O dia 25 de setembro tem alguma relevância, sabem? Foi num 25 de setembro de 1513 que o explorador espanhol Vasco de Balboa descobriu o Oceano Pacífico. Grande coisa! Como se ele não estivesse lá há milhões de anos e não fosse do conhecimento, por exemplo, dos chineses. Mais de quatro séculos depois, mais exatamente em 1897, a mãe de William Faulkner escolheu um outro desses 25 de setembros para apresentar os primeiros eflúvios de álcool ao filho. Nove anos depois, nascia no mesmo dia Dmitri Shostakovich, dando enorme peso à data. A coisa quase degringola em 1944, quando o velho Kirk e sua mulher puseram no mundo seu filho tarado Michael Douglas em 25 de setembro. Oito anos depois, veio à luz Christopher Reeve, ator norte-americano que fez Super-homem. Já em 1964, os moçambicanos escolheram o dia para iniciar sua luta pela independência. Após exatos 4 anos, nascia Will Smith e, 365 dias depois, nascia a mulher daquele Michael Douglas nascido 24 anos antes. Sim, hoje também é o aniversário de Catherine Zeta-Jones. O casal faz aniversário no mesmo dia, que meigo! Porém, há as mortes. O baterista do Led Zeppelin, John Bonham, escolheu inadvertidamente, ou não, um 25 de setembro, o de 1980, para morrer aos 32 anos. E… bem, Klaus Barbie fez o mesmo em 1991. Viveu demais. Em 1993, Portugal lançou no mesmo dia seu primeiro satélite, o Posat I, cuja inteligência deve ser toda artificial, e, em 2005, faleceu o imortal, ao menos para minha geração, Don Adams, o Agente 86 original, aos 82 anos.
Mas nada disso interessa muito, pois meu grande 25 de setembro foi o de 1994. Era um domingo bastante quente no qual passeamos num parque durante a manhã. Os suecos e Bergman dizem que as crianças de domingo são as mais felizes e especiais e ela chegou às 19h40. Chegou transtornada a este mundo, berrava demais e naquele dia não demonstrou nenhuma doçura, só se aquietando quando emborcou um seio, provocando breve grito na mãe, tal era a decisão. Decisão semelhante a fez escolher todas as fotos deste post e as do próximo Porque Hoje é Sábado, mas essa é outra história. Outra decisão a faz dizer que será Veterinária desde que soube o que era isso, o que me impedirá de repetir esta cena, acontecida na casa de Paulinho da Viola:
Tinha eu catorze anos de idade
Quando meu pai me chamou
Perguntou-me se eu queria
Estudar Filosofia
Medicina ou Engenharia
Tinha eu que ser doutor
Bárbara, 14 anos! Nada tenho de melhor a fazer do que transcrever o final deste post de Branco Leone, pois meu amor por ela teve o mesmo efeito:
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
Sinto em mim o que escreve o Branco: cada vez mais dona de si e do mundo, torna menores todo o entorno e o inexorável e distante. Ou não.
Ah, as fotos!

Foto do último sábado, após vencer uma competição de hipismo. O do meio é o tratador do cavalo. É, segundo ela, um cara muito filosófico.

Pensativa, deve estar refletindo sobre que porcaria vai comer agora.

Cara de louca assassina Nº 43. Eu e ela fazemos competições de caretas, mas sou muito melhor.

Observando a movimentação da vizinhança.

Esta foto é meu wallpaper. Foi ela quem colocou, claro. O legal da foto é que ela já olha para o próximo obstáculo, o que é impossível ver nesta versão reduzida.

As meninas da geração de minha filha não apenas vão juntas ao banheiro como botam a máquina na janela e tiram fotos automáticas. Deve ser muuuuuito legal…

Ou é porque lá fora aparecem uns chatos para encher o saco?
(*) Só os gaúchos entenderão o título…














