Fabrício e seu chilique contra a tribo (com vídeo)

Fabrício e seu chilique contra a tribo (com vídeo)
Fabrício: fim da linha
Fabrício: fim da linha

Para se entender o futebol, há que se considerar sua dimensão tribal e ritualística, seu lado irracional. Há valores infantis, mas muito sérios, envolvidos. A camiseta, as cores, o símbolo, o clube, a fidelidade à tribo. Quando Fabrício ouviu as vaias ontem à noite, ele desistiu da jogada e virou-se para a arquibancada mandando-a tomar no cu com os dois dedos médios erguidos. Foi uma ofensa grave, mas um descontrole até perdoável após punição, pedidos de desculpas e geladeira de algumas semanas. Mas depois, quando foi expulso, ele fez mais. Ele pegou a camisa do clube, o chamado manto sagrado, e o jogou no chão. Naquele momento, descumpriu vários acordos tácitos de amor à tribo e tornou impossível o caminho da volta.

Não fui ao jogo de ontem. Cheguei em casa cansado e repassei meu ingresso ao coloradíssimo zelador do prédio onde moro. Não falei com ele depois. Mais tarde saí até um restaurante. O taxista, outro colorado, estava louco de ódio. Disse que só um cheirado, com o cérebro carcomido pela cocaína poderia agir daquela maneira. Mais: disse que o contrato deveria ser suspenso por justa causa (?). É claro que Fabrício, com seu excelente desempenho físico em campo, não é um viciado em drogas, é apenas um pavio curto que atacou o lado sagrado e religioso do clube. Não é um bom jogador, mas é um cara esforçado e, certamente, autodestrutivo. Que clube terá coragem de contratar um sujeito que pode agir assim? Vi o site do Inter com as (belas) fotos de ontem. Fabrício não está em nenhuma delas. Ele deixou de existir. Adeus, Fabrício.

Abaixo, o chilique:

Aguirre demonstrou classe: “Vamos deixar passar as horas e ver o que vai acontecer. Poderíamos estar aqui falando de futebol ou de minha demissão”.

Ontem, parece até que jogamos melhor e assumimos pela primeira vez a liderança do Gaúcho. Isso é que desespera a tribo azul. Chega no final e a gente está lá. Foi a quarta vitória consecutiva por 1 x 0. Estamos virando um time chato, mas pontuador.

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Com implacável pragmatismo, Inter humilha União Frederiquense

Com implacável pragmatismo, Inter humilha União Frederiquense
Paulão e a bola: uma relação difícil
Paulão e a bola: uma relação conturbada

Após vencer os perigosos Veranópolis e Avenida pelo elástico placar de 1 a 0, o Inter repetiu a façanha contra a terrível União Frederiquense no Estádio Ecológico Vermelhão da Colina. Todos os adversários que o Inter humilhou — vencendo-os sem jogar futebol, só para lhes mostrar quão ruins são — estão ou na zona de rebaixamento ou quase lá. Testemunhas do excelente e pragmático futebol apresentado pelo Inter, as árvores e os pássaros do outro lado das câmeras de TV não falaram a nossos repórteres.

O Inter tem colecionado um ramalhete de lesões musculares neste ano de 2015. Até agora foram Cláudio Winck (2 vezes), D`Alessandro, Nilmar, Bertotto, Alisson, Aránguiz, Juan, Anderson e Taiberson. (Lisandro López e Léo sofreram problemas articulares). Pois agora, para este jogo avassalador de Frederico Westphalen, Diego Aguirre ganhou mais uma rosa vermelha para seu buquê: as fibras rompidas dos músculos de Alan Costa.

Esta é nossa preparação para a Libertadores. Entrar em detalhes do jogo de ontem? Para quê?

O jogo não existiu. O Inter apenas demonstrou novamente como se vence sem jogar. Os destaques do antifutebol foram os craques Luque e Paulão. Luque demonstrou todo o seu desprezo e asco ao adversário ao escolher não jogar. Já Paulão, brindou-nos com uma colorida coleção de roscas, maus passes e hesitações. Não obstante, saímos de lá com os três pontos.

Fiel ao novo estilo colorado, Aránguiz não fez nada contra o Brasil, em Londres.

Parabéns, Diego Aguirre.

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Bom dia, Diego Aguirre (veja os “melhores lances”)

Bom dia, Diego Aguirre (veja os “melhores lances”)
Aguirre: tudo bem uma merda
Aguirre: tudo bem uma merda

Acho que tu estás brincando, Aguirre. Pense comigo. O Inter jogou contra um time que provavelmente será rebaixado no Costelão 2015 com três zagueiros, dois laterais e dois volantes. Ou seja, jogou com sete jogadores cujas maiores aptidões são defensivas. Para viver, respirar ar puro e sonhar, tinha apenas Alex, Taiberson e Sasha.

Tu falaste em preparar a equipe para a Libertadores, mas nós vamos simular um jogo fora de casa, contra La U, durante um mês? Simularemos isso em seis jogos? O jogo contra a Universidade do Chile será dia 16 de abril e, uma semana depois, em 22 de abril, já teremos o The Strongest em Porto Alegre, quando teremos de ser ofensivos como NÃO fomos ontem. Como nunca treinamos.

Não seria o caso de entrosar também uma formação mais ofensiva? Desculpe dizer isso, Aguirre, mas tu estás sendo muito burro.

Ontem, foi cômica a forma como o Avenida nos acuou. Sem jogar muito, apenas avançou e nossos sete defensores recuaram, esperando eles virem. É do DNA dos caras que estavam em campo. Eles marcam. Às vezes mal, como Fabrício. E, se não fosse o Alisson, com suas duas defesas milagrosas, hoje todos estariam falando na tua saída do clube. Sabes que um empate contra um quase-lanterna não acrescentaria muita coisa a teu currículo.

E acho que William tem que estar na lista de jogadores para a próxima fase da Libertadores, se lá estivermos. O Léo é ruim demais, simples assim. E o teu 3-5-2 é ridículo, Aguirre.

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Bom dia, Diego Aguirre (com o gol de ontem)

Bom dia, Diego Aguirre (com o gol de ontem)
Três bons meninos: Willaim, Taiberson e Allison Farias
Três bons meninos: William, Taiberson e Alisson Farias

Ver o o Inter jogar com este time de reservas é uma bobagem em termos de análise da evolução do grupo. O time muda tanto e é tão desentrosado que só podemos analisar valores individuais. William, Rodrigo Dourado, Alisson Farias e Taiberson foram destaques da partida deste domingo contra o Veranópolis, vencida por 1 x 0. Os dois últimos mudaram a partida. Acho que William e Dourado já podem disputar posições no time da Libertadores. William está jogando mais do que o desatento e inábil Léo e que Winck, o que não marca. Mas não está inscrito nesta fase da Libertadores… Dourado está. Infelizmente, não vejo o lateral esquerdo Géferson como uma possibilidade de titularidade. Espero estar errado. A surpresa: Jorge Henrique jogou muito bem como volante.

Aguardamos os titulares na próxima quarta-feira.

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Novak Djokovic 2 x 1 Roger Federer. Se Nole permanecer mais 15 semanas como nº 1, passa à frente de Nadal em número de semanas no primeiro lugar do ranking. Nadal tem 141 semanas, Djokovic, 127. Será merecido, pois o sérvio é mais tenista do que Nadal jamais foi. Já Federer… Este é o melhor de todos os tempos, com inalcançáveis 302 semanas na liderança. Aos 33 anos, ainda joga esplendidamente e mantém a segunda colocação no ranking.

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Bom dia, Diego Aguirre (veja os gols de Emelec 1 x 1 Inter)

Bom dia, Diego Aguirre (veja os gols de Emelec 1 x 1 Inter)
Não aguento mais ver essa merda de time jogando mal...
Não aguento mais ver essa merda de time jogando mal…

É óbvio que nós não fomos ao Equador para jogar bem, fomos especular e um ponto estaria de bom tamanho. Afinal, entramos com três zagueiros (Juan, Réver e Ernando) e três volantes (Freitas, Nilton e Aránguiz). Sobram dois laterais em crise técnica (Leo e Fabrício) e apenas duas esperanças de bom futebol (Alex e Sacha). Ou seja, era para marcar bem e jogar mal e foi o que fizemos, ao menos até a expulsão de Lastra, quando nos tornamos péssimos.

O Emelec achou um gol no primeiro tempo. Digo “achou”, porque tratou-se da única chance dos equatorianos e foi um lance bastante estranho, improvável mesmo. O jogo virou em 1 x 0 para o Emelec. No início do segundo tempo, o Emelec ficou com dez jogadores e o Inter logo empatou o jogo com Vitinho, que entrara no intervalo no lugar de Aránguiz. (Aliás, quando é que o chileno voltará da Copa do Mundo?). O incrível foi que, após o empate, começamos a tomar um baile dos dez remanescentes deles. Não conseguimos em momento nenhum ameaçar o gol de Dreer. Com onze em campo, o negócio era avançar sobre o adversário na base da troca de passes, mas como fazê-lo se não acertamos três passes consecutivos, Aguirre? E os laterais conseguiram o difícil milagre de errarem TODOS os cruzamentos. Acho que gostaram de ver o goleiro Dreer erguer os braços sozinho em sua pequena área para pegar cada um deles.

Uma coisa, Aguirre. Nosso próximo jogo na Libertadores 2015 será só no dia 16 de abril, em Santiago, contra a Universidade do Chile. Até lá, precisamos de um time mais compacto e com melhor toque de bola. É impossível continuar com esse futebol deficiente. Nossa defesa ontem foi novamente muito mal contra um time desfalcado. Não vamos longe desse jeito. Aliás, para bom entendedor, foi o que disseste ontem nas entrevistas pós-jogo. Vamos com os titulares no Gauchão ou seguirás preservando-os? Pensam que eles devam jogar e jogar. Estamos em março, o preparo físico já deve ter chegado e está na hora de eles demonstrarem a que vieram.

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Bom dia, Dilma Rousseff e Giovanni Luigi

Bom dia, Dilma Rousseff e Giovanni Luigi
Luigi: risadinha que me f...
Na engenharia, tive um professor que ria assim. Nós, seus alunos, chamavam-no de “risadinha que me f…”

Isso não diminui a notável coleção de erros do PT, porém, se os protestos eram contra a corrupção, por que só vi cartazes contra o PT? E o PP, o PMDB, o PSDB? E o religioso Eduardo Cunha, e Renan Calheiros, presidentes da Câmara e do Senado? E os outros? E, bem, falar em intervenção militar, reclamar de bolivarismo, por favor… Aí já é muita tolice.

Dilma não foi nada inteligente ao ser votada pela esquerda para depois tentar governar com a direita. Desagradou todo mundo que não encara o PT como seu time de futebol. Perdeu seus formadores de opinião e, agora, as ruas.

O resultado é que doravante vamos ter que nos ver com a massa cheirosa. E ainda temos a bancada religiosa no poder. Boa parte deste pessoal de amarelo tem ideias muito primárias e esses evangélicos… Não vou conseguir lhes contar que grande merda de ano será 2015.

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Falei em futebol ali? Pois é. Segunda é dia de futebol neste blog. Como o Gauchão só interessa mesmo na fase final e olhe lá, vamos tratar de um enorme buraco, um rombo recorde.

Meus sete leitores sabem que eu detesto Giovanni Luigi Calvário (seu nome completo) tanto quanto o Roberto Siegmann. Discordo da forma como Luigi pensa, age, fala, caminha, do jeito que ele escova os dentes. Um líder sem ideias tende a cercar-se de outros incompetentes e foi o que ele fez por quatro anos. O organograma parecia uma árvore de incapazes. Quase deixei de pagar a mensalidade do clube quando Luigi  se reelegeu sem ir para o pátio. Aquele mês, em mais de duas décadas, foi a única vez em que atrasei o pagamento. Mas pago e, por isso, posso falar.

Daqui alguns dias, Luigi vai entregar o balanço do ano passado. Já se sabe que o déficit será de R$ 49 milhões. Isso só no ano passado. Um resultado verdadeiramente vermelho. O Inter gastava os tubos em contratações, contratos longos e trocas de técnicos, enquanto o futebol era uma verdadeira piada em campo. Tentativa e erro, tentativa e erro, sem uso do cérebro e da observação, sem um projeto.

Claro que isso chegará ao futebol. Os efeitos da administração Luigi durarão anos. Espero que não se tornem nossa Arena.

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O Gauchão segue como se espera. No início de março, com a dupla igualada ao restante dos times no quesito preparo físico, sua qualidade aparece e até o time de reservas do Inter vai a Pelotas e bate o Brasil. É muita diferença, não é um campeonato entre iguais. É Grêmio x Inter, só. Esses regionais…

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Bom dia, Diego Aguirre (veja os gols de Inter 3 x 0 Aimoré)

Bom dia, Diego Aguirre (veja os gols de Inter 3 x 0 Aimoré)
Diego Aguirre: enfim, a evolução
Diego Aguirre: enfim, a evolução

Ontem, tivemos teu primeiro teste bem-sucedido, Aguirre. Não morro de amores pelo 3-5-2, mas é indiscutível que a melhora não foi causada apenas pela numerologia. O problema não era que os jogadores estivessem hostis aos números 4-5-1 ou 4-2-3-1. É que ontem houve maior harmonia e sincronismo entre os setores, é que ontem o centroavante não ficou isolado. Sasha esteve próximo de Lisandro López e diria que eles foram os melhores da partida. Com a proximidade, os erros de passe diminuíram e isso é fundamental. Sabemos que o time que tem a bola corre menos do que aquele que tem que marcar porque a perde a cada momento. Dá trabalho (e lesões musculares) fazer diminuir o tamanho do campo para o adversário.

Espero que tu pares com testes como aquele com Ernando na lateral direita — com Winck no banco — e Alan Ruschel como volante — com Bertotto no banco. Por algum motivo, as improvisações não costumam dar certo no Brasil. Se o Ernando decidiu que é zagueiro, ele já vai entrar de má vontade como lateral, louco para voltar aos braços da mamãe que o gerou zagueiro. Só um cataclismo muda uma coisa dessas. Lembre-se de que só a mãe do Jorge Henrique o fez polivalente…

Acho que vamos desse jeito aí contra o Emelec. Aliás, jogamos contra o Aimoré ensaiando para a Libertadores, senão duvido que tu colocasses 3 zagueiros e dois volantes em campo. Será uma pena se Nilmar não jogar no Equador. Uma pena que Lisandro também não possa jogar. Porque precisaremos de rapidez e Vitinho tem jogado mais para si do que para a equipe.

Em outra faixa, mas ainda nos números, digo que os alemães estão de namoro com o número sete. Alemanha 7 x 1 Brasil, Bayern 7 x 0 Barcelona, Bayern 7 x 1 Roma e, ontem, Bayern 7 x 0 Shaktar Donetsk. Para nos encontrarmos com eles, só numa final de Mundial… Melhor assim.

Com vocês, nossa realidade: Inter 3 x 0 Aimoré.

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Bom dia, Diego Aguirre (veja os principais lances de Juventude 1 x 0 Inter)

Bom dia, Diego Aguirre (veja os principais lances de Juventude 1 x 0 Inter)
Estou admirando cada vez mais Diego Aguirre. Como centroavante.
Estou admirando cada vez mais Diego Aguirre. Como centroavante.

Ontem, tive dificuldades em acompanhar aquele nosso jogo, Aguirre. É que no canal ao lado havia a Copa Davis. Jogavam Brasil x Argentina em Buenos Aires. João Souza, o Feijão, enfrentava Leonardo Mayer. Foi uma guerra: 6h42 de um jogo épico, o mais longo jogo de simples da história da Copa Davis. E João Souza, o Feijão, acabou derrotado pelo argentino Leonardo Mayer: 7/6(4), 7/6(5), 5/7, 5/7 e 15/13. (Agora, a disputa está em 2 x 2, mas Bellucci deve perder hoje). Enquanto isso, nosso time se arrastava em campo, jogando mal e com uma escalação incompreensível.

Ernando jogava como lateral direito — Cláudio Winck assistia-o do banco. Alan Ruschel entrou como volante — Bertotto assistia-o do banco. Em meio a tantas improvisações, Aguirre, o bom Alisson Farias estreava, assim como Lisandro López. Sou contra tua demissão, acho que é impossível montar um time em dois meses, mas esses teus testes não parecem ter uma direção. Na boa, é muita loucura saindo da tua cabeça. Melhor assistir ao tênis. Depois, quis ouvir os comentários. O pessoal falava na ruindade de nossa defesa. Achei que o gol do Juventude tinha sido tão escandaloso do ponto de vista de posicionamento quanto os do Emelec. Não, tinha sido uma falha puramente individual e ridícula de nosso goleiro Muriel. Olhei os lances do jogo. Vi Paulão falhando num gol mal anulado. Nenhuma novidade.

Aguirre, trabalhe mais e com mais bom senso. Professor Pardal só existiu um e nem sempre dava certo.

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Bom dia, Diego Aguirre, seu sortudo (veja os gols)

Bom dia, Diego Aguirre, seu sortudo (veja os gols)
Nilmar abriu o placar e, ufa!, voltou a jogar bem.
Nilmar abriu o placar e, ufa!, voltou a jogar bem.

Aguirre, meu caro. O Inter jogou muito mal e isso deixou sensacional a partida de ontem contra o Emelec de Guaiaquil, maior cidade do Equador. Foi um jogo raro, de duas viradas, Inter 1 a 0, Emelec 2 a 1, Inter 3 a 2, com sofrimento no final. Houve boas novidades: Nilmar jogou bem; Alex entrou no lugar de D`Alessandro e comandou o time, além de marcar um belo gol; Alisson praticou um milagre. Mas foi só. Na parte individual, Fabrício foi uma larga avenida sem sinaleiras, Sasha afogou-se na marcação, Vitinho queria jogar sozinho, o genial Dale arranjou uma lesão muscular após pifar Nilmar e Réver, o mesmo que fez o salvador gol da vitória, foi uma piada na defesa.

Aliás, Diego, a defesa do Inter foi efetivamente o problema do jogo. Com dois volantes fixos, todos acharam, inclusive tu, que os problemas defensivos seriam minimizados. De forma nenhuma! A bagunça, a lentidão e certa arrogância de quem se sabe um bom time, deixaram livres os bons e entrosados equatorianos. Se não fosse Alisson… Outra coisa, Diego, nosso time está morrendo no segundo tempo. Ontem, não apenas se via o cansaço em quem está jogando só uma vez por semana como se apareceram cãibras em Nilmar e Nilton, assim como lesões musculares em quem não jogou, casos de Aránguiz e Anderson. Ou seja, está na hora de tu levares um papo com a preparação física.

No mais, tivemos sorte pelo fato de nossas falhas não terem resultado em mais gols do Emelec e competência nas defesas de Alisson e nos golaços de Nilmar (com esplêndido passe de D`Alessandro) e Alex (com esplêndido passe de Nilmar). Sobre a sorte de Réver, minha nossa. O cara estava péssimo e salvou o time com um chute difícil de acertar.

Nosso próximo jogo na Libertadores será contra o mesmo Emelec no Equador. Se fizermos o mesmo gênero de atuação, perderemos feio. O time do Emelec marca no campo inteiro, impede a saída fácil de bola do adversário e vai nos sufocar se não estivermos num nível melhor. Além disso, é rápido e tem bom toque de bola. Muito cuidado. Uma derrota lá e os fantasmas retornam.

Esse time tem que jogar para se entrosar mais, Aguirre. É muita gente nova e cada um tenta se comunicar numa língua diferente, à exceção de Vitinho, que não fala com ninguém.

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Bom dia, Diego Aguirre

Bom dia, Diego Aguirre

Meu caro Aguirre, o Gre-Nal de ontem teve seu principal fato nas arquibancadas, não em campo. Foi bonito ver o vermelho e o azul misturados nas arquibancadas. Na saída do estádio, enquanto descia a rampa, surgiu um gremista levando um menino colorado nas costas. Recebeu aplausos. Imaginem só. O Latuff, que estava comigo, fotografou. Talvez tenhamos cura.

Foto: Carlos Latuff
Um gremista tranquilo entre colorados. Imagem impossível nos duzentos (ou mais) gre-nais anteriores | Foto: Carlos Latuff

A ideia colorada da torcida mista saiu aprovada com louvor. É incrível, mas os gremistas são seres humanos que pertencem à mesma sociedade que pertencemos. Vestem-se com aquele pijama horroroso, mas são como nós. Trabalho com vários, sou amigo de muitos e até o aumento das tarifas de energia será sentido por eles. Olha só que linda estava a torcida mista.

Foto: Carlos Latuff
A torcida mista | Foto: Carlos Latuff

Em campo, o Gre-Nal foi entre os reservas do Inter e os titulares do Grêmio. Jogo trancado, de pouca emoção. Nosso time reserva é um total desentrosamento, Aguirre. Isso só aumenta quanto jogadores que aspiram vaga no time titular tentam resolver tudo sozinhos, casos de Valdívia, Anderson e Vitinho. Nilmar esteve mal, mas há que considerar sua solidão entre os zagueiros tricolores.

Num time bagunçado, a gente mal consegue analisar as individualidades. Nico Freitas é um achado teu, Aguirre. O uruguaio joga demais e acabará empurrando algum Nilton ou um dos armadores para fora do time. Alisson Farias entrou muito bem. Géferson parece ser bem melhor do que o famigerado Alan Ruschel. Rodrigo Dourado é outro bom jogador e Luque aprontou algumas com sua velocidade.

Mas foi uma partida jogada por nossos reservas. Não dá para criar teses. O Gre-Nal serviu para um público de 30 mil pessoas ver que colorados e gremistas podem conviver civilizadamente mesmo num ambiente de disputa. O jogo em si será esquecido. A torcida mista e sua lição, não. Ao menos é o que espero.

Foto: Tales Venâncio
Imagem fófis da tarde: os sulvinteumenses Carlos Latuff, Milton Ribeiro, Igor Natusch, Caio Venâncio e Filipe Castilhos | Foto: Tales Venâncio

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Bom dia, Diego Aguirre / Péssima noite, EPTC (veja os gols da vitória colorada)

Bom dia, Diego Aguirre / Péssima noite, EPTC (veja os gols da vitória colorada)
Se Sasha faz esse gol... | Foto: Alexandre Lops no site do Inter
Se Sasha faz esse gol… | Foto: Alexandre Lops no site do Inter

Quando saí de casa para o estádio, pensava em pegar um T5 até as proximidades do Beira-Rio. Moro no Bonfim. Chovia. Após ficar 30 minutos na parada, veio o T5, mas era absolutamente impossível entrar no veículo da odiosa Carris. Estava super, hiperlotado. Todos os torcedores que estavam na parada começaram a protestar e o ônibus levou alguns chutes. Não meus.

Então propus um transporte solidário pago. Juntaríamos 4 pessoas e racharíamos um táxi. Assim é nesta cidade da EPTC e do Fortunati: melhor esquecer o transporte público. Ele some quando a demanda é maior. Pulemos para o pós-jogo… Na saída do estádio, havia umas duzentas pessoas na parada da José de Alencar para pegar o famigerado T5. Adivinhem o que houve? Depois de vinte minutos, o ônibus não veio, refiz o esquema e pegamos novo táxi.

Faz poucos anos, havia filas de T5 para pegar os torcedores após o jogo. Dava para voltar sentado para casa, ouvindo as entrevistas coletivas. Mas os tempos de Fortunati são tempos de merda.

Vamos para o campo. Meu caro Aguirre, foi mais ou menos, o que significa que melhorou. Apesar da escalação de Jorge Henrique — que entrou para marcar o lateral adversário e errar passes — e de momentos realmente ruins, o time demonstrou evolução e, quem sabe, futuro. Ainda temos muito desentrosamento atazanando a dinâmica. No primeiro tempo, por exemplo, impusemos total domínio e posse de bola, mas as chances de gol eram só da Universidade de Chile. Os caras cansaram de perder gols em rápidos contra-ataques. O juiz também estava engraçadinho. Sem exagero, aconteceram dois pênaltis claros a nosso favor, porém o pênalti que ele marcou favor, no final do primeiro tempo, foi muito duvidoso. Inter 1 x 0.

Voltamos muito melhor na segunda etapa. Mais elétrico e impedindo os contra-ataques chilenos, passamos ao papel da La U, isto é, perdemos gols sobre gols. Quando Alex entrou no lugar de Vitinho, a coisa virou massacre. O próprio Alex deixou Jorge Henrique na cara do gol para fazer 2 x 0.

Então, relaxamos e, bem, a Universidade não é trouxa e não apenas descontou como nos deu sustos. 2 x 1. Meio cagado, tu colocaste Nícolas Freitas no lugar de Jorge Henrique para progeger a defesa e retomar a tranquilidade perdida. Sasha fechou o placar com um golaço.

Saldo: Réver mostrou que não sairá mais do time e Nilton jogou, finalmente, uma partida parecida com as que fazia no Cruzeiro. Léo também esteve bem e Sasha foi o segundo melhor jogador da partida, logo após o sensacional D`Alessandro. (Sasha tentou uma bicicleta impossível e quase acertou. Seria um gol digno de placa e de ser colocado na abertura de todos os programas de TV que falassem de Libertadores). Alex entrou muito bem. A decepção esperada foi Jorge Henrique, errando passes e armando contra-ataques para os adversários. E o inesperado foi a má atuação de Vitinho, excessivamente individualista para o meu gosto.

Estamos em segundo lugar no Grupo 4 da Libertadores. Seria adequado VENCER o líder Emelec na próxima quarta-feira. Será que terei um T5 para ir ao Beira-Rio?

E vamos para o Gre-Nal. Com ônibus ou sem, até a pé venceremos.

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Os melhores lances começam em 1min11.

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Boa tarde, Diego Aguirre. Mais compostura, por favor, prefeito Fortunati

Boa tarde, Diego Aguirre. Mais compostura, por favor, prefeito Fortunati

Vou escalar o time para ti: Alisson; Léo (já que tu gostas), Ernando, Alan Costa e Fabrício; Freitas, Aránguiz, Dale e Alex; Sacha e Vitinho. E estamos conversados. Deixa o Anderson e o Réver no banco. São craques, mas estão fora de forma. Nilton também está mal fisicamente. Não é hora deles. Rafael Moura nem pensar, deixe-o afastado até do banco de reservas para não dar vontade. Sabe-se, às vezes a gente se desespera e toma decisões equivocadas. Em seu lugar, convide o Bruno Gomes para ficar no banco. Mas só o coloque se estivermos ganhando. Se a coisa estiver complicada, ponha outro, mas nunca Rafael Moura, OK?

Obrigado.

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O Grêmio anda bem divertido. Liguei o rádio ontem à noite — sempre tomo banho com o rádio ligado –, estava na hora das coletivas pós-jogo. O Felipão e o diretor Rui Costa falavam com tamanha tranquilidade que achei que o time tivesse saído vitorioso. Não, a coisa tinha sido um melancólico 0 a 0. Um mau Gauchão não dá nada, o problema é entrar assim no Brasileiro. Bá, eu gosto quando o Grêmio cai.

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Eu jamais iria assistir uma dessas brigas públicas do gênero UFC ou MMA.  Na minha opinião, trata-se de um moderno retorno às arenas, uma espécie de rinha de galos com seres humanos. Ou seja, é uma coisa de gosto pra lá de duvidoso. Sei que é polêmico, mas a maioria das pessoas que tenho como razoáveis concorda comigo. Então acho estranho que o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, vá a um espetáculo violento desses como se fosse a um concerto. Ele tem um cargo importante, de certa forma, ele nos representa. E, no sábado à noite, vai ver um troglodita tentar amassar outro. Para piorar, ainda ufanou-se em seu twitter: “Porto Alegre recebe mais um grande evento internacional: baita público, gente bonita e grandes lutas”. E, como se não bastasse, foi flagrado tirando fotos da gente bonita, mais exatamente das ring girls, as meninas que anunciam os terríveis combates. A tripla baixaria está fartamente documentada.

Olha, eu acho que um sujeito que ocupa um cargo público deveria procurar ter maior cuidado. Há escolhas que uma pessoa pública deveria esconder ou praticar na intimidade.

fortuna

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A defesa masca coca e o The Strongest faz 3 x 1 na estreia do Inter na Lib 2015 (veja os gols)

A defesa masca coca e o The Strongest faz 3 x 1 na estreia do Inter na Lib 2015 (veja os gols)

Neste momento em que escrevo, o Inter já está de volta à Porto Alegre. A logística de ida e volta até La Paz foi perfeita. Se o time tivesse lembrado de marcar o The Strongest, principalmente naqueles primeiros minutos, tudo teria saído às mil maravilhas. Diego Aguirre colocou seu time em campo para fazer o que segue:

— MARCAR a partir da sua intermediária,
— ter a posse de bola,
— deixar a correria para o adversário e
— apostar em contra-ataques.

Só que todo o plano foi abortado pelo fato do primeiro item não ter sido, digamos, contemplado.

É claro que é difícil analisar um time que joga na altitude da capital boliviana e que estava preparado para o fiasco desde o anúncio da presença do The Strongest em sua chave. O presidente Píffero lamentou-se tanto que parecia que os caras eram o Real Madrid. Nossos jogadores estavam há uma semana respirando mal. Lá em La Paz, houve problemas reais. Anderson sentiu-se mal, por exemplo. Mas, a partir de agora, vou tentar mostrar que o pior foi a falta de marcação em função do excesso de zelo com a altitude.

Começamos bem o jogo: aos 4 minutos, Nilmar recebeu de D`Alessandro, partiu em velocidade para cima da defesa boliviana, deixou dois marcadores para trás e ficou cara a cara com o goleiro Vaca, mas concluiu mal.

Algumas luzes e uma explusão injustificada
Algumas luzes e uma expulsão injustificada

Depois, o que se viu foi a liberdade total dos pupilos de Evo Morales em nosso campo. Nossa defesa ficava mascando coca. O primeiro gol foi uma piada. Aos 10 minutos, o centroavante Ramallo recebeu na área, fez o pivô para Cristaldo, livre, enfiar uma bomba, Alisson conseguiu impedir o gol, mas no rebote, havia mais um jogador abandonado pela marcação, Chumacero. 1 a 0. Aos 14, Pablo Escobar recebeu na boca da área — não se sabe onde estavam os três volantes de Aguirre — chutou e deu uma rosca, só que a rosca acabou nos pés de Ramallo, novamente livre, na cara de Alisson, 2 a 0.

Então Anderson sentiu-se mal e saiu. Já no banco, a TV mostrava ele e Paulão usando máscaras de oxigênio. Aliás, Paulão deveria ficar sempre assim em todos os jogos — no banco, com uma máscara de oxigênio. Vitinho entrou melhor e nós conseguimos levar o jogo em 2 a 0 até o final do primeiro tempo.

No intervalo, Aguirre trabalhou bem. O Inter dedicou-se a marcar e poderia ter empatado ou até virado o jogo em 15 minutos. Aos 2, Nilton cabeceou um escanteio cobrado pela direita e um zagueiro do Strongest abriu os braços, tocando na bola com a mão. Pênalti. D’Alessandro foi lá e fez, chutando no seu canto preferido, só que alto. 2 a 1.

Com o gol, começamos a criar chances em sequência. Aos 7, Nilmar arrancou em velocidade pela direita e cruzou para Fabrício na frente do gol, só que este, apertado pela marcação, não conseguiu concluir. Três minutos depois, D’Alessandro cobrou escanteio e Alan Costa mandou bala com a testa, Vaca fez boa defesa. Aos 23, Vitinho quase empatou. Sasha fez o cruzamento e o ex-botafoguense se antecipou à defesa. A bola explodiu no travessão.

Escrevo tudo isso para mostrar como poderíamos ter saído de La Paz com um bom resultado e que nossos problemas são também de estratégia e obediência tática. Outra coisa: jogadores de primeira linha decidem. Nilmar foi brilhante na primeira situação de gol da partida, mas deu um chutinho. O que há?

No final, um espetacular lançamento de Pablo Escobar encontrou Chumacero na cara de Alisson. Foi um belo gol dos bolivianos. Mas bem no finalzinho, para piorar nossa vida, Nilmar resolveu solar um zagueiro e acabou expulso. Não entendi, Nilmar nunca foi de disso.

Bem, agora o Inter tem que pensar sobre seus erros e sobre o próximo adversário. Temos que ganhar em casa para não comprometer toda a Lib 2015. Esperemos um bom trabalho de Aguirre e que o Píffero cale a boca.

P.S. — Temos um goleiraço, não?

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Após crise histérica de Felipão, Inter vence com os reservas

Após crise histérica de Felipão, Inter vence com os reservas
Ai, como "eles" erram!
Ai, como “eles” erram! Não seria a hora de dizer adeus?

Não lembro de ter visto um técnico abandonar seus jogadores antes do final da partida. E, meio louco e descontrolado após nova derrota na Arena, desta vez para o Veranópolis, Felipão disse para todo mundo ouvir:

— Me expulsei. A equipe não apresenta nada daquilo que a gente faz no treinamento. Não adianta ficar enganando a torcida do Grêmio. Não tinha mais o que fazer, fui embora para o vestiário. Acabou o assunto.

Foi uma triste entardece, lá pros lados da Zona Norte. O comandante culpou os jogadores. Isso não melhorará o ambiente interno, certamente. É óbvio que 7e1ipão está sofrendo. Desde 2008, quando deixou a Seleção Portuguesa, o treinador só acumula fracassos. Mesmo quando parecia ter renascido — como naquele Gre-Nal em que o Grêmio fez 4 x 1 –, voltou logo após a cair. Seu comportamento atual é mais de manager do que de responsável técnico. Foi ele quem anunciou que o clube não contrataria no início deste, foi ele quem explicou a estratégia de 2015. Acho que está de saco cheio de jogadores de futebol.

Na opinião deste humilde observador, está na hora de permitir que Felipão direcione sua vida para uma aposentadoria dourada. Assim como o Inter fez nos últimos anos com vários dos seus, o Grêmio e o próprio Felipão, respectivamente, incinera e auto-incinera um grande ídolo do clube. Sei, é complicado demitir um símbolo, mas deu, né?

(Queria ver ele abandonar o posto no jogo contra a Alemanha, frente ao mundo).

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Muita, mas muita pressa
Muita, mas muita pressa

Já o trabalho de Diego Aguirre não deu ainda grandes frutos, mas sabe bem melhor do que o de seu oponente gremista. Parece ter ideia e direção. E pressa, muita pressa. A coisa vai aos trancos. A gente entende claramente o que ele quer obter. Aguirre muda esquema, troca jogadores, mantém o que funciona e vai tentando melhorar a produção em campo antes da estreia na Libertadores contra o The Strongest na Bolívia. Há pressa, muita pressa.

O Inter está conseguindo fazer com que a instituição jogue dois jogos por semana, com dois grupos diferentes de jogadores. As apresentações, apesar de estarem bem longe de serem maravilhosas, são ao menos descansadas. O Inter corre pacas. Ontem à noite, venceu o Caxias na base da correria.

Nosso adversário na estreia da Libertadores, terça-feira às 22h30, não é grande coisa, só que está entrosado e joga em ambiente conhecido, muitas vezes hostil para os visitantes. Vamos como termina nosso Carnaval.

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O Inter é o lanterna do Citadino

O Inter é o lanterna do Citadino

Basta olhar a tabela do Gauchão 2015. O São José, do Passo d’Areia, é o segundo colocado com 8 pontos ganhos. O Grêmio é o quinto com 6 pontos e 2 vitórias. O Cruzeiro é o sexto com 6 pontos, 1 vitória e saldo 2. O sétimo e último é o galático Internacional, com 6 pontos, 1 vitória e saldo 1.

via Telmo Kiguel

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Um estranho Campeonato Gaúcho para a dupla Gre-Nal

Um estranho Campeonato Gaúcho para a dupla Gre-Nal

Acho cômico o narrador Paulo Britto insistir em chamar o Gauchão 2015 de “charmoso”, mas seu início dá indícios de que esta edição talvez vá se tornar a melhor desde os anos 80. Finalmente a dupla Gre-Nal tem penado. E muito. De resto, meus sete leitores conhecem minhas opiniões sobre os campeonatos regionais.

Não vi Grêmio 0 x 1 Brasil, mas quem assistiu o jogo do tricolor contra o Avenida sabe que o resultado não é surpreendente. O Brasil é um time consolidado, cheio de veteranos que sabem jogar. Já o Grêmio é um grupo jovem, talvez de futuro. O resultado não surpreende a um macaco velho como eu. Entendo o que Grêmio quer fazer. Quer botar a base para jogar a fim de que apareçam os bons jogadores. Depois, antes do Brasileiro, procurará no mercado as reposições para aquelas posições onde não aparecer ninguém. Está pensando de forma lógica e econômica. O problema é que o futebol pode ser mais rápido do que a estratégia e — pelamor — a base parece ser fraca demais. A impressão que tenho é a de que será necessário contratar muita gente. E justo quando a janela estiver fechada. Acho melhor a diretoria abrir o olho. Nós, colorados, adoramos quando o Grêmio vai para a Segundona. E, se o Romildo não se mexer, vai novamente. Seria o Nirvana. Um conselho a Romildo: esqueça os delírios de Campeonato Brasileiro mata-mata e faça um time de futebol.

E Cruzeiro 0 x 0 Inter? O Cruzeiro é um desses times de empresários, ao que tudo indica. Já o Inter leva jeito de time de futebol. Só o jeito, porque não acontece nada. Deixamos de levar gols, mas paramos de fazê-los. Nilmar está prontinho para ser vaiado. Mas ao menos ele, D`Alessandro, Vitinho e Sasha já entenderam uma coisa: Numa equipe de futebol, o goleiro é o primeiro atacante e o atacante, o primeiro defensorOu seja, eles começaram a marcar. Porém, o Inter é um enigma a ser decifrado. Ninguém sabe onde pode chegar, mas seu futebol sabe melhor do que o do Grêmio.

Contrariamente ao que li na imprensa, gostei da estreia de Anderson. Boas viradas de jogo, bons passes. Ele deu nova inteligência ao setor. Poderia treinar mais as cobranças de pênaltis, não?

Meu segundo time no RS é o líder do Gaúcho. Merece.

Nena comemora o Gol do Brasil de Pelotas e a liderança | Foto: Vinícius Costa / Futura Press
Nena comemora o gol do Brasil de Pelotas e a liderança | Foto: Vinícius Costa / Futura Press

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Bolívar no Beira-Rio

Bolívar no Beira-Rio

BolivarBolívar esteve presente nas duas Copas Libertadores da América vencidas pelo Inter, em 2006 e 2010. Até marcou o gol da vitória na virada contra o Chivas Guadalajara no primeiro jogo da final de 2010, após passe de cabeça de Índio. Esteve no Inter entre 2003 (era lateral direito) e 2006. Retornou em 2008, ficando até 2012. Creio que Abel tornou-o zagueiro lá por 2005. E Bolívar foi um grande zagueiro, um grande vencedor, mas fez duas temporadas lamentáveis em 2011 e 2012, tendo sido negociado com o Botafogo no início de 2013, onde não foi muito mais feliz, tanto que em 2014 participou do time que caiu para a segunda divisão. No Inter, conquistou tanta coisa que ninguém tinha peito de deixá-lo na reserva, apesar das más atuações.

Eu fui um dos que mais criticaram Bolívar ao final de sua segunda passagem no Inter. Mas hoje acho que a torcida colorada deve lembrar não de seus últimos tempos no Inter e sim como aquele zagueiro veloz e vigoroso que dava botes exatos e que sabia sair jogando. Por muito tempo foi capitão do nosso time.

Hoje, Bolívar reaparecerá no Beira-Rio jogando pelo Novo Hamburgo. Tem 34 anos, uma de enorme saldo positivo e a vida certamente feita. Não estarei no estádio às 17h. Espero que a torcida colorada o aplauda muito. Chega de queimar ídolos.

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Acho melhor Diego Aguirre repensar seus conceitos, e imediatamente

Acho melhor Diego Aguirre repensar seus conceitos, e imediatamente
Pensa um pouco, tá?
Pensa um pouco, tá?

Se os treinamentos são cheios de ideias e imaginativos, Diego Aguirre chegou ao Internacional com um contrapeso: veio com esquema de jogo pronto na cabeça. É o esquema do qual ele gosta e que deseja aplicar à fórceps a um bom grupo de jogadores totalmente inadequado a ele. E digo mais, é um esquema inadequado à maioria dos clubes brasileiros. Começo por aí:

O 4-4-2 (ou o 4-4-1-1, com D`Alessandro de enganche): com duas linhas de quatro jogadores, faz com que os membros da linha mais à frente comportem-se ora como volantes, ora como armadores. Algum torcedor colorado consegue vislumbrar Alex, Sasha, Valdívia, Vitinho ou D`Alessandro atuando como frequentemente como volantes? Ora, Aguirre, isso não acontecerá. Simples assim. Mas há mais:

Os laterais fixos: já vi todos os esquemas de jogo darem certo no Brasil, mas ainda não vi um que mantivesse fixos os laterais. Pois talvez a maior distinção que o futebol brasileiro apresente em relação aos outros, é o fato de nossos laterais aparecerem no ataque sempre que este seja realizado pelo lado em que jogarem. Mantendo fixos os laterais, o Inter perde as melhores características do jovem Cláudio Winck, cheio de futuro, e de Fabrício.

D`Alessandro centralizado: Dale está há oito anos no Inter. É um grande jogador, é um sucesso, porém, por algum motivo, apenas mata a pau quando organiza suas jogadas a partir dos flancos, com menor marcação. Aguirre quer vê-lo centralizado. Tudo indica que não funcionará.

Paulão: alguém deveria ter avisado Aguirre que Paulão tem um posicionamento em campo que lhe é habitual e que simplesmente… Vocês viram o segundo gol do Shakhtar, o de Taison? Pois é. Ele tem o vício de ignorar o cara que poderá receber a bola. Como está beirando os trinta anos, creio que jamais aprenderá. Abel já sabia que Alan Costa era uma opção muito mais segura.

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Enquanto o Inter gasta, o Grêmio imita Sartori

Enquanto o Inter gasta, o Grêmio imita Sartori

distintivo-grenalO Grêmio vai cumprindo o que prometeu ao final de 2014. Sem dinheiro, examina jogadores na base e apenas contratará sem custos. Luiz Felipe, dando uma de manager do clube, já antecipara que o ano seria dureza. A estratégia é boa para um clube meio sem grana: avalia o que tem em casa durante o Gauchão — que não vale nada — e contrata depois, apenas para aquelas posições em que o futebol do campo indicar carências reais. O torcedor vai ter de apelar para a paciência e caldo de galinha.

O time perdeu Pará, Bressan, Riveros, Zé Roberto e Dudu, gente que jogou bastante em 2014. Chegou do Bahia o desconhecido Gallardo, emprestado por um ano.

Não sei o Inter tem dinheiro ou se é louco mesmo. Sei que há uma Libertadores e a pressa para acertar o time é maior do que a do Grêmio. O time dispensou dispensáveis como Gilberto e Wellington Silva e não deixou sair ninguém de peso. Hoje, Jorge Henrique foi colocado no mercado após fazer festa durante a pré-temporada. (O cara não sabe que tem sempre gente com câmeras na mão para qualquer eventualidade?)

Para o lugar de Abel, veio o uruguaio Diego Aguirre, o que não deixa de ser uma aposta, considerando-se o péssimo histórico de treinadores estrangeiros em nosso país. Abel vinha de mal a pior e só chegou a Libertadores em repetidas golfadas de sorte. Foi trazido um lateral-direito também desconhecido, Léo, além do volante Nilton e do zagueiro Réver. A direção acena com a jovem estrela De Arrascaeta e Vitinho, outro jovem que surgiu no Botafogo e sumiu nas estepes russas.

São duas posturas totalmente diferentes, indo em direções diversas em 180º. Mas ambas são muito perigosas. Já ouvi torcedores do Grêmio se exclamarem irritados com a lista de jogadores que subiu para a pré em Gramado e colorados achando que vão ver o Real Madrid deslizando no no Beira-Rio.

Observemos.

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Vá entender! Grêmio articula a volta do mata-mata

Vá entender! Grêmio articula a volta do mata-mata
Romildo Bolzan: o mais novo chato a propor retrocessos
Romildo Bolzan Jr, inicia sua gestão propondo retrocessos. Não seria melhor montar um time para o Grêmio?

“Dá muito mais emoção, audiência e equilíbrio técnico ao campeonato”, disse de forma inacreditável o novo presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr.

Equilíbrio técnico? Ele deve estar brincando, não? Pois, obviamente, o modelo mais simples e consagrado mundialmente, o de pontos corridos com jogos lá e cá, é o mais equilibrado e justo. Além do mais, já há vários torneios mata-mata em nossas vidas: a Libertadores, a Sul-Americana, a Copa do Brasil e até os famigerados Regionais.

Segundo Bolzan, a luta pelas “vaguinhas” na Libertadores e na Sul-Americana é a única coisa interessante nos pontos corridos. Ele esquece simplesmente das duas pontas: a do campeão e a do rebaixamento. Esquece também dos clubes que ficarão fora dos play-offs, obrigados anteciparem as férias em um mês, chorando a falta de renda e o prejuízo com as folhas de pagamento a vencer sem o time jogar. E mais, acho uma piada o Cruzeiro colocar em risco um Brasileiro após permanecer por meses na primeira colocação.

Na minha opinião, mata-mata é coisa para a TV, é para o telespectador, para aquele torcedor que só aparece na hora da final, o torcedor de ocasião. Quem acompanha os pontos corridos — aqui e na Europa — sabe que cada jogo, desde o início, é uma final. Mas, sei, é complicado explicar isso para quem não gosta muito de futebol. Ademais, esquecem que no mata-mata um time pode também disparar e ficar jogando na banguela, só esperando e escolhendo o melhor cruzamento. Pois o mata-mata torna meramente classificatórios os jogos de ida e volta .

E quem compraria um campeonato inteiro na TV se só um mês interessa?

Ora, Dr. Romildo, vai fazer time e não encha o saco.

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