Abro a livraria e entram 3 Testemunhas de Jeová. Eles começam a ladainha e lhes digo para não perderem seu tempo comigo, que sou uma espécie de ateu natural, que nada me comoverá.
A líder me pergunta:
— Mas quando o Sr. está num avião, lá no alto, o Sr. pensa em quê?
Eu lhe respondo que penso no pessoal da manutenção da aeronave. Espero que sejam bons. (Sério, é nisso que penso).
Então, chega o Max para me salvar, cheio de charme e sociabilidade. Eles gritam de admiração.
— Que lindo! E que querido! O Sr. não tem medo que ele fuja?
— Tenho, claro. Ainda mais que ele não vê maldade em ninguém. Sempre foi tratado com amor. Aliás, tratamos todo mundo bem aqui. Aqui tem amor, apesar de minhas enormes dificuldades com Cristo.
Eles não dão bola pra mim. Vão saindo. Max os leva até o portão. Eles nem sentem que estão saindo, pois o gato tem a classe de um psiquiatra ao terminar a sessão. Max, eu te amo. Ração dupla hoje, tá?