado” é o teu mesmo.

odio

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

No país da cura gay, Ministro da Fazenda faz oração pela economia

No país da cura gay, Ministro da Fazenda faz oração pela economia
Marcelo Camargo / Agência Brasil
Marcelo Camargo / Agência Brasil

Henrique Meirelles foi convidado a participar de um encontro religioso na igreja Assembleia de Deus no Rio. Isso já era estranho, mas, como se não bastasse, ele não pôde comparecer e gravou uma mensagem na qual diz que tem os mesmos “valores das leis de Deus” dos evangélicos.

“Estamos juntos todos trabalhando, dentro dos princípios da ética, da idoneidade, do trabalho duro, porque eu me sinto muito à vontade para conversar com vocês porque temos os mesmos valores, são os valores das leis de Deus, visando crescer, visando colaborar com o país. Portanto, preciso da oração de todos e estaremos aqui trabalhando e conto com vocês”, afirmou incrivelmente o ministro da Fazenda. Ética, idoneidade, OK.

O absurdo da mensagem demonstra claramente que o homem é candidato à presidência de nossa pobre república.

#CuraDaIgnorância, precisamos já.

Como escreveu o Paulo Candido no Face:

Viado é incurável.
Sapatão é incurável.
E que falar desse bando de heteros? Tudo incurável.
Bissexual então, não tem cura nem de um lado nem de outro.

Sabe o que dá para curar e estava mais que na hora?

Ignorância.

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

MP considera que não havia pedofilia ou incitação à mesma na exposição Queermuseu: “Não houve crime. Ponto”

MP considera que não havia pedofilia ou incitação à mesma na exposição Queermuseu: “Não houve crime. Ponto”

Com a Agência de Notícias da ALRS, do qual retirei trechos

No período dos Assuntos Gerais da reunião ordinária da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Jeferson Fernandes (PT), na manhã desta quarta-feira (13), deputados debateram sobre a exposição Queermuseu, Cartografias da Diferença na Arte Brasileira. A mostra, que acontecia no Santander Cultural, foi fechada pelos organizadores no domingo (10), após divergências e protestos. Presente, o promotor de Justiça Júlio Alfredo de Almeida, da área da Infância e Juventude do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP/RS). Na segunda-feira (11), o promotor esteve no Santander, acompanhado da coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Infância, Juventude, Educação, Família e Sucessões, promotora Denise Villela.

Nas considerações iniciais, o deputado Marcel van Hattem (PP) explicou que havia convidado o representante do MP diante da mobilização da sociedade “gaúcha e brasileira em razão da exposição, que acabou fechada. A questão é pertinente e deve ser analisada democraticamente, sem violências”, ponderou. Para ele, a indignação aconteceu por parte de pessoas “que não se conformaram com situações que apresentavam sexo explícito, com acesso livre às crianças”. Disse que oficiou o MP por entender que, deve sim, haver liberdade de expressão, “mas que esta liberdade igualmente precisa ter limites, independente daquilo que é classificado ou entendido como arte”.

O deputado Pedro Ruas (PSOL) considerou que houve indignação, igualmente, por setores da sociedade que entenderam ter acontecido “um ataque à democracia e à liberdade de expressão”.

Cena de interior II -- Adriana Varejão
Cena de interior II, de Adriana Varejão

MP

O promotor Júlio Almeida, com 20 anos de atuação ligados à infância e juventude, disse que estava no encontro para “prestar contas à sociedade, tarefa do MP”. Informou que tomou a decisão de ir ao Santander, na companhia da promotora Denise Villela, após ter acesso a várias notas divulgas na imprensa e por parte das redes sociais. “Diante de algumas manifestações, segundo as quais haveria crime na mostra, me senti provocado, e o MP tem a obrigação de atuar quando provocado”, acrescentou, citando que foi recebido pela diretoria que lhe passou todas as informações solicitadas, bem como explicou as razões do fechamento da exposição.

Conforme ele, os dois promotores analisaram as mais de 200 obras e identificaram que algumas poderiam ter cunho sexual. “Não tratamos do mérito das obras enquanto arte. Nos fixamos no aspecto técnico, nas definições do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente)”, ponderou, destacando a atenção especial quanto ao crime de pedofilia. “Na nossa avaliação, depois que vimos as obras polêmicas, não havia crianças ou adolescentes em sexo explícito ou exposição de genitália de crianças ou adolescentes. Também não havia obras fazendo com que crianças fossem incentivadas a fazer sexo com outra criança”, comunicou, ponderando que a pedofilia ocorre em outras situações, como traz o artigo 241 do ECA: simular a participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica por meio de adulteração, montagem ou modificação de fotografia, vídeo ou qualquer outra forma de representação visual. Já o artigo 241-D cita: aliciar, assediar, instigar ou constranger, por qualquer meio de comunicação, criança, como fim de, com ela, praticar ato libidinoso.

De acordo com ele, se poderia considerar que algumas obras apresentavam cenas com extremada sexualidade, mas sem pedofilia. “Em outros casos, nos deparamos com a simulação de ato sexual, aí caracterizada como pornografia. No entanto, se houvesse situação de pedofilia eu daria voz de prisão aos responsáveis”, assegurou. Conforme o promotor, é preciso analisar a intenção da exposição. “Além disso, a legislação brasileira garante a liberdade de expressão”, adendou. Na sua avaliação, é necessária a construção de dispositivos que especifiquem mais claramente faixas etárias dos visitantes também no caso de exposições e mostras de arte. “O ECA é claro na classificação indicativa de idade para casos como filmes, peças de teatro e programas de TV. Não há nada em referência a museus ou exposições”, sublinhou. Júlio Almeida ressaltou que uma medida, simples, a ser tomada, seria a colocação de peças polêmicas em área restrita e frisou que não houve crime no episódio.

Pedro Ruas (PSOL) também destacou a presença do MP no encontro, pela importância dos esclarecimentos. “Lamento, no entanto, que estejamos discutindo este tema, que não deixa de ser significante, ao invés de estarmos buscando atenção e medidas que diminuam o sofrimento de milhares de crianças e adolescentes no Estado que não têm saúde, remédios, alimentos, educação e nem casa. O MP foi claro: não houve crime, ponto”. Advertiu que já conhece este caminho. “Primeiro, fecham atividades culturais; depois, prendem quem for contra”

A deputada Manuela d Ávila (PCdoB) cumprimentou o MP por seu papel no episódio, verificando no local o conteúdo da exposição e sugeriu que o promotor solicite imagens dos dias nos quais funcionou a mostra. “Por certo verificará a ação de grupelhos que perseguiram artistas e constrangeram o curador. Preocupa, isso sim, que este tipo de ação tenha contribuído para o fechamento da exposição, algo muito próximo da censura. Não quero isso de volta; já vivi este tempo”, assinalou.

A deputada Stela Farias (PT) citou nota divulgada pelo Conselho Estadual de Cultura, intitulada Inaceitável Censura, em referência ao episódio Santander. O texto cita a inconformidade do Conselho, “diante da reação de intolerância que deu causa para o encerramento da exposição Queermuseu, programada para permanecer aberta ao público até 8 de outubro, no Santander Cultural”. Ainda de acordo com a nota, “o Conselho Estadual de Cultura afirma que a obra de arte não pode ser cerceada, limitada ou censurada, e seu caráter sempre será promover a liberdade criativa, assim como refletir o seu tempo sob as diversas óticas e contradições. Restrições a alguma obra asseguram ao público descontente o direito de abster-se de ir ao local de visitação, assim como acontece com qualquer outra manifestação de livre acesso”. Para Stela Farias, a situação é esta: “devemos ter o direito de acesso. Vamos se queremos”.

Por fim, o deputado Jeferson Fernandes, presidente da CCDH, observou que o debate propiciou pontos convergentes, como a necessidade de classificação indicativa de idade para casos como este. “De outra parte, tivemos a posição, segura, do MP de que não houve crime de pedofilia. Entendo, isso sim, que a exposição foi pano de fundo para posições retrógradas, de censura. O mais estranho é que grupos que se denominam liberais estejam por de trás disso. Algo paradoxal. Os que defendem a liberdade foram autores de denúncia que fechou a mostra”, analisou.

.oOo.

A nota divulgada pelo Conselho Estadual de Cultura que foi citada acima pela deputada Stela:

O Conselho Estadual de Cultura vem a público manifestar sua inconformidade diante da reação de intolerância que deu causa para o encerramento da exposição “Queermuseu – cartografias da diferença na arte brasileira” programada para permanecer aberta ao público até 8 de outubro, no Santander Cultural, em Porto Alegre. Esta mostra reúniu Pintores mundialmente reconhecidos como Alfredo Volpi e Cândido Portinari, além de outros 83 artistas.
A Constituição do Rio Grande do Sul em seu artigo 220 prevê que: “O Estado estimulará a cultura em suas múltiplas manifestações, garantindo o pleno e efetivo exercício dos respectivos direitos bem como o acesso a suas fontes em nível nacional e regional, apoiando e incentivando a produção, a valorização e a difusão das manifestações culturais. Parágrafo único: É dever do Estado proteger e estimular as manifestações culturais dos diferentes grupos étnicos formadores da sociedade rio-grandense”. A mesma Constituição prevê, em seu artigo 221, parágrafo V, inciso a: “as formas de expressão constituem direitos culturais garantidos pelo Estado”.

Lamentamos que tantos anos dedicados na separação dos direitos e deveres do Estado em relação à igreja e as ideologias sejam ignorados. Lamentamos constatar a apunhalada objetiva desferida contra a humanidade e o empobrecimento simbólico que este horror provocará

O Conselho estadual de Cultura afirma que a obra de arte não pode ser cerceada, limitada ou censurada e seu caráter sempre será promover a liberdade criativa, assim como refletir o seu tempo sob as diversas óticas e contradições.

Restrições a alguma obra asseguram ao público descontente o direito de abster-se de ir ao local de visitação, assim como acontece com qualquer outra manifestação de livre acesso.

O resultado destas manifestações, de indisfarçável intransigência e censura para com a referida exposição, evidencia a intolerância com o contraditório, o diferente, o novo. É sabido que não é função de uma exposição formar opinião ou definir posições ideológicas a partir do seu conteúdo e certamente isso não ocorrerá com o tema em tela.

Queremos um Brasil livre de medos, de preconceitos, de discriminação, de intolerância e por isso nos solidarizamos com o Curador e aos artistas da referida exposição.

.oOo;

Recebi de colegas da UFRGS:

As e os docentes da Ufrgs, reunidos em Assembleia Geral no dia 11 de setembro de 2017, manifestam seu repúdio ao encerramento da exposição ‘Queermuseu – Cartografias da diferença na Arte Brasileira’ no Museu Santander Cultural de Porto Alegre, atendendo a pressões de grupos que realizaram campanhas pelas redes sociais e ações de constrangimento aos frequentadores da mostra. O encerramento da exposição é uma concessão à intolerância, ao preconceito e à incompreensão das artes. As alegações apresentadas para o cancelamento desrespeitam as obras e os artistas envolvidos, privam a população porto-alegrense do acesso a uma mostra de relevância internacional e acenam para um caminho inaceitável de censura e de restrição às manifestações artísticas e ao debate sobre a diversidade.  (ANDES-UFRGS).

.oOo.

Nota do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes – IdA (UnB) sobre a exposição Queermuseu:

Nós, membros da comunidade artística, cultural e acadêmica, professores do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade de Brasília queremos manifestar nossa contrariedade e nosso repúdio à decisão do Santander Cultural, de Porto Alegre-RS, de fechar e (auto)censurar a exposição Queermuseu: cartografias da diferença na arte brasileira.

Em um momento de aumento do conservadorismo, da intolerância e da violência ocasionada pelo preconceito, o fechamento e a censura de uma exposição abre um precedente gravíssimo que poderá ter como consequência a repetição de situações repressivas como essa em outras partes do Brasil e com diferentes atividades artísticas e culturais.

Afirmamos que as razões justificadas para a interrupção da exposição um mês antes de seu final são produto de uma campanha subterrânea pelas redes sociais que disseminaram informações falaciosas, equivocadas e deliberadamente mentirosas acerca das obras em exposição e sobre a plataforma curatorial da exposição.

Consideramos que decisão da instituição cultural terminará por reforçar movimentos obscurantistas e de caráter fascista que devem ser combatidos por todos os que defendem uma sociedade democrática e livre.

Nos solidarizamos com todos os 85 artistas participantes da exposição e com o curador Gaudêncio Fidelis pela violência dessa decisão e nos posicionamos radicalmente em defesa da liberdade de expressão e da liberdade da atividade artística no Brasil.

Brasília, 12 de setembro de 2017.

 Jesus Shiva, decFernando Baril
Jesus Shiva, decFernando Baril

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Gente, a PF invadiu minha casa hoje pela manhã e outros tópicos

Gente, a PF invadiu minha casa hoje pela manhã e outros tópicos
Foto: Fernando Guimarães
Foto: Fernando Guimarães

OK, o japa poderia ter dado uma afofada naquela almofada antes de sacar a foto.

.oOo.

Um milagre na Câmara. Existem vários absurdos no sistema eleitoral brasileiro. Os piores, na minha opinião, são o modelo de financiamento e as coligações nas proporcionais, que só existiam aqui e que ontem começaram a acabar. Ou seja, se for novamente aprovada pela Câmara em segundo turno, a distribuição dos votos para deputados, em 2018, só levará em conta aquilo que seus partidos receberem, sem permitir alianças. Antes, com as coligações malucas que os políticos inventavam, misturando alhos com bugalhos, você votava em uma candidato, por exemplo, do PT, e ajudava a eleger um do PMDB (porque o PT estava coligado com o PMDB).

.oOo.

Votação de Aécio em 2016:
51.041.155 votos
Valor encontrado no apê de Geddel:
51.038.866 reais

O que significa? Sei lá.

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Financiamento zero, despesa nula: esta é a verdadeira e necessária reforma política

Financiamento zero, despesa nula: esta é a verdadeira e necessária reforma política

PUM - Partido Utopico Moderado

Certa vez, eu e o Francisco Marshall estávamos assistindo um concerto qualquer quando eu falei no financiamento público de campanha, esta invenção tão incompreensível e injusta para o povo quanto antidemocrático é o financiamento próprio ou das empresas. E o Chico gritou:

— Financiamento público? Então eu vou ter pagar por aquilo? Eu quero financiamento zero, despesa nenhuma, jogo limpo e igual para todos, isso sim!

E reinventamos (ou ele reinventou, não lembro bem) rapidamente uma Lei Falcão para o século XXI. Foto do(a) candidato(a), currículo, plataforma, partido, talvez uma fala de alguns minutos e só. Nada de santinho, nada de outdoor, nada de jingle (jingle para me representar? Isso é um show?), nada de empresas ou cidadãos metendo dinheiro, nada. Uma campanha igual para todos. No máximo comícios, debates na TV e fim. Após eleitos, como brinde, o PUM oferece a cada deputado muitos agentes da PF para fiscalizá-los 24h. Recebeu propina, PUM!, fora.

Sempre ventilando a política, o PUM apoia a medida. A surpresa é que o Chico, neste fim de semana, em sua coluna de ZH, colocou em palavras este Nirvana eleitoral. A seguir, deixo-lhes o texto completo:

Despesa nula em campanhas eleitorais, a verdadeira e necessária reforma política

Por Francisco Marshall

Os políticos acostumaram-se com esse esquemão e o adaptam, com duas falácias: financiamento público de campanha e o fundo partidário.

Os maiores inimigos da democracia são a demagogia e o marqueteiro. A demagogia é monstro antigo, que pode ser domesticado e servir para se interpretar a vontade popular; ela torna-se um mal quando são prometidos benefícios impossíveis, para iludir o povo, onerando o Estado ou criando desencanto com a política. Já o marqueteiro é sempre inimigo da democracia: cria imagens enganosas, vende o ruim como se bom fosse, gasta o escasso recurso (privado e público) para iludir, premia a eugenia e pavimenta o caminho para muitos delitos: desvios, sobras de campanha e compromissos com doadores e veículos de imprensa. Não à toa, o próprio termo marqueteiro é corruptela da palavra marketing, evidenciando que aqui temos um vendilhão com técnica publicitária.

O engano produzido por marqueteiros só tem utilidade para os farsantes que querem se eleger à custa da boa-fé dos ingênuos e da dignidade da política. Perde a publicidade, maculada por essa promiscuidade, e perde o espaço público, empestado com mensagens inadequadas. Agrava-se a assimetria e a prevalência do interesse econômico, nada isonômicas. Pior, os políticos profissionais já se acostumaram com esse esquemão e agora o adaptam, com duas falácias: o financiamento público de campanha e o bilionário fundo partidário. Contra este mal, a sociedade pode aplicar antídoto eficiente e de grande benefício para a melhora da política: despesa nula, zero gasto possível em campanhas eleitorais. Como funcionaria?

Os tribunais eleitorais elaboram uma base de dados padronizada, com identificação e CV do candidato, suas propostas e um canal de comunicação, com interface simples, acessível intuitivamente por qualquer pessoa do povo. Na campanha, os candidatos ficam proibidos de realizar despesa eleitoral, inclusive manter páginas na internet, mas especialmente a produção de materiais publicitários de qualquer espécie; isto é de fácil fiscalização. É preciso lei rigorosa contra robôs nas redes sociais, um veneno que já está impregnando a internet. Sem santinho, programa partidário com forma de novela ou outdoor: cidade limpa, base de dados digital. Nada impede a realização da agenda de comícios e de debates, seguindo regras públicas. Espécie de Lei Falcão da era digital.

E como se dará o acesso de quem não tem computador?

Os tribunais eleitorais, em parceria com os Executivos e Legislativos, podem usar os recursos hoje empregados no fomento direto a partidos para subsidiar a implantação e a manutenção de um novo serviço cívico: ilhas digitais com terminais assistidos disponíveis para o povo e ampliação da cobertura pública de wi-fi. Nos interstícios eleitorais, essas ilhas podem funcionar como bibliotecas digitais cidadãs, com ferramentas que permitam às pessoas acesso a benefícios sociais (se sobrar algum da devastação atual), chances de emprego e informação com efeito educacional. Se essas ilhas tiverem ao lado praças para atividades culturais e desportivas, o Brasil estará salvo em poucos anos. Despesa nula em campanhas eleitorais, a verdadeira e necessária reforma política.

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Os “de esquerda” seriam mais inteligentes, afirma estudo

Os “de esquerda” seriam mais inteligentes, afirma estudo

As pessoas que apoiam ideologias políticas de direita tendem a ser menos inteligentes do que as pessoas que apoiam ideologias de esquerda…

Bem, digamos que o estudo, feito pela Universidade de Ontario, no Canadá, é muito provocativo.

pesquisa chegou à conclusão de que pessoas menos inteligentes são mais conservadoras, preconceituosas e racistas. De mesma forma, também revela que crianças com baixo QI estarão mais dispostas a tomarem posições preconceituosas quando se tornarem adultas. A pesquisa foi publicada na revista Psychological Science.

A descoberta aponta que as pessoas com menos inteligência orbitariam em torno de ideologias socialmente conservadoras, resistentes à mudança, o que gera preconceitos e resistências. As ideologias conservadoras ofereceriam estrutura e ordem, o que dá um certo conforto para entender um mundo incompreensível.

esq dir

“Infelizmente, parece que é assim”, disse Gordon Hodson, pesquisador chefe do estudo, ao site Live Science.

Ele salientou ainda que, apesar da conclusão, o resultado não significa que todos os liberais esquerdistas sejam brilhantes e nem que todos os conservadores são estúpidos. A pesquisa é um estudo de médias de grandes grupos, sublinhou Hodson.

Este último parágrafo é fundamental, não? Vemos cada coisa no Brasil… Uma esquerda sem programa assiste uma direita toda pimpona. Bem, e burra. Porém, como temos muita gente de direita que se diz de esquerda, daremos respaldo ao estudo.

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

A nova programação da FM Cultura é…

A nova programação da FM Cultura é…

Vejam a reação do público à estreia de Renato Martins na FM Cultura antes que deletem. Um sucesso. A FM Cultura era uma das coisas boas deste estado.

Vamos tentar dar amplificação a quatro manifestações sobre a nova FM sem Cultura e outra de antes da “modernização”.

1. José Fernando Cardoso, funcionário da rádio.

Gente amiga (2), um último esclarecimento sobre as mudanças na Programação da FM CULTURA, pra que não haja alguma dúvida – e parece que tá ocorrendo um certo ruído, especialmente em relação a uma frase do presidente da FUNDAÇÃO PIRATINI, Orestes de Andrade Júnior, postada aqui no Facebook, de que “ouvimos e construímos uma nova grade junto com os servidores”. Sim, de fato Orestes e alguns membros de sua diretoria nos ouviram: nós, servidores da FUNDAÇÃO lotados na RÁDIO, fizemos três reuniões com eles na semana retrasada – e depois houve mais duas, com o novo diretor, Paulo Inchauspe, e os três programadores musicais, eu, Martinha e Clarisse. Nas reuniões com o Orestes, nos foi apresentada, num primeiro momento, uma nova grade, fechada, que acabaria por sofrer (mínimas) alterações depois de críticas e sugestões nossas. Pra se ter uma ideia, no primeiro modelo de grade não constava o ‘Conversa de Botequim’, simplesmente o programa mais conhecido e reconhecido – pelos ouvintes, músicos, colegas, apoiadores, jornalistas, divulgadores etc. – de toda a história de 28 anos da FM CULTURA. Insistimos que o ‘Conversa’ e o ‘Estação Cultura’ não poderiam cair: conseguimos manter o primeiro – e sugerimos o Demétrio Xavier pra apresentá-lo, já que a direção insistiu que o Luiz Henrique não mais poderia exercer a função -, mas infelizmente perdemos a batalha pelo segundo. Então, dizer que a grade foi construída conosco não é exatamente o que aconteceu – nossa compreensão sobre a discussão é bem diversa. Não concordamos com quase nada do que foi proposto pelos gestores: nem a troca dos apresentadores da Casa por terceirizados, nem a supressão de programas, nem o ‘Clássicos’ sendo jogado lá pra madrugada – é daí que surgiu a frase do “tu e mais 6”, quando uma colega nossa disse que era ouvinte assídua -, nem a inclusão de música estrangeira – que já é contemplada nos programas jornalísticos ‘Café Cultura’, ‘Cultura Na Mesa’, ‘Estação Cultura’ e segmentados –, o que fatalmente vai ocasionar perda de espaço para músicos locais e nacionais -, nem o esvaziamento do ‘Café Cultura’, que terá outro formato, muito mais superficial – risco que corre também o ‘Cultura Na Mesa’. Portanto, concluindo: a grade já estava modificada, 95% do que muda já estava decidido, nos opusemos de maneira muito clara, questionamos se essas medidas não deveriam passar pelo Conselho Deliberativo – eu, o colega Walmor Sperinde e o próprio Orestes, que ocupava uma das cadeiras do colegiado como representante da SECOM, sabemos disso de cor, até porque a FUNDAÇÃO ainda não foi extinta, então seu Estatuto e Diretrizes ainda tão valendo -, mas o atual presidente disse que entende que isso não é necessário. Então o que foi feito é que, a partir de nossa discordância, demonstrada já de cara e de forma veemente, deixou-se uma margem – pequena, minúscula, eu diria – para que sugestões nossas fossem levadas em conta. O que é bem diferente de uma construção conjunta, entre servidores e direção, da nova grade de Programação. O que aconteceu foi isso, perguntem aos demais colegas que lá estavam. Abraço a todos. E a luta continua.

2. Francisco Marshall, historiador.

DE ONDAS E DETRITOS

Se você fosse o dono ou gestor de uma empresa, trocaria uma funcionária culta, bem preparada tecnicamente, dedicada, reconhecida e aclamada por seu público, prestando um serviço relevante para a comunidade, pessoa certa no lugar certo, por seu oposto?

E trocaria um produto sofisticado, relevante, correto, bonito, singular, bem acolhido por seu público, por uma babaquice vulgar estilo camelódromo?

Resposta hoje vigente: “sim, afinal a empresa não é minha, o risco de solapá-la não atinge meu patrimônio, e o acionista maior (meu chefe) gosta mesmo de uma boa babaquice vulgar e aduladora. Ademais, se eu quebrar esta empresa, haverá quem aplauda, como há quem goste de me ver agredindo seus técnicos e seus clientes.”

3. Marcos Abreu, engenheiro de som.

FM Cultura

4. Renato Martins, apresentador do Café Cultura, comprovando o “mais do mesmo” em emissora pública.

Renato Martins comprovando o mais do mesmo

5. E vejam este post, por favor.

Aqui, o link, vale a pena clicar.. Hoje recebi uma visita pra lá de especial. A professora Isabel Velásquez é mexicana. Vive nos EUA. Leciona linguística na University of Nebraska. Lá ela ouve, diariamente, a FM Cultura! Fã de MPB, não perde um Conversa de Botequim. Apoiado por esta livreira. Participando de um seminário na PUC, as professoras que a acompanharam disseram que há três dias ela quer vir conhecer a livraria que apoia uma rádio cultural. E veio. Disse que a Bamboletras faz parte de seu imaginário cotidiano. Ao ouvir a rádio pensava: como será essa livraria? Agora conhece. Coisa de gente que ama os livros. Foi um lindo encontro!

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Do escárnio: e o cara continua senador, graças ao impoluto “Supremo”

Do escárnio: e o cara continua senador, graças ao impoluto “Supremo”

Transcrito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, no despacho responsável por afastar o tucano, obtido e divulgado nesta quinta-feira (18d maio) pelo site Buzzfeed Brasil, a conversa revela como Aécio queria interromper a Operação Lava Jato.

“Ministro da Justiça é ‘um bosta de um caralho'”

aecio gilmar

Aécio — Esses vazamentos, essa porra toda, é uma ilegalidade.

Joesley — Não vai parar com essa merda?

Aécio — Cara, nós tamos vendo (…) Primeiro temos dois caras frágeis pra caralho nessa história é o Eunício [Oliveira, presidente do Senado] e o Rodrigo [Maia, presidente da Câmara], o Rodrigo especialmente também, tinha que dar uma apertada nele que nós tamos vendo o texto (…) na terça-feira.

Joesley — Texto do quê?

Aécio — Não… São duas coisas, primeiro cortar o pra trás (…) de quem doa e de quem recebeu.

Joesley — E de quem recebeu.

Aécio — Tudo. Acabar com tudo esses crimes de falsidade ideológica, papapá, que é que na, na, na mão [dupla], texto pronto nãnã. O Eunício afirmando que tá com colhão pra votar, nós tamo (sic). Porque o negócio agora não dá para ser mais na surdina, tem que ser o seguinte: todo mundo assinar, o PSDB vai assinar, o PT vai assinar, o PMDB vai assinar, tá montada. A ideia é votar na… Porque o Rodrigo devolveu aquela tal das Dez Medidas, a gente vai votar naquelas dez… Naquela merda das Dez Medidas toda essa porra. O que eu tô sentindo? Trabalhando nisso igual um louco.

Joesley — Lógico.

Aécio — O Rodrigo enquanto não chega nele essa merda direto, né?

Joesley — Todo mundo fica com essa. Não…

Aécio — E, meio de lado, não, meio de leve, meio de raspão, né, não vou morrer. O cara, cê tinha que mandar um, um, cê tem ajudado esses caras pra caralho, tinha que mandar um recado pro Rodrigo, alguém seu, tem que votar essa merda de qualquer maneira, assustar um pouco, eu tô assustando ele, entendeu? Se falar coisa sua aí… forte. Não que isso? Resolvido isso tem que entrar no abuso de autoridade… O que esse Congresso tem que fazer. Agora tá uma zona por quê? O Eunício não é o Renan.

Joesley — Já andaram batendo no Eunício aí, né? Já andaram batendo nas coisas do Eunício, negócio da empresa dele, não sei o quê.

Aécio — Ontem até… Eu voltei com o Michel ontem, só eu e o Michel, pra saber também se o cara vai bancar, entendeu? Diz que banca, porque tem que sancionar essa merda, imagina bota cara.

Joesley — E aí ele chega lá e amarela.

Aécio — Aí o povo vai pra rua e ele amarela . Apesar que a turma no torno dele, o Moreira [Franco], esse povo, o próprio [Eliseu] Padilha não vai deixar escapulir. Então chegando finalmente a porra do texto, tá na mão do Eunício.

(…)

Joesley — Esse é bom?

Aécio — Tá na cadeira (…). O ministro é um bosta de um caralho , que não dá um alô, peba, está passando mal de saúde pede pra sair. Michel tá doido. Veio só eu e ele ontem de São Paulo, mandou um cara lá no Osmar Serraglio, porque ele errou de novo de nomear essa porra desse (…). Porque aí mexia na PF. O que que vai acontecer agora? Vai vim um inquérito de uma porrada de gente, caralho, eles são tão bunda mole que eles não (têm) o cara que vai distribuir os inquéritos para o delegado. Você tem lá cem, sei lá, 2.000 delegados da Polícia Federal. Você tem que escolher dez caras, né?, do Moreira, que interessa a ele vai pro João.

Joesley — Pro João.

Aécio — É. O Aécio vai pro Zé (…)

[Vozes intercaladas]

Aécio — Tem que tirar esse cara.

Joesley — É, pô. Esse cara já era. Tá doido.

Aécio — E o motivo igual a esse?

Joesley — Claro. Criou o clima.

Aécio — É ele próprio já estava até preparado para sair.

Joesley — Claro. Criou o clima.

“Como vou entrar numa merda dessa sem advogado?”

A TV Globo também divulgou outro trecho da conversa entre os dois que se refere à negociação de R$ 2 milhões pedidos pelo tucano ao empresário. Na conversa, Aécio indica o primo, Frederico Medeiros, para receber o dinheiro, que seria para pagar o advogado de defesa do senador afastado no processo da Lava Jato.

Aécio também cita a irmã, Andrea Neves, que foi presa nesta quinta-feira. Veja o diálogo:

Joesley – Deixa eu te falar dois assuntos aqui, rapidinho. É…a tua irmã teve lá.

Aécio – Obrigado por ter recebido ela lá

Joesley – Tá…ela me falou de fazer dois milhões, pra tratar de advogado …primeira coisa, num dá pra ser isso mais. Tem que ser….

Aécio – É?

Joesley – Tem que ser. Eu acho pelo que a gente tá vendo tudo, pra mim e pra você… vai ser, a primeira coisa

Aécio – Por que os dois que eu tava pensando era trabalhar (no processo)

Joesley – Eu sei, aí é que tá

Aécio – ….. assim ó …. toma não tem, pronto. Primeira coisa. Eu consigo (…) que é pouco, mas é das minhas é das minhas lojinhas, que eu tenho, que caiu a venda pa caralho

Aécio – [Risos]

Joesley – É rapaz, isso aqui era setecentos, oitocentos.

Aécio – Como é que a gente combina?

Joesley – Tem que ver, você vai lá em casa ou ….

Aécio – O FRED

Joesley – Se for o FRED eu ponho um menino meu pra ir. Se for você sou eu. [risos] Só pra…

Aécio  – Pode ser desse jeito…risos

Joesley – Entendeu. Tem que ser entre dois, não dá pra ser…

Aécio – Tem que ser um que a gente mata eles antes dele fazer delação [risos]

Joesley – [Risos] Eu e você. Pronto… ou FRED e um cara desses…pronto

Aécio – V amos combinar o FRED com um cara desse . Porque ele sai lá e vai no cara. Isso vai me dar uma ajuda do caralho. Não tenho dinheiro pra pagar nada. (…). Sabe porque eu tenho que segurar esse advogado. (…) Porque não tem mais, não tem ninguém que ajuda

Joesley – E do jeito que tá…

Aécio – Antes de ter mandado a ANDREA lá eu passei dez noites sem dormir direito . Falei não vou não porque o cara já me ajudou pra caralho. Mas não tem jeito, eu vou entrar numa merda dessa sem advogado?

Joesley  – Você tá certo.

Aécio – Faz como?

Joesley – Pronto. O menino entra em contato com o FRED.

Aécio – O menino liga pro FRED. O FRED já sai de lá e já deixa na casa do cara e acabou.

Joesley – Pronto. Quinhentos por semana pá pá pá. Eu acho que eu consigo. A partir da semana que vem.

Aécio – Primeiro liga pro FRED

Joesley – Pronto, eles se acertam

O documento conlcui: “Como se vê da transcrição, Joesley e o Senador Aécio Neves, numa reunião intermediada pela irmã do parlamentar, Andrea, que já havia sido a portadora da solicitação da vantagem indevida feita por seu irmão, acertam o pagamento de 2 milhões de reais, em quatro parcelas semanais, a serem recebidos por um intermediário, no caso, seu primo Frederico Medeiros (FRED)”.

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Para lembrar, no dia em que o STF deve julgar Aécio: o vídeo dos famosos que o apoiaram em 2014

Para lembrar, no dia em que o STF deve julgar Aécio: o vídeo dos famosos que o apoiaram em 2014

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

14 de junho de 2017: A Noite da Maldade em Estado Puro

14 de junho de 2017: A Noite da Maldade em Estado Puro

O RS é um estado triste administrado por um merda. Porto Alegre — local onde nasci e onde vivo — é uma cidade truculenta, capaz de desalojar crianças numa noite como a de ontem. Somos um estado hipócrita e sujo, que tem Campanha do Agasalho para que a primeira dama apareça e que depois, em noite gelada, pede para a Brigada tirar o teto de 200 pessoas que não têm para onde ir. Foi uma noite horrorosa, de guerra contra desarmados e desamados, patrocinada por Sartori, pelo PMDB gaúcho e seus aliados. Espero que ninguém esqueça da noite desumana de 14 de junho de 2017 na hora de votar em outubro de 2018. Noite gelada, famílias postas no olho da rua, silêncio de parte da imprensa e prisão de deputado — fato apenas importante em relação às famílias por não ter ocorrido desde a ditadura. Meu pequeno consolo é não ter votado em nenhum deles. Nem de perto. Isso não me dá nenhum mérito. Gauchada burra, vá tomar no cu!

Foto de Guilherme Santos / Sul21
Foto de Guilherme Santos / Sul21
Foto de Guilherme Santos / Sul21
Foto de Guilherme Santos / Sul21
Foto de Guilherme Santos / Sul21
Foto de Guilherme Santos / Sul21
Foto de Guilherme Santos / Sul21
Foto de Guilherme Santos / Sul21

Aline S. G. (não pretendo sujar meu blog com seu nome completo, nem receber eventuais visitas deste tipo de gente) é o nome da juíza que autorizou a reintegração de posse de um prédio que ficou mais de dez anos abandonado e que nos últimos dois anos abrigava 70 famílias (homens, mulheres, crianças, idosos, etc.). Preocupada com o trânsito de veículos na região, determinou que a desocupação ocorresse à noite, autorizando o uso de força contra crianças, idosos, mulheres e homens. Esta senhora recebe um salário de milhares de reais. Além de outros tantos benefícios, percebe também R$ 4.300,00 de auxílio moradia, pagos com dinheiro público.

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

TSE demonstra que a ética e a dignidade não podem prejudicar os negócios

TSE demonstra que a ética e a dignidade não podem prejudicar os negócios

Os financiadores de campanha mandam no país. Tanto faz se o presidente chama-se Michel Temer, Rodrigo Maia, Carmen Lúcia, Fernando Henrique, Nelson Jobim, Henrique Meirelles ou Gilmar Mendes. Os políticos têm que entregar o trabalho pelo qual já foram pagos. O importante é a continuidade das reformas (ou contrarreformas).

Hoje à noite, o TSE ignorou uma enorme quantidade de provas e evidências que demonstravam como o Dilma e Temer beneficiaram-se de caixa 2 na eleição de 2014. Amigo de Temer de tantas viagens e convescotes, Gilmar Mendes, presidente de uma corte de opereta, construiu a absolvição.

A opinião pública pouco importa no universo paralelo da maioria dos políticos e juristas de Brasilia. Nada os assusta, tanto que Temer devolveu em branco as 82 perguntas que a Polícia Federal fez a ele sobre sobre suspeitas de seu envolvimento em corrupção, organização criminosa e obstrução de Justiça. Eram “invasivas”, disse. Completou dizendo era “vítima de abusos e agressões”. Tadinho.

No último balanço realizado pelo Congresso em Foco, com base nos registros do Supremo Tribunal Federal, havia 148 deputados federais suspeitos ou acusados formalmente de crimes. Os delitos são variados: crimes de responsabilidade, contra a lei de licitações, corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação de impostos e crimes eleitorais e ambientais, entre outros. A maioria dos restantes são apenas lobistas, meros representantes de corporações.

Eles, os 148 e os só lobistas, votarão as tuas reformas.

TSE

Vejam se o juiz, nesta cena de Boleiros, de Ugo Giorgetti, não parece Gilmar Mendes (cena trazida por Idelber Avelar em seu perfil do Facebook):

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Parágrafo 570 da sentença que absolveu Cláudia Cruz. Dizer o quê?

Parágrafo 570 da sentença que absolveu Cláudia Cruz. Dizer o quê?

Com a colaboração (imagem) de Miserere.

570

Será que Moro absolveria Marisa Letícia se encontrasse milhões em contas na Suíça e gastasse dinheiro público com luxos na Europa? Marisa é de uma classe, Cláudia é de outra. O juiz considerou em seu despacho que, “embora tal comportamento seja altamente reprovável, ele leva à conclusão de que a acusada Cláudia Cruz foi negligente quanto às fontes de rendimento do marido e quanto aos seus gastos pessoais e da família”. Pra que discutir com madame tão distraída, né?

O problema, gente, é que gastar dinheiro do marido corrupto não é crime.

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Baseada na crise brasileira e em Sgt. Peppers, capa do Estado de Minas viraliza

Baseada na crise brasileira e em Sgt. Peppers, capa do Estado de Minas viraliza

No dia 1º de junho, o imortal disco dos Beatles Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band completa 50 anos. Ontem, o Estado de Minas realizou uma montagem inspirada na capa do disco que viralizou nas redes. Não apenas há a colocação de personagens da política brasileira como as manchetas são baseadas nas canções With a Little Help from My Friends, Getting Better, Fixing a Hole, She’s Leaving Home, Within You Without You e When I’m Sixty-Four.

Quem está na montagem? Eike Batista, Guido Mantega, Gleisi Hoffmann, Eunício Oliveira, Marcelo Odebrecht, Emílio Odebrecht, Agnelo Queiroz, José Serra, Léo Pinheiro, José Roberto Arruda, Geraldo Alckmin, Marta Suplicy, Alberto Youssef, João Plenário (personagem de Saulo Laranjeira), Justo Veríssimo (personagem de Chico Anysio), Delcídio Amaral, Sérgio Cabral, Edson Lobão, João Santana, Mônica Moura, João Vaccari, Fernando Pimentel, Antonio Palocci, Zezé Perrella, Renan Calheiros, Renato Duque, Paulo Roberto Costa, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, José Dirceu, Fernando Collor, Lindbergh Farias, Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva, Eliseu Padilha, Eduardo Cunha, Rodrigo Loures, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Rodrigo Janot, Marcelo Brettas, Carlos Fernando dos Santos, Sérgio Moro, Deltan Dallagnol, Aécio Neves, Romero Jucá, Rodrigo Maia, Michel Temer, Henrique Meirelles, Cármen Lúcia, Joesley Batista, Moreira Franco e Nestor Cerveró.

Clique para ampliar
Clique para ampliar

A capa original do disco:

Clique na imagem para ampliar.
Clique na imagem para ampliar.

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Ontem, um pequeno grupo pedia “Eleições Indiretas” no Parcão

Ontem, um pequeno grupo pedia “Eleições Indiretas” no Parcão

Eu passei ontem por esses caras quando vinha a pé do Restaurante Baalbek para casa. Eles estavam em duas esquinas do Parcão. Uma era dos “Livres17” (foto) e outra esquina do “Novo”. (Aqui, uma foto clara).

Foto do perfil do Facebook de Fernanda Santos
Foto do perfil do Facebook de Fernanda Santos

O foco deles não era protestar contra a corrupção, mas pedir a renúncia de Temer e eleições… indiretas. Ou seja, têm medo de diretas. Assim, o novo governo ficaria com a mesma turma de hoje. Eram poucos e apoiados, dentre outros, por um grupo do Facebook chamado simplesmente ELEITORES DE BOLSONARO.

Então, para eles não importa o quão imoral seja o Congresso Nacional. O importante é evitar a participação popular e manter as Reformas propostas pelo atual governo e já sinalizadas como aprovadas por um Congresso mais do que espúrio, cuja boa parte — falam em 60% — responde a processos criminais por crimes que variam de evasão fiscal a tentativa de assassinato. O interesse coletivo que se dane, eles ficam com seus criminosos.

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Confirmado elenco do House of Cards Brazil

Confirmado elenco do House of Cards Brazil

House of Cards Brazil

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Pequeno comentário sobre a falta de projetos alternativos para o país

Pequeno comentário sobre a falta de projetos alternativos para o país

image_2_rodada_de_reunioes_negociacao_act_2016_24_08_2016

Hoje pouca gente lembra — às vezes até eu tenho dificuldades de lembrar –, mas por décadas trabalhei como programador, analista de sistemas e líder de desenvolvimento de projetos na área de TI. Foi lá que descobri que há um perfil de pessoa que é muito irritante para quem quer um boa equipe: os que possuem hipersensibilidade para encontrar objeções e baixa iniciativa para propor soluções. Em um primeiro momento, é bom contar com esses chatos; afinal, eles nos auxiliam a corrigir rumos, mas depois, com o processo em andamento, tudo o que queremos são saídas para os eventuais buracos, não gente meio paralisada, reclamando. Chega sempre o momento em que apenas se resolve.

Penso nisso quando vejo a esquerda — trincheira a qual pertenço — ostentando faixas de “Nenhum direito a menos”. Todos os governos, inclusive os do PT, sempre se referiram à Previdência como uma bomba-relógio. Então tomo como premissa a obviedade que hoje alguns negam, ou seja, de que há um rombo crescente na Previdência. E aí é que entram os Reis da Simples Objeção. Esses objetantes não se dão nem ao trabalho de propor alguma alternativa, só de opor o argumento de “não quero, não aceito perder meus direitos”.

E há muita coisa que a esquerda poderia trabalhar no caso: por que não criar uma proposta alternativa que combata, por exemplo, as desigualdades que permitem que ricas entidades religiosas não paguem impostos, as castas de super-aposentados como juízes, milicos, políticos e… funcionários públicos, a falta de taxação de grandes fortunas, a moleza na recuperação de débitos de empresas com o fisco, as pensões incríveis associadas às filhas de militares (4 bilhões de reais só em 2015), etc.?

Não, nada de criar nada. Na Reforma Trabalhista, também não existe nenhuma contraproposta consolidada para, por exemplo, diminuir a desigualdade que só vai aumentar com a Reforma. Só o “Nenhum direito a menos”. Gente, o governo, ilegítimo ou não, está aí fazendo a festa de seus financiadores. Há que fazer política.

Bertrand Russell ficaria apavorado com o Brasil. Ele dizia que a política era o “conjunto dos meios que permitem alcançar os efeitos desejados”. Aqui, o meio que a esquerda quer usar é o de bater o pé no chão. Acho que estamos é fodidos.

18402832_1582562971755830_2779228337146260231_n

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Este blog apoia a greve

Este blog apoia a greve

Niemeyer 2

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Revolução dos Cravos: a primavera após uma noite de 48 anos

Revolução dos Cravos: a primavera após uma noite de 48 anos

110_1832-Cravos

Durou décadas a ditadura em Portugal. A rigor, foram 48 anos entre os anos de 1926 e 1974. Só Antônio de Oliveira Salazar governou por 36 anos, entre 1932 e 1968, e a Constituição de 1933, que implantou o Estado Novo nos moldes do fascismo italiano com seu Partido Único, permaneceu até 1974, por 41 anos.

Capa do jornal república de 25 de abril de 1974 (Clique para ampliar)

Acabou em 25 de abril de 1974 numa revolução quase sem tiros. Morreram apenas quatro pessoas pela ação da DGS (ex-PIDE). A adesão aos militares que protagonizaram o golpe na ditadura foi tão grande que as cinco mortes mais pareceram um desatino final. O nome de “Revolução dos Cravos” foi devido a um ato simbólico tomado por uma simples florista. Ela iniciou uma distribuição de cravos vermelhos a populares e estes os ofereceram aos soldados, que os colocaram nos canos das espingardas.

Tudo fora bem planejado. A ação começou em 24 de abril de forma muito musical. Um grupo militar instalou secretamente um posto no quartel da Pontinha, em Lisboa. Às 22h55 foi transmitida por uma estação de rádio a canção E depois do adeus, de Paulo de Carvalho. Este era o sinal para todos tomarem seus postos. Aos 20 minutos do dia 25, outra emissora apresentou Grândola, Vila Morena, de José Alfonso. Ao contrário da primeira canção, a qual era bastante popular, Grândola estava proibida, pois, segundo o governo, fazia clara alusão ao comunismo.

Passados 38 anos, todos reclamam em Portugal. Tendo no centro do cenário a atual crise econômica, a esquerda considera que o espírito da revolução se perdeu, assim como várias das conquistas dos primeiros anos, enquanto a direita chora as estatizações do período pós-revolucionário, afirmando que esta postura prejudicou o crescimento da economia. O ex-presidente Mário Soares afirma  que tudo o que ocorreu nos últimos 38 anos pode ser discutido e reavaliado, mas que a comparação entre o passado e o que há hoje é comparar “um passado de miséria, de guerra e de ditadura” com um país onde há “respeito pela dignidade do trabalho, pelos sindicatos e pela democracia pluralista”.

Deus, Pátria e Família (Clique para ampliar)

A ditadura iniciou em 1926 com o decreto que nomeou interinamente o general Carmona para a presidência da República. Após a dissolução do parlamento, os militares ocuparam todas as principais posições do governo. A ditadura teve o condão de unir todos os partidos que antes disputavam entre si. Eles enviaram uma declaração conjunta às embaixadas dos EUA, Inglaterra e França, informando que não reconheciam o governo. Em resposta, a repressão policial foi acentuada e todos os que assinaram a declaração foram presos em Cabo Verde, sem julgamento.

Todas as revoltas foram sufocadas enquanto os militares se viam às voltas com uma crise econômica. Havia duas correntes: uma representada pelo ministro das finanças, o general Sinel de Cordes, que desejava recorrer a um empréstimo externo e outra, de um professor de finanças da Universidade de Coimbra, Antônio de Oliveira Salazar, que pensava não ser necessário o empréstimo externo para resolver a difícil situação financeira do país. O empréstimo não foi feito em razão de que as condições exigidas eram inaceitáveis – quase as mesmas que a “troika” exigiu e levou atualmente. O resultado final do episódio foi o pedido de demissão de Sinel de Cordes e o convite a Salazar para a pasta das finanças.

O ditador solitário

Salazar impôs austeridade e rigoroso controle de contas. Obteve o equilíbrio das contas de Portugal em 1929. Na imprensa, controlada pela censura, Salazar era chamado de “o salvador da pátria”. O prestígio ganho junto ao setor monárquico e católico, além da propaganda, consolidavam pouco a pouco a posição de Salazar, abrindo espeço para sua ascensão. Ele se tornou o esteio dos militares, que o consultavam para tudo, principalmente para as reformas ministeriais. Enquanto a oposição era dizimada, Salazar recusava o retorno ao parlamentarismo e à democracia da Primeira República, criando a União Nacional em 1930, preparando a instalação de um regime de partido único.

Em 1932, foi discutida uma nova Constituição que seria aprovada no ano seguinte. Nela, é criado o Estado Novo, uma ditadura que dizia defender “Deus, a Pátria e a Autoridade”, principalmente a terceira, que depois foi alterada para Família. A ditadura portuguesa foi muitíssimo pessoal e revelava claramente o caráter de seu chefe. Salazar era uma estranha espécie de misantropo que governava um país ao mesmo tempo que amava a solidão e posava de inacessível. Suas palavras são surpreendentes, mesmo para um ditador. “Há várias maneiras de governar e, a minha, exige isolamento… O isolamento muito me ajudou a desempenhar minha tarefa e permitiu-me, no passado como hoje, concentrar-me, ser senhor do meu tempo e dos meus sentimentos, evitar que fosse influenciado ou atingido”. Muito católico, Salazar nunca casou e vivia entre padres. O cardeal de Lisboa, D. Manuel Gonçalves, disse dele: “é um celibatário austero que não bebe, não fuma, não conhece mulheres”, mas, a fim de afastar qualquer inclinação homossexual, ressaltou: “mas ele aprecia a companhia das mulheres e a sua beleza sem, no entanto, deixar de levar uma vida de frade”.

Salazar e Franco: colaboração e frieza

Tal como fazia na vida privada, Salazar criou uma curiosa política e um bordão não menos. Praticava uma política de isolacionismo internacional sob o lema Orgulhosamente sós. Atuava de forma tortuosa. Apoiou Franco na Guerra Civil de 1936, mas manteve com este uma relação fria e desconfiada. Durante a Segunda Guerra Mundial, agarrou-se à neutralidade como se disto dependesse sua vida. Talvez tivesse razão. Próximo ideologicamente do fascismo italiano, Portugal não hostilizou o eixo Roma-Berlim-Tóquio, apesar de ter tornado ilegais os movimentos fascistas, prendendo seus líderes. Comprou armas, mesmo durante a Guerra, tanto na Alemanha quanto da Inglaterra, evitando o confronto e a adesão. Acendendo uma vela para cada um dos lados, Salazar aceitava dar vistos a judeus em trânsito vindos da Alemanha e da França. Também concedeu aos Aliados uma base nos Açores.

O ditador foi homenageado por Fernando Pessoa.

Antonio de Oliveira Salazar

Antonio de Oliveira Salazar.

Três nomes em sequencia regular…
Antonio é Antonio.
Oliveira é uma árvore.
Salazar é só apelido.
Até aí está bem.
O que não faz sentido
É o sentido que tudo isto tem.

Este senhor Salazar
É feito de sal e azar.
Se um dia chove,
A água dissolve
O sal,
E sob o céu
Fica só azar, é natural.

Oh, c’os diabos!
Parece que já choveu…

Coitadinho
Do tiraninho!
Não bebe vinho.
Nem sequer sozinho…

Bebe a verdade
E a liberdade,
E com tal agrado
Que já começam
A escassear no mercado.

Coitadinho
Do tiraninho!
O meu vizinho
Está na Guiné,
E o meu padrinho
No Limoeiro
Aqui ao pé,
Mas ninguém sabe porquê.

Mas, enfim, é
Certo e certeiro
Que isto consola
E nos dá fé:
Que o coitadinho
Do tiraninho
Não bebe vinho,
Nem até
Café.

Após a Segunda Guerra Mundial, manteve a política do Orgulhosamente sós, mas nem tanto assim, pois Salazar desejava permanecer orgulhosamente só, porém, com suas colônias. Desde o final da Segunda Guerra Mundial, a comunidade internacional e a ONU passaram a defender políticas de autodeterminação dos povos em regiões colonizadas. Salazar ignorou o fato, levando o país a sofrer consequências negativas tanto do ponto de vista econômico como culturais.

Charge de 1957, publicada em jornal clandestino

Internamente, a violência da democracia de fachada de Salazar não ficava nada a dever a suas congêneres latino-americanas. O Estado Novo tinha sua polícia política, a PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado), a qual era antes chamada de PVDE (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado) e depois de DGS (Direção-Geral de Segurança). Em comum, a perseguição e morte aos opositores do regime. O regime autoritário, mas sem violência é uma fantasia que muitos católicos portugueses gostam de manter, pois a Igreja Católica sempre era citada por ele. Até hoje, alguns saudosos de Salazar misturam fascismo e catolicismo.

Em março de 1961, ocorreu uma chacina de colonos civis no norte de Angola. A resposta de Salazar foi uma Guerra Colonial chamada  Para Angola rapidamente e em força. Depois, novas guerras em Guiné e Moçambique, sempre com o propósito de permanecer orgulhosamente só, mas com as províncias ultramarinas sob sua bandeira. As Guerras Coloniais tiveram como consequências milhares de vítimas e forte impacto econômico sobre o país, tendo sido uma das causas da queda do regime.

Salazar foi afastado do governo em 27 de Setembro de 1968, após uma grave queda em casa, o que lhe causou uma trombose cerebral. Seu fim foi digno de opereta: naquele 1968, o então Presidente da República, Américo Tomás, chamou Marcello Caetano para substitui-lo. O curioso é que, até morrer, em 1970, Salazar continuou a receber “visitas oficiais” como se fosse ainda o presidente do país, nunca manifestando sequer a suspeita de que já o não era, no que não foi contrariado.

Negociações para a rendição da PIDE/DGS, no dia 26 de Abril de 1974. Fotografia de Joaquim Lobo.

O longo inferno foi finalizado pelo 25 de Abril, tal como o conhecem os portugueses. O Movimento das Forças Armadas (MFA) foi composto por oficiais intermediários da hierarquia militar, na sua maioria, eram capitães que tinham participado na Guerra Colonial e que foram apoiados por oficiais e estudantes universitários. Este movimento nasceu por volta de 1973, baseado inicialmente em reivindicações corporativistas das forças armadas envolvidas nas guerras coloniais, acabando por se estender a protestos contra a ditadura. Sem grande apoio e com a adesão em massa da população à Revolução dos Cravos, a resistência do regime foi praticamente inexistente, registrando-se apenas cinco mortos em Lisboa pelas balas da famigerada DGS.

Após o 25 de abril, foi criada a Junta de Salvação Nacional, responsável pela nomeação do presidente da República. Assim, em 15 de Maio de 1974, o general António de Spínola foi nomeado presidente.

Estabilizada a conjuntura política, prosseguiram os trabalhos da Assembleia Constituinte para a nova constituição democrática, que entrou em vigor no dia 25 de Abril de 1976, o mesmo dia das primeiras eleições legislativas da nova República.

Tanto Mar, de Chico Buarque

Sei que está em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor no teu jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, que é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente
Um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto de jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim

Grândola, Vila Morena:

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

24 senadores, 39 deputados, 3 governadores e 8 ministros de Temer na lista da Odebrecht. E eles te “representam”, votarão Reformas, etc.

24 senadores, 39 deputados, 3 governadores e 8 ministros de Temer na lista da Odebrecht. E eles te “representam”, votarão Reformas, etc.

O que deve acontecer? Creio que nada. A fim de baixar a poeira, os indiciados esvaziaram o Congresso, anteciparam o feriadão e segunda-feira voltarão a trabalhar para quem financiou suas campanhas. Ou seja, seguirão fazendo seu trabalho de desmonte dos direitos do trabalhador.

Notem que os os presidentes das duas Casas, Senado e Câmara de Deputados, Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Rodrigo Maia (DEM-RJ), estão na lista comandada por Aécio e Jucá, com 5 inquéritos cada um.

Os gaúchos presentes são o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), os deputados Marco Maia (PT) e Ônix Lorenzoni (DEM), as deputadas Maria do Rosário (PT) e Yeda Crusius (PSDB), mais Humberto Kasper e Marco Arildo Prates da Cunha, que integraram a direção da Trensurb.

Aecio lista do Fachin Sul21

O que acontecerá agora? Agora, com a autorização do Supremo para a abertura dos inquéritos, a Procuradoria-Geral da República (PGR) passará a comandar a apuração dos investigados. Este órgão poderá solicitar a ajuda da Polícia Federal, pois serão conduzidas diligências e colhidos depoimentos. Durante essa etapa, o órgão pode pedir a quebra do sigilo telefônico ou bancário e a prisão preventiva dos investigados, com autorização prévia de Fachin.

Se, ao fim do inquérito, houver indícios de que os investigados tinham cometido crime, a PGR poderá apresentar denúncia ao STF. Só a partir do momento em que o STF aceita a denúncia, o denunciado passa à condição de réu e começa a responder ao processo judicial.

Além do processo no Judiciário, os investigados podem ser penalizados com a possível cassação do mandato, mas isso dependerá da decisão do Congresso.

O desfecho do caso ainda está bem distante — e há temores de que mudanças legislativas evitem a punição de parte (ou da totalidade) dos crimes cometidos, claro. As denúncias apuradas na Lava Jato levaram em média 5,5 anos para serem julgadas. Se seguirem essa média, os julgamentos da lista de Fachin chegariam a uma conclusão no final de 2022.

Até lá, eles já terão acabado com todos os teus direitos. Deste modo, ou tu protesta ou dança. A lista nada alterou.

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!

Resumo da palestra de Bolsonaro e uma pergunta: o que Vladimir Herzog acharia disto?

Resumo da palestra de Bolsonaro e uma pergunta: o que Vladimir Herzog acharia disto?

Pois ele foi convidado da Hebraica… Desde quando uma entidade judaica chama um fascista para falar? Judeu apoiando intolerância? Que tipo gente é essa da Hebraica do Rio?

Bem, vamos ao resumo:

Bolsonaro: o show da estupidez.
Bolsonaro na Hebraica: o show da estupidez.

“Eu tenho 5 filhos. Foram 4 homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher”.

“Eu fui num quilombo. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Nem pra procriar ele serve mais”.

“Alguém já viu um japonês pedindo esmola por aí? Não, porque é uma raça que tem vergonha na cara. Não é igual a essa raça que tá aí embaixo, ou como uma minoria que tá ruminando aqui do lado”.

“Se eu chegar lá não vai ter dinheiro pra ONG. Esses vagabundos vão ter que trabalhar. Pode ter certeza que se eu chegar lá (Presidência), no que depender de mim, todo mundo terá uma arma de fogo em casa, não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena ou para quilombola”.

“Tínhamos na presidência um energúmeno que só sabia contar até 10 porque não tinha um dedo”.

“Eu não tenho nada a ver com homossexual. Se bigodudo quer dormir com careca, vai ser feliz”.

Terminou sob aplausos e gritos de “Mito, mito, mito”.

Realmente, a ignorância grassa em todos os extratos. Fico pensando em Herzog, grande jornalista, professor e dramaturgo brasileiro, judeu naturalizado que foi torturado e assassinado pela ditadura civil-militar brasileira nas instalações do DOI-CODI.

Gostou deste texto? Então ajude a divulgar!