A Sala Sinfônica da Ospa, ontem, 05/11/2014, às 16h

A Sala Sinfônica da Ospa, ontem, 05/11/2014, às 16h

Pedi para o repórter fotográfico do Sul21, Ramiro Furquim, que, quando tivesse tempo, desse uma passadinha pelas obras da nova Sala Sinfônica da Ospa. Ele foi visitá-la ontem. Os moradores que aparecem nas fotos estão do lado de fora do espaço. Dentro, uma obra paralisada, árvores e grama. Ninguém estava trabalhando. O zelador disse que a obra estava embargada.

Isto não é uma reportagem. É um post de um blog que documenta a situação atual.

.oOo.

Acabo de receber o seguinte comentário, vindo do leitor Paulo Augusto (@pacdesouza):

O GOVERNO INFORMA
Atualizado em 09 SET, 2014
Foram encontradas divergências entre o que foi executado e o que estava previsto no projeto estrutural da obra. Em virtude dessa situação, a concretagem dos elementos estruturais não foi autorizada. A Simon Engenharia, empresa responsável pelo projeto estrutural, elaborou uma proposta técnica, com o objetivo de apresentar as soluções para as discrepâncias encontradas no levantamento topográfico. A previsão de conclusão dos serviços de reforço estrutural é até o dia 19/09.

Por Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
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Por Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
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Milton messiânico

Salomão
Salomão, meu colega do Eclesiastes

Milton Ribeiro ergue-se e diz, em tom bíblico:
(Milton, Capítulo 11, Versículos de 6 a 9).

Em verdade lhes digo que os ignorantes sempre querem ensinar, enquanto os sábios querem aprender. Os ignorantes falam, os sábios perguntam. Com as respostas, surgem novas perguntas e isso não acaba nunca.

Em verdade lhes digo que a ignorância gera certezas; a sabedoria, dúvidas.

Meu colega Salomão, o do poema Eclesiastes, dizia que “no acúmulo de sabedoria, acumula-se tristeza”. Eu discordo, acho que a sabedoria gera ceticismo, mas também não li o Eclesiastes inteiro para saber de seu exato contexto.

E sento-me para trabalhar, irmãos. Porque, se não o fizer, estarei fodido e mal pago.

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Uma resenha cheia de dedos: a Ospa, a Sinfonia Concertante de Mozart e a 3ª de Schumann

Uma resenha cheia de dedos: a Ospa, a Sinfonia Concertante de Mozart e a 3ª de Schumann
Um chocolatinho.
Um chocolatinho.

Além de eu gostar muito da obra, tenho uma ligação pessoal com a Sinfonia Concertante para Violino e Viola, K. 364, de Wolfgang Amadeus Mozart.

A primeira e mais simplória das ligações é a ex-tra-or-di-ná-ria obra-prima de Peter Greenaway Afogando em Números (Drowning by Numbers, 1988). A cada um dos afogamentos é tocado o segundo movimento (Andante). O filme é esplêndido. Sério: vi-o mais de cinco vezes. Até hoje tenho vontade de decorar as falas dos personagens.

A segunda é o fato de eu ter escrito uma novela tendo por tema a Sinfonia Concertante. O Violista — lá de 2006, 2007 — conta os dramas de um instrumentista antes de um importante concerto. Sei lá, é divertido.

Mas a mais profunda ligação deu-se depois, em 2012. No dia 19 de agosto, sempre um dia glorioso, ganhei de presente de aniversário uma interpretação do Andante em minha casa, executada por Elena Romanov (violino), Vladimir Romanov (viola) e Alexandre Constantino (piano). Fiquei comovidíssimo com o presente — ideia de Elena após ler a citada novelinha –, mas, no dia seguinte, tomei um susto ao lembrar que a peça refletia o impacto que teve, em Mozart, a morte de sua mãe. Explico duas coisas: (1) na época, minha mãe estava muito mal — faleceu em 31 de outubro daquele ano — e (2) absolutamente nada fazia prever que Elena se tornaria minha namorada. Eu era amigo de uma mulher linda e inteligente e gentil e de humor peculiar. Com intenções nulas, nada indicava um futuro com ela.

Então, voltando, digo-lhes, meus sete fiéis leitores, que a Sinfonia Concertante é uma peça que conheço profundamente. Para muitos, esta peça é o maior dos concertos para violino de Mozart, superando os cinco oficiais. E digo-lhes que não ouvi ainda gravação melhor do que a da dupla sueca Bernt Lysell e Nils-Erik Sparf, feita para a Bis. Se Mozart é o compositor da leveza e da ousadia, Lysell e Sparf acertaram em cheio no tom utilizado. Não é uma gravação pretensiosa e sem erros, é apenas muito musical.

O programa de ontem da Ospa tinha a Sinfonia concertante para violino e viola, de Mozart e a Sinfonia Nº 3, de Robert Schumann. Os dois solistas — Emerson Kretschmer (violino) e novamente Vladimir Romanov (viola) –, da Concertante não costumam postar-se diante do público, normalmente há um maestro entre eles e o povão. Um é spalla dos violinos e outro das violas na Ospa.

E, bem, sabem? Como direi?

É o seguinte: sinto-me impedido de elogiar ou detonar o Mozart de ontem. O violista é o ex-marido de minha namorada e qualquer posicionamento poderia ser interpretado MUITO criativamente. Tenho opinião, sim, mas preferiria enviar um sincero Cartão de Agradecimentos e a caixa de chocolate que ornamenta este post a ele. Afinal, ele foi um dos que provocou a virada mais feliz de minha vida. Como iria reclamar dele ou fazer-lhe um elogio que poderia soar protocolar como uma conversa entre dois embaixadores de nações inimigas? Não quero confusão. E mais não digo.

O primeiro movimento (Allegro maestoso) é lindíssimo e não chega a ser surpresa que George Balanchine tenha coreografado um famoso balé para esta música em que o papel dos solistas é mais de uma conversa entre si e não com a orquestra em geral. É interessante notar que a voz de Mozart seria a da viola. O compositor adorava tocar viola em quartetos de cordas, gostando de estar “no meio”, se me entendem.

A grande “ária” do Andante realça a diferença da sonoridade entre o som de violino e o da viola. É da beleza deslumbrante da peça: é como se o violino fizesse um lamento, sendo consolado pela viola. A alegria do 3º movimento faz-lhe intenso contraste. É um belo concerto e foi bem melhor do que a soporífera execução da Sinfonia Nº 3 de Robert Schumann.

Um músico da orquestra me disse que faltou a linha curva, a surpresa, a abertura de uma garrafa de champanhe. Também disse que a obra do marido de Clara Wieck parecia um carro 1.0 subindo lotado a Lucas de Oliveira. Concordo! Foi opaco, para dormir.

O programa:

Wolfgang Amadeus Mozart: Sinfonia concertante para violino e viola K. 364
Robert Schumann: Sinfonia n° 3

Regente: Tiago Flores
Solistas: Emerson Kretschmer (violino) e Vladimir Romanov (viola)

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Noites Brancas

Noites Brancas
Masaaki Miyazawa, Once Upon a White Night, September 15, 1981
Masaaki Miyazawa, Once Upon a White Night, September 15, 1981

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Bom dia, Abel Braga (veja os gols de Santos 1 x 2 Inter)

Bom dia, Abel Braga (veja os gols de Santos 1 x 2 Inter)
Abel Braga: o bom jogo merecia três pontos
Abel Braga: vitória sem convencer

Na semana passada, atrapalhado pelas eleições, deixei passar em branco nossa vitória contra o Bahia por 2 x 0 no Beira-Rio. Gostaria de dizer que Alan Patrick, a quem detesto como jogador de futebol, jogou muito bem. Todo o time esteve bem no primeiro tempo, depois foi aquilo de novo, mas o Bahia era fraco e ganhamos.

Já ontem, Abel, a sorte nos sorriu desavergonhadamente. Teu time até que jogou bem após o primeiro gol de Aránguiz — por sinal, belíssimo, com um passe embasbacante de D`Alessandro e conclusão perfeita do chileno –, mas depois caiu lamentavelmente. Para manter a tradição, tu enfiaste os pés pelas mãos: como o time sempre piora no segundo tempo, após tua preleção, tiraste o Dale (?) para colocar Wellington Paulista (?) como armador pelo lado direito, mesmo tendo Valdívia no banco. Tu és um brincalhão, né? Teu humor canhestro voltou a se manifestar quando retiraste Alan Patrick para colocar mais um volante, Bertotto, chamando o Santos para o nosso campo. O Peixe empatou e cansou de perder gols antes e depois do segundo gol de Aránguiz. Viste a cobrança dele? Craque, enfiou bem onde a barreira abriu.

O jogo de ontem poderia ter tido qualquer resultado. Nossa vitória foi pura loteria. É inacreditável que estejamos em terceiro lugar no Brasileiro. O nível técnico de nosso maior campeonato é 7 x 1 para a Alemanha.

É essa minha esperança para o Gre-Nal: a qualidade de nossos jogadores. Espero que Dale, Aránguiz, Alex e Nilmar façam a diferença. Pois nossa defesa perdeu todas as bolas altas e é claro que Felipão tratará de passar a tarde do próximo domingo erguendo bolas sobre a nossa área. Mas confio nos jogadores, Abel.

Sabes? Acho tu estás ficando meio doido. Aquelas declarações sobre ganhar do Santos após 100 anos não apontam exatamente na direção da sanidade mental. Se somarmos isso as substituições malucas…

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