Lavando louça

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Acabo de ver/ouvir em bom áudio o show do Angine de Poitrine no Electric Ballroom de Camden Town (Londres). Fiquei rebolando na cozinha enquanto fazia mais um de meus geniais guacamoles. Depois fui ler as avaliações da dupla nos jornais — lá ainda há crítica musical — e todos foram muito elogiosos aos falsamente caóticos rapazes dos loops microtonais de guitarra-baixo e da seguríssima bateria. O Guardian disse algo bem próximo do que penso: dentro do deprimente cenário da música atual, esses canadenses anônimos são um sopro de inteligência e criatividade.

Talvez por ter ouvido muito rock progressivo na adolescência — há 50 anos, portanto — e os eruditos minimalistas do final do século XX, adaptei-me imediatamente ao grupo de Khn e Klek. A música do Angine de Poitrine me atrai e agrada de uma forma muito peculiar. É muito alegre. Não me surpreende o avassalador sucesso do grupo entre o público alternativo.
Esses caras devem ter por volta de 30 anos e não podem ter surgido do nada. Mas ninguém está interessado em saber quem são. E eu muito menos. Só quero ouvi-los.

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