Porque hoje é sábado… Os cabelos das mulheres

Porque hoje é sábado… Os cabelos das mulheres

Existem cerca de 100 mil fios de cabelos na cabeça da mulher.

Ingrid Bergman

As loiras têm cabelos mais finos e, como compensação,

Jane Mansfield

40 mil fios a mais.

Loretta Young

Se as loiras têm 140 mil, as ruivas vêm com 90 mil maravilhosos fios.

Marilyn Monroe

Sou um devoto dos cabelos das mulheres, principalmente quando não são lisos.

Marlene Dietrich

Questão de gosto, a curva é o caminho mais agradável entre dois pontos.

Paulette Goddard

Os cabelos das mulheres também têm funções. São usados para atrair ou como barreira.

Rita Hayworth

Se ela colocar os cabelos por cima da orelha, cobrindo o rosto, não insista.

Sophia Loren

Também enrolar as pontas dos cabelos com os dedos durante uma conversa é mau sinal.

Veronica Lake

Jogar o cabelo para trás talvez signifique “repara em mim”.

Audrey Hepburn

As de cabelo curto parecem mais seguras e, quem sabe, menos preocupadas com padrões.

Ava Gardner

Terão a Síndrome de Sansão ao avesso?

Elizabeth Taylor

As avós diziam que, quando uma mulher se sentisse triste,

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Neste momento, o bairro Anchieta está mais tranquilo do que água de poço

Neste momento, o bairro Anchieta está mais tranquilo do que água de poço

Confiram abaixo, nas fotos do meu amigo Fernando Guimarães, a tranquilidade do bairro neste momento, 24h após o término de chuvas que, ao menos no Bomfim, não causou falta de luz. Uma raridade. Fernando tirou a foto desde sua janela, de onde pode ver a placidez da paisagem.

Foto: Fernando Guimarães
Foto: Fernando Guimarães
Foto: Fernando Guimarães
Foto: Fernando Guimarães

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O efeito Mozart

O efeito Mozart

bebe fofinho

Há algum tempo, li esta notícia:

KOSICE, Eslováquia – Sobre suas pequenas cabeças, os recém-nascidos na sala de maternidade usam fones de ouvido estereofônicos e suas minúsculas mãos parecem se movimentar no ritmo da música. Desde as primeiras horas de suas vidas, os bebês estão sintonizados com Mozart dentro do hospital Kisica-Saca, leste da Eslováquia.

Não se trata de uma experiência para a criação de uma geração de gênios musicais. As crianças escutam o compositor clássico para o estímulo de suas funções físicas e mentais graças aos benefícios da musicoterapia. O trauma do nascimento é “extremamente estressante para o bebê”, disse Slanka Viragova, médica responsável pela unidade de maternidade do hospital que lançou o projeto de música. “No útero, a criança ouve o coração da mãe bater, o que representa uma fonte de proteção e boas sensações. Colocamos o bebê para ouvir a música, assim ele pode se lembrar de sua mãe no período imediatamente após o seu nascimento, quando já não está mais com ela”, disse.

Numa sala onde as paredes e as janelas são cobertas de desenhos de animais de contos-de-fada, cerca de vinte crianças em duas filas de berços ouvem música e dormem calmamente. Perto de um outro quarto com incubadoras, crianças prematuras e aquelas com problemas de saúde também são expostas à música de Mozart, que tem se mostrado útil na estabilização de suas respirações, disse Viragova. “Em geral, a musicoterapia ajuda o bebê a ganhar peso, a se livrar do estresse e a lidar melhor com a dor”, afirmou.

Viragova disse ter usado a terapia da música com seus próprios filhos, que agora são adolescentes, quando eram bebês. Novamente a escolha musical foi Mozart. “Descobriram que a música de Mozart produz um efeito muito positivo no desenvolvimento do quociente de inteligência (QI)”, disse ela. No hospital, os recém-nascidos ouvem diariamente de cinco a seis vezes ao dia um trecho de 10 minutos de um dos trabalhos clássicos de Mozart, uma composição para piano executada pelo pianista francês Richard Clayderman (COMO É QUE É????), ou uma mistura de sons naturais da natureza ou qualquer outra música calma.

Flagrante de uma criança submetida ao pianista Clayderman
Flagrante de uma criança submetida ao pianista Clayderman

“A música é muito leve e relaxante. Sua intensidade está entre 30 a 50 decibéis, que podem ser comparados ao som de passos normais ou de uma porta sendo aberta”, disse. Na maior parte do tempo, a música é reproduzida no aposento inteiro e também ajuda a aliviar o estresse das enfermeiras, que cuidam de 20 a 30 bebês.

Mas os aposentos do hospital também são equipados com um conjunto sistemas estereofônicos; assim, quando as crianças estão com suas mães, podem ouvir juntos a músicas calmas escolhidas pela mãe. O projeto de musicoterapia começou cerca de dois anos atrás e foi bem recebido pelos expectantes e novas mães.

“Certamente trata-se de uma ideia muito boa e que afeta o bebê de uma forma muito positiva”, disse Lívia Oliarova, 30, que acabou de dar à luz a seu segundo filho, Adrian. “Definitivamente continuaremos a fazê-lo ouvir música em casa”, acrescentou. Atualmente, o hospital Kosice-Saca está fazendo bastante barulho. Algumas mulheres estão preparadas para viajar muitos quilômetros para darem à luz neste hospital.

Seria Viragova apenas uma mozartófila ou há ciência nisto?

Tudo certo, mas se agora você já sabe tudo sobre o Efeito Mozart — o poder transformador da música na saúde, educação, bem-estar, etc. –, aposto não ouviu falar destes outros efeitos que encontrei há anos num site.

Importante: acabo de dobrar o número de efeitos do site e de apimentar os originais:

EFEITO PAGANINI: a criança fala muito rápido e em termos extravagantes, mas nunca diz nada importante.

EFEITO BRUCKNER: a criança fala bem devagar e se repete com frequência. Adquire ureputação de profundidade.

EFEITO WAGNER: a criança se torna megalomaníaca e sonha com coleguinhas narigudos e cinzeiros. Há a chance de que se case com sua filha (ou irmã).

EFEITO MAHLER: a criança grita sem parar – a plenos pulmões e por várias horas -, dizendo que vai morrer.

EFEITO HAYDN: a criança é feliz, felicíssima. Mesmo quando vai à missa.

EFEITO SCHOENBERG: a criança nunca repete uma palavra antes de usar todas as outras palavras de seu vocabulário. Às vezes fala de trás para diante. Com o tempo, as pessoas param de lhe prestar atenção. A criança passa a reclamar da burrice dos outros, que são incapazes de entendê-la.

EFEITO RICHARD STRAUSS: a criança sempre pede para comer o último doce. Quando termina procura por mais últimos.

EFEITO BOULEZ: a criança balbucia bobagens o tempo todo. Depois de um tempo, as pessoas param de achar bonitinho. A criança não está nem aí, porque seus colegas acham que ela é o máximo.

EFEITO TCHAIKOVSKI: os meninos abandonam seus carrinhos e passam a brincar de boneca.

EFEITO IVES: a criança desenvolve uma habilidade fenomenal para manter várias conversas diferentes ao mesmo tempo.

EFEITO PHILIP GLASS: a criança costuma dizer tudo de novo de novo de novo de novo de novo de novo de novo de novo de novo de novo de novo de novo.

EFEITO STRAVINSKY: a criança tem uma pronunciada tendência a explosões de temperamento selvagem, estridente e blasfemo, que frequentemente causam pandemônio na escolinha.

EFEITO NYMAN: a criança começa bem mas depois só repete o que os coleguinhas de aula disseram. Ao final, você nunca sabe o que saiu de sua cabecinha e o que saiu da dos outros.

EFEITO BRAHMS: a criança fala com maravilhosa gramática e vocabulário desde que suas frases contenham múltiplos de 3 palavras (3, 6, 9, etc.). No entanto, suas frases de 4 ou 8 palavras são bobas e pouco inspiradas.

EFEITO STOCKHAUSEN: a criança chama Osama bin Laden de tio.

E, claro, o EFEITO JOHN CAGE: a criança não fala nada por 4 minutos e 33 segundos. É a criança preferida por 9 entre 10 professores.

John Cage
John Cage

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‘It was fifty years ago today’ — Sgt. Pepper`s completa 50 anos hoje

‘It was fifty years ago today’ — Sgt. Pepper`s completa 50 anos hoje

It was twenty years ago today
Sgt. Pepper taught the band to play
Início da letra da canção “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”

Lembro da virada dos anos 60 para os 70. Eu tinha 12 anos e lia uma monte de revistas sobre música. E elas diziam que os melhores discos da década que findava eram Sgt. Pepper’s, dos Beatles, Tommy, do The Who e Days of Future Passed, dos Moody Blues. The Who fez Quadrophenia em 1973, limpando Tommy da memória. Os Moody Blues sumiram no esquecimento e há muita gente boa que prefere os álbuns do Pink Floyd da época de Syd Barrett, ou Ummagumma ou mesmo o White Album, Revolver, Rubber Soul ou Abbey Road, dos Beatles, como os melhores daquela década.

O fato é que Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band não foi simplesmente o oitavo disco de uma das principais bandas de todos os tempos, foi aquele que se cristalizou em nossa memória com aquela coloridíssima e maravilhosa capa — uma das mais fortes marcas iconográficas da banda. Foi o disco que deu respeitabilidade ao rock em 1967, ano dos discos de estreia dos The Doors, dos Velvet Underground, de Jimi Hendrix e do Pink Floyd. Um grande ano.

A famosa capa. Que não conhece?
A famosa capa. Que não conhece?

Paul McCartney disse que Sgt. Pepper`s foi um álbum tão importante que, por vezes, as pessoas conhecem mais sua reputação do que a própria música que ele contém.

Como é comercialmente inevitável, 50 anos depois Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band ressurge em nova edição remasterizada, trabalho de Giles Martin, filho do produtor dos Beatles, George Martin, falecido em 2016, aos 90 anos. Como é habitual nestas ocasiões, será redistribuído em vários formatos: em disco único (vinil ou CD), em álbum duplo cheio de extras e em seis CDs — com mais extras ainda — mais um DVD chamado The Making of Sgt. Pepper.

Tudo era mono quando Sgt. Pepper foi lançado. O estéreo era uma novidade. Em 1967, foram dedicados três meses para encontrar o equilíbrio sonoro perfeito do álbum – em mono. Mas o disco foi lançado em estéreo após um trabalho de apenas três dias. Não ficou muito bom, mas o trabalho foi refeito só agora.

A foto interna do vinil original
A foto interna do vinil original

Em abril de 1967, finalizadas as 700 horas de produção do álbum (quatro anos antes, Please, Please Me, o primeiro álbum, demorara somente treze horas para ser gravado), pouco restava do conceito original. Da ideia inicial ficara somente Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, a canção de abertura em cujo final era apresentado o único personagem, Billy Shears (e Ringo entra cantando With a little help from my friends) e a famosa capa, criada por Peter Blake.

O álbum foi lançado em 1º de junho de 1967 e o incrível foi que, no dia 4 de junho, no teatro Saville em Londres, Jimi Hendrix abriu seu show cantando Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. O próprio Paul McCartney dera-lhe uma cópia do disco no dia anterior… Hendrix enlouquecera ouvindo o álbum.

Sgt. Pepper`s foi o primeiro disco em que os artistas tiveram tempo ilimitado de estúdio. Sem shows, livres dos constrangimentos impostos pela vida ultra pública e por serem “mais famosos do que Jesus Cristo”, eles tiveram calma para explorar o orientalismo em Within you and without you, o psicodelismo em Fixing a hole, o LSD em Lucy in the sky with diamonds. Voltaram-se para a Inglaterra de ontem e transformaram um velho cartaz de circo do século XIX no carnaval surrealista da admirável Being for the benefit of Mr. Kyte. Viraram-se para a Inglaterra do seu tempo e nasceu o rock fundado em tédio urbano de Good morning (“I’ve got nothing to say, but it’s ok”, canta Lennon). E nasceram as obras-primas With a little help from my friends e She`s leaving home, além de um esplêndido foxtrot nostálgico, When I`m sixty-four. E esse portento, ainda hoje inacreditável pelo gênio da produção e composição, que é A day in the life (versos inspirados na leitura do Daily Mail).

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band foi elogiado e reverenciado pelas engenhosas técnicas de estúdio e pela forma como conjugava diferentes expressões musicais – rock’n’roll, pop music-hall, psicodelismo, música concreta, música indiana, pop. Impôs o álbum como unidade, não como conjunto de canções sem ligações entre si, e deu respeitabilidade às palavras cantadas – as letras surgiram impressas na contra-capa pela primeira vez.

A não menos famosa contracapa
A não menos famosa contracapa

Enquanto marco musical e cultural, manteve-se incontestado durante longos anos, surgindo uma vez após outra no topo das listas de melhores discos de sempre. Com o tempo, porém, começaram a surgir as fissuras. Revolver, Rubber Soul e Abbey Road, ainda no século passado, ganhavam vantagem como álbuns superiores.

Ainda assim, em 2017, seu simbolismo mantém-se incontestável. Tentemos ouvi-lo simplesmente. Teremos perante nós o álbum de uma banda que conjugou de forma admirável o pulsar do presente com uma profunda nostalgia. Numa época em que se utilizava como slogan contracultural o “não confie em ninguém com mais de 30 anos”, os Beatles gravavam She’s leaving home, desarmante de tão comovente, com tanta empatia pela filha que foge quanto pelos pais destroçados que ficam para trás.

Vamos ouvi-lo 50 anos depois. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, esse “momento decisivo na história da cultura ocidental”, pode ser simplesmente um disco, como diz Paul McCartney. Um magnífico disco.

Foto não utilizada no disco
Foto não utilizada no disco

Escrito with a little help from Publico.pt

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Bom dia, Odair (com os melhores momentos de Inter 2 x 1 Palmeiras)

Bom dia, Odair (com os melhores momentos de Inter 2 x 1 Palmeiras)

O Inter voltou a jogar bem contra o Palmeiras, voltou a sentir a falta de preparo físico — o time morre aos 20 minutos do segundo tempo –, voltou a se retrair quando achou que estava classificado — maldito cacoete adquirido com Argel e que foi o responsável pela nossa queda para a Série B –, voltou a perder a disputa em razão do item anterior e Nico López voltou a desperdiçar oportunidades. O gol marcado pelo Palmeiras ao final da partida deu-lhes a vaga e agora nossa vida é a Série B e a Primeira Liga.

D`Alessandro após o marcar o primeiro. O passe de Edenílson foi um primor.
D`Alessandro após o marcar o primeiro. O passe de Edenílson foi um primor. | Foto: Ricardo Duarte

Por favor, esqueçam a Primeira Liga, nossa vida é a Série B.

E lá estamos com dificuldades de vencer em razão da falta de articuladores. Só D`Alessandro faz isso. Aliás, ontem Edenílson jogou muito e auxiliou Dale na função. É um caminho.

Mas a Copa do Brasil já era. Creio que Guto Ferreira possa ter feito boas observações no jogo de ontem. O preparo físico precisa melhorar, a dedicação tem de ser a mesma e o time tem que reaprender a evitar as viradas dos adversários tocando a bola e não recuando e dando chutões.

Afinal, reza a Lei de Marcelo Bielsa:

O time que abdica de jogar com a bola, multiplica o número de bolas que o adversário terá.

A qual pode ser completada pela Lei de Andrade. O ex-grande jogador e treinador do Flamengo dizia:

O time que está sem a bola corre o dobro.

Há também uma Lei de Cruyff, que diz:

Há apenas uma bola em campo, então você precisa tê-la.

Sem estas três considerações razoavelmente cumpridas e mais um bom preparo físico, vai ser complicado.

Agora as coisas estão bem claras. Há 35 jogos da Série B até o final do ano. O resto é bobagem.

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Em Berlim (XIII)

Em Berlim (XIII)

Então, finalizando o dia 12 de janeiro, fomos assistir a Orquestra Filarmônica de Berlim interpretando o Réquiem de Verdi. Uma semana antes do concerto fora anunciada a substituição do regente Riccardo Chailly por Marek Janowski, em razão de doença do italiano. O Réquiem de Verdi é uma peça única na história da música. A intenção de Verdi não era transmitir a transcendência da morte, mas sim tristeza e emoção, como em suas grandes obras para o teatro. Janowski não conduzia a Berliner Philharmoniker há mais de vinte anos e sua volta, bem, na nossa opinião, foi sensacional.

Talvez não seja surpreendente para um compositor de óperas como Verdi que o Dies irae seja a peça principal central em seu Réquiem: nada é mais lembrado quando falamos da obra. É uma visão apocalíptica, cujo cenário adquire traços expressionistas — o tremor da Terra, o tremor de todos os mortais, o julgamento final.

Mas isso são considerações musicais, vamos às pessoais ou turísticas. Compramos os ingressos na Internet. Eles nos mandaram pelo Correio, mas não chegaram a tempo. Então, fomos com o e-mail da confirmação de pagamento até a bilheteria para retirar uma segunda via dos ingressos. Tudo muito rápido e alemão.

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A sala principal da Filarmônica é impressionante. Ela nega o pouco que sei sobre boa acústica — não tem o formato clássico de caixa de sapato — , mas o fato é que a coisa é miraculosa. Ouve-se tudo. Como curiosidade, nota-se mil fios que atravessam o teto. Por ali circulam as câmeras e microfones que registram e transmitem ao vivo os concertos. (Conhecem o Digital Hall do site da Filarmônica de Berlim? Pois é).

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Era nosso último dia na cidade e a despedida foi, por assim dizer, monumental.

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Vejam como a sala é inteiramente assimétrica, bonita, estranha. O projeto é lá do início dos anos 60, quando Karajan reinava.

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Chegamos cedo para observar tudo com o olhar curioso dos turistas.

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Na foto acima, tentei pegar detalhes dos fios.

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Tudo preparado para a entrada da orquestra.

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Quando começou o Réquiem, o que ouvíamos era tão, mas tão musical que a Elena deixou algumas lágrimas na famosa sala. Do jeito dela, sem que ninguém percebesse. Não era para menos. Foi algo inesquecível ouvir orquestra e coro tão perfeitos, tão musicais e com tanto tesão.

A Elena me fez tirar a foto abaixo porque esse rapaz loiro de óculos era muito parecido — ao menos de longe — com seu filho Nikolay.

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Abaixo, o maestro Janowski em ação.

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No dia seguinte, fomos para Praga de trem. Desde então, não vi mais uma das pessoas que mais amo no mundo.

Bernardo em Berlim

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A Noiva Jovem, de Alessandro Baricco

A Noiva Jovem, de Alessandro Baricco

A Noiva Jovem Baricco(Sem spoilers). De escrita primorosa e de grande originalidade, A Noiva Jovem deixou-me verdadeiramente embasbacado. Em entrevista que li agora, concedida ao Estado de S. Paulo, Alessandro Baricco afirma que se propôs a escrever um livro com 20% de realismo mágico, 20% de Lampedusa e 60% dele mesmo. Deu razão a este leitor que, sem entender de onde vinha aquele argumento, pensou em uma mistura de García Márquez e Lampedusa. Uma mistura altamente poética e potente. Só que ainda predominam, é claro, os 60 % de Baricco, com as constantes e curiosas intervenções do escritor no texto, que fala até num notebook perdido e numa namorada que critica a obra que está sendo escrita, além das perfeitas mudanças de foco narrativo. Também há Baricco na criação de um clima estranho, que faz com que o livro grude em nossas mãos, como já me acontecera na leitura de Mr. Gwyn.

Tudo acontece em um ambiente familiar muito curioso. Não há nomes, mas um Pai, uma Mãe, um Filho, uma Filha, um Tio. E a Jovem Noiva. O único que ganha nome é Modesto, o gentil mordomo que tudo vigia para que a felicidade seja um estado permanente. As relações são delicadamente insanas, as manias e medos são muitos.

O Filho conhece a Jovem Noiva ainda adolescente e ela é prometida a ele. Conheceram-se na Europa, mas a família dela, falida, foi tentar a sorte na Argentina. Quando completa 18 anos, a Jovem Noiva atravessa o oceano de volta para chegar a uma paisagem que parece a Sicília de Lampedusa. Vem para juntar-se ao Filho. Ela entra numa casa que parece cheia de personagens de García Márquez, todos eles docemente malucos, dando respostas e tomando atitudes entre o desconcertante e o poético, mas de um realismo mágico altamente racional.

Mas o Filho não está lá e demora. Entre os mil fatos, novidades e experiências que a casa oferece, o far niente começa trabalhar. Passam-se meses e a tensão cresce. E o Filho não chega. Isto atormenta e faz amadurecer a Jovem Noiva. Ela mantém a certeza de que ele virá.

Parabéns para a excelente tradutora Joana Angélica d`Avila Melo. Não deve ser fácil traduzir um livro que muda tantas vezes seu foco narrativo.

Baricco é um escritor altamente sofisticado que também faz crítica musical de música erudita, é pianista e apresenta um programa na televisão italiana. Seria bom iniciar correntes de orações para que tivéssemos alguém tão talentoso por aqui.

Recomendo fortemente!

Livro comprado na Bamboletras.

Baricco também faz critica musical. De eruditos, claro.
Baricco também faz critica musical. De eruditos, claro.

 

 

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A carta de despedida de Totti: “Tira os calções e as chuteiras porque, a partir de hoje, és um homem”

A carta de despedida de Totti: “Tira os calções e as chuteiras porque, a partir de hoje, és um homem”

Adaptado do Público.pt

Ontem, domingo (28/05/2017), Totti, o eterno capitão da AS Roma, despediu-se definitivamente da braçadeira de capitão e dos gramados. Il Capitano manteve-se fiel durante 24 anos à camisa do clube ao qual chegou ainda criança. Ele despediu-se dos torcedores e do mundo do futebol numa carta emocionada. Aos 40 anos, o jogador tinha anunciado a sua saída no início deste mês. O momento de despedida comoveu o Estádio Olímpico, cujos gramados pisava desde os 16 anos, disputando mais de 780 jogos pelo emblema romano, sempre com a camisola número dez da equipe italiana.

Ele foi torcedor desde sempre da Roma. Gandula do clube quando menino. Estreou entre os titulares aos 16 anos. Capitão do time onde jogou por 24 anos. Campeão italiano em 2000/2001. Campeão mundial pela Itália em 2006. Maior artilheiro da Roma.

A seguir, a carta de Totti:

Totti despedida

Obrigado, Roma. Obrigado mãe, pai, irmão, familiares e amigos. Obrigado à minha mulher e aos meus três filhos. Quero começar pelo fim, pelas despedidas, porque não sei se serei capaz de terminar estas linhas. É impossível resumir 28 anos (ele conta os anos nas divisões inferiores) em algumas frases.

Gostaria de fazer isto com uma canção ou um poema, mas não sou capaz de os escrever e tentei, ao longo de todos estes anos, expressar-me através dos meus pés, o que, desde que era criança, tornou tudo muito mais simples.

Por falar na infância, conseguem adivinhar qual era o meu brinquedo favorito? Uma bola de futebol, claro! Ainda é. Mas crescemos ao longo da vida. Foi isso que sempre me disseram e foi o que o passar do tempo decidiu. Maldito tempo.

O mesmo tempo que, no dia 17 de Junho de 2001, só queríamos que passasse mais rápido. Não aguentávamos esperar mais pelo apito final. Ainda fico arrepiado quando me recordo desse dia. Hoje, esse mesmo tempo bateu-me nas costas e disse: “Precisamos crescer. Amanhã serás um adulto. Tira os calções e as chuteiras porque, a partir de hoje, és um homem e não poderás continuar a sentir o cheiro do gramado, o sol a bater no rosto enquanto assistes ao golo dos rivais, a adrenalina a te consumir, a satisfação de celebrar’.

Nos últimos meses, perguntei à minha mulher porque é que eu estava acordando deste sonho. Imaginem que são crianças e estão a ter um bom sonho. De repente, a nossa mãe acorda-vos para ir para a escola. Querem continuar a sonhar, tentam dormir outra vez, mas já não é possível… Desta vez, não é um sonho. É realidade. E não posso voltar a dormir.

Quero dedicar esta carta a todos vocês. A todas as crianças que torceram por mim. Às crianças de ontem, que cresceram e hoje são pais, bem como às crianças de hoje que talvez gritem “Tottigol”. Gosto da ideia de que, para vocês, a minha carreira é um conto de fadas a ser contado. Agora acabou. Vou tirar esta camisa pela última vez. Ficará guardada, ainda que não esteja pronto para dizer “chega”. Talvez nunca esteja.

Desculpem por não dar entrevistas para esclarecer os meus pensamentos, mas não é fácil apagar a luz. Tenho medo. E não é o mesmo medo que se sente quando se está prestes a bater um pênalti. Desta vez, não posso ver o que está à minha frente como via pelos buracos da rede.

Permitam-me que tenha medo. Desta vez, sou eu que preciso de vocês e do amor que vocês sempre me deram. Com o vosso apoio, vou conseguir virar a página e começar uma nova aventura.

Agora, é hora de agradecer a todos os meus companheiros de equipe, treinadores, diretores, presidentes e todos os que trabalharam ao meu lado nesta jornada. Para os torcedores, digo que ter nascido romano e romanista é um privilégio. Ser o capitão desta equipe é uma honra.

Vocês são e sempre serão a minha vida. Os meus pés vão deixar de vos emocionar, mas o meu coração estará sempre com vocês. Vou descer as escadas e entrar no vestiário que me acolheu ainda criança e que agora deixarei com um homem.

Estou orgulhoso e feliz de ter dado ao Roma 28 anos de amor. Amo vocês todos.

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Bom dia, Zago (com os “melhores lances” de Paysandu 1 x 0 Inter)

Bom dia, Zago (com os “melhores lances” de Paysandu 1 x 0 Inter)

Parabéns, Zago. Ficarás recebendo um bom salário até dezembro sem precisar mexer um dedo para isso. A semana passada foi só de treinos e… Teu time foi uma bagunça tal que copiei a imagem abaixo. É o que farias se quisesses fritar um ovo.

Zago preparando um ovo frito (Imagem, idem...)
Zago preparando um ovo frito | Imagem roubada de alguém do Facebook. Esqueci de quem…

A diretoria está numa sinuca de bico. Novamente. Há quase dois anos sem um bom técnico —  Argel, Falcão, Roth, Lisca e Zago foram brincadeiras, né? –, só posso concluir que nossos queridos diretores estejam induzindo escalações a fim de satisfazer empresários. Só isto explica as verdadeiras loucuras de alguns times de Zago. Era um bota este, saca aquele que não podia dar certo. Era um time diferente e cada jogo. Vejamos quem será a próxima vítima. Acho que Marcelo Oliveira não viria porque é complicado mandar nele. E Levir?

Assisti ao jogo do Inter somente sábado à noite. Um ser humano tem que ter valores. Guinga estava se apresentando e o show foi tão bom que nem ver a derrota do Inter me tirou a boa sensação de musicalidade. Mas, meu deus, que desastre esse teu time.

D`Alessandro não jogou. Ele é o único armador DE TODO O GRUPO. Com a ajuda de Alexandre Perin, vamos revisar aos 13 contratados de 2017.

Quatro zagueiros: Neris (que já foi embora), Cuesta, Klaus e Danilo Silva
Um lateral-direito: Alemão
Dois laterais-esquerdos: Uendel e Carlinhos
Dois volantes: Edenílson e Felipe Gutierrez
Quatro atacantes: Róberson, William Pottker, Marcelo Cirino e Carlos.

Nenhum armador.

E dispensamos seis jogadores desse setor: Anderson, Andrigo, Alex, Valdívia, Gustavo Ferrareis e Seijas. É claro que apenas Valdívia poderia render, mas digam-me se faz algum sentido dispensar tantos jogadores do mesmo setor sem reposição. E Dale tem 36 anos. É uma piada. Isto só reforça minha impressão de que estamos seguindo as ondas dos negócios dos empresários, sem maior planejamento.

Contra o Paysandu, formou-se um latifúndio entre os três volantes e os três atacantes. Desculpem, mas chegou a ser engraçado. Lembrei de Gainete como técnico em 1977. O time apresentava o mesmo problema e a torcida vaiando loucamente o colorado num jogo no Beira-Rio (Inter 1 x 4 São Paulo). Eu estava lá. Vi o jogo e depois fui para o famoso Portão 8 com aquela imagem na cabeça: o meio-de-campo povoado só por são-paulinos… Tanto naquele longínquo 77 quanto no último sábado, nós entregávamos o meio.

Imagem roubada de alguém do Facebook. Esqueci de quem...
Imagem idem…

Mas não adianta falar muito. Zago foi embora e desejo sorte à diretoria na escolha da nova vítima. Será que alguém vai pensar na boa ideia de dar autonomia ao novo treinador?

Ah, e o preparador físico do Zago deixou o time muito mal fisicamente. No final da partida, o Inter se movimentava como um time de masters.

Permaneço achando que a Série B é uma barbada, mas temos que levá-la a sério antes que sejamos engolidos por crises e nervosismo. E por favor, contratem ARMADORES.

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Hoje teve Guinga no Santander Cultural

Hoje teve Guinga no Santander Cultural

Infelizmente, Porto Alegre não parou porque Guinga se apresentava. Teve abobados, inclusive gremistas, que ficaram em casa para ver aquele Inter do Zago na TV. Tudo porque Guinga não é uma figura nacional — talvez fosse, se tivesse nascido antes –, mas mesmo assim sobrou gente para lotar o Santander Cultural na tarde chuvosa deste sábado. Muitos ficaram na rua, suplicando por um ingresso. Perderam muito. Afinal, foram 90 minutos com um grande compositor, violonista e cantor. Foi um show leve e sensível, alternando momentos festivos ou decididamente engraçados, como a magistral Chá de Panela, dedicada a Hermeto Pascoal, momentos líricos como a clássica Catavento e Girassol e temas mais pesados, como o Choro-RéquiemMeu Pai. Assim, vou mostrando para minha Elena o que temos de melhor. No ano passado, ela encantou-se com Mônica Salmaso e este ano com Guinga, de quem disse não ter voz de cantor, fato que é compensado com afinação perfeita, fruto de um ouvido miraculoso. Elena tem isso: é muito exigente em termos musicais, torce o nariz para coisas que não sejam de primeira linha. E eu vou tentando contornar eventuais vulgaridades. Ela chamou minha atenção para os inusitados e belíssimos acordes com os quais Guinga tratou Lígia, de Tom Jobim. Que arranjo ele fez! Hoje foi barbada garantir boa música para ela.

Hoje, Guinga apresenta-se mais fora do país, como quase todo mundo que é bom. É nossa decadência, fazer o quê? Ao final, cansado do show depois de dar uma master class à tarde — sacanagem dos organizadores, né? — acompanhou, com seus melhores acordes, a plateia cantando Carinhoso e Cadeira Vazia. Então, posso dizer que Guinga me acompanhou enquanto eu cantava Pixinguinha e Lupicínio e só estarei mentindo um pouquinho.

(Não fosse a gentileza de Günther Natusch, este modesto post e grande felicidade simplesmente não aconteceriam).

Guinga em ação | Foto de Elena Romanov (celular)
Guinga em ação | Foto de Elena Romanov (celular)

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Chove muito neste momento em Porto Alegre

Chove muito neste momento em Porto Alegre

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Parágrafo 570 da sentença que absolveu Cláudia Cruz. Dizer o quê?

Parágrafo 570 da sentença que absolveu Cláudia Cruz. Dizer o quê?

Com a colaboração (imagem) de Miserere.

570

Será que Moro absolveria Marisa Letícia se encontrasse milhões em contas na Suíça e gastasse dinheiro público com luxos na Europa? Marisa é de uma classe, Cláudia é de outra. O juiz considerou em seu despacho que, “embora tal comportamento seja altamente reprovável, ele leva à conclusão de que a acusada Cláudia Cruz foi negligente quanto às fontes de rendimento do marido e quanto aos seus gastos pessoais e da família”. Pra que discutir com madame tão distraída, né?

O problema, gente, é que gastar dinheiro do marido corrupto não é crime.

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Baseada na crise brasileira e em Sgt. Peppers, capa do Estado de Minas viraliza

Baseada na crise brasileira e em Sgt. Peppers, capa do Estado de Minas viraliza

No dia 1º de junho, o imortal disco dos Beatles Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band completa 50 anos. Ontem, o Estado de Minas realizou uma montagem inspirada na capa do disco que viralizou nas redes. Não apenas há a colocação de personagens da política brasileira como as manchetas são baseadas nas canções With a Little Help from My Friends, Getting Better, Fixing a Hole, She’s Leaving Home, Within You Without You e When I’m Sixty-Four.

Quem está na montagem? Eike Batista, Guido Mantega, Gleisi Hoffmann, Eunício Oliveira, Marcelo Odebrecht, Emílio Odebrecht, Agnelo Queiroz, José Serra, Léo Pinheiro, José Roberto Arruda, Geraldo Alckmin, Marta Suplicy, Alberto Youssef, João Plenário (personagem de Saulo Laranjeira), Justo Veríssimo (personagem de Chico Anysio), Delcídio Amaral, Sérgio Cabral, Edson Lobão, João Santana, Mônica Moura, João Vaccari, Fernando Pimentel, Antonio Palocci, Zezé Perrella, Renan Calheiros, Renato Duque, Paulo Roberto Costa, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, José Dirceu, Fernando Collor, Lindbergh Farias, Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva, Eliseu Padilha, Eduardo Cunha, Rodrigo Loures, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Rodrigo Janot, Marcelo Brettas, Carlos Fernando dos Santos, Sérgio Moro, Deltan Dallagnol, Aécio Neves, Romero Jucá, Rodrigo Maia, Michel Temer, Henrique Meirelles, Cármen Lúcia, Joesley Batista, Moreira Franco e Nestor Cerveró.

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A capa original do disco:

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O marido da Marcela não precisa de memes

O marido da Marcela não precisa de memes

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Ontem, um pequeno grupo pedia “Eleições Indiretas” no Parcão

Ontem, um pequeno grupo pedia “Eleições Indiretas” no Parcão

Eu passei ontem por esses caras quando vinha a pé do Restaurante Baalbek para casa. Eles estavam em duas esquinas do Parcão. Uma era dos “Livres17” (foto) e outra esquina do “Novo”. (Aqui, uma foto clara).

Foto do perfil do Facebook de Fernanda Santos
Foto do perfil do Facebook de Fernanda Santos

O foco deles não era protestar contra a corrupção, mas pedir a renúncia de Temer e eleições… indiretas. Ou seja, têm medo de diretas. Assim, o novo governo ficaria com a mesma turma de hoje. Eram poucos e apoiados, dentre outros, por um grupo do Facebook chamado simplesmente ELEITORES DE BOLSONARO.

Então, para eles não importa o quão imoral seja o Congresso Nacional. O importante é evitar a participação popular e manter as Reformas propostas pelo atual governo e já sinalizadas como aprovadas por um Congresso mais do que espúrio, cuja boa parte — falam em 60% — responde a processos criminais por crimes que variam de evasão fiscal a tentativa de assassinato. O interesse coletivo que se dane, eles ficam com seus criminosos.

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Bom dia, Zago (com os gols perdidos e feitos de Inter 1 x 1 ABC)

Bom dia, Zago (com os gols perdidos e feitos de Inter 1 x 1 ABC)

Zago, dizer que o Inter perdeu seis ou sete gols feitos (ver melhores lances abaixo) é verdade. Dizer que o goleiro Edson do ABC foi o melhor em campo também. Mas também é fato que o Inter parece ter cansado da incompetência de seus atacantes perdendo gols e mais gols e levou um sufoco da fraca equipe do ABC no segundo tempo. Perder tantos gols desmotiva. E Cirino e Nico López foram especiais no quesito.

Cirino erra mais uma conclusão | Foto: Ricardo Duarte
Cirino erra mais uma conclusão | Foto: Ricardo Duarte

Mas, sabe?, acho realmente inacreditável que, após os bons jogos que fizemos contra Londrina e Palmeiras — com três volantes (Dourado, Fabinho e Gutiérrez), D`Alessandro pela direita, Cirino pela esquerda e Nico no meio — tu tenhas mudado o esquema de jogo colocando Pottker no lugar de Dale, Dale no meio, com Fabinho fora e Edenílson no banco (?). Edenílson deveria entrar no lugar de Fabinho e  Pottker no de Cirino, sem mudar esquema de jogo. Nosso atacante pela direita é Dale.

A colocação de mais atacantes no início do jogo foi um erro. Perdemos a posse de bola, Dourado sumiu, a saída de trás ficou assustadora, o time passou a abusar de cruzamentos para atacantes de baixa estatura e… Cirino é tua mais nova paixão? Não vi nada que o justificasse. É um atacante rápido e pouco efetivo. Nico ao menos cria boas jogadas.

Quando fizeste substituições, Zago, erraste mais ainda. Deverias ter melhorado o meio, com Edenílson, mas preferiste trocar Cirino por Diego, outro atacante. Em seguida, substituíste Uendel por Carlinhos e, por fim, Felipe Gutiérrez por outro atacante, Roberson. Tudo errado, portanto.

Lamentáveis também foram as atuações de William e Léo Ortiz, que descem rapidamente a ladeira. Talvez seja bom considerar Danilo Silva.

Os torcedores que pediram tua saída estão cobertos de razão. Tu mudas o time com quem troca de cueca. Ganhamos apenas um jogo dos últimos sete, a diretoria adquiriu um bom time todo novo e tu não dás resposta.

Na tua entrevista coletiva, deste uma resposta no mínimo bizarra:

– O modelo é esse. (…) O time tem um padrão de jogo, um esquema já bem definido e esperamos trabalhar cada vez mais em cima disso.

Modelo? Padrão de jogo? Esquema definido? Como assim, se tu mudas o esquema a cada jogo? O torcedor não é trouxa, Zago. A Série B é uma barbada e tu estás complicando as coisas com tuas indecisões. Esta alteração de esquema dos jogos contra o Londrina e Palmeiras para o do ABC foi impossível de entender. A não ser que Cirino tenha um super-empresário.

Espero que o empresário de Edenílson tenha peso para que ele entre logo no lugar de tua nova paixão.

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Porque hoje é sábado, imagens raras do ensaio de Salvador Dalí para a Playboy

Porque hoje é sábado, imagens raras do ensaio de Salvador Dalí para a Playboy

Publicado originalmente por O Beijo e repassado para mim por Chico Marshall.

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Em 1973, a cidade espanhola de Cadaqués recebeu uma visita ilustre:

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a do pintor Salvador Dalí, que estava lá para dirigir um ensaio da Playboy.

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O erotismo e a sensualidade sempre foram temas comuns na obra do pintor.

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Mesmo assim alguns ainda se surpreendem ao saber que o pintor surrealista

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dirigiu um ensaio de nu para a famosa revista

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– e foi inclusive assediado por fãs enquanto trabalhava no projeto.

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Quando perguntado sobre as composições estranhas e pouco convencionais numa revista masculina,

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Dali respondeu:

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“O significado do meu trabalho é a motivação do próprio – o dinheiro.

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O que eu fiz para a Playboy é muito bom, e seu pagamento está à altura da tarefa“.

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Tá bom.

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Confirmado elenco do House of Cards Brazil

Confirmado elenco do House of Cards Brazil

House of Cards Brazil

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19 de maio

19 de maio

Hoje é 19 de maio, uma de minhas datas mágicas. É o aniversário da Elena! Ontem, Elena, ao acordar enrodilhado contigo, naquela situação entre ter que levantar para o trabalho e de pensar em como seria bom ficar mais três horas ali, lembrei de nosso início, de como estávamos cada um num processo de separação, tudo ao mesmo tempo, sem saber um do outro. Depois de mais ou menos resolvidas as coisas, lembrei de minha insistência, algo entre a imodéstia e a loucura — pois és mais jovem, mais bonita, mais inteligente, mais talentosa e tens sobrando um monte de qualidades que nunca tive. Lembrei que tu pediste um período de seis meses de recuperação ou luto e que eu respondi “Seis meses? Está bem, eu espero”, coisa que te deixou muito surpresa. Mas não foram necessários nem três. Na manhã de ontem, também pensei na nossa ótima convivência e em como até hoje passo boa parte do dia inteiro querendo te abraçar e beijar. Mas nada de textão. Melhor te dizer no ouvido aquelas três palavras simples que somam sete letras.

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Para regozijo de meus sete leitores, estarei no StudioClio a cada duas semanas falando sobre música

Para regozijo de meus sete leitores, estarei no StudioClio a cada duas semanas falando sobre música

Há um bando de loucos que gosta de me ouvir falar ou escrever sobre música. Bem, tem gosto para tudo. Isto foi lentamente se acentuando após o nascimento do PQP Bach, lá no longínquo ano de 2006. Pois agora, a cada duas semanas, estarei no StudioClio na série de palestras Almoço Clio Musical. Abordarei sobre obras fundamentais da música erudita, algo como “o imprescindível em música”, devidamente contextualizadas e com o apoio de vídeos que apresentarão trechos ou obras completas.

Durante cada palestra, haverá a apresentação didática de fundamentos, explicações sobre a terminologia, comentários sobre a estrutura da obra, instrumentação, gênero e estilo. A função começa dia 23 de maio, às 12h20, com os Concertos de Brandenburgo, de J. S. Bach. Acho que vou apresentar 4 dos 6 concertos, com comentários sobre o autor e os concertos, na verdade chamados originalmente de Concertos para Diversos Instrumentos.

O tom será o habitual, bem-humorado e procurando utilizar as curiosidades que cercam cada obra. Afinal minha ideologia é a de que a arte é filha da criatividade, da habilidade, do conhecimento, da inteligência e do artifício. E todos estes itens guardam parentesco maior com a alegria do que com a sisudez.

Na semana passada, fui tirar as fotos para ilustrar as chamadas. A primeira é a mais séria.

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Depois o Francisco Marshall, no papel de fotógrafo, começou a dizer bobagens. Mas eu me mantive com a cara mentirosamente professoral.

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Então, ele me deixou num canto da foto, se fosse necessário escrever alguma coisa à esquerda da imagem.

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Mas a coisa descambou quando ele me pediu para imitar a cara séria de Bach. Não tive tempo para preparar nada melhor.

04 Bach

Mais competente foi o meu Beethoven, cujo mau humor é fácil de imitar.

05 Beethoven

Tentei fazer uma cara de Mozart que fosse leve e ousada como sua música, mas só fiz cara de Pollyanna.

06 Mozart

Meu apaixonado e encantado Chopin saiu com jeitinho de débil mental.

07 Chopin

Não soube o que fazer com Tchaikovski.

08 Tchaikovski

Já para fazer o gordão Brahms foi só encher as bochechas de ar.

09 Brahms

Haydn foi o mais feliz dos homens.

10 Haydn

A sífilis de Schubert manifestou-se erradamente através de uma tosse. Deveria ter me coçado.

11 Schubert

E então ele deu por finalizada a sessão.

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Já tenho o meu book.

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