A Montanha, de novo

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Dentro da obra de Thomas Mann, sempre gostei mais de Doutor Fausto do que de A Montanha Mágica. Lá nos anos 80, eu dizia isto para o tradutor Herbert Caro, que, se bem lembro, não se posicionava, apesar de seu amor pela música.

Reli há pouco Os Buddenbrook, mas não abri nem A Montanha e nem o Fausto neste século. desde aquele época, a euforia pelo Fausto reduziu-se lentamente e ficou o afeto pela Montanha. É incrível como este romance permanece na minha memória. Nada do que é dito por Luisa Coquemala em suas ótimas aulas sobre A Montanha Mágica é totalmente estranho a mim. Às vezes me vêm expressões como “a luta pela alma de Hans Castorp”, “o filho enfermiço da vida” e ninguém pode bater a porta que já espero o consequente caminhar silencioso e sexy de uma russa. As expressões cômicas do livro — pois há, e muitas! — ainda estão tão presentes em minha memória quanto os capítulos “Neve” e “Politicamente Suspeita”. Qualquer hora dessas, a saudade de Settembrini vai apertar e volto ao livrão de Mann, certamente antes do Fausto.

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