Bamboletras recomenda Doramar, o novo livro de Itamar Vieira Junior, e mais

Bamboletras recomenda Doramar, o novo livro de Itamar Vieira Junior, e mais

A newsletter de amanhã da Bamboletras.

Olá!

Torto Arado vendeu mais de 100 mil exemplares. Para o Brasil, isto é um fenômeno muito significativo, ainda mais se considerarmos a alta qualidade e a poesia da prosa do baiano Itamar Vieira Junior. Agora, ele retorna com seu segundo livro, Doramar ou A Odisseia: Histórias que recomendamos sem medo de errar e por já termos lido uma das histórias.

Coincidentemente, Pequena Coreografia do Adeus é também o segundo livro da paulista Aline Bei, que fez uma linda estreia com o esplêndido O Peso do Pássaro Morto. A história do livro é muito boa, importante e comum a muitos de nós. Leia a sinopse!

De quebra, recomendamos outro livro notável: Nomadland.

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Doramar ou A Odisseia: Histórias, de Itamar Vieira Junior (Todavia, 160 páginas, R$ 49,90)

Quem se deslumbrou — isto é, quase todo mundo — com a maestria narrativa de Torto Arado, romance que converteu Itamar Vieira Junior em um dos nomes centrais da nossa literatura contemporânea, vai encontrar neste Doramar ou a Odisseia ainda mais motivos para celebrar a ficção do autor. Num diálogo permanente com nossas questões sociais e a tradição literária brasileira, Itamar enfeixa um conjunto de histórias a um só tempo atuais e calcadas na multiplicidade de culturas que formam o país. Lidas na sequência, atestam a vitalidade de um escritor que encontra uma boa parcela de inspiração em personagens que desafiam os limites que lhes foram impostos e abraçam a existência em toda a sua plenitude.

Nomadland, de Jessica Bruder (Rocco, 304 páginas, R$ 59,90)

No interior dos EUA, empregadores descobriram uma nova força de trabalho educada, disposta e de baixo custo, composta em sua maioria por pessoas mais velhas e sem endereço fixo. Muitos deles estão afundados em dívidas, sem poder pagar um aluguel ou uma hipoteca, e com uma aposentadoria que mal dá para o básico. Resultado da recessão econômica de 2008, essa parcela invisível da sociedade ganhou as estradas em trailers, ônibus e vans, formando uma crescente comunidade de nômades, que não aceitam o rótulo de “sem-teto”, são simplesmente “sem-casa”. Eles têm um lar e este está sobre quatro rodas, acompanhando-os para onde forem (geralmente o próximo trabalho mal remunerado, sem direitos trabalhistas e em condições duvidosas). Nesta reportagem sensível e impressionante, Jessica Bruder segue as rotas mais usadas dos que trabalham em empregos temporários e conhece gente de todo tipo: um ex-professor, um ex-executivo do McDonald’s, um ministro de igreja, um policial aposentado e veteranos de guerra, entre muitos outros. E a protagonista — a garçonete-caixa-empreiteira-avó Linda May.

Pequena Coreografia do Adeus, de Aline Bei (Cia. das Letras, 264 páginas, R$ 49,90)

Julia é filha de pais separados: sua mãe não suporta a ideia de ter sido abandonada pelo marido, enquanto seu pai não suporta a ideia de ter sido casado. Sufocada por uma atmosfera de brigas constantes e falta de afeto, a jovem tenta reconhecer sua individualidade e dar sentido à sua história, tentando se desvencilhar dos traumas familiares. Entre lembranças da infância e da adolescência, e sonhos para o futuro, Julia encontra personagens essenciais para enfrentar a solidão ao mesmo tempo que ensaia sua própria coreografia, numa sequência de movimentos de aproximação e afastamento de seus pais que lhe traz marcas. Escrito com a prosa original que fez de Aline Bei uma das grandes revelações da literatura brasileira contemporânea, Pequena Coreografia do Adeus é um romance emocionante que mostra como nossas relações moldam quem somos.

Os livros mais vendidos em maio na Bamboletras

Os livros mais vendidos em maio na Bamboletras

Nossa lista de mais vendidos de maio! Nossos best sellers são sempre ótimos livros! 🥰

1. Torto Arado, de Itamar Vieira Júnior (Todavia)
2. Os Supridores, de José Falero (Todavia)
3. O Avesso da Pele, de Jeferson Tenório (Companhia das Letras)
4. A República das Milícias, de Bruno Paes Manso (Todavia)
5. Pequena Coreografia do Adeus, de Aline Bei (Companhia das Letras)
6. Atos Humanos, de Han Kang (Todavia)
7. Fada, de Dyonelio Machado (Zouk)
8. Mulheres de Minha Alma, de Isabel Allende (Bertrand Brasil)
9. As Inseparáveis, de Simone de Beauvoir (Record)
10. Diários 1909-1923, de Franz Kafka (Todavia)

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O fazer literário de dois gênios e um romance gaúcho para aquecer o clima

O fazer literário de dois gênios e um romance gaúcho para aquecer o clima

A newsletter de amanhã da Bamboletras.

Olá.

Esta é uma semana de grandes lançamentos: a biografia de João Gilberto Noll escrita por Flavio Ilha, os extraordinários Diários de Franz Kafka e um originalíssimo romance que se passa aqui ao lado da Cidade Baixa, no Menino Deus, são três excelentes dicas da Bamboletras para esta semana fria e de algum temor sobre uma terceira onda que esperamos que não ocorra.

Poderíamos mostrar outros ótimos livros, mas mantenhamos nosso número tradicional de três, que está nos três poderes (Judiciário, Executivo e Legislativo), nos Três Mosqueteiros, nos Três Porquinhos, nos três sobrinhos do Pato Donald (Huguinho, Zézinho e Luizinho), na Santíssima Trindade, etc.

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João aos Pedaços, de Flávio Ilha (Diadorim, 248 páginas, R$ 60,00)

Biografia do escritor João Gilberto Noll, resultado de quatro anos de pesquisa do jornalista e escritor Flávio Ilha. A obra traz também quatro contos inéditos e dezenas de fotos de Noll, além de cartas e trechos do romance inacabado que o escritor deixou. Ilha teve acesso a cartas e documentos pessoais de Noll cedidos pela família e amigos. O jornalista e escritor é leitor de Noll desde seu primeiro livro, ‘O cego e a dançarina’, de 1980. Em menor ou maior intensidade, acompanhou de perto seu trabalho, mas só foi conhecê-lo pessoalmente em 2016, ao cursar uma de suas oficinas literárias. Nesta ocasião os dois iniciaram um processo juntos: Flavio propôs a produção de um documentário sobre sua história literária, que seria feito a partir das tradicionais caminhadas do escritor no centro da cidade de Porto Alegre, e também de leituras de trechos de seus livros por pessoas convidadas. “Noll inclusive já havia selecionado alguns trechos para ler, estava empolgado, mas morreu antes de conseguirmos dar início ao projeto. Como não seria possível fazer o trabalho sem ele, decidi transformar em uma biografia. Comecei aos poucos, tateando, procurando pessoas. Só engrenou mesmo em 2019” afirma Flávio Ilha.

Diários, de Franz Kafka (Todavia, 572 páginas, R$ 99,90)

“Tudo que não é literatura me entedia”, anota Franz Kafka em certo dia de 1913. A essa altura, Kafka, um advogado judeu de Praga, era funcionário de um instituto de seguros trabalhistas e começava a receber uma modesta atenção como o autor da novela ‘O veredicto’. Sua glória seria póstuma e por obra do amigo Max Brod, que não destruiu sua obra como lhe fora pedido e fez o contrário, divulgou-a. Uma prova disso são estes ‘Diários’, verdadeiro monumento literário do século XX traduzido integralmente pela primeira vez no Brasil por Sergio Tellaroli. São páginas assombrosas. Constituem aquilo que o escritor argentino Ricardo Piglia qualificou como o “laboratório do escritor”: o espaço em que o autor de ‘A metamorfose’ experimentava e afiava a sua escrita em meio a comentários sobre sua época, suas leituras, suas decepções amorosas, rascunhos de cartas, relatos de sonhos, começos de obras literárias jamais concluídas, bem como diversas de histórias acabadas.

Olivetti Lettera 32, de Carolina Panta (Zouk, 178 páginas, R$ 46,90)

Olivetti Lettera 32 é um romance de 37032 palavras. Um narrador incomum. Três personagens expostas a páginas escritas. Uma máquina de escrever. O romance estrutura-se a partir de um livro recebido. Cada uma das mulheres residentes no prédio do bairro Menino Deus acaba por, em algum momento de um mesmo dia, receber um tomo. Os volumes estampam seus nomes nas capas. O que se cria, a partir da chegada dos exemplares, é um resgate de suas vidas. Um narrador misterioso, aparentemente onisciente, busca métodos de escrita e recursos linguísticos para contar essas mulheres. Descobre-se, assim, durante a leitura das narrativas, um sentimento de culpa transversal ao feminino das personagens. Muito disso é apresentado pelo narrador a partir de bilhetes anexados às obras. Ele conversa, expõe-se também às personagens trazendo os dramas das mulheres aos olhos da leitura, assim como os seus próprios. Diva, Eleonora, Maria Luíza. Três personagens de tempos diferentes, vivenciando a dor e o prazer de se constituir como mulher.

Três excelentes livros brasileiros são as sugestões da Bamboletras

Newsletter de 19 de maio de 2021

Olá.

As sugestões da semana são bem diferentes entre si. A biografia da arquiteta modernista e Lina Bo Bardi é luminosa e guarda um imenso leque de surpresas. Andarilhos é uma reinvenção do pampa, quase um faroeste tardio. E uma nova biografia, desta vez da filósofa, escritora e ativista antirracismo Sueli Carneiro. Ela é fundadora e diretora do Geledés — Instituto da Mulher Negra e considerada uma das principais autoras do feminismo negro no Brasil.

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Lina – Uma Biografia, de Francesco Perrotta-Bosch (Todavia, 575 páginas, R$ 89,90)

Poucas figuras públicas foram mais brasileiras do que a arquiteta italiana Lina Bo Bardi. Chegando ao Brasil logo após a Segunda Guerra, ela se afeiçoou à cultura brasileira de tal maneira que se tornou uma de suas principais intérpretes, capaz de uma leitura das tradições locais ao mesmo tempo rigorosa e abrangente. Crítico de arquitetura e ensaísta de mão-cheia, Francesco Perrotta-Bosch examina a trajetória dessa artista brilhante à luz da seguinte questão: para além de sua participação política, como uma estrangeira foi capaz de enxergar tanto de um país que não era o seu, a ponto de traduzi-lo para os próprios brasileiros?

Andarilhos, de R. Tavares (Zouk, 200, páginas, R$ 46,00)

Andarilhos já pode ser considerado um novo clássico da literatura regional brasileira. Tavares traz frescor e contemporaneidade a um dos gêneros mais amados pelos brasileiros – mostrando a força e a representatividade das pessoas que moram no vasto território campesino da América Latina.

 

 

 

Continuo Preta, de Bianca Santana (Cia. das Letras, 286 páginas, R$ 59,90)

Sueli Carneiro é uma das maiores intelectuais públicas do Brasil, referência histórica do movimento negro, biografada por uma das mais promissoras vozes da nova geração. Em mais de quarenta anos de ativismo, ela vem combinando escrita, academia e intelectualidade para qualificar uma luta política que enegreceu o feminismo no Brasil e, ao mesmo tempo, colocou as mulheres como protagonistas do movimento negro.

A volta de Han Kang e dois autores brasileiros são as dicas da semana da Bamboletras

Newsletter de 12 de maio de 2021

Olá.

Três livros muito sérios neste começo de maio. Todos eles tratam de violência. Aquela mesma que, infelizmente, parece ser nosso dia a dia. Um é coreano e tem muito em comum com nosso passado recente, os outros dois são brasileiros e falam a nossa língua de perplexidades e impotência. É a literatura nos ajudando a vermos a nós mesmos.

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Atos Humanos, de Hang Kang (Todavia, 192 páginas, R$ 59,90)

Em maio de 1980, na cidade sul-coreana Gwangju, o exército reprimiu um levante estudantil, causando milhares de mortes. O evento de trágicas consequências foi transfigurado nesta ficção extraordinária, poética, violenta e repleta de humanidade. Construindo um mosaico de vozes e pontos de vista daqueles que foram afetados, Atos humanos é a demonstração dos enormes recursos literários de Han Kang, uma das autoras mais importantes da cena contemporânea. Lembram do excepcional “A Vegetariana”? Pois é. Este é segundo livro de Kang a chegar ao Brasil.

 

Ensaio Sobre o Grito, de Rafael Valles (Metamorfose, 92 páginas, R$ 40,00)

O escritor, pesquisador e documentarista Rafael Valles lança seu livro de contos “Ensaio sobre o grito”. A obra traz histórias com personagens que se deparam com ânsias de mudarem suas vidas para não ficarem condenadas ao silêncio. Só que, para tanto, precisam encarar a realidade, as perdas e as escolhas pessoais. Entre as personagens, uma dona de casa que resolve aceitar ser dublê, um professor… Sem spoilers, né?

 

 

O Riso dos Ratos, de Joca Reiners Terron (Todavia, 208, páginas, R$ 62,90)

Nesta epopeia sobre a obsessão, um homem acometido por uma doença fatal promete vingar a filha da brutalidade de que foi alvo. No entanto, o agressor está fora de alcance, assim como a própria filha desaparecida, e o mundo que o homem conhecia não existe mais. Desse modo, ele mergulhará num inferno de violência, no qual as lembranças e o absurdo vão se sobrepor aos horrores da realidade e da existência. Um romance original e surpreendente.

A Idiota, os Russos e o Rei são as dicas da Bamboletras

Newsletter de 26 de abril de 2021

Olá!

A Todavia chega com Roberto Carlos, uma figura da qual nem todo mundo gosta, mas que desperta paixões a favor e contra. A Cia. vem com “A Idiota”, um livro cômico que poderia se chamar “Retrato da artista quando jovem”. E temos um belo ensaio sobre a literatura que todos nós amamos: a russa.

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A Idiota, de Elif Batuman (Cia das Letras, 488 pág., R$ 99,90)

Neste romance finalista do prêmio Pulitzer, acompanhamos o amadurecimento de uma jovem universitária nos anos 1990 que se descobre como escritora enquanto vive as agruras e as delícias do primeiro amor. Selin, filha de imigrantes turcos, começará seu primeiro semestre em Harvard. O ano é 1995 e a internet, uma novidade. Ela se inscreve em matérias de que nunca ouviu falar, faz amizade com a carismática e cosmopolita colega sérvia, Svetlana, e começa a se corresponder por e-mail com Ivan, um estudante de matemática húngaro, mais velho. Selin falou pouco com Ivan, mas a cada e-mail que trocam, o ato de escrever parece assumir significados novos e cada vez mais misteriosos.

Como ler os russos, de Irineu Franco Perpetuo (Todavia, 304 pág., R$ 69,90)

Feito para todos que se interessam por literatura russa, este ensaio busca responder uma pergunta: por que seguimos, ao longo de décadas, lendo, discutindo e admirando os russos? Dos precursores até a literatura pós-soviética e dos emigrados, abordando teatro, prosa e poesia, Irineu Franco Perpetuo nos conduz por séculos de criação artística, iluminando e contextualizando a obra de autores como Púchkin, Dostoiévski, Tolstói e Tchékhov.

 

 

Roberto Carlos — Por isso essa voz tamanha, de Jotabê Medeiros (Todavia, 512 pág., R$ 84,90)

Ninguém na música brasileira foi – e ainda é — mais popular do que Roberto Carlos. As dezenas de milhões de discos vendidos, a onipresença na televisão desde os anos 1960, os hits que marcaram gerações, os dramas pessoais, a figura pública reservada, as brigas na justiça – todos esses fatos são públicos e notórios. Mas são poucas as fontes acessíveis capazes de traçar, sem arroubos de tiete ou cores sensacionalistas, o percurso desse artista singular. Publicada no momento em que o artista completa 80 anos, esta biografia de Jotabê Medeiros consegue justamente isso. Autor de consagrados livros sobre Belchior e Raul Seixas, Jotabê se aprofunda na formação musical do artista, desde a infância em Cachoeiro do Itapemirim e os primeiros passos cantando à moda de João Gilberto, até a explosão como líder do incipiente rock nacional e os hits que ao longo de décadas emplacou entre os mais ouvidos do país.

Só rico lê? Federici, um clássico moderno e um romance brasileiro são as dicas da Bamboletras

Newsletter de 12 de abril de 2021

Olá!

Numa semana em que a Receita Federal declarou que “só rico lê”, devemos apontar o desconhecimento que esta tem de nossa “elite”.

O estudo ‘Retratos da leitura no Brasil’, realizado pelo Instituto Pró-Livro, mostra que as pessoas leem mais hoje do que em 2007 e 2015.

O interesse crescente pela leitura no conjunto da população apenas cai justamente entre os entrevistados definidos como “classe A”, conforme a faixa de renda.

Nesse grupo, que reúne os mais ricos, os que “gostam muito” de ler eram 48% em 2015, e caíram para 42%. Os que gostam “um pouco” eram 42%, e passaram a 41%. E os que não gostam saltaram de 10% para 17%.

Ademais, se os ricos lessem, não estaríamos na situação em que estamos.

Francamente…

Mesmo aos trancos e apesar do governo, a Bamboletras segue e seguirá. E ainda dando dicas. Confira abaixo.

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O Jardim dos Finzi-Contini, de Giorgio Bassani (Todavia, 280 pág., R$ 69,90)

Um clássico moderno. O destino de parte dos protagonistas deste livro está anunciado nas primeiras páginas: os campos de concentração nazistas. Mas tudo se passa num enorme jardim na cidade italiana de Ferrara. À medida que a Segunda Guerra desponta, a relação da jovem Micòl Finzi-Contini com o narrador deste livro mostra suas limitações. Mas são essas mesmas limitações que fazem desse caso de amor não correspondido um dos mais pungentes da literatura moderna.

 

 

O Patriarcado do Salário, de Silvia Federeci (Boitempo, 208 pág., R$ 49,00)

‘O patriarcado do salário’, da filósofa italiana Silvia Federici, traz ao leitor uma série de artigos que abordam a relação entre marxismo e feminismo do ponto de vista da reprodução social. Retomando diversas discussões presentes nas obras de Karl Marx e Friedrich Engels, a autora aponta como a exploração de trabalhos como o doméstico e o de cuidados, exercido sem remuneração pelas mulheres, teve e tem papel central na consolidação e na sustentação do sistema capitalista. Revisitando a crítica feminista ao marxismo e trazendo para o debate perspectivas contemporâneas sobre gênero, ecologia, política dos comuns, tecnologia e inovação, Federici reafirma a importância da linguagem, dos conceitos e do caráter emancipador do marxismo.

Os tais caquinhos, de Natércia Pontes (Cia. das Letras, 144 pág., R$ 64,90)

Faltava muita coisa no apartamento 402. Mas sobravam muitas outras: caixas de papelão, bandejas de isopor, cacarecos, baratas, cupins, muriçocas, poeira, copos sujos. Abigail, Berta e Lúcio formam um trio nada convencional. Duas adolescentes dividem o apartamento com o pai, um homem amoroso, idiossincrático, acumulador, pouco afeito à vida prática, que torce para que a morte venha logo lhe buscar e dá conselhos incomuns às filhas: “É muito bom sentir fome”. Os tais caquinhos é um romance de formação trágico e comovente, capaz de arrancar risos nervosos. Ao descrever o dia a dia de uma família simbiótica em meio a uma cordilheira de lixo que só faz crescer, Natércia Pontes desenha um fascinante romance.

Os livros mais vendidos em março na Livraria Bamboletras

Os livros mais vendidos em março na Livraria Bamboletras

Como de costume, segue a lista dos mais vendidos do mês de março na Livraria Bamboletras. Alguns títulos seguem na lista, mas o mês passado trouxe novidades!

1. Torto Arado, de Itamar Vieira Junior (Todavia)
2. Os Supridores, de José Falero (Todavia)
3. O Avesso da Pele, de Jeferson Tenório (Companhia das Letras)
4. As Inseparáveis, de Simone de Beauvoir (Record)
5. Marrom e Amarelo, de Paulo Scott (Alfaguara)
6. O ar que me falta, de Luiz Schwarcz (Companhia das Letras)
7. E fomos ser gauche na vida, de Lelei Teixeira (Pubblicato)
8. D’ale: Meus sonhos, meu futebol, minha vida, meu legado, de Diego Borinsky (Sulina)
9. A Estrangeira, de Claudia Durastanti (Todavia)
10. A Vida Mentirosa dos Adultos, de Elena Ferrante (Intrínseca)

É claro que temos todos! É só entrar em contato ou vir até nossa porta!

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As surpreendentes sugestões da Bamboletras desta semana

Newsletter de 29 de março de 2021

Olá!

Basta ler as sinopses abaixo para se notar estamos diante de três livros muito originais. Mas há muito mais. Consulte-nos! Fique à vontade para compartilhar esta newsletter com outras pessoas, e faça seu pedido com a gente!

Boas leituras!

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O Som do Rugido da Onça, de Micheliny Verunschk (Cia. das Letras, 166 pág., R$ 54,90)

Em 1817, Spix e Martius desembarcaram no Brasil com a missão de registrar suas impressões sobre o país. Três anos e 10 mil quilômetros depois, os exploradores voltaram a Munique trazendo consigo não apenas um extenso relato da viagem, mas também um menino e uma menina indígenas, que morreriam pouco tempo depois de chegar em solo europeu. Em seu quinto romance, Micheliny Verunschk constrói uma poderosa narrativa que deixa de lado a historiografia hegemônica. Com uma prosa embebida de lirismo, este é um livro sem paralelos na literatura brasileira ao tratar de temas como memória, colonialismo e pertencimento.

Klara e o Sol, de Kazuo Ishiguro (Cia. das Letras, 336 pág., R$ 59,90)

Do ganhador do Nobel Kazuo Ishiguro, autor dos livros ‘Não me abandone jamais’ e ‘O gigante enterrado’, um novo romance sobre o que significa ser humano. Klara tem habilidades de observação impressionantes e estuda com cuidado o comportamento de todos que passam pela vitrine. Do lugar onde foi designada para ficar na loja, ela espera que uma dessas pessoas a escolha como companheira. Contudo, quando surge a possibilidade de sua vida mudar para sempre, Klara é aconselhada a não apostar suas fichas na bondade humana.

 

A Visão das Plantas, de Djaimilia Pereira de Almeida (Todavia, 88 pág., R$ 49,90)

Com esta meditação sobre o bem e o mal, e como a natureza parece indiferente à nossa moralidade, Djaimilia Pereira de Almeida construiu um romance que encanta pela beleza de suas frases e fascina pela profundidade com que Celestino, este homem a um só tempo brutal e delicado, é desenhado. Um livro arrebatador.

 

 

 

 

Se você ler as sinopses, vai querer

Newsletter de 15 de março de 2021

Olá!

Um livro de cartas escritas por uma doméstica antilhana para a brasileira Carolina Maria de Jesus no início dos anos 60, uma biografia da Depressão e um caso de violência sexual ocorrido no Rio de Janeiro. Podem não ser temas fáceis, mas o que está fácil?

Estas são as nossas sugestões desta terça-feira, mas há muito mais. Consulte-nos! Fique à vontade para compartilhar esta newsletter com outras pessoas, e faça seu pedido com a gente!

Boas leituras!

Cartas a uma Negra, de Françoise Ega (Todavia, 252 pág., R$ 59,90)

Antilhana, Françoise Ega trabalhava em casas de família em Marselha, na França. Um de seus pequenos prazeres era ler a revista Paris Match, na qual deu de cara com um texto sobre Carolina Maria de Jesus e seu clássico “Quarto de Despejo”. Identificou-se imediatamente e passou a escrever “cartas” — jamais entregues — à autora brasileira. Cartas a uma Negra, publicado postumamente, é um dos documentos literários mais significativos e tocantes sobre a exploração feminina e o racismo no século 20.

 

Uma Biografia da Depressão, de Christian Dunker (Paidós, 240 pág., R$ 41,90)

A Depressão tem uma história, e a compreensão dessa história nos ajuda a descobrir a melhor forma de entendê-la, tratá-la e controlá-la hoje. Refazendo os passos genealógicos da Depressão a partir de seus parentes distantes nas famílias da tristeza e da melancolia, Dunker descreve como ela se tornou um personagem decisivo na Idade Moderna, notadamente com os grandes trágicos da virada do século XVI e XVII, como Shakespeare e Molière, e como ela emergiu como personagem secundário na psicopatologia do século XIX e na psicanálise do século XX, ganhando um inesperado reconhecimento a partir da segunda metade do século passado.

Vista Chinesa, de Tatiana Salem Levy (Todavia, 110 pág., R$ 54,90)

Estamos em 2014. Euforia no Brasil e especialmente na cidade do Rio de Janeiro. A Copa do Mundo estava prestes a acontecer e as Olimpíadas de 2016 estava no horizonte. Tempos de esperança e construção. Júlia é sócia de um escritório de arquitetura que está planejando alguns projetos na futura Vila Olímpica. No dia de uma dessas reuniões com a prefeitura, Júlia sai para correr no Alto da Boa Vista. A certa altura, alguém encosta um cano de revólver na sua cabeça e a leva para uma área baldia. É estuprada. O rosário de dor é descrito com crueza e qualidade literária.

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Bamboletras segue com telentrega e tem sugestões para você

Newsletter de 1º de março de 2021

Lupa da Alma, de Maria Homem (Todavia, R$ 30,00)

A pandemia tornou as crises mais agudas. As emoções parecem estar à flor da pele. Se estávamos buscando formas de mantê-las sob controle, ou sob anestesia, agora parecem ter obtido um passe livre para circular sem tanta repressão. Como não escutar esse caos que parece explodir em forma de revelação? Este livro explora o impacto do vírus em diversas esferas da vida: amor, ódio, família, amigos, trabalho, morte. Com a verve e a inteligência que fizeram dela uma das psicanalistas brasileiras de maior projeção nos últimos anos, Maria Homem oferece alento nesse momento de incerteza e examina formas de angústia que falam direto ao lado sombrio de cada um de nós.

 

Tupinilândia, de Samir Machado de Machado (Todavia, R$ 82,90)

No início dos anos 1980, com o Brasil rumando para a abertura política, um industrialista constrói em segredo um parque de diversões. Batizado de Tupinilândia, funcionaria como uma celebração do nacionalismo e da nova democracia que se aproximava. Porém, durante um fim de semana em que se testavam as operações do parque, um grupo de militares invade o lugar e faz funcionários e visitantes de reféns. Duas décadas depois, um arqueólogo obcecado pelo mito de Tupinilândia, chega com sua equipe e descobre um terrível segredo. A partir daí as duas pontas do romance se unem numa aventura literária pelo passado recente do Brasil e pela memória dos anos 1980.

Salientamos que seguimos trabalhando. Entregamos as encomendas por moto e bicicleta para as regiões mais próximas, além de enviar via Correios para o Brasil inteiro!

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9 Histórias, de J. D. Salinger

9 Histórias, de J. D. Salinger

Há umas quatro décadas, literalmente, li este livro na versão Nove Estórias, da Editora do Autor. Tinha uma bonita lembrança dele, principalmente do conto Um dia perfeito para peixes-banana.

A estreia de J. D. Salinger na literatura ocorreu com o clássico O Apanhador no Campo de Centeio em 1951. 9 Histórias, que li agora na nova e bela tradução de Caetano Galindo para a Todavia, foi seu segundo livro, publicado em 1953. Sete dos nove contos haviam sido antes publicados na revista The New Yorker e eles guardam alguns pontos de contato com o romance de estreia ao retratar uma boa galeria de jovens entre o inteligente e o desajustado. Trata-se de uma reunião de contos não planejada para formar um livro, mas o todo funciona muito bem ao apresentar uma corrente comum de bem humorado descontentamento.

Eu cultivo uma mania quando leio livros de contos. Costumo atribuir-lhes notas de 0 a 5. 9 Histórias alcançou a média de 4 e não lembro de outro que recentemente tenha chegado a tanto. Adorei o livro, claro.

Cada uma das histórias é um relato impreciso sobre a maneira de como os personagens se movem no mundo e interagem entre si. São basicamente diálogos e ligações telefônicas onde são articulados sentimentos e posturas. Não há divagações do autor e muito menos longas descrições. Os personagens de Salinger têm enorme capacidade para desencadearem bons diálogos. Isso geralmente toma a forma de uma criança em conversa com um adulto recém-encontrado, como Sybil e Seymour nos Peixes-banana, Esmé e o Sargento X em Para Esmé, com amor e sordidez, Teddy e Nicholson em Teddy. Os adultos costumam ser bem mais chatos, mas se surpreendem com a sabedoria despretensiosa dos mais jovens. Mas jamais podemos esquecer do sensacional diálogo adulto entre os “amigos” de Linda a boca, e verdes meus olhos

Em algumas histórias, como em O Gargalhada e em partes dos Peixes-banana e em Lá no bote, a narrativa é angulada em perspectiva oblíqua — o personagem principal está sendo descrito por outros através dos quais o leitor o vê. Mais: em todas as histórias, independentemente da perspectiva, a narrativa é cercada por fatos de significado dúbio. Nada é gritado de forma deselegante. Tudo é sugerido ou parece enfiado ali casualmente. No entanto, o leitor atento que consegue sintonizar com a frequência peculiar de Salinger, verá o que é fundamental — a inocência, o arrependimento, a esperança, a saudade, o amor e a loucura.

Isto é, 9 Histórias tem histórias simples com um leque de significados que vão variar conforme a experiência do leitor. Li o livro há muitos anos e esta leitura de agora foi muito diferente, talvez mais rica. Cada conto é digno de ser lido, relido e trêslido. Há neles sutis menções a uma crescente cultura do ego e a uma imensa e gloriosa sugestão de que falta algo no mundo de todos nós.

Um grande livro.