Quando ela pronunciou o nome de György Lukács de uma forma incrível, eu logo pensei que ou ela sabia falar húngaro ou era uma baita metida. Perguntei qual era o caso. Sim, ela vivera alguns anos na Hungria, aprendera a língua e agora morava em Porto Alegre com seu marido húngaro.
O húngaro é conhecido como a “língua do diabo” por causa de sua fama real de ser extraordinariamente difícil de aprender — é tão diferente das línguas europeias mais conhecidas que desafia a lógica de quem tenta estudá-lo. Tem 13 vogais, aglutina loucamente palavras e os substantivos podem receber 18 terminações diferentes conforme sua função na frase e a relação espacial ou gramatical que expressam. Ou seja… A cliente é uma gênia!
O mais notável é que ela me disse que o nome dela era muito difícil para os húngaros: Aline. Pedi para que ela me ensinasse como dizer o nome de diversos húngaros conhecidos, mas só lembro de Béla Bartók e Béla Lugosi porque são fáceis. Diz-se Bártok Bêla e Lugóchi Bêla.