No último sábado, tive uma tarde muito especial no Instituto Ling, dedicada a dois gigantes da literatura do século XX: James Joyce e Guimarães Rosa.
Minha função foi apenas conduzir a conversa. A riqueza veio dos participantes da mesa: Donaldo Schüller, Kathrin Rosenfield e Sergius Gonzaga. Discutimos linguagem, música, sertão, Dublin, Riobaldo, Leopold Bloom, sexualidade, metafísica e tudo o mais que foi surgindo.
Agradeço ao Instituto Ling pelo risco corrido ao me convidar e aos debatedores por sua sensibilidade, generosidade e inteligência. E também aos músicos e ao público, pela escuta atenta e pela disposição de nos acompanhar por caminhos inesperados.
Há encontros que ocupam uma tarde. Outros ocupam uma tarde e seguem reverberando por dias. Este foi um deles.
Saí de lá novamente convencido de que os mistérios da criação literária são um daqueles privilégios que justificam a nossa passagem por este mundo.
P.S. — A foto “diferente” é do autógrafo do Prof. Donaldo em seu livro sobre Joyce.






