
Foreign Tongues (2026) é ótimo, alegre, animado, cheio de energia e tesão. Charlie Watts era tão fundamental que Steve Jordan teve que fazer uma imitação de seu estilo. Saiu-se notavelmente bem. Paul McCartney toca baixo em uma faixa de “Foreign Tongues”, que também traz aparições de Robert Smith e Steve Winwood.
É o melhor trabalho deles em… bem, em algumas décadas. A capa, uma colagem expressionista de Nathaniel Mary Quinn, também tem sido muito elogiada. É um horror, claro, mas está perfeitamente dentro do espírito do grupo trazer capas inesquecíveis, e raramente por sua beleza.
O disco estreou em 1º lugar no Reino Unido, igualando o recorde dos Beatles, e venceu a votação de novos lançamentos da Billboard com mais de 42% dos votos.
O trio central dos Stones já passou dos 80 anos, mas estão em boa forma criativa, recombinando a energia do rock e do blues. Não é uma reinvenção, talvez nem seja um novo capítulo, mas um digno epílogo para uma das maiores histórias do rock. E sem nenhum ar de despedida.