Meus times

Eu torço pelo Inter-RS, mas tenho simpatia pelo Liverpool, Arsenal, Manchester United, Benfica, Barcelona, Roma, Napoli e Brasil de Pelotas.

E nutro certa antipatia pelo Grêmio, Juventude, Corinthians, Lazio, Real Madrid, City e Juventus.

Ah, sou muito promíscuo: gosto também do Leeds United, do St. Pauli e de suas histórias.

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Molly, a gata da Shakespeare and Company

Molly, a gata da Shakespeare and Company

Por algum motivo, lembrei disso agora.

Em fevereiro de 2014, eu e Elena estávamos em Paris, dentro da Shakespeare and Company, quando comecei a contar pra ela que a livraria mantinha há 100 anos uma gata branca, que era sempre apenas uma e sempre chamada Molly (Bloom, certamente). Disse para ela que eu achava que era em razão dos ratos da beira do Sena, mas que eu nunca tinha visto a lendária gata. Então, passeando lentamente, entramos numa sala e lá estava ela, uma enorme gata branca. Uma mulher disse que Molly recusava contatos, só que, minha filha, ninguém resiste à Elena.

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O Ovo da Serpente, de Ingmar Bergman

O Ovo da Serpente, de Ingmar Bergman

Infelizmente, a expressão ovo da serpente é hoje muito utilizada. Virou lugar comum. Toda vez que alguém quer dizer que uma tragédia ou problema era previsível, lá vem a ela. A expressão nasceu em 1977, com este filme de Ingmar Bergman. O terrível Dr. Hans Vergerus (clique no link) — sobrenome habitual dos filmes do diretor, significando algo ruim — , diz: “É como o ovo da serpente. Através das finas membranas, você pode claramente discernir o réptil já perfeito”.

O Ovo da Serpente é um ponto fora da curva na carreira de Bergman. Acusado de evasão fiscal na Suécia, Bergman se viu no centro de um escândalo que ganhou proporções internacionais. Deixou seus bens para o fisco e partiu para um autoexílio na Alemanha, mais precisamente em Munique, onde acabou fazendo um acordo com o produtor Dino de Laurentiis para rodar um filme em inglês ao mesmo tempo em que lidava com advogados e autoridades fiscais.

E fez um filmaço, desta vez sem explorar ao fundo dramas pessoais, relacionamentos, psicologia, religião, sexo ou filosofia, seus temas mais caros. Aqui, Bergman constrói com impecável riqueza de detalhes o mundo sem dinheiro, inflacionado, sangrento, paranoico e instável da Alemanha de 1923, ano em que se passa o filme, no período entre 3 a 11 de novembro, semana do Putsch de Munique. Sim, o Putsch foi a primeira tentativa de um maluco de tomar o poder. Foi um fiasco. A democracia alemã era mais forte. O nome do maluco era Adolf Hitler.

Abel Rosenberg (David Carradine) é um trapezista judeu desemprego, que vê seu irmão, Max, se suicidar. Ele procura Manuela (Liv Ullmann), sua cunhada. Juntos eles sobrevivem com dificuldade à violenta recessão econômica pela qual o país passa. Sem compreender as transformações políticas em andamento e pegando qualquer trabalho ou grana, eles aceitam trabalhar em uma clínica clandestina que realiza certas experiências que realmente ocorreram naquele periodo e depois.

E mais não conto. Grande filme!

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Anistia não!

Estava olhando meu twitter e tem muitos, mas muitos vídeos de gado bolsonarista depredando Congresso, STF e Planalto. E deve ter todo um WhatsApp disponível para ser examinado.

Não sei se este pessoal é burro ou se tem certeza da impunidade.

Espero que, após ontem, a possibilidade de anistia seja definitivamente arquivada e que não nos falte judiciário e prisões. Há muito para fazer.

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Uma questão de ângulo. Ou de ponto de vista

Uma questão de ângulo. Ou de ponto de vista

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Um Milagre

Acaba de ocorrer um Milagre aqui em casa que gostaria que fosse reconhecido pelo Vaticano.

O café tinha acabado e eu comecei a procurar se ainda tínhamos algum pacote perdido no armário. Foi quando uma sacolinha amarela se desequilibrou lá em cima e veio na minha direção. Era a sacola amarela do Café do Mercado com dois pacotes do café Montanhas do Espírito Santo para serem moídos.

Neste momento, envolvido por aquele maravilhoso aroma, penso na existência de D… Não, no reconhecimento do Vaticano.

Quando contei o Milagre pra Elena, ela disse que comprara os pacotes na quinta-feira — “eu fui no Mercado Público” — mas isto não empana a realidade da multiplicação dos cafés. E a queda? Como vocês explicam o Milagre da Queda, hein?

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A filha feia de Buxtehude

A filha feia de Buxtehude

O jovem Johann Sebastian Bach era contratado na igreja da rica cidade de Arnstadt como organista. Lá, desfrutou de um novo órgão e de um bom salário. Ansioso por mais, em 1705 pediu uma licença de 4 semanas para ir a Lübeck visitar o velho mestre Buxtehude. Tinha apenas 20 anos de idade e viajou os mais de 320 quilômetros que separavam as duas cidades a pé. Surpreendido com a habilidade do jovem organista, Buxtehude propôs a Bach que ele permanecesse em Lübeck até sua morte e depois ocupasse o seu prestigioso posto. Porém, para ocupar tal posição, havia uma regra: o candidato tinha que casar com a filha mais velha do seu antecessor no cargo. A moça em questão, Ana Margarita, era vários anos mais velha do que Bach e não muito bonita, pelo que Bach recusou a oferta.

Handel passou alguns dias em Lübeck em 1703. Bach ficaria lá durante três meses em 1705. Como ele tinha sudo autorizado a ficar ausente por 4 semanas, provocou a fúria dos seus patrões ao fazê-lo durante meses. Essa longa viagem quase lhe custou seu emprego, mas valeu a pena. Ele aprendeu muito com o velho Buxtehude.

Buxtehude estava perto da aposentadoria e ansiava por um sucessor da mais alta qualidade. Claro, tanto Handel como Bach encheram-lhe de esperanças. Ele lhes ofereceu a sua bem paga posição, esclarecendo a questão com sua adorada filha mais velha. Apesar de solteiros, nenhum dos dois compositores concordou. O trabalho era atraente mas, dizem que a filha não era. Johann Mattheson, que seria um compositor proeminente e um notório teórico da música, também a rejeitou.

Bach, contudo, como passou muito mais do que 4 semanas em Lübeck, talvez estivesse pensando seriamente no caso. Digo talvez, porque acredita-se que o jovem Bach estava muito mais interessado em ficar ao lado de Buxtehude o máximo de tempo possível, para aprender tudo o que ele lhe pudesse ensinar.

Uma prova mais forte dos escassos encantos de Ana Margarita pode ser encontrada em visitas anteriores a de Bach. Em 1703, os consagrados Händel e Mattheson também visitaram Buxtehude, repito. Não quiseram ter aulas, vieram apenas para tentar suceder ao venerável organista na sua posição. Quando tomaram conhecimento das condições e de Ana Margarita, não hesitaram: deixaram Lübeck no dia seguinte.

Buxtehude, que tinha jurado não se aposentar até a sua filha se casar, ocupou o cargo até à morte, em 1707. Não pensem, contudo, que Anna Margareta foi deixada sozinha para o resto dos seus dias. O fiel assistente do seu pai, J.C. Schieferdecker, foi encorajado a desposá-la. Ele não é lembrado por mais nada, este foi seu grande feito. Para alguns foi uma atitude de gratidão, para outros, uma demonstração soberana de interesse monetário.

De fato, quando Buxtehude assumiu a posição de organista da Igreja de Santa Maria (Marienkirche), teve de cumprir uma condição semelhante: com a morte de Franz Tunder em Novembro de 1667, a posição de organista da Marienkirche, uma das mais importantes do norte da Alemanha, foi deixada vaga. Depois de muitos outros organistas tentarem o cargo e serem rejeitados, Buxtehude foi eleito em abril de 1668. Em julho do mesmo ano tornou-se cidadão de Lübeck e em agosto casou com Anna Margarethe Tunder, uma das filhas de seu antecessor. Era uma situação imposta para ser aceito no emprego, prática comum na época.

Fontes:
https://www.melomanodigital.com/dietrich-buxtehude-mucho-mas-que-el-maestro-de-organo-de-bach/
https://www.elsiglodetorreon.com.mx/sup/siglon/08/313/16siglon58.pdf
http://arsmvsica.com/2013/03/13/la-hija-de-buxtehude/

Bux quando jovem.

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Badfinger

Badfinger

O grupo de rock cujo fim foi mais trágico deve ter sido o Badfinger. De grande repercussão inicial, eles ganharam de presente até uma canção de Paul McCartney em 1968, Come and get it.

Pete Ham e Tom Evans, seus líderes e compositores — autores de sucessos planetários como Without you, No matter what e Day after day –, cometeram suicídio por enforcamento.

Em 1975, Pete, inteiramente endividado após péssimos negócios com empresários sacanas e gravadoras, foi-se deixando um recado onde pedia desculpas pelas dívidas. Em 1983, Tom nem isso fez. Seu filho pequeno o encontrou pendente e avisou a mãe dizendo que um cara parecido com seu pai tinha se enforcado em casa…

(Ontem, ouvi Without you num Uber. A versão era a de Harry Nilsson, aquela que todo mundo que viveu os anos 70 e 80 escutou. Ele fez duas modificações simples e sensacionais na canção. Eliminou o staccato do estribilho e o fez em tom menor em sua primeira aparição. Quase nada, mas o resultado deve tê-lo deixado rico, contrariamente ao que ocorreu com Ham e Evans).

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‘Abra e Leia’ recebe o Troféu Simões Lopes Neto da Academia Rio-Grandense de Letras

‘Abra e Leia’ recebe o Troféu Simões Lopes Neto da Academia Rio-Grandense de Letras

E eu acabei recebendo o Troféu Simões Lopes Neto da Academia Rio-Grandense de Letras pelo meu livro de contos Abra e Leia. Ele seria o melhor do ano do RS na categoria. Uma absoluta surpresa para mim, que saí vencedor junto com gente como José Falero (crônicas) e Gustavo Melo Czekster (romance).

Também fiquei muito honrado por receber o prêmio num local que eu amo, a Biblioteca Pública de Porto Alegre, pelas mãos de sua diretora Morganah Marcon.

Para finalizar, digo que o homenageado desta edição do prêmio era Sergio Faraco, o maior contista brasileiro. Quando recebi o troféu, olhei pra ele e quase fugi como impostor.

Mas, bah, estou muito feliz.

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‘Abra e Leia’ é finalista do Prêmio Academia Rio-grandense de Letras

‘Abra e Leia’ é finalista do Prêmio Academia Rio-grandense de Letras

Eu gosto do meu livro. Ele foi pouco, mas muito bem lido. O ‘Abra e Leia’ teve o mérito de interessar gente interessante que ainda sentou e escreveu a respeito. Sim, me orgulho. Fiquei feliz com o que disseram vários leitores e críticos e guardo com carinho seus textos no meu blog.

Agora, recebo a notícia de que ele é finalista do Prêmio Academia Rio-grandense de Letras, narrativa curta. Claro, sou tão favorito quanto Senegal depois de 4 expulsos num jogo contra a França na Copa, mas chegar à final já é legal, né?

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Nesta quarta (14/12), temos Mozart e Khachaturian gratuitos e de alto nível no Theatro São Pedro

Nesta quarta (14/12), temos Mozart e Khachaturian gratuitos e de alto nível no Theatro São Pedro

Nesta quarta-feira (14/12), às 12h30, teremos um recital muito especial e gratuito no Foyer Nobre do Theatro São Pedro, em Porto Alegre. O clarinetista Samuel Oliveira, a violinista Elena Romanov e o pianista André Carrara interpretarão o Kegelstatt Trio, K. 498, de Wolfgang Amadeus Mozart e o Trio para Clarinete, Violino e Piano, de Aram Khachaturian. Os três músicos são professores da Escola de Música da Ospa e membros da Orquestra.

As obras para clarinete de Mozart foram escritas para seu amigo clarinetista Anton Stadler e não foi diferente neste Trio K. 498. Nas primeiras execuções caseiras da obra, Franziska Jacquin tocava a parte do piano, o amigo Stadler tocava o clarinete e o próprio Mozart a viola, que era seu instrumento favorito para música de câmara. Para o recital de amanhã, Elena transcreveu a parte da viola para o violino.

Há algumas surpresas nesta obra. O primeiro movimento não é o tradicional Allegro, mas um Andante. O Minueto que o segue tem uma forma nada comum, porque o trio inserido ganha vida própria. Mozart deve ter ficado fascinado com as possibilidades do tema do trio e o desenvolve bastante, com grande poder expressivo. O clarinete apresenta o tema do Rondó final. A música “voa” para a conclusão de uma das melhores e menos conhecidas obras de câmara de Mozart.

Existe uma velha história de que Mozart teria escrito o Trio enquanto jogava boliche, daí o nome Kegelstatt. O fato se aplicaria mais para os Duetos para Trompas, K. 487, compostos uma semana antes. Mas nunca se sabe… No caso dos Duetos, Mozart realmente escreveu no manuscrito enquanto jogava boliche.

.oOo.

Aram Khachaturian é geralmente celebrado como o principal compositor armênio do século XX, fazendo a junção da música clássica européia com elementos marcantes da música folclórica de seu país. Excelente maestro e professor, Khachaturian é lembrado hoje principalmente por sua música orquestral que compreende sinfonias, concertos, música para balé e filmes. Ele nasceu e foi criado em Tbilisi, Geórgia (então parte do império russo). Aos dezessete anos mudou-se para Moscou para buscar uma educação superior, primeiro em biologia, depois em performance de violoncelo e finalmente composição. Após anos de estudo e prática, Khachaturian alcançaria uma reputação internacional atraindo elogios de Prokofiev e Shostakovich, que, como o próprio Khachturian, ganhou prêmios e censuras fulminantes do estado soviético.

Embora tenha escrito pouca música de câmara, em 1932 Khachaturian compôs um maravilhoso trio em três movimentos para clarinete, violino e piano. Este é magistral e único, uma mostra perfeita da mistura de elementos folclóricos clássicos e exóticos de Khachaturian, particularmente enfatizados pela instrumentação colorida.

O primeiro movimento cujo título é Andante con dolore, con molto espressione, imediatamente evoca um novo mundo sonoro. Aqui e ao longo do trio, você ouve melodias ondulantes que evocam cantos emotivos e improvisados. O segundo movimento celebra a dança. O final mais moderado é um tema e variações baseadas em uma melodia folclórica uzbeque.

Não percam!

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As mancadas mais vergonhosas de Tite contra a Croácia

As mancadas mais vergonhosas de Tite contra a Croácia

Claro que a Croácia fez uma grande partida e que, apesar disso, tivemos as melhores chances. Claro que a Croácia fez seu gol no único chute que tentou e que isto caracteriza um baita azar nosso, mas mesmo assim cometemos erros primários. Vou citar 3 grandes erros.

1. No primeiro tempo, Vinícius Jr. tinha sempre 3 marcadores pelo lado esquerdo de ataque. Ora, o jogo de futebol é de 11 contra 11 jogadores. O fato de Vini receber marcação especial significava que Raphinha tinha apenas um ou quase nenhum marcador do outro lado do campo. Jamais tentamos viradas rápidas de jogo, nem diretas, nem aquelas que passam por um dos volantes. Passamos o primeiro tempo tentando furar inutilmente uma muralha. E Tite retirou o bom Vinícius… Ele queria que o cara vencesse 3 marcadores?

2. A foto abaixo. Nela, a Croácia recupera a posse de bola e parte para um contra ataque 4 contra 4. Não há problema ter seis caras no campo adversário, mesmo ganhando o jogo e faltando 4 minutos para o final. O problema é que, então, não se pode perder a bola de jeito nenhum. É hora do maldito tiki-taka da Espanha. É hora do passe seguro e improdutivo, não de tentar dribles, bolas altas e outras aventuras. Ou é hora de atacar com poucos, claro.

3. Desde que o samba é samba é assim. Os primeiros batedores de pênatis são os melhores. É uma lei. Tudo para pressionar o adversário. A invenção de deixar Neymar para o bater o último — que ele nem precisou bater — tem nome, Tite: é burrice.

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A arte de escrever contos de impacto

A arte de escrever contos de impacto

Um cruzado de direita no queixo do leitor, um soco no estômago dele, parágrafos demolidores, vírgulas cortantes, travessões que são como pauladas. Venha experimentar e depois causar impacto!

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Sight & Sound atualiza sua lista dos melhores filmes da história

Sight & Sound atualiza sua lista dos melhores filmes da história

Como faz a cada dez anos, o veículo britânico Sight & Sound publicou, recentemente, uma atualização da lista de melhores filmes de todos os tempos. A revista tem distribuição feita pela BFI (British Film Institute), e o ranking é definido por um grupo internacional de profissionais do cinema. Eles são 1.639 críticos, programadores, curadores, arquivistas e acadêmicos, mais 480 diretores e cineastas.

Na mais recente atualização, o primeiro lugar da lista ficou com “Jeanne Dielman”, filme franco-belga de 1975, dirigido por Chantal Akerman. Essa é a primeira produção de direção feminina a figurar no topo do tradicional ranking.

Entre as entradas mais recentes da lista, estão “Parasita” e “Retrato de Uma Jovem Em Chamas”, de 2019. “Corra!”, de 2017 e “Moonlight: Sob a Luz do Luar”, de 2016 também são alguns dos títulos mais atuais.

Confira a lista completa abaixo.

Os 100 melhores filmes de todos os tempos, de acordo com a Sight & Sound:

Veja o Top 100 da Sight & Sound, que é publicada pelo instituto britânico de cinema (BFI), abaixo:

1. “Jeanne Dielman, 23, quai du Commerce, 1080 Bruxel” (Chantal Akerman, 1975)
2. “Um Corpo Que Cai” (Alfred Hitchcock, 1958)
3. “Cidadão Kane” (Orson Welles, 1941)
4. “Era Uma Vez em Tóquio (Ozu Yasujiro, 1953)
5. “Amor à Flor da Pele, Wong Kar-wai, 2001)
6. “2001: Uma Odisseia no Espaço” (Stanley Kubrick, 1968)
7. “Bom Trabalho” (Claire Denis, 1998)
8. “Cidade dos Sonhos.” (David Lynch, 2001)
9. “Man with a Movie Camera” (Dziga Vertov, 1929)
10. “Cantando na Chuva” (Stanley Donen e Gene Kelly, 1951)
11. “Sunrise: A Song of Two Humans” (F.W. Murnau, 1927)
12. “O Poderoso Chefão” (Francis Ford Coppola, 1972)
13. “A Regra do Jogo (Jean Renoir, 1939)
14. “Cléo de 5 às 7” (Agnès Varda, 1962)
15. “Rastros de Ódio” (John Ford, 1956)
16. “Tramas do Entardecer” (Maya Deren e Alexander Hammid, 1943)
17. “Close-Up” (Abbas Kiarostami, 1989)
18. “Quando Duas Mulheres Pecam” (Ingmar Bergman, 1966)
19. “Apocalypse Now” (Francis Ford Coppola, 1979)
20. “Sete Samurai” (Akira Kurosawa, 1954)
21. (EMPATE) “A Paixão de Joana D’Arc” (Carl Theodor Dreyer, 1927)
21. (EMPATE) “Late Spring” (Ozu Yasujiro, 1949)
23. “Playtime” (Jacques Tati, 1967)
24. “Faça a Coisa Certa” (Spike Lee, 1989)
25. (EMPATE) “Au Hasard Balthazar” (Robert Bresson, 1966)
25. (EMPATE) The Night of the Hunter” (Charles Laughton, 1955)
27. “Shoah” (Claude Lanzmann, 1985)
28. “Daisies” (Věra Chytilová, 1966)
29. “Taxi Driver” (Martin Scorsese, 1976)
30. “Retrato de Uma Jovem em Chamas” (Céline Sciamma, 2019)
31. (EMPATE) “O Espelho” (Andrei Tarkovsky, 1975)
31. (EMPATE) “8½” (Federico Fellini, 1963)
31. (EMPATE) “Psicose” (Alfred Hitchcock, 1960)
34. “L’Atalante” (Jean Vigo, 1934)
35. “Pather Panchali” (Satyajit Ray, 1955)
36. (EMPATE) “City Lights” (Charlie Chaplin, 1931)
36. (EMPATE) “M – O Vampiro de Dusseldord” (Fritz Lang, 1931)
38. (EMPATE) “Acossado” (Jean-Luc Godard, 1960)
38. (EMPATE) “Some Like It Hot” (Billy Wilder, 1959)
38. (EMPATE) “Janela Indiscreta” (Alfred Hitchcock, 1954)
41. (EMPATE) “Ladrões de Bicicleta” (Vittorio De Sica, 1948)
41. (EMPATE) “Rashomon” (Akira Kurosawa, 1950)
43. (EMPATE) “Stalker” (Andrei Tarkovsky, 1979)
43. (EMPATE) “Killer of Sheep” (Charles Burnett, 1977)
45. (EMPATE) “Intriga Internacional” (Alfred Hitchcock, 1959)
45. (EMPATE) “The Battle of Algiers” (Gillo Pontecorvo, 1966)
45. (EMPATE) “Barry Lyndon” (Stanley Kubrick, 1975)
48. (EMPATE) “Wanda” (Barbara Loden, 1970)
48. (EMPATE) “Ordet” (Carl Theodor Dreyer, 1955)
50. (EMPATE) “Os Incompreendidos” (François Truffaut, 1959)
50. (EMPATE) “O Piano” (Jane Campion, 1992)
52. (EMPATE) “News from Home” (Chantal Akerman, 1976)
52. (EMPATE) “Fear Eats the Soul” (Rainer Werner Fassbinder, 1974)
54. (EMPATE) “O Apartamento” (Billy Wilder, 1960)
54. (EMPATE) “Battleship Potemkin” (Sergei Eisenstein, 1925)
54. (EMPATE) “Sherlock Jr.” (Buster Keaton, 1924)
54. (EMPATE) “Le Mépris” (Jean-Luc Godard 1963)
54. (EMPATE) “Blade Runner” (Ridley Scott 1982)
59. “Sans soleil” (Chris Marker 1982)
60. (EMPATE) “Daughters of the Dust” (Julie Dash 1991)
60. (EMPATE) “La dolce vita” (Federico Fellini 1960)
60. (EMPATE) “Moonlight – Sob a Luz do Luar” (Barry Jenkins 2016)
63. (EMPATE) “Casablanca” (Michael Curtiz 1942)
63. (EMPATE) “Os Bons Companheiros” (Martin Scorsese 1990)
63. (EMPATE) “O Terceiro Homem” (Carol Reed 1949)
66. “Touki Bouki (Djibril Diop Mambéty 1973)
67. (EMPATE) “The Gleaners and I” (Agnès Varda 2000)
67. (EMPATE) “Metropolis” (Fritz Lang 1927)
67. (EMPATE) “Andrei Rublev” (Andrei Tarkovsky 1966)
67. (EMPATE) “The Red Shoes” (Michael Powell & Emeric Pressburger 1948)
67. (EMPATE) “La Jetée” (Chris Marker 1962)
72. (EMPATE) “Meu Amigo Totoro” (Miyazaki Hayao 1988)
72. (EMPATE) “Journey to Italy” (Roberto Rossellini 1954)
72. (EMPATE) “L’avventura” (Michelangelo Antonioni 1960)
75. (EMPATE) “Imitation of Life” (Douglas Sirk 1959)
75. (EMPATE) “Sansho the Bailiff” (Mizoguchi Kenji 1954)
75. (EMPATE) “A Viagem de Chihiro” (Miyazaki Hayao 2001)
78. (EMPATE) “A Brighter Summer Day” (Edward Yang 1991)
78. (EMPATE) “Sátántangó” (Béla Tarr 1994)
78. (EMPATE) “Céline and Julie Go Boating” (Jacques Rivette 1974)
78. (EMPATE) “Tempos Modernos “(Charlie Chaplin 1936)
78. (EMPATE) “Crepúsculo dos Deuses” (Billy Wilder 1950)
78. (EMPATE) “A Matter of Life and Death” (Michael Powell & Emeric Pressburger 1946)
84. (EMPATE) “Veludo Azul” (David Lynch 1986)
84. (EMPATE) “Pierrot le fou” (Jean-Luc Godard 1965)
84. (EMPATE) “Histoire(s) du cinéma” (Jean-Luc Godard 1988-1998)
84. (EMPATE) “The Spirit of the Beehive” (Victor Erice, 1973)
88. (EMPATE) “O Iluminado” (Stanley Kubrick, 1980)
88. (EMPATE) “Amores Expressos” (Wong Kar Wai, 1994)
90. (EMPATE) “Madame de…” (Max Ophüls, 1953)
90. (EMPATE) “The Leopard” (Luchino Visconti, 1962)
90. (EMPATE) “Contos da Lua Vaga” (Mizoguchi Kenji, 1953)
90. (EMPATE) “Parasita” (Bong Joon Ho, 2019)
90. (EMPATE) “Yi Yi” (Edward Yang, 1999)
95. (EMPATE) “A Man Escaped” (Robert Bresson, 1956)
95. (EMPATE) “O General” (Buster Keaton, 1926)
95. (EMPATE) “Era Uma Vez no Oeste” (Sergio Leone, 1968)
95. (EMPATE) “Corra!” (Jordan Peele, 2017)
95. (EMPATE) “Black Girl” (Ousmane Sembène, 1965)
95. (EMPATE) “Tropical Malady” (Apichatpong Weerasethakul, 2004)

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Futebol e rock progressivo

Hoje, cruzei na rua com um amigo, ou ex-amigo, que não vê e nem entende de futebol, mas que o critica, assim como critica quem acompanha a Copa.

Ele começou com seus disparates — que dispara a cada 4 anos — e eu respondi que, para ficar somente na área do entretenimento, ele também jamais saíra da adolescência ouvindo apenas besteiras perecíveis. Perguntei quando ele iria chegar ao jazz e além. Mais: falei que o rock progressivo que ele ouve é um simulacro para intelectuais de péssimo ouvido.

Não concordo inteiramente com o que disse, disse mais para contrapor, mas ele deu meia volta e foi embora ofendido. Estou mesmo sem paciência e um pouco culpado, imaginando quantos discos do Yes ele vai ouvir hoje…

Viram França e Inglaterra hoje? Quem passa?

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As 3 vezes que vi Pelé ao vivo

As 3 vezes que vi Pelé ao vivo

A primeira foi em 68, no Olímpico, contra o Inter, pelo Robertão. Eu tinha 11 anos e era a data de aniversário de Pelé, que completava 28 anos. Levaram um enorme bolo pra dentro do campo. O jogo foi 3 x 1 pro Santos e ele passou o jogo inteiro dando passes geniais. Fez o terceiro do Santos. Não lembro do gol. Lembro do nosso, marcado por Claudiomiro.

Depois, vi-o no Festival de inauguração do Beira-Rio em 69, num amistoso contra a Argentina. Brasil 0 x 1 Argentina. Ele, muito marcado, fez pouco. Lembro que Tostão jogou demais naquela noite de segunda-feira, mas perdemos. E era a grande Seleção do Saldanha. Perfumo anulou Pelé.

Por último, vi-o novamente no Beira-rio contra o Inter. Inter 0 x 2 Santos pelo Brasileiro. Foi entre 71 e 74, sei lá. Mas do resto tenho certeza. Houve um momento em que Pelé foi matar uma bola e ela bateu em sua canela. Todo mundo riu e vaiou. Já vi atitudes mais inteligentes. Logo depois, Edu cruzou uma bola fortíssima a meia altura para a área do Inter. A bola era para Pelé. Ele ergueu a perna e, mais tirando o pé do que chutando, fez com que a redonda batesse na parte interna de seu pé direito, subisse por cima de Gainete e entrasse no gol. A torcida do Inter aplaudiu. Fazer o quê?

Esta última imagem é a que fica comigo quando penso em Pelé. Esta e a daquela cabeçada no Estádio Azteca. Quando ele morrer, tenho certeza de que lembrarei delas e da crueldade do tempo.

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Você entende de futebol?, de Carlos Guimarães

Você entende de futebol?, de Carlos Guimarães

Em casa, eu vejo futebol com o som da TV desligado. Não suporto os clichês vazios da maioria dos comentaristas do esporte. Na verdade, não há grandes conhecedores entre os analistas de táticas de futebol e quem se preocupa — ou enxerga — a parte tática, fica muito decepcionado com o papo, ainda mais que sua paixão está envolvida.

Então, o mediador (ou tradutor) entre o que se vê e o que é comentado é bastante insatisfatório.

Mas há uma nova geração de jornalistas-conhecedores ou estudiosos. Infelizmente, estes ainda não chegaram às grandes redes.

Um deles, na minha opinião o melhor dentre os gaúchos, acaba de lançar seu segundo livro: “Você entende de futebol?”, com o substítulo “E outros ensaios sobre o jogo e a mídia”.

Seu nome é Carlos Guimarães e seus textos jamais ofenderão sua inteligência. Sim, ele é o herdeiro de Ruy Carlos Ostermann e Lauro Quadros.

E estará autografando o livro na próxima quinta-feira aqui na Bamboletras. Apareça aqui para pegar seu exemplar autografado e levar um papo com o Carlos. Talvez ele saiba quem vai ganhar a Copa…

Carlos Guimarães

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A ilusão de um instante, de Eduardo Rodrigues

A ilusão de um instante, de Eduardo Rodrigues

Comecei a ler “A ilusão de um instante”, de Eduardo Rodrigues, durante um almoço. Estava sozinho e abri o livro para dar uma rápida olhada. Claro que gosto de jazz e bossa nova, claro que sei de muitas histórias de seus principais artistas, mas a coisa me pegou de tal jeito que não consegui mais largar o volume de 184 páginas.

O livro é uma série de 60 artigos nada óbvios e muito significativos. Boas histórias, algumas engraçadas, outras nem tanto, tudo filtrado por um conhecedor do gênero e em texto sempre fluido. Pois é, não deu pra largar.

Depois de ler o livro, repassando suas páginas, pude constatar o enorme volume de informação que o Eduardo Rodrigues gentilmente divide conosco. Sem desejar ser pernóstico, digo que lembrei da frase de Shakespeare: “Onde não há prazer, não há proveito”. Aqui há ambos, prazer e proveito. E um profundo amor à música.

Iniciando por Mingus e Chet Baker, visitando outros deuses com os quais você certamente já manteve contato auditivo, o livro é uma delícia. Temos Miles Davis e suas roupas, Diana Krall saltitando de pés descalços pelo camarim, Billie Holiday mastigando palavras, discos como Kind of Blue e outros mais desconhecidos, assim como seus artistas.

Como se não bastasse, Eduardo complementa a obra nos mostrando onde podemos ouvir toda a sensacional playlist daquilo que é citado, pois, se é bom de ler, é ótimo ouvir e conhecer aquilo que é descrito com graça e elegância.

Recomendo!

Eduardo Rodrigues

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SESSÃO DE AUTÓGRAFOS COM JAZZ E SOUL MUSIC !!!

SESSÃO DE AUTÓGRAFOS COM JAZZ E SOUL MUSIC !!!

Sabem aquele livro que é uma gostosura? Pois é. “A ilusão de um instante — Inventário de uma etnografia amorosa e musical”, sétimo livro de Eduardo Rodrigues, é uma leitura leve e cheia de casos altamente saborosos a respeito dos principais nomes do jazz.

O livro reúne 60 artigos ilustrados sobre cantores, instrumentistas, discos e filmes. Na última página, o leitor encontra como acessar a playlist da obra no Spotify. Um show!

O autor estará autografando o livro na Livraria Bamboletras e, entre uma dedicatória e outra, comandará a trilha sonora do evento, lembrando os velhos tempos em que trocava os discos de Billie Holiday, John Coltrane e Miles Davis no carrossel do Zelig Bar.

Música em volume baixo, é claro, para não atrapalhar a conversa, mas alta o suficiente para inspirar e tocar os corações. Haverá água e cerveja à venda durante o culto aos livros na pequena igreja onde está instalada a livraria.

Apareçam! O mundo não é só a Copa do Mundo.

Quando: 30/11
Horário: das 19h às 20h (mas pode chegar um pouco antes)
Onde: Livraria Bamboletras (Av. Venâncio Aires, 113, Cidade Baixa)
Autor: Eduardo Rodrigues
Livro: A ilusão de um instante — Inventário de uma etnografia amorosa e musical

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Um ato diz mais do que mil palavras (por Celso Frateschi)

O que a nomeação dessas duas figuras deploráveis para a transição na Cultura quer nos dizer? Um golpista e outro além de golpista, eleito como bolsonarista, uma das figuras mais pervertidas do cenário político, capaz de se prestar a uma “entrevista” onde relata como estuprou uma mãe de santo?

Estão querendo desdizer todas as propostas que o presidente Lula tem reiterado para a área cultural?

Elegemos Lula e um programa popular onde a cultura tem , como nunca se viu antes, um papel de destaque!

A cultura política carcomida, a qual o povo brasileiro rejeitou nessas eleições, deve prevalecer? Os fascistas ganharam no “!terceiro turno”um premio de Consolação?

O “vale tudo” voltou?

Qual o limite?

O que mais devemos esperar?

Onde estão os nomes ligados à cultura popular?

Onde estão os nomes que construíram a gigantesca contribuição que os governos progressista de esquerda em nosso país realizaram?

Como explicar em nossos comitês essas escolhas de pessoas tão indignas ?

Sabemos do papel limitado e técnico das comissões de transição, mas está claro que nessa transição elas ganharam um significado simbólico muito importante. Porque então sinalizar com esses nomes tão deploráveis?

No meu entender seria muito mais eficaz e eficiente politicamente que nessa transição estivessem apenas nomes que respeitassem minimamente o que temos defendido e não tivesse espaço para machistas, misóginos , racistas, golpistas, fascistas e representantes desse esgoto que levou o nosso país na triste situação em que nos encontramos.

Sou completamente favorável e milititante na frente ampla que se constitui para garantir a democracia .

Numa democracia não acredito que haja espaço para golpistas e fascistas de primeira hora.

Sim a um governo de frente ampla. Não à barbarie política e moral que esses nomes representam.

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