A Bamboletras tem recomendações para o Dia da Criança

A Bamboletras tem recomendações para o Dia da Criança

A newsletter desta quarta-feira da Bamboletras.

Olá!

A próxima terça-feira, 12, é o Dia da Criança e nós achamos que esta é uma bela oportunidade de introduzir ou dar livros bem bons e divertidos para os os pequenos. Para a Bamboletras, este é um período muito especial. Vocês sabem que nossa fundadora, Lu Vilella, criou nosso bambolê de letras com a ideia de ser uma livraria infantil? Vocês sabem que foi só depois que nos tornamos a “Livraria de Todos os Gêneros”? Porém, mesmo com a ampliação de interesses, nunca deixamos de ser o paraíso dos livros infantis.

Abaixo, temos três boas sugestões para a data, mas nosso infantil está cheio de outras opções  aguardando você.

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Porto Alegre na Palma da Mão, de Ana Paula Alcantara, com ilustrações de Bia Dorfman (Ed. da autora, 102 páginas, R$ 79,00)

Porto Alegre na palma da mão mostra a evolução urbana da cidade. Trata-se de um livro infantil que pretende ajudar as crianças a conhecer a história da cidade e assim despertar o amor e o interesse pela cidade. Inspirado pela infinita curiosidade de um guri e pelos inúmeros passeios feitos com seu cão pelo centro histórico, o livro conta como nasceu e cresceu a cidade. Lindamente ilustrado, será um livro inesquecível para seu filho(a).

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A Alma Perdida, de Olga Tokarczuk e Joanna Concejo (Todavia, 48 páginas, R$ 54,90)

Olha, as ilustrações deste livro — feitas por Joanna Concejo —  são deslumbrantes. Era uma vez um homem que trabalhava muito e quase não prestava atenção no tempo que passava diante de seus olhos. Não que sua vida fosse ruim. Ele apenas sentia que tudo ao seu redor estava plano, como se estivesse se movendo sobre a folha de um caderno de matemática inteiramente coberta por quadradinhos iguais. Com texto da vencedora do Prêmio Nobel Olga Tokarczuk, A Alma Perdida é um livro que encanta, enternece e faz pensar. Uma história para todas as idades, que nos conduz a um desenlace maravilhoso e inesperado, como só os grandes contos de fadas são capazes de fazer.

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O Capital para Crianças, de Joan Riera e Liliana Fortuny (Boitatá, 32 páginas, R$ 42,00)

O livro ideal para evitar o surgimento de novos bolsomínions! O vovô Carlos é um barato! Sempre que vão visita-lo, seus netos pedem que ele conte uma história. Só que dessa vez ele vai contar uma história diferente. Nada de princesas ou dragões. A história de hoje aconteceu de verdade, não faz tanto tempo assim e continua se repetindo. Ele fala de um operário que produz meias em uma fábrica e compara seu salário ao preço do produto na loja.

Olga Tokarczuk e Joanna Concejo

A Bamboletras recomenda três livros muito diferentes entre si

A Bamboletras recomenda três livros muito diferentes entre si

A newsletter desta quarta-feira da Bamboletras.

Olá!

Um romance de uma autora popular e muito boa, um ensaio sociológico e psicanalítico sobre como as pessoas desprotegidas são as mais acusadas de violência e de como mudar esta situação e a bela despedida de Sérgio Sant`Anna são as dicas da Bamboletras desta semana. Confiram abaixo.

Boa semana e boas leituras!

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Belo mundo, onde você está, de Sally Rooney (Cia. das Letras, 336 páginas, R$ 54,90)

A excelente Sally Rooney, autora de Pessoas Normais, escreve sobre amizade, amor e dúvida em seu terceiro romance. Alice conhece Felix pelo Tinder. Ela é romancista, ele trabalha num armazém nos subúrbios de uma pequena cidade costeira da Irlanda. No primeiro encontro, enquanto os dois tentam impressionar um ao outro, algo mais aparece. Enquanto isso, em Dublin, Eileen está tentando superar o término de seu último relacionamento enquanto precisa lidar com a falta da melhor amiga, Alice, que se mudou para o litoral. Ela acaba voltando a flertar com Simon, um homem mais velho que acompanha sua vida há tempos. Alice, Felix, Eileen e Simon ainda são jovens, mas sentem a pressão do passar dos anos. Eles se desejam, se iludem, se amam e se separam. Preocupam-se com sexo, com amizade, com os rumos do planeta e com o próprio futuro. E conseguirão encontrar uma forma de viver mais uma vez em um belo mundo?

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A Força da Não Violência, de Judith Butler (Boitempo,  168 páginas, R$ 49,00)

Em A força da não violência, Judith Butler percorre discussões da filosofia, da ciência política e da psicanálise para reavaliar o que chamamos de violência e não violência e o modo como essas duas expressões se tornam intercambiáveis quando colocadas a serviço, por exemplo, de uma perspectiva individualista das relações sociais. A obra, lançada originalmente em 2020, mostra como a ética da não violência deve estar conectada a uma luta política mais ampla pela igualdade social. A autora rastreia como a violência é, com frequência, atribuída àqueles que são mais expostos a seus efeitos letais. Para Butler, a condição-limite da manifestação da violência se revela quando certas vidas, uma vez perdidas, não são dignas de luto… Expondo os discursos por meio dos quais a desvalorização e a destruição da vida operam, Butler propõe a compreensão da não violência a partir da condição básica da interdependência entre os seres humanos e identifica a não violência como uma prática de resistência à destruição.

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A Dama de Branco, de Sérgio Sant`Anna (Cia. das Letras, 192 páginas, R$ 59,90)

Este livro marca a despedida de Sérgio Sant`Anna, uma referência incontornável para gerações de escritores e leitores. No Rio de Janeiro do início da quarentena, o narrador passou a observar uma vizinha que saía de madrugada para dar uma volta no estacionamento a céu aberto. Embora ela não soubesse que estava sendo acompanhada, uma estranha cumplicidade se estabeleceu entre os dois, e sua presença simbolizava a promessa de um encontro arrebatador, ao mesmo tempo em que representava a morte pairando ao redor. Assombroso e revelador, A dama de branco foi o último texto publicado por Sérgio Sant’Anna, que faleceu em 2020 de coronavírus. Além da narrativa que dá título ao livro, o volume é composto por outros dezesseis contos — que tratam da solidão, da memória, do desejo e da própria escrita — e uma novela, que estava em vias de ser terminada. A Dama de Branco atesta que a prosa de Sérgio Sant`Anna manteve-se vigorosa e afiada até os últimos dias.

Sérgio Sant`Anna (1941-2020)