Abdulrazak Gurnah

Abdulrazak Gurnah

Abdulrazak Gurnah recebe o Nobel 2021. É um romancista tanzaniano de 73 anos que escreve em inglês e mora no Reino Unido.

Abdulrazak Gurnah (nascido em 1948 em Zanzibar, atual Tanzânia) é um romancista que escreve em inglês e vive no Reino Unido. Os mais famosos de seus romances são Paradise (1994), que foi selecionado para o Booker e o Whitbread Prize , Desertion (2005) e By the Sea (2001), que foi listado para o Booker e para o Los Angeles Times.

Ele recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 2021 “por sua penetração intransigente e compassiva nos efeitos do colonialismo e no destino dos refugiados dentro do abismo entre culturas e continentes”.

(Se é bom e fala de racismo / refugiados está justificado. Afinal, é um prêmio literário e geopolítico. É o Nobel cumprindo sua função. Mais um que conheceremos).

Os livros mais vendidos de setembro na Bamboletras

Os livros mais vendidos de setembro na Bamboletras

E outubro já começou… Como sempre fazemos, segue a lista dos livros mais vendidos do mês anterior. Sem querermos parecer esnobes (não somos) ou arrogantes (nem pensar), podemos dizer que, em setembro, o mais vendido foi o de um de nossos livreiros. Te mete! E é uma bem lista diferente. Notem como há apenas dois livros estrangeiros e, mesmo assim, um deles é escrito em português.

1. Abra e leia, de Milton Ribeiro (Zouk)
2. Escaler, de Paulo César Teixeira (Ballejo)
3. Torto Arado, de Itamar Vieira Júnior (Todavia)
4. Os Supridores, de José Falero (Todavia)
5. O Avesso da Pele, de Jeferson Tenório (Companhia das Letras)
6. O Mapeador de Ausências, de Mia Couto (Companhia das Letras)
7. Os filmes pensam o mundo, de Enéas de Souza (EdiPUCRS)
8. Como o racismo criou o Brasil, de Jessé Souza (Estação Brasil)
9. Correntes, de Olga Tokarczuk (Todavia)
10. Duas Formações, Uma História: Das ideias fora do lugar ao perspectivismo ameríndio, de Luís Augusto Fischer (Arquipélago)

Vem conferir estas obras aqui na Bambô!

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Um grito | Padura escreve sobre as manifestações em Cuba

Um grito | Padura escreve sobre as manifestações em Cuba

Por Leonardo Padura

Parece bem possível que tudo o que aconteceu em Cuba desde o último domingo, 11 de julho, tenha sido encorajado por um maior ou menor número de pessoas contrárias ao sistema, algumas delas até mesmo pagas, com o objetivo de desestabilizar o país e causar uma situação de caos e insegurança. Também é verdade que em seguida, como costuma acontecer nesses eventos, ocorreram atos oportunistas e lamentáveis de vandalismo. Mas acredito que nenhuma das evidências tira um pingo de razão do grito que escutamos. Um grito que também é fruto do desespero de uma sociedade que atravessa não só uma longa crise econômica e uma crise pontual de saúde, mas também uma crise de confiança e uma perda de expectativas.

A esse clamor desesperado, as autoridades cubanas não deveriam responder com os habituais lemas, repetidos há anos, e com as respostas que essas autoridades querem ouvir. Nem mesmo com explicações, por mais convincentes e necessárias que sejam. O que se impõe são as soluções que muitos cidadãos esperam ou exigem, alguns se manifestando na rua, outros dando sua opinião nas redes sociais e expressando sua desilusão ou discordância, muitos contando com os poucos e desvalorizados pesos que têm em seus empobrecidos bolsos e muitos, muitos mais, fazendo filas em um silêncio resignado por várias horas sob sol ou chuva, inclusive com a pandemia, filas nos mercados para comprar comida, filas nas farmácias para comprar medicamentos, filas para conseguir o pão nosso de cada dia e para tudo imaginável e necessário.

Acredito que ninguém com um mínimo de sentimento de pertencimento, com um sentido de soberania, com uma responsabilidade cívica pode querer (ou mesmo acreditar) que a solução para esses problemas venha de qualquer tipo de intervenção estrangeira, muito menos de natureza militar, como chegaram a pedir alguns, e que, também é verdade, representa uma ameaça que não deixa de ser um cenário possível.

Também acredito que qualquer cubano dentro ou fora da ilha sabe que o bloqueio, ou embargo comercial e financeiro dos Estados Unidos, como queiram chamá-lo, é real e se internacionalizou e intensificou nos últimos anos. E é um fardo muito pesado para a economia cubana (como seria para qualquer outra economia). Aqueles que vivem fora da ilha e querem hoje ajudar seus familiares em meio a uma situação crítica, podem comprovar que existe e o quanto existe ao serem praticamente impedidos de enviar uma remessa para seus familiares, só para citar uma situação que afeta muitos. É uma política antiga que, aliás (às vezes alguns esquecem), praticamente todo o mundo tem condenado por muitos anos nas sucessivas assembleias das Nações Unidas.

E não acredito que alguém possa negar que também foi desencadeada uma campanha midiática na qual, até das formas mais grosseiras, foram divulgadas informações falsas que, do princípio ao fim, só servem para diminuir a credibilidade de seus gestores.

Mas acredito, junto a tudo o que foi dito acima, que os cubanos precisam recuperar a esperança e ter uma imagem possível de futuro. Se a esperança se perde, perde-se o sentido de qualquer projeto social humanista. E a esperança não é recuperada pela força. Ela é resgatada e alimentada com soluções, mudanças e diálogos sociais, que por não chegarem têm causado, entre tantos outros efeitos devastadores, os anseios migratórios de tantos cubanos e agora provocam o grito de desespero de pessoas entre as quais certamente havia criminosos oportunistas e pessoas pagas para tanto. Embora eu me recuse a acreditar que no meu país, a esta altura, possa haver tanta gente, tantas pessoas nascidas e educadas entre nós que se vendam ou cometam crimes. Porque se assim fosse, isso seria fruto da sociedade que os fomentou.

A forma espontânea com que um número notável de pessoas também tem se manifestado nas ruas e nas redes, sem se atrelar a nenhuma liderança, sem receber nada em troca ou roubar nada pelo caminho, deveria ser um alerta. E penso que é uma amostra alarmante das distâncias que se abriram entre as esferas políticas dirigentes e as ruas (e isso foi até mesmo reconhecido pelos dirigentes cubanos). Só assim se explica que o que aconteceu, sobretudo em um país onde quase tudo se sabe quando se quer saber, como todos nós também sabemos.

Para convencer e acalmar os desesperados o método não pode ser o das soluções de força e obscuridade, como impor um apagão digital que cortou há dias as comunicações de muitos, mas que não impede as ligações de quem quer dizer alguma coisa, a favor ou contra. Muito menos pode se empregar como argumento de convencimento a resposta violenta, especialmente contra os não violentos. E já se sabe que a violência pode ser não apenas física.

Muitas coisas parecem estar em jogo hoje. Talvez até depois da tempestade venha a calmaria. Talvez os extremistas e fundamentalistas não consigam impor suas soluções extremistas e fundamentalistas, e não se enraíze um perigoso estado de ódio que tem crescido nos últimos anos.

Mas, de qualquer forma, é necessário que cheguem as soluções, respostas que não deveriam ser apenas de natureza material mas também de caráter político. E assim uma Cuba melhor e inclusiva poderia responder às razões desse grito de desespero e perda de esperanças que, em silêncio, mas com força desde antes do 11 de julho, vinham de muitos de nossos compatriotas. Esses lamentos que não foram escutados e cujas chuvas originaram esse lamaçal.

Como cubano que vive em Cuba, trabalha e acredita em Cuba, presumo que tenho o direito de pensar e expressar minha opinião sobre o país em que vivo, trabalho e acredito. Já sei que em momentos como este e ao tentar expressar uma opinião, acontece de ser “sempre reacionário para alguns e radical para outros”, como disse certa vez Claudio Sánchez Albornoz. Também assumo esse risco, como um homem que almeja ser livre, que espera ser cada vez mais livre.

Mantilla (Havana), 15 de julho de 2021

* Tradução de Isabella Meucci

Pois é, eu e Padura | Foto: Roberta Fofonka

Os livros mais vendidos em março na Livraria Bamboletras

Os livros mais vendidos em março na Livraria Bamboletras

Como de costume, segue a lista dos mais vendidos do mês de março na Livraria Bamboletras. Alguns títulos seguem na lista, mas o mês passado trouxe novidades!

1. Torto Arado, de Itamar Vieira Junior (Todavia)
2. Os Supridores, de José Falero (Todavia)
3. O Avesso da Pele, de Jeferson Tenório (Companhia das Letras)
4. As Inseparáveis, de Simone de Beauvoir (Record)
5. Marrom e Amarelo, de Paulo Scott (Alfaguara)
6. O ar que me falta, de Luiz Schwarcz (Companhia das Letras)
7. E fomos ser gauche na vida, de Lelei Teixeira (Pubblicato)
8. D’ale: Meus sonhos, meu futebol, minha vida, meu legado, de Diego Borinsky (Sulina)
9. A Estrangeira, de Claudia Durastanti (Todavia)
10. A Vida Mentirosa dos Adultos, de Elena Ferrante (Intrínseca)

É claro que temos todos! É só entrar em contato ou vir até nossa porta!

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Lista dos livros mais vendidos na Livraria Bamboletras em janeiro de 2021

Lista dos livros mais vendidos na Livraria Bamboletras em janeiro de 2021

1. Os Supridores, de José Falero.
2. Torto Arado, de Itamar Vieira Junior.
3. E fomos ser gauche na vida, de Lelei Teixeira.
4. O Avesso da Pele, de Jeferson Tenório.
5. Máscaras da Tricolina — sim, máscaras para a pandemia.
6. Mulheres de Minha Alma, de Isabel Allende.
7. A Vida Mentirosa dos Adultos, de Elena Ferrante.
8. Contra mim, de Valter Hugo Mãe.
9. Porto Alegre, Cidade Baixa: um bairro que contém seu passado, de Renato Menegotto.
10. República das Milícias, de Bruno Paes Manso.
11. Marrom e Amarelo, de Paulo Scott.

Que orgulho! Só tem livro bom aí!

A sinuca de bico em que se encontra o Inter

A sinuca de bico em que se encontra o Inter

Não, não há nenhuma desgraça em curso. O problema com que o novo presidente Alessandro Barcellos se depara antes da posse — que ocorrerá na próxima segunda-feira, 4 de janeiro de 2021 — é o fato de que, aparentemente, ele acertou com o técnico Miguel Angel Ramírez quando Abel estreava mal no Covidão 2020 e agora Abel está franca recuperação, tendo vencido seus 3 últimos jogos após um bom empate contra o Atlético-MG fora de casa.

Tirar Abel agora parece sacanagem, mas acho que não é. Ou os novos dirigentes têm convicção sobre o caminho que desejam para sua Comissão Técnica ou vão para a praia e deixem tudo como está.

A comparação entre as campanhas de Abel e Coudet não ajuda muito. Abel é inferior em tudo, mas não o suficiente. Temos que considerar que ele, Abel, foi o técnico Campeão Mundial pelo clube em 2006, mas que foi com ele que fomos eliminados na Libertadores e na Copa do Brasil de 2020.

Abaixo copio e atualizo um comparativo entre as campanhas de Coudet e Abel que encontrei por aí.

Coudet x Abel no Covidão 2020:

Eduardo Coudet:
20 jogos
36 pontos
10 vitórias
6 empates
4 derrotas
Aproveitamento de: 60%
Gols feitos: 32
Gols sofridos: 18
Saldo: 14

Abel Braga:
7 jogos
11 pontos
3 vitórias
2 empates
2 derrotas
Aproveitamento de: 52,3%
Gols feitos: 9
Gols sofridos: 8
Saldo: 1.

A coisa é muito parecida, mesmo que Abel tenha menor aproveitamento, menor média de gols feitos, maior média de gols sofridos e menor saldo. E há que considerar o fato de que há uma tendência de melhora, a ver pelos últimos jogos.

Bem, Barcellos foi eleito para resolver este tipo de problema. Boa sorte!

O melhor seria se Abel Braga ficasse no Inter até o final do Brasileirão, conforme propôs Barcellos.

Isso serviria para demonstrar o respeito pelo ídolo (real) que Abel é, mas que a ideia do Departamento de Futebol é a de um trabalho a longo prazo com o espanhol.

.oOo.

Eu prometi não escrever sobre os jogos do Inter enquanto Marcelo Medeiros fosse o presidente. Por isso, deixo de lado o Bahia 1 x 2 Inter de ontem à tarde.

Vai embora Rodrigo Caetano, depois de dois anos de trabalho, deixando como maior legado a destruição completa do trabalho feito pelo melhor treinador que esteve no Inter nos últimos 10 anos, única e exclusivamente por questões de ego e de má gerência.

Vai embora Marcelo Medeiros, depois de quatro anos de trabalho, deixando como maiores legados nenhum título conquistado — nem Gauchão! — e uma enorme dívida.

Vão embora Dale e Musto e nada pode ser mais antitético. É triste a saída do primeiro e é ótima a do segundo.

Espero que haja a tal Estratégia Anual, Barcellos…