Bolsonaro lidera as pesquisas enquanto Bolsominions assassinam e agridem

Bolsonaro lidera as pesquisas enquanto Bolsominions assassinam e agridem

Texto e pesquisa de Raphael Tsavkko Garcia

Bolsonaro ainda não foi eleito (e oxalá não será), mas apenas neste mês (ou dez dias) seus bolsominions já se assanharam com a possibilidade de sua vitória promovendo agressões e assassinatos.

Vocês tem ideia do que será um governo com esse fascista no poder? O sentimento de poder que dará aos seus seguidores violentos, a grupos como Carecas, neonazis e afins?

Enquanto isso, Bolsonaro, o homem que diz que vai ter pulso firme contra a bandidagem, afirma que não tem como controlar seus eleitores criminosos.

Alguns episódios:

— Mestre de capoeira é morto com 12 facadas após dizer que votou no PT, em Salvador (https://is.gd/9exhZK)

— Médica do RN rasga receita após paciente idoso dizer que votou em Haddad para presidente (https://is.gd/g2moGL)

— Ex-Furacão 2000, mulher trans é atacada com barra de ferro por apoiadores de Bolsonaro (https://is.gd/CynY4x)

— Jornalista é agredida e ameaçada de estupro ao sair de zona eleitoral (https://is.gd/3LgjDX)

— Menina de 19 anos é agredida e teve marcada à faca sua barriga com uma suástica por usar camiseta com a expressão #EleNão (https://is.gd/hivG9t)

— Estudante da UFPR acaba de ser brutalmente violentado em frente à Universidade por membros de uma torcida organizada aos gritos de “Aqui é Bolsonaro!”. (https://is.gd/HUIdkz)

— Um gay morto no armário por um assassino obcecado por Bolsonaro (https://is.gd/AUnAnt)

O MBL declarou apoio ao Bolsonaro, e seus métodos de intimidação não envergonham o mestre:

–Aluno da UFBA é levado por PMs após convidar pessoas para discussão sobre as eleições (https://is.gd/xOMFqI)

Isso sem falar na intimidação contra a irmã de Marielle Franco (https://is.gd/jnaTEb);

— o assédio virtual contra a Miriam Leitão (https://is.gd/gFbY2q);

— a ameaça nada velada do deputado eleito Rodrigo Amorim ao destruir placa com nome de Marielle ao lado do candidato ao governo do Rio, Witzel (https://is.gd/KupKKC)…

Bolsonaro é um perigo para o país. É um fascista que precisa ser parado antes que seus seguidores cometam mais crimes. Em apenas duas semanas bolsominions assassinaram pelo menos 2 pessoas e agrediram ou ameaçaram outras tantas, imaginem apenas o que acontecerá se ele for eleito.

Foto: Reprodução Facebook

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Quando Alexandre Frota intervém

Quando Alexandre Frota intervém

Estava eu no Fronteiras do Pensamento — palestra de Ai Weiwei — ao lado de uma finíssima senhora, quando recebo um Whats da Elena. Tudo bem, as mensagens dela são sempre tranquilas, poderia estar me pedindo para dar uma passadinha no super, por exemplo. Só que aquela era muito diferente, trazia uma foto de Alexandre Frota nu com uma espiga de milho na mão, acompanhado da legenda ELEITO. Me senti como o menininho que é descoberto olhando nudes na Internet. Virei o telefone para o outro lado, onde vi uma outra pessoa chegando. Uma amiga, baita leitora, cliente da Bamboletras… Pô, Elena.

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Algumas coisas que Bolsonaro pensa e agora nega

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Sobre o dia 7

Sobre o dia 7

Trabalhar com livros já é um ato político nesse país, seja você autor, editor, tradutor, revisor, da equipe da editora, livreiro. Seja você leitor. Como tal, a Livraria Bamboletras não poderia deixar de pedir para votarmos domingo pensando em diálogo e liberdade, jamais em censura e cerceamento.

Afinal, somos a livraria de todos os gêneros. E esta é uma frase de sério duplo sentido.

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Reflexão simples sobre uma frase de Siddhartha Mukherjee: Preencher a vida

Reflexão simples sobre uma frase de Siddhartha Mukherjee: Preencher a vida

Na bela palestra de Siddhartha Mukherjee houve uma frase em que ele disse que, mesmo consciente da doença, a pessoa deve seguir preenchendo sua vida com coisas interessantes. Aliás, isso seria viver. E mudou de assunto. Concordo. E mais: digo que efetivamente não confio em pessoas que não leem, não se informam, não pesquisam, não ouvem música inteligente, não têm atividades culturais ou científicas. Viver é sobreviver e pré-viver, expressão que ele também usou, mas também é tentar o impossível de preencher o tempo de uma forma bonita. Essa é a razão pela qual valorizei tanto o post que compartilhei abaixo — do Gustavo Melo Czekster. Dos candidatos, a única que sei que lê é Fernanda Melchionna. Do resto, nada sei, pois eles não divulgam, sinal claro de seus vazios, de sua falta de preenchimento. É gente desinteressante, DESGRAÇADAMENTE ATIVA, que representa apenas o próprio desejo de participar ou empresas. Antes de votar, considerem isto.

(*) Música de qualidade seria aquela que nasce não de um produtor ou da modinha, mas de um autor que promova quaisquer diálogos ou confrontos com a cultura.

Siddhartha Mukherjee

 

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Negligência de governos destrói o Museu Nacional: acompanhe a sequência do corte de verbas

Negligência de governos destrói o Museu Nacional: acompanhe a sequência do corte de verbas

Um incêndio consumiu quase todo o Museu Nacional do Rio de Janeiro. Há apenas dois meses, a instituição tinha comemorado os 200 anos de sua criação.

O Museu foi fundado por Dom João VI em 1818 e possuía o quinto maior acervo do mundo, com mais de 20 milhões de peças, e era referência para pesquisadores de várias áreas. Suas obras contavam uma parte importante da história antropológica e científica da humanidade.

Lá estava o fóssil — com mais de 11 mil anos — de Luzia, a mulher mais antiga das Américas, cuja descoberta nos anos 1970 alterou todas as pesquisas sobre a ocupação da região.

Também havia a reconstrução do esqueleto do Angaturama Limai, o maior dinossauro carnívoro brasileiro, com quase todas as peças originais, algumas com 110 milhões de anos.

Foi queimado igualmente o sarcófago da sacerdotisa Sha-amun-em-su, mumificada há 2.700 anos e presenteada a Dom Pedro 2º em 1876, e que nunca tinha sido aberto. A coleção de múmias egípcias e a de vasos gregos e etruscos evidenciam o perfil mundial do acervo, que também abrigava o maior conjunto de meteoritos da América Latina.

Porém Bendegó, o maior meteorito já encontrado no país com mais de 5 toneladas, sobreviveu intacto.

.oOo.

O Museu Nacional encontrava-se sob a guarda da UFRJ, ou seja, sofrendo com os cortes da Educação, recebendo apenas R$ 13.000 de manutenção mensal para seus 20 milhões de itens de História e Arte brasileira. Não me digam que o incêndio de hoje não é resultado das políticas da quadrilha — com Supremo, com tudo — que atualmente ocupa o Planalto, que não é resultado do Centrão que está destruindo o país há bem mais de um governo. Claro, o governo anterior igualmente não tratou nada bem a cultura — imaginem que o Museu teve de fechar as portas, em 2015, por falta de verbas para o pagamento dos funcionários, em pleno governo Dilma. Mas é agora que se orquestra um grande ataque à cultura. Os governos estaduais e municipais começaram a combater o meio cultural do país que não os apoia. Sartori e Marchezan estão fazendo o seu tanto do RS e em Porto Alegre, assim como Pezão e Crivella no RJ.

Aliás, no mesmo sentido, Bolsonaro defende a extinção do Ministério da Cultura… Ele pensa que uma secretaria seria o suficiente para tratar do assunto.

Vejamos: em 2014, ano em que as atenções estavam voltadas para as arenas da Copa do Mundo, foram repassados apenas R$ 427 mil para o Museu. Em 2015 foi ainda pior: R$ 257 mil. Subiu um pouco em 2016, R$ 415 mil. No ano passado, foram 246 mil e agora, no ano do bicentenário, somente R$ 54 mil. A estrutura apresentava sinais visíveis de má conservação, como fios elétricos expostos e paredes desencascadas, rachaduras na estrutura, sem falar na falta de dispositivos anti-incêndio. A Petrobras, através da Lei Rouanet, ajudou a manter o museu até a Lava a Jato. Com a crise da empresa, cessou o patrocínio.

Bem, o dinheiro destinado para a manutenção do Museu Nacional era equivalente a 10 auxílios-moradia do Judiciário. Agora, nem precisam mais ter esse gasto. Me apavora o fato de que o Theatro Municipal, o MAM, o Jardim Botânico, o Real Gabinete Português, a Biblioteca Nacional, etc., — para não falar em instituições de outros estados –, estejam sob as mãos de governantes como os nossos. Já o STF e o Congresso Nacional devem estar limpíssimos e conservadíssimos, ao menos seus prédios.

Foto: Mídia Ninja

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Quando aparecerá Haddad?

Será que o PT vai demorar muito a mudar esta estratégia maluca de não nomear Haddad como candidato, deixando-o fora dos debates? Alguém entende esta doidice?

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URSAL

URSAL

Gente, Ursal refere-se à imaginária União das Repúblicas Socialistas da América Latina. Cosa de loco.

URSAL

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Milton Ribeiro e PUM informam ao MBL e ao povo bolsomínion:

Milton Ribeiro e PUM informam ao MBL e ao povo bolsomínion:

– A Globo é comunista;
– O Papa Francisco é comunista;
– O Facebook é comunista;
– O Twitter é comunista;
– George Soros é comunista;
– O UOL é comunista;
– O Estadão é comunista.

PUM - Partido Utopico Moderado

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Lembram daquela exposição de mediocridade quando do impeachment de Dilma?

Lembram daquela exposição de mediocridade quando do impeachment de Dilma?

Gente, as eleições mais importantes são as para Deputado Federal e Senador. Nestes cargos é que fundamental influenciar, votando em quem não será depois Centrão. A palavra Centrão significa o grupo de deputados que apoia a quadrilha que ora ocupa o Planalto e que deverá estar com Alckmin e Ana Amélia.

Importante: o título deste post não defende Dilma, uma de nossas piores presidentes da história. Usei o episódio apenas como exemplo, pois foi ali que todos viram em quem votamos, quem é nosso Congresso. O que sei é que ignoramos o parlamento no período eleitoral e depois nos surpreendemos com sua ruindade, tolice e corrupção. Há que examinar o voto com lupa.

Foto: Portal da Câmara dos Deputados
Foto: Portal da Câmara dos Deputados

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Meu deus, Ana Amélia de vice?

Meu deus, Ana Amélia de vice?

Ana Amélia já confundiu Al Jazeera com Al Quaeda. Resta saber o que ela fará com Alckmin.

Ana Amélia Alckmin

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A cidade-mico de Porto Alegre abre edital para uma “ópera-rock” baseada na Revolução Farroupilha

A cidade-mico de Porto Alegre abre edital para uma “ópera-rock” baseada na Revolução Farroupilha

Com a concordância do prefeito (sim, aquele mesmo que diz não ter dinheiro para nada), a Câmara Municipal de Porto Alegre abriu um edital de R$ 350 mil para que seja composta uma ópera-rock baseada na Revolução Farroupilha. Bem, a época deste gênero musical já está mais do que finda, só podendo ser coisa de quem não acompanha nem de longe o movimento cultural, parecendo mais um projeto pessoal de um sem-noção.

Moda no final dos anos 60 e início dos 70, as óperas-rock foram puxadas pelo excelente The Who, cujo principal compositor, Pete Townshend, escreveu a pioneira Tommy — OK, a primeira foi A Quick One, também do The Who — e a melhor de todas, Quadrophenia. Depois o gênero diluiu-se e foi parar nos musicais, onde morreu há muitos anos. Uma ópera-rock era simplesmente uma série de canções interligadas que, reunidas, contavam uma história, sem chegar a ser um drama musical como os de Wagner.

Na época das óperas-rock, as pessoas se vestiam assim, meu caros edis.

The Who na época de Tommy.
The Who (Townshend, Daltrey, Entwhistle e Moon, da esquerda para a direita) na época das óperas-rock | Foto: https://www.thewho.com/ Divulgação.

Mais: além da Câmara propor uma composição de gênero anacrônico, a tal “Revolução Farroupilha” sempre esteve longe de ser uma unanimidade no estado, mesmo na época em que ocorreu. A própria cidade de Porto Alegre não a apoiou. Talvez fosse adequado a nossos vereadores darem uma olhadinha no brasão de armas da cidade. Lá está escrito o lema “Mui Leal e Valerosa”. Esta frase está ali por NÃO termos apoiado os Farrapos. Desculpem, a verdade é algo incontrolável mesmo.

Gente, a Revolução Farroupilha não foi a luta do povo rio-grandense contra o Brasil. Uma parte importante dos moradores da província lutou a favor do Império. Nem mesmo na região da Campanha, tida como base dos farroupilhas, havia unanimidade. Muitos dos líderes militares e grandes estancieiros, que ali viviam, eram legalistas.

E ainda mais: a Câmara de Vereadores financiando um tema que não diz respeito exclusivamente a Porto Alegre é, no mínimo, estranha.

Li em algum lugar que seria melhor montar uma ópera sobre o tema. Até concordo. Por que não? Afinal, elas ainda são compostas e são populares. É um gênero vivo em Porto Alegre, onde as montagens lotam teatros. Mas gostaria de sublinhar que já existe uma ópera chamada Farrapos, conforme lembra o tenor Antonio Telvio. Ela foi estreada em 1935 ou 36 no Theatro São Pedro e é de autoria de Roberto Eggers (1889-1984), que também compôs Missões. Eggers foi uma figura bem conhecida na cidade — dirigiu o Orfeão Riograndense e foi Diretor Musical das Rádios Gaúcha e Farroupilha.

Para terminar, por que não propuseram simplesmente um musical ou uma ópera gaudéria? Talvez uma ópera-funk? Ah, Pete Townshend, que estrago você fez na cabeça de nossos ignorantes edis!

The Who hoje: só Townshend e Daltrey. Moon e Entwhistle já faleceram.
The Who hoje: só Townshend e Daltrey. Moon e Entwhistle já faleceram | Foto: https://www.thewho.com/ Divulgação

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A sociedade dos empregos de merda

A sociedade dos empregos de merda

POR DAVID GRAEBER
Do Outras Palavras
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Como o capitalismo contemporâneo cria sem cessar ocupações inúteis, enquanto remunera muito mal as mais necessárias. Quais as alternativas? Garantia de trabalho? Ou Renda Cidadã Universal?

David Graeber, entrevistado por Eric Allen Been, na Vice| Tradução: Antonio Martins

Em 1930, o economista britânico John Maynard Keynes previu que, no final do século 20, países como os Estados Unidos teriam – ou deveriam ter – jornadas de trabalho de 15 horas semanais. Por que? Em grande medida, a tecnologia tiraria de nossas mãos tarefas sem sentido. Claro, isso nunca ocorreu. Ao contrário, muitíssimas pessoas, em todo o mundo, estão submetidas a longas jornadas como advogados corporativos, consultores, operadores de telemarketing e outras ocupações.

Mas enquanto muitos de nós julgamos nossos trabalhos muito aborrecidos, algumas ocupações não fazem sentido algum, segundo o escritor anarquista David Graeber. Em seu novo livro, “Bullshit Jobs: A Theory” [“Trabalhos de Merda: Uma Teoria”], o autor argumenta que os seres humanos consomem suas vidas, muito frequentemente, em atividades assalariadas inúteis. Graeber, que nasceu nos EUA e que já havia escrito, entre outras obras, Dívida: Os Primeiros 5000 anos e The Utopia of Rules [ainda sem edição em português] é professor de Antropologia na London School of Economics e uma das vozes mais conhecidas do movimento Occupy Wall Street (atribui-se a ele a frase “Somos os 99%”).

A “Vice” encontrou-se há pouco com Graeber para conversar sobre o que ele define como “emprego de merda”; por que os trabalhos socialmente úteis são tão mal pagos, e como uma renda básica assegurada a todos poderia resolver esta enorme injustiça.

Em primeiro lugar, o que são empregos de merda e por que existem?

David Graeber: Basicamente, um emprego de merda é aquele cujo executor pensa secretamente que sua atividade ou é completamente sem sentido, ou não produz nada. E também considera que se aquele emprego desaparecesse, o mundo poderia inclusive converter-se num lugar melhor. Mas o trabalhador não pode admitir isso – daí o elemento de merda. Trata-se, portanto, em essência, de fingir que se está fazendo algo útil, só que não.

Uma série de fatores contribuiu para criar esta situação estranha. Um deles é a filosofia geral de que o trabalho – não importa qual – é sempre bom. Se há algo em que a esquerda e a direita clássicas frequentemente estão de acordo é no fato de ambas concordarem que mais empregos são uma solução para qualquer problema. Não se fala em “bons” trabalhos, que de fato signifiquem algo. Um conservador, para o qual precisamos reduzir impostos para estimular os “criadores de emprego”, não falará sobre que tipo de ocupações quer criar. Mas há também partidários da esquerda insistindo em como precisamos de mais ocupações para apoiar as famílias que trabalham duro. Mas e as famílias que desejam trabalhar moderadamente? Quem as apoiará?

Até mesmo os empregos de merda garantem a renda necessária para que as pessoas sobrevivam. No fim das contas, por que isso é ruim?

Mas a questão é: se a sociedade tem os meios para sustentar todo mundo – o que é verdade – por que insistimos em que os trabalhadores passem sua vida cavando e em seguida tapando buracos? Não faz muito sentido, certo? Em termos sociais, parece sadismo.

Em termos individuais, isso pode ser visto como uma boa troca. Mas, na verdade, as pessoas obrigadas a tais trabalhos estão em situação miserável. Podem considerar: “estou ganhando algo por nada”. Bem, as pessoas que recebem salários bons, muitas vezes de nível executivo, certamente de classe média, quase sempre passam o dia em jogos de computador ou atualizando seus perfis de Facebook. Quem sabe, atendendo o telefone duas vezes por dia. Deveriam estar felizes por ser malandros, certo? Mas não são.

As pessoas contratadas para tais trabalhos relatam, regularmente, que estão deprimidas. E se lamentarão, e praticarão bullying umas contra as outras, e se apavorarão com prazos finais porque são de fato muito raras. Porém, se pudessem buscar uma razão social no trabalho, uma boa parte de suas atividades desapareceria. As doenças psicossomáticas de que as pessoas padecem simplesmente somem, no momento em que elas precisam realizar uma tarefa real, ou em que se demitem e partem para um trabalho de verdade.

Segundo seu livro, a sociedade pressiona os jovens estudantes para buscar alguma experiência de emprego, com o único objetivo de ensiná-los a fingir que trabalham.

É interessante. Chamo de trabalho real aquele em que o trabalhador realiza alguma coisa. Se você é estudante, trata-se de escrever. Preparar projetos. Se você é um estudante de Ciências, faz atividades de laboratório. Presta exames. É condicionado pelos resultados e precisa organizar sua atividade da maneira mais efetiva possível para chegar a eles.

Porém, os empregos oferecidos aos estudantes frequentemente implicam não fazer nada. Muitas vezes, são funções administrativas onde eles simplesmente rearranjam papéis o dia inteiro. Na verdade, estão sendo ensinados a não se queixar e a compreender que, assim que terminarem os estudos, não serão mais julgados pelos resultados – mas, essencialmente, pela habilidade em cumprir ordens.

E os empregos tecnológicos ou na mídia. Seriam, também, de merda?

Certamente. Por meio do Twitter, pedi às pessoas que me relatassem seus empregos mais sem sentido. Obtive centenas de respostas. Havia um rapaz, por exemplo, que desenhava bâners publicitários para páginas web. Disse que havia dados demonstrando que ninguém nunca clica nestes anúncios. Mas era preciso manipular os dados para “demonstrar” aos clientes que havia visualizações – para que as pessoas julgassem o trabalho importante.

Na mídia, ha um exemplo interessante: revistas e jornais internos, para grandes corporações. Há bastante gente envolvida na produção deste material, que existe principalmente para que os executivos sintam-se bem a respeito de si próprios. Ninguém mais lê estas publicações.

A automação é vista, muitas vezes, como algo negativo. Você discorda deste ponto de vista, não?

Certamente. Não o compreendo. Por que não deveríamos eliminar os trabalhos desagradáveis? Em 1900 ou 1950, quando se imaginava o futuro, pensava-se: “As pessoas estarão trabalhando 15 horas por semana. É ótimo, porque os robôs farão o trabalho por nós”. Hoje, este futuro chegou e dizemos: ”Oh, não. Os robôs estão chegando para roubar nossos trabalhos”. Em parte, é porque não podemos mais imaginar o que faríamos conosco mesmo se tivéssemos um tempo razoável de lazer.

Como antropólogo, sei perfeitamente que tempo abundante de lazer não irá levar a maioria das pessoas à depressão. As pessoas encontram o que fazer. Apenas não sabemos que tipo de atividade seria, porque não temos tempo de lazer suficiente para imaginar.

Pergunto: por que as pessoas agem como se a perspectiva de eliminar o trabalho desnecessário fosse um problema? Deveríamos pensar que um sistema eficiente é aquele em que se pode dizer: “Bem, temos menos necessidade de trabalho. Vamos redistribuir o trabalho necessário de maneira equitativa”. Por que isso é difícil? Se as pessoas simplesmente assumem que é algo completamente impossível, parece-me claro que não estamos em um sistema eficiente.

Um dos pontos mais interessantes do livro são suas observações sobre como os empregos socialmente valiosos são quase sempre menos bem pagos que os empregos de merda.

Foi uma das coisas que, pessoalmente, mais me chocou na fase da pesquisa. Comecei a tentar descobrir se algum economista havia observado o fenômeno e tentado explicá-lo. Houve antecedentes, na verdade. Alguns eram economistas de esquerda; outros, não. Alguns eram totalmente mainstream.

Mas todos chegaram à mesma conclusão. Segundo eles, há uma tendência: quanto mais benefícios sociais um emprego produz, menor tende a ser a remuneração – e também a dignidade, o respeito e os benefícios. É curioso. Há poucas exceções e não são tão excepcionais como se poderia pensar. Os médicos, é claro, são um caso notório: é evidente que são pagos com justiça e oferecem benefícios sociais.

Porém, há um argumento recorrente: “Não seria bom que pessoas interessadas apenas em dinheiro ensinassem as crianças. Não se deve pagar demais aos professores. Se o fizéssemos, teríamos gente gananciosa na profissão, em vez de professores que se sacrificam”. Há também a ideia de que se um trabalhador sabe que sua atividade produz benefícios, isso pode ser o bastante. “Como, você quer dinheiro, além de tudo?” As pessoas tendem a discriminar qualquer um que tenha escolhido um emprego altruísta, sacrificante ou apenas útil.

Aparentemente, você é pouco favorável à ideia de garantia de trabalho, defendida entre outros por Bernie Sanders [candidato de esquerda à presidência dos EUA], por preferir a garantia de renda cidadã.

Sim. Sou alguém que não quer criar mais burocracia e mais empregos de merda. Há um debate sobre garantia de trabalho – que Sanders, de fato, propõe, nos EUA. Significa que os governos deveriam assegurar que todos tenham acesso ao menos a algum tipo de trabalho. Mas a ideia por trás da renda universal da cidadania é outra: simplesmente assegurar às pessoas meios suficientes para viver com dignidade. Além desse patamar, cada um pode definir quanto mais deseja.

Acredito que a garantia de trabalho certamente criaria mais empregos de merda. Historicamente, é o que sempre acontece. E por que deveríamos querer que os governos decidissem o que podemos fazer? Liberdade implica em nossa capacidade de decidir por nós mesmos o que queremos e como queremos contribuir para a sociedade. Mas vivemos como se tivéssemos nos condicionado a pensar que, embora vejamos na liberdade o valor mais alto, na verdade não a desejamos. A renda básica da cidadania ajudaria a garantir exatamente isso. Não seria ótimo dizer: “Você não tem mais que se preocupar com a sobrevivência. Vá e decida o que quer fazer consigo mesmo”?

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Estônia será primeiro país do mundo com transportes públicos gratuitos

Estônia será primeiro país do mundo com transportes públicos gratuitos

Face ao sucesso da medida na capital, Tallinn, o governo da Estónia alocou uma parcela do Orçamento nacional para permitir que as restantes cidades possam disponibilizar o acesso gratuito aos transportes públicos para os seus residentes.

Do esquerda.net

Tallinn, a capital da Estônia, conduziu há cinco anos um referendo onde propunha a possibilidade de acesso gratuito aos transportes públicos, ao qual 75% dos eleitores votaram positivamente.

Para usufruir desta medida era necessário residir na cidade e pagar 2€ por um “cartão verde”. Esta medida não abrangia turistas e visitantes de outras cidades do país, que têm de pagar para usar os transportes públicos da cidade.

Esta medida provou ser de tal forma popular que agora o governo da Estônia está tornando gratuitos os ônibus de todo o país. A partir de 1 de julho, todas as cidades poderão implementar o acesso totalmente gratuito aos transportes públicos para os seus residentes.

Embora esta não seja uma medida obrigatória, quem o fizer receberá um financiamento adicional que constará no orçamento nacional do país para os transportes públicos.

“Não há dúvidas de que não só conseguimos cobrir as despesas, como obtemos lucro”, afirmou Allan Alaküla, chefe do gabinete da União Europeia em Tallinn, à PopUpCity. “Ganhamos o dobro daquilo que investimos desde a introdução dos transportes públicos gratuitos. Estamos contentes por perceber que há tantas pessoas motivadas para se inscreverem como residentes de Tallinn para acederem aos nossos transportes públicos gratuitos”.

Algumas cidades francesas e alemãs também estão a ponderar a introdução de medidas semelhantes de forma a reduzir o número de carros nas cidades e a poluição por estes causada. Também o País de Gales está a aplicar o acesso gratuito aos ônibus durante o fim de semana.

E Tallinn ainda é bonitin.
E Tallinn ainda é bonitin.

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Fala Luiz Pilla Vares: “Por uma Política Cultural Democrática”

Fala Luiz Pilla Vares: “Por uma Política Cultural Democrática”

Luiz Pilla Vares

Em 1989, ao assumir a Secretaria Municipal da Cultura, nomeado pelo prefeito Olívio Dutra, o grande Luiz Paulo Pilla Vares (1940-2008) escreveu um texto intitulado “Por uma Política Cultural Democrática”, que sintetizou em oito pontos o programa de sua gestão. Pilla Vares faleceu há dez anos e, talvez possamos dizer que ao morrer cedo, teve a vantagem de não ver a desmontagem da Cultura via Temer, Sartori e Marchezan. A seguir, os oito itens:

1. Responsabilidade do Estado: “Nunca, como nos dias de hoje, o Estado tem tanta responsabilidades para com a cultura. Vivemos numa época trágica, de sistemática destruição não apenas dos aparelhos e equipamentos culturais, mas da própria cultura (…) Procura-se, num país atrasado como o Brasil, deixar a cultura sujeita às leis do mercado, o que, em nossa caso, significa simplesmente negá-la”

2. Financiamento da Cultura: O Estado tem o dever de se portar como um Mecenas Moderno: “Temos necessidade de um pleno renascimento cultural e os órgãos estatais responsáveis devem criar o clima para isso em todas as áreas, das ciências humanas às artes plásticas”.

3. A cultura não é lazer: “Ela é muito mais do que isso: refere-se à condição humana e capacidade do ser humano de pensar sobre ela, isto é, pensar sobre si mesmo. A indústria cultural faz um movimento contrário. Move-se no sentido de neutralizar o pensamento”.

4. Cultura e cidadania: “cultura é um elemento essencial da cidadania. Chega de considerar a cultura como elemento secundário! (…) O desenvolvimento cultural traz consigo conteúdos críticos e reflexivos. Rompe o senso comum e tem incidência na própria política. Desenvolve a imaginação ativa em detrimento da imaginação passiva”.

5. Cultura e política: “Os órgãos do Estado não podem interferir na criação, concepção e posição dos sujeitos em qualquer nível. Pelo contrário, sua função é precisamente a de garantir a livre manifestação em sentido absoluto”.

6. Diálogo com a comunidade: “Nosso objetivo é criar uma política cultural permanente com a intromissão ousada e aberta da própria comunidade, de tal forma que as retrógradas tentativas de desmonte encontrem uma resistência eficaz na sociedade civil”.

7. Cultura erudita e cultura popular: “Existe apenas uma cultura na qual os elementos populares intervêm e proporcionam conteúdo (…) Uma política de descentralização cultural, como a que estamos começando a pôr em prática, pode derrubar o muro abstrato que foi erguido, inclusive com a ajuda de alguns setores da esquerda”.

8. Modernidade: “A cultura contemporânea é incompreensível sem o cinema, o vídeo, a televisão, o rádio, as ciências humanas (entre elas, a psicanálise), a poesia concreta, a fotografia, o teatro de rua, o rock and roll, as histórias em quadrinhos, que se conjugam às grandes criações várias vezes milenares da história da humanidade”.

Em grande parte, esta política foi implantada e contribuiu para que Porto Alegre se consolidasse como um polo cultural importante por muito tempo.

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A semana do amor

A semana do amor

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Sartori retira o controle público da TVE e da FM Cultura

Sartori retira o controle público da TVE e da FM Cultura

A partir de hoje, as emissoras passam a obedecer ao comando direto do órgão responsável pela propaganda e divulgação das ações do governo. Tudo isso em ano eleitoral, no qual Sartori é considerado pré-candidato, pelo MDB, à releição ao governo do Estado.

Sartori TVE FM Cultura

Nesta quarta-feira (11/04), o Diário Oficial do Estado publicou um decreto do governador, alterando a estrutura da Secretaria da Comunicação (SECOM). A principal mudança é a criação de departamento de Radiodifusão e Audiovisual, que irá absorver as atividades da Fundação Piratini caso a extinção se confirme.

Na prática, as emissoras passarão a sofrer a interferência direta dos governantes, já que a SECOM está submetida ao gabinete do governador. A própria secretaria é composta, neste momento, quase que exclusivamente por Cargos Comissionados, abrindo a possibilidade de contratação irrestrita de terceirizados e apadrinhados políticos para trabalhar na TVE e FM Cultura. Ao mesmo tempo, as primeiras realocações de servidores concursados da Fundação Piratini foram oficializadas hoje, diminuindo o quadro de funcionários de carreira.

O Conselho Deliberativo – órgão composto por representantes da sociedade civil e encarregado de zelar para que a programação das emissoras cumpra o caráter público e educativo – deixará de existir nesse novo modelo. As atribuições serão definidas apenas pelos interesses partidários, tanto que o decreto reitera repetidas vezes a prática das parcerias públicas-privadas. Em nenhum momento, porém, é detalhado quais serão os critérios para regular esses acordos.

Em dezembro de 2016, os advogados Antonio Carlos Porto Junior, representante do Sindicato dos Jornalistas, e Antonio Escosteguy Castro, representante dos Sindicato do Radialistas, haviam denunciado que a extinção da Fundação fere princípios constitucionais como o de liberdade de imprensa.

“A ideia de subordinar um órgão de comunicação pessoalmente ao governador do Estado ou a algum governante é algo que não encontra paralelo na história política há muito tempo. Nem na Alemanha dos anos 30 se tinha uma subordinação jurídica de um órgão de comunicação a pessoa do governante. Isso é uma violação expressa do artigo 220 de CF que estabelece que qualquer tipo de óbice a liberdade de informação e expressão é proibida”, afirma o advogado Porto Junior.

Fonte: Movimento dos Servidores da TVE e FM Cultura

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Religião e política

Essa perseguição e pressa para acabar com a terrível ameaça. A proteção da multidão a quem só resta um homem. Ele diabo e deus. Ele tudo. Tudo muito religioso. Até neste momento de absoluta crise política o Brasil mostra-se fundamentalista. Profunda vontade de vomitar.

É Páscoa. Ou o Homem será o Rei ou terá a Cruz. Não há espaço para viéses ou para a inteligência.

Enquanto isso, no Planalto, surfa uma quadrilha de muito mais de 40 ladrões.

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Um viés do péssimo planejamento gaúcho e brasileiro: o desmantelamento da Rede Ferroviária

Um viés do péssimo planejamento gaúcho e brasileiro: o desmantelamento da Rede Ferroviária

Este texto foi “causado” por dois fatos: o recebimento do mapa abaixo, que julgo chocante e também deste link, que descreve o único trem de passageiros diário do Brasil, ligando Vitória, no Espírito Santo, a Belo Horizonte, em Minas. A linha atende 42 municípios e a um milhão de passageiros por ano. Por que jogaram fora a malha ferroviária gaúcha?

VFRGS

Washington Luís foi o primeiro presidente a dizer tolamente que “Governar é abrir estradas”. Foi um de seus bordões de campanha, isso lá em 1928. Ele inaugurou, por exemplo, a Rio-Petrópolis, primeira rodovia asfaltada do país. Mas a estratégia só veio a acentuar-se de forma contundente no final dos anos 50, durante a presidência de Juscelino Kubitschek. A intenção era integrar o Brasil, principalmente com a transferência da capital para Brasília, além de industrializar o país por meio de montadoras de carros. Logo após a inauguração de Brasília foram construídas as rodovias Belém-Brasília, Brasília-Rio Branco e Cuiabá-Porto Velho, no intuito de estabelecer relações comerciais e proporcionar o povoamento em áreas mais afastadas do Centro-Oeste e da região Norte.

Foi naquela época que o sistema ferroviário e hidroviário começaram a ser jogados no lixo em favor de transportadoras e montadoras. Hoje, no Brasil, só temos uma opção para a distribuição de produtos — nossas rodovias em mau estado — e nenhum governo posterior pensou em alterar a situação. As ferrovias têm uma ínfima participação na logística de transportes nacional, sem falar no irrisório número de passageiros transportados sobre trilhos. É bom esse pessoal da gasolina, do asfalto e dos caminhões!

Foi um erro clamoroso abandonar por completo as ferrovias. Erro que chegou ao máximo durante a ditadura militar, que fez enormes investimentos incompreensíveis, como a rodovia Transamazônica. É interessante dizer que o Brasil é o único país de grande área geográfica que promoveu tal processo de desmantelamento. Há inúmeras vantagens no transporte ferroviário — trens de carga, de passageiros, maior segurança, facilidade de manutenção, etc. — sobre o rodoviário.

Em 1992, durante o Governo Collor, a RFFSA (Rede Ferroviária Federal S. A.) foi incluída no Programa Nacional de Desestatização e, em 1999, durante o governo FHC, foi extinta, sendo criada a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), que ainda hoje é o órgão que fiscaliza e controla o pouco que sobrou do transporte ferroviário no país.

Revejam acima o que tínhamos no Rio Grande do Sul em 1939. Era uma respeitável malha ferroviária.

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Veja o vídeo do barraco: Barroso diz que Gilmar é leniente com crime de colarinho branco

Veja o vídeo do barraco: Barroso diz que Gilmar é leniente com crime de colarinho branco
Montagem a partir de fotos do STF
Montagem a partir de fotos do STF

Gosto muito quando alguém consegue fazer o Gilmar Mendes fazer aquele sorrisinho escroto que faz quando está nervoso. Barroso arrasou, tirou do sério o Ministro que adora Aécio.

Segundo Barroso, Gilmar destila ódio o tempo inteiro, não julga, não fala coisas racionais, articuladas e está sempre com raiva. Gilmar devolveu: “Então, presidente, tenho este histórico, e realmente na Segunda Turma que eu sempre integrei, temos uma jurisprudência responsável, libertária e não fazemos populismo com prisões.”

Barroso disse ainda que Dirceu – preso e condenado na Lava Jato – deixou a prisão por decisão da Segunda Turma, composta por Gilmar. “Ele só está solto porque a Segunda Turma determinou. Não transfira para mim a leniência que vossa excelência tem com o crime do colarinho branco.” (…) “Vossa Excelência vai mudando a jurisprudência de acordo com o réu. Isso não é estado de direito. É estado de compadrio. Juiz não pode ter correligionário”.

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