Morreu um dos grandes: 25 frases de Johan Cruyff que vão mudar sua visão do futebol

Morreu um dos grandes: 25 frases de Johan Cruyff que vão mudar sua visão do futebol

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O site oficial de Cruyff acaba de informar:

Em 24 de março de 2016, Johan Cruyff (68) morreu pacificamente em Barcelona, cercado de sua família após uma dura batalha contra um câncer. É com grande tristeza que pedimos que você respeite a privacidade da família durante este tempo de pesar.

Considerando-se apenas dos anos 60 para cá, Johan Cruyff (1947-2016) foi um dos três maiores craques que vi jogar. Os outros foram Pelé e Maradona. Ele tinha um câncer de pulmão. A doença tinha sido diagnosticada em outubro de 2015.

Seu futebol unia habilidade, velocidade, passes miraculosos que só ele via e algo que até hoje parece ser exclusivo: um invulgar conhecimento tático. Junto com Rinus Michels, comandou a seleção holandesa na Copa de 1974, sendo um dos protagonistas do time que ficou conhecido como a “Laranja Mecânica”, que tinha uma estrutura tática inovadora que só funcionaria à perfeição com ele no time.

Era uma seleção com fortíssimo senso coletivo onde os jogadores não guardavam posições fixas. O que importava era que todas as funções fossem cumpridas. Aquilo desnorteava os adversários. Antes da seleção da Holanda, Cruyff já fazia o mesmo no Ajax, clube pelo qual conquistou tudo dentro da Europa. Jogou pelo Ajax, Barcelona e pala seleção holandesa. Foi ele quem tornou o Barcelona do tamanho e maior que o Real Madrid, criando o estilo catalão de jogar. A instituição soube manter seu espírito de revolucionário do futebol. Depois, como técnico, foi tetracampeão espanhol entre os anos de 1990 e 1994, além de ter vencido a Champions.

Pela seleção holandesa, a qual defendeu entre 1966 e 1977, Cruyff somou 48 partidas e 33 gols marcados.Ganhou a Bola de Ouro em 1971, 1973 e 1974. Talvez seja ele o centro de uma das maiores injustiças que o futebol insiste em cometer. Afinal, o jogador que eternizou a camisa 14 nunca venceu uma Copa do Mundo. Mas ficou perto, muito perto em sua única tentativa em 1974.

Azar da Copa do Mundo, como disse a ESPN.

Genial dentro de campo, Johan Cruyff tinha uma visão única sobre o futebol e uma maneira igualmente distinta de falar sobre ele.

Foi a visão de Cruyff no campo que fez dele um dos maiores jogadores de todos os tempos, enxergando passes que ninguém mais podia enxergar. Tinha também uma enorme consciência para acelerar ou deixar mais lenta uma partida com a finalidade de controlá-la. Por isso, quando Cruyff falava, as pessoas ouviam.

Cruyff em 1974
Cruyff em 1974

As 25 frases abaixo, citadas por Cruyff como jogador, treinador e comentarista, mostram a maneira que Cruyff via o futebol.

1. Técnica não é poder fazer 100 embaixadas. Qualquer um pode fazer isso se praticar. Dá até para trabalhar no circo. Técnica é passar a bola com um toque, na velocidade correta, no pé certo do seu companheiro.

2. Alguém que faz graça com a bola no ar durante um jogo, dando tempo para os quatro defensores adversários voltarem, é o jogador que as pessoas pensam ser ótimo. Não é.

3. Escolha o melhor jogador para cada posição e você não terá a melhor equipe, apenas 11 bons de cada uma.

4. No meu time, o goleiro é o primeiro atacante e o atacante, o primeiro defensor.

5. Por que não se pode vencer um clube rico? Nunca vi um saco de dinheiro marcar gol.

6. Eu sempre jogava a bola para frente porque se eu a recebesse de volta, era o único jogador desmarcado.

7. Sou um ex-jogador, ex-dirigente, ex-treinador, ex-presidente honorário. Uma lista bacana que, mais uma vez, mostra que tudo chega a um fim.

8. Jogadores que não são verdadeiros líderes mas tentam ser, sempre brigam com os outros depois de um erro. Líderes de verdade dentro de campo já sabem que erros inevitáveis.

Johan Cruyff, Barcelona
Johan Cruyff, Barcelona

9. O que é velocidade? A mídia esportiva sempre confunde velocidade com visão. Veja, se eu começar a correr antes que os outros vou sempre parecer mais rápido.

10. Tem apenas um momento para chegar numa jogada. Não adianta chegar atrasado nem adiantado.

11. Antes de cometer um erro, já pense em como reagir se ele realmente acontecer.

12. Em uma partida de futebol, se não descontarmos os momentos em que o jogo para, cada jogador terá a posse de bola por 3 minutos, em média. Então, o mais importante é o que fazer nos 87 minutos em que você não tem a bola. Isso é fundamental para um bom jogador.

13. Depois de ganhar alguma coisa, você não estará mais 100%, mas 90%. É como uma garrafa de água com gás quando fica sem tampa. Pouco tempo depois fica com menos gás dentro.

14. Há apenas uma bola em jogo, então você precisa ficar com ela.

15. Não sou religioso. Na Espanha todos os 22 jogadores faziam o sinal da cruz antes de entrar em campo. Se isso funcionasse, todas as partidas terminariam empatadas.

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16. Precisamos fazer com que o pior jogador deles tenha a posse da bola. Então, receberemos logo ela de volta.

17. Se você tem a posse da bola, precisa fazer com que o campo seja o maior possível, mas se você não tem, precisa fazer com que fiquei o menor possível.

18. Todo jogador profissional de golfe tem um treinador para suas tacadas, outro para suas colocadas, para seus tiros. No futebol temos um treinador. Isso é absurdo.

19. Sobreviver à primeira fase nunca é o meu objetivo. O ideal seria estar com Brasil, Argentina e Alemanha no mesmo grupo. Assim eu teria eliminado dois rivais na primeira fase. É como eu penso.

20. Os jogadores hoje só sabem chutar com o peito do pé. Modéstia à parte, eu podia chutar com o peito, de chapa e a parte de fora de ambos os pés.

21. Qualidade sem resultado é inútil. Resultado sem qualidade é entediante.

22. Existem poucos jogadores que sabem o que fazer quando não estão marcados. Então as vezes você fala para o seu jogador: aquele atacante é muito bom, mas não marque ele.

23. Acho ridículo quando um talento é rejeitando baseado em estatísticas de computador. Baseado nos critérios do Ajax de hoje eu teria sido rejeitado. Quando tinha 15 anos não conseguia chutar uma bola mais de 15 metros com minha perna esquerda e talvez 20 com a direita. Minhas visão de não podem ser detectadas por um computador.

24. Jogar futebol é muito simples, mas jogar um futebol simples é a parte mais difícil do jogo.

25. Se eu quisesse que você entendesse tudo isso, eu teria explicado melhor.

E aqui, dois filmes com lances de Cruyff. O problema é que eles focam apenas na habilidade do jogador, não dando a noção de suas outras contribuições para seus times.


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Boa noite, Argel Fucks (com os melhores lances, se podemos dizer tal absurdo)

Boa noite, Argel Fucks (com os melhores lances, se podemos dizer tal absurdo)
Tu pareces que só treinas um jogador, Argel: Paulão
Tu pareces que só treinas um jogador, Argel: Paulão

Querido Argel, o Inter está há quatro jogos sem vencer e joga o Campeonato Gaúcho. O diagnóstico pode ser feito por qualquer um que acompanhe o time: o grupo de jogadores é fraco, tu és um treinador digno deles e a diretoria observa tudo com uma passividade que beira a indiferença. Não sei o que passa pela cabeça do presidente Piffero, mas deve ser um marasmo ou uma confusão pré-Alzheimer. 2016 é um ano para assustar. O torcedor colorado sabe o que esperar do Brasileiro: mais um ano na fila. Os menos fantasiosos, como eu, aspiram apenas a discrição. Não queremos ser notados. Se me oferecessem agora um 12º ou 13º lugar, eu fechava AGORA com a certeza de ter feito um bom negócio. Mas tenho muito medo da queda. Estamos fazendo tudo para isso.

Vi boa parte do 0 x 0 entre Lajeadense e Inter. Foi um jogo de baixíssimo nível técnico e o único elogio que posso te fazer, Argel, é tu és o melhor treinador de Paulão que já passou pelo Beira-Rio. É muito pouco, mas eu te parabenizo. Hoje estou a fim de ver o lado positivo das coisas. Artur também jogou bem. O resto sucumbiu bem sucumbido e nem vou comentar.

Se tivéssemos contratado quatro ou cinco destaques na Segunda Divisão brasileira para o lugar da legião dispensada — merecidamente dispensada, diga-se — e mais um técnico de futebol que nem precisaria ser um figurão, estaríamos flanando na liderança deste fraquíssimo Charmosão 2016.

E não vou perder meu tempo escrevendo novamente o que todos sabem.

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Para meus companheiros secadores (com os gols de Grêmio 1 x 1 San Lorenzo)

Para meus companheiros secadores (com os gols de Grêmio 1 x 1 San Lorenzo)
Guardrroger: metendo os pés pelas mãos no segundo tempo
Guardrroger: metendo os pés pelas mãos no segundo tempo

Nós, colorados, adoraríamos estar na Libertadores. Ver o Grêmio jogá-la é uma tortura. Ou nem tanto. Eles fizeram apenas 4 pontos nos primeiros três jogos, jogando duas em casa. Para dormirem bem, precisariam ter feito 6 ou 7. 4 é pouco e a perspectiva de uma desclassificação precoce enche de ânimo nossos maus corações. A campanha ideal foi a que Fossatti fez em 2010 antes de ver sua cabeça ceifada por Piffero: 3 vitórias em casa e 3 empates fora. Total: 12 pontos. Perfeito. O Grêmio descumpriu a Lei de Fossatti em dois jogos: perdeu uma fora e empatou uma em casa. E as luzes de alerta se acenderam.

Hoje, jogam LDU e Toluca em Quito. Nenhum dos dois é grande coisa — fora de casa, a LDU é pior que o Veranópolis. O melhor é uma vitória da LDU, pois os equatorianos irão perder inevitavelmente em Toluca e ambos fariam 3 pontos nessas duas rodadas. Neste caso, se o Grêmio perdesse em Buenos Aires, dia 15, no Nuevo Gasómetro, acabaria a quarta rodada como último do grupo. E o dia 6 de abril, após Toluca e LDU jogarem no México, seria de plena felicidade!

Ontem, vi o jogo conversando com um grupo de colorados no WhatsApp. Alguns são conselheiros do clube e levam a secação como se fosse uma religião. Dois destes fundamentalistas previram que Guardrroger desmontaria o time no segundo tempo. Era só a coisa ficar empatada até os 15 min do segundo tempo que ele teria o tradicional chilique, dando toda a chance para o San Lorenzo virar. E quase aconteceu. O Grêmio teve chances, mas “El Ciclón” quase fez o crime. Imaginem que o cara tirou o Luan para colocar Bobô! O Grêmio também me pareceu cansado ontem. Olha só, mais uma mancada: jamais deveriam ter entrado com os titulares no Gre-Nal. Enfim…

Levo medo neste jogo do dia 15. O SL jogou muito mal em casa contra o Toluca e não me parece muito capaz de espremer adequadamente nosso co-irmão dentro do Gasómetro. Porém permanecemos estamos alertas e esperançosos. Tudo há de dar errado!

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Bom dia, Argel Fucks (com os melhores lances do Gre-Nal de ontem)

Bom dia, Argel Fucks (com os melhores lances do Gre-Nal de ontem)

E os empates ultrapassaram o Grêmio. Agora são 154 vitórias do Inter, 128 empates e 127 vitórias do tricolor. O Gre-Pate está renhido, com vantagem para o segundo. Torço por eles!

Maicon prepara-se para pisar a tíbia de Dourado. Quase quebrou-lhe a perna | Foto: Ricardo Duarte
Maicon prepara-se para pisar a tíbia de Dourado. Quase quebrou-lhe a perna | Foto: Ricardo Duarte

Assisti o jogo no querido Pastel com Borda da Fernandes Vieira e me diverti muito com a reação das torcidas. Os gremistas vibraram com as agressões de Maicon em Dourado por cima da bola, Geromel em Aylon sem bola e Marcelo Oliveira irritado com William. Vibraram muito mesmo. A torcida em campo também. Mas, agora, ouço o presidente do Grêmio reclamar que Miller Bolaños sofreu uma lesão grave num lance de falta clara de William.

William é meio louco mesmo, mas foi um lance violento de um jogo violentíssimo de parte a parte. Anderson Daronco não conseguiu controlar o jogo do ponto de vista disciplinar. Talvez, se tivesse expulsado logo na primeira agressão — a de Wesley em Artur –, tudo fosse diferente. Bolaños levou a pior, claro, mas Maicon também merecia o cartão preto após falta em Dourado. Até agora não sei como o colorado não fraturou a tíbia. Vejam o dantesco lance abaixo (o vídeo também inclui a falta de William em Bolaños).

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Infelizmente, acho até que o Grêmio terá vantagem sem Bolaños. É um jogador escalado erradamente como centroavante — conheço-o bem do Emelec — e Henrique Almeida é superior a ele na posição. Para Bolaños jogar, haveria que retirar Giuliano, Douglas ou Luan. Difícil, pois o trio titular é quase cativo.

Mas vamos ao que interessa, Argel. E o que interessa, é nosso time.

O primeiro tempo teve superioridade gremista. Era compreensível. A Arena tinha 48 mil pessoas, batendo seu recorde de público, com esmagadora maioria azul. Nosso time é jovem, mas aguentou a pressão. Nós não somos grande coisa, eles também não. No segundo tempo, passamos a dominar as ações, mas o empate foi merecido. Giuliano, Luan, Dourado e Vitinho perderam gols incríveis e ainda teve aquela jogada do Sasha no final do jogo em que o chute não saiu.

Gostei do que vi. Aylon e Fabinho estão surpreendendo. Andrigo não jogou bem, mas não estava acadelado. A criação não funcionou, só que era impossível jogar, pois a partida teve um número altíssimo de faltas: 20 faltas do Grêmio contra 17 do Inter. Isto é, além do Daronco, ninguém teve liberdade. Com um pouco de sorte, poderíamos ter vencido, mas não lamentei o empate, pois adoro estatísticas e achava uma injustiça o Grêmio estar à frente deles.

Teu time está adquirindo uma cara, Argel. Ainda não sei bem qual. O importante é que a defesa melhorou e, com uma boa defesa, haverá tranquilidade para a montagem do resto do time. Voltamos a campo domingo contra o São Paulo de Rio Grande. Acho que está na hora de sairmos daquele eterno quinto lugar, não?

Um resumo do ano pra ti, Argel: Alisson, Dourado, Ernando e Sasha estão confirmando. Andrigo e Aylon — o último fez um belo Gre-Nal — aproveitam bem as chances. Bob e Fabinho são realmente excelentes. Anderson, Paulão e Artur vêm crescendo. Réver e Alex estão pedindo aposentadoria. Marquinhos e Alisson Farias são decepções. Jackson é esquisito. William é um doido varrido, mas fez bom Gre-Nal. Vitinho quase estreou em 2016. Bruno Baio, coitado, é um braço roubado à agricultura.

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Bom dia, Argel Fucks (com os melhores lances de Inter 1 x 2 Veranópolis)

Bom dia, Argel Fucks (com os melhores lances de Inter 1 x 2 Veranópolis)
Infelizmante, o fotógrafo deu foco em ti, Argel | Divulgação / Internacional
Infelizmente, o fotógrafo fez foco em ti, Argel | Divulgação / Internacional

Fui e voltei do jogo deboas. Eu e meu filho rimos muito da ruindade do Inter e dos dois gols casuais que deram a vitória ao time do Veranópolis, ainda pior que o nosso. Os dois gols vieram de falhas individuais de um bom e de outro excelente jogador. Como disse meu colega Luís Eduardo Gomes, o Veranópolis venceu sem criar chances de gol. Curioso. Ambos, Jackson e Alisson, parecem ter pago com parte de suas reputações a ineficiência dos restantes, à exceção de Anderson, novamente o melhor em campo, e de Dourado.

No primeiro tempo, o jogo vinha morno e com apagões causados pela parca infraestrutura estadual. Cada vez que Anderson — uma ilha lúcida num mar de estupidez — ou os laterais pegavam a bola, ninguém se aproximava. Aliás, os circunstantes se afastavam, esperando lançamentos longos. Ora, contra um time retrancado isso não funciona. Força os menos habilidosos a darem balões. E foi o que se viu: balões na noite quente e únida de Poro Alegre. Realmente o Inter tem muitos problemas e o maior deles é tu mesmo, Argélico. Cada vez que o time armava um ataque, os atacantes corriam para se esconder entre os zagueiros adversários até que Aylon, que parece ser o mais esperto deles, começou a desobedecer e voltar para trocar passes, numa das atitudes mais civilizadas que se viram ontem no Beira-Rio.

E quando a bola caía com os laterais era uma desgraça. Basta tirar um pouco de espaço para que William passe a errar passes. O outro, Artur, não precisa ser muito marcado, pois erra 90% de seus cruzamentos. Incrivelmente, ele acertou um só: o do gol de Sacha. Os outros foram todos erros não forçados, como diria um comentarista de tênis.

Fizemos 1 x 0 com Sacha naquele primeiro tempo com 13 minutos de descontos.

No segundo tempo, o jogo seguia morno quando, em dois lances casuais, o Veranópolis virou o jogo. No primeiro gol, um cruzamento da esquerda foi desviado pela canela de Jackson para as redes. Alisson nada pode fazer. Já no segundo gol, ocorreu algo inédito: a culpa foi inteiramente de Alisson. Nosso goleiro saiu numa bola que não era dele — o atacante corria fora da área em direção à lateral do campo, mas Alisson foi lá feito um Viamão e, driblado, viu Zambi marcar de longe, perdendo o ângulo.

Eu gostei, pois poderíamos finalmente ver o Inter jogando pressionado. E como jogamos mal! Houve uma bola no poste, mas o resto foi uma demonstração inequívoca de nossa fraqueza. Argel não parece capaz de mudar o panorama de uma partida nem de dar um padrão de jogo ao time. Torço para que haja uma crise neste início de ano. É difícil, pois o Gauchão é muito fácil. Mas talvez uma bela crise seja a única forma de entrarmos no Brasileiro sem pensar no perigo gremista de uma Segundona.

Fomos embora antes do jogo terminar a fim de pegar o ônibus vazio. Muitos foram embora antes do fim do primeiro tempo em razão das quedas de luz. E o jogo era para ser festivo, com promoção especial de visita ao campo após o partida. Deu tudo errado.

Espero que a derrota do Grêmio não nos sirva de consolo. Afinal, vem ano, vai ano e o grêmio sempre entra pelo cano. É normal.

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Bom dia, Argel Fucks (com os gols da façanha de ontem)

Bom dia, Argel Fucks (com os gols da façanha de ontem)

Por isso que a gente está aqui, se a gente não estivesse aqui não teria porque estar aqui.
A verdade de hoje é mentira de amanhã e a mentira de hoje é a verdade de amanhã.
ARGEL FUCKS, após o empate contra o Aimoré, ontem à tarde

Estas palavras não são apenas do técnico do Internacional, estas palavras representam o time, a tática, a estratégia e o engano do Internacional. Estamos perdendo preciosas semanas de treinamento com um técnico sem condições de levar adiante um time de primeira ou de segunda linha. Não sei o que a diretoria faz ou pensa. Ontem, Argel mudou o time em seis posições. A finalidade eram “testes”: Então, ele trocou os dois laterais, colocando Paulo César e Gefferson, os dois volantes — entraram Jair e Fabinho –, mais o zagueiro Alan Costa e o centroavante Aylon. Destes, o único que não jogou vergonhosamente foi o último.

Aylon: uma fraca chama de esperança
Aylon: uma fraca chama de esperança | Foto: Ricardo Duarte

Eu quero dizer que estou apavorado com Argel. Aliás, já disse isso nas rodadas finais do Brasileiro do ano passado. Lembram que eu o “demiti”? Não adiantará reforçar o time se o arcabouço preparado para os novos jogadores estiver podre.

Bem, o jogo de ontem. O Aimoré faz parte do quarteto favorito para o rebaixamento juntamente com Passo Fundo, Cruzeiro e Veranópolis. Eles disputarão as três vagas. É um time fraco, mas jogou mais do que o Inter. Teve mais chances e, se não fosse Allison, teria virado o jogo. Paulo Cesar Magalhães, Alan Costa, Réver e Anderson são confirmações e deveriam receber imediatamente suas passagens para a Sibéria. Suas baixíssimas qualidades aparecem muito dentro de um time onde quem joga melhor apenas não compromete. Tal a bagunça organizada por Argel.

Que venha 2017!

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Bom dia, Argel Fucks (com os gols de Inter 2 x 1 Passo Fundo)

Bom dia, Argel Fucks (com os gols de Inter 2 x 1 Passo Fundo)
Argel Fucks fazendo cara de "Eu não vendi ninguém!".
Argel Fucks fazendo cara de “Eu não vendi ninguém!”.

Os três patetas, versão 2016. Se abstrairmos a influência dos atos de cada um, tenho dúvidas sobre quem é mais inadequado para o cargo: se Sartori como governador, se Lasier como senador ou se Argel como técnico de futebol. Mas talvez os mais estúpidos mesmo sejam o povo gaúcho e os sócios colorados, que elegeram os dois primeiros e o presidente Piffero, o qual escolheu Argel como “técnico”.

O jogo de ontem foi constrangedor. Tivemos extremas dificuldades contra o mau time do Passo Fundo, que veio apenas bem organizado pelo técnico Paulo Porto. Os três articuladores, Alex, Marquinhos e Sasha, estiveram lentos e perdidos, Vitinho abandonado, William foi o doido varrido de sempre. E não há como aparecer individualidades no barco furado de Argel. Não há mecânica de jogo, a coisa é lenta e atrapalhada desde a saída de bola. Até Pelé, Cruyff e Maradona — separadamente, é claro — se deprimiriam.

A vertiginosa decadência do time do seu Argélico não se deve apenas à ausência de D`Alessandro, tem a inestimável contribuição do vendedor Vitorio Piffero. O homem que vendeu 3 vezes Nilmar, e mais Fernandão, Iarley e D`Alessandro uma vez cada, livrou-se de vários problemas em 2016. Saíram Dida, D`Alessandro, Juan, Nico Freitas, Lisandro López, Rafael Moura, Leo e Wellington Martins. Só que que tal alívio na folha de pagamento do clube não recebeu nenhum contrapeso. A única contratação do clube foi a de Paulo Cezar Magalhães, que Argel nem teve coragem de fazer estrear. Se é reserva do William louquinho, imaginem como joga.

Esperava que, se a folha foi aliviada em quase três milhões mensais, o Inter contrataria ao menos 1,5 milhão em novos jogadores, mas a inércia pifferiana é algo de fazer inveja ao governador Sartori. Ele quer uma bela contabilidade e nada em campo. O planejamento do futebol colorado é mais ou menos como o Plano de Contigência de Fortunati para os vendavais. Não existe. Dizem que vão lançar os jovens. Sim, mas com o arcabouço atual, será o mesmo que lançá-los ao fogo. Depois, eles se tornarão outros Lucas Lima e Ricardo Goulart fora daqui. Já conheço esta história.

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Bom dia, Piffero (com os melhores lances daquela coisa de ontem à noite)

Bom dia, Piffero (com os melhores lances daquela coisa de ontem à noite)
Bruno Baio
Bruno Baio no meio da Av. 9 de Julho, em Buenos Aires

Foi uma tacinha bem modesta, menor ainda que um Gauchão e depois de uma partida miserável, mas a gente conhece o D’Alessandro. Ele não passou nenhum ano no Inter sem ganhar alguma coisa, nem neste 2016. Mas acabou, tudo passa, até a uva passa e agora vamos ter que lidar com nossas limitações, grandes limitações.

O Inter não se preparou para este momento. Aliás, não se preparou nem para substituir o lesionado Valdívia, nem para a ausência de centroavante neste início de ano, todas coisas sabidas de antemão. Ontem, o clima de emoção da despedida não foi suficiente para esconder a ruindade de nosso time. A bola vai e volta rapidamente, há repetidíssimos erros de passes, temos Anderson pensando na China, Sacha fora de posição — inteiramente perdido — e, quando sai, é substituído por Bruno Baio… Aliás, Bruno Baio não me parece um jogador de futebol. Apesar da altura, também não poderia ser jogador de vôlei ou basquete, pois não pula. É, na verdade, um braço roubado à agricultura ou algo como o Obelisco de Buenos Aires, que todo mundo vê e ninguém sabe para que serve. Nem bonito é. Poderia ser um agente da EPTC. (Não, isto não poderia. Agentes da EPTC não gostam de chuva e ontem ele estava lá, no meio do maior aguaceiro). Mas como Obelisco ficaria bem.

Argel disse que o Inter não teve pressa para ganhar o jogo. É verdade. Tanto não teve que não ganhou. Ganhou foi a tacinha nos pênaltis. Para o Costelão 2016, o jogo de ontem contra o São José rendeu um parco ponto. Depois, nosso douto treinador ainda completou estranhamente: “Mas estamos na diretriz certa”.

Piffero, te meteste num mato sem cachorro. Te livraste de custos sem pensar no faturamento. A crise não pode ser teu único programa, quem está fazendo isso é o Sartori. Se for assim, planejemos 2017, como sugeriu meu amigo Bruno Zortea. Porque este ano servirá para a gente chegar em 14º no Brasileiro e protagonizar toda sorte de eliminações precoces.

Recomendo uma grande vaia pra ti. Pior do que tu, só o campo do São José.

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A carta de despedida de D`Alessandro

A carta de despedida de D`Alessandro

Publicada no perfil do Facebook do jogador

Colorados!

Estou diante do maior desafio da minha vida. Jamais pensei que dizer ou escrever essa frase seria tão difícil: Estou de saída do Internacional !! Eu sabia que esse dia iria chegar em algum momento, em alguma circunstância… tentei me preparar para essa hora, mas não tem como: é difícil dizer “tchau” para o lugar em que fui mais feliz em minha vida. Dizer que estou emocionado seria redundante… Chorei muitas vezes até tomar essa decisão… Não sai da minha cabeça todos os momentos que vivemos desde aquele 30 de julho de 2008, data que desembarquei pela primeira vez em Porto ALEGRE. Nem nos meus maiores sonhos de infância sonhei que seria tão bem quisto em um lugar longe da minha casa.

Jamais vou esquecer da recepção que vocês me fizeram no aeroporto, jamais vou esquecer daqueles torcedores que se penduraram na arquibancada para pegar um autógrafo meu naquele Inter x Santos, no Beira-Rio. Eu sequer havia vestido a camisa do clube e já estava sendo tratado como um rei. Aquilo foi inacreditável para mim. Não tenham dúvida que esse carinho que recebi logo no primeiro contato esteve na minha mente em todas as 340 partidas em que vesti com o maior orgulho do mundo a camisa colorada.

Nosso caso de amor foi inesquecível logo na primeira vez que joguei pelo Inter. Estrear em um Gre-Nal. Não poderia ter sido mais bonito o início da minha história no clube. Também lembro até hoje do primeiro gol. Foi contra o Botafogo, no Engenhão! Jogada do Guiña com o Taison, recebo na entrada da área, avanço, corto para o meio, dou uma última ajeitada na bola com a canhota e chuto cruzado, rasteiro. Que emoção! Nunca imaginei que viria a fazer outros 75 gols.

A primeira vez que balancei a rede contra o Grêmio também foi marcante. No Gre-Nal 373, ganhamos por 4 a 1 e pude fazer meu primeiro gol nesse que é um dos confrontos de maior rivalidade no mundo! Desde pequeno, as grandes rivalidades sempre me fascinaram. Quando entro em campo para jogar com o maior rival, sempre sinto uma sensação diferente. Graças a Deus, eu fui muito feliz na maioria das vezes que joguei Gre-Nal. Tenham a certeza que cada um dos clássicos que defendi o Inter foram diferenciados.

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Quando assinei com o Inter, uma coisa eu tinha certeza: ia levantar taça! Esse é uma garantia que você tem quando assina com um dos maiores clubes do mundo. Minha previsão demorou pouco tempo para se confirmar. Aquela decisão contra o Estudiantes, pela Sul-Americana de 2008, foi de arrepiar! O ambiente criado no Beira-Rio foi sensacional. Um baita time + uma torcida sensacional. Impossível ter outro resultado: CAMPEÃO!

Em 2009, passei a usar a camisa 10! Que responsabilidade enorme! Também foi a vez de conhecer o Campeonato Gaúcho. Nossa jornada beirou a perfeição. Entramos em campo 21 vezes e ganhamos 18. Campeões invictos! Foi muito bom! E quem diria que viria mais por aí? Ao longo da minha carreira pelo Inter, ganhamos seis dos sete Campeonatos Gaúchos que disputamos.

Durante esses sete anos e seis meses que fiquei no Inter, jamais encerramos uma temporada sem ganhar título. E para falar de conquistas não posso deixar de mencionar como 2010 foi um ano especial. A Copa Libertadores me fascinava desde menino. É uma competição que tem extremo valor na Argentina (e no Brasil também). Nossa jornada de 2010 foi repleta de momentos especiais. Na fase de grupos, fizemos uma campanha como mandam os manuais: três vitórias em casa, três empates fora. Classificados, na liderança do grupo. Veio o mata-mata e o bicho pegou! Logo de cara, o Banfield. Um adversário difícil, em um campo difícil. Sofremos muito no jogo de ida, com o poder do rival e com erros de arbitragem. Teríamos que reverter um placar adverso de 3 a 1 para que nosso sonho não terminasse ali. E aí voltou aquele ambiente infalível: time com sangue no olho + torcida fantástica. 2 a 0, passamos, e ganhamos muita força!

Nas quartas-de-final, outro argentino, o Estudiantes! Missão duríssima. Na ida, no Beira-Rio, insistimos até o fim e fomos premiados com um gol do Sorondo, aos 42 minutos do segundo tempo. Na volta, uma verdadeira batalha! Perdíamos a vaga até os 43 minutos do segundo tempo. Mas veio o gol! Passamos de forma heroica e cada vez mais sentíamos que estávamos no caminho certo!

Veio a semifinal com o São Paulo. Dois jogos duríssimos. Mais uma vez repetimos a dose! Vitória mínima em casa, derrota com gols fora! A torcida colorada outra vez deu show. Eram mais de 2 mil presentes no jogo de volta, no Morumbi. Uma festa linda!

Chegou a final e sabíamos que não poderíamos parar por ali. No México, conseguimos ganhar do Chivas de virada e encaminhamos a taça. No Beira-Rio, outro jogo duríssimo, mas ganhamos de novo! Campeões da Libertadores! Um momento mágico.

E 2010 não parou por aí. Além das conquistas coletivas, o timaço do Inter me ajudou a ganhar distinções individuais. Fui escolhido o melhor meio-campista do Brasileirão e das Américas. Ainda ganhei o prêmio de melhor jogador das Américas. O título mundial não veio, ficou esse gostinho amargo, mas o amanhã é imprevisível. Quem sabe um dia, em alguma outra ocasião, eu não estarei junto com o Inter outra vez para pagar essa conta?

Os anos foram passando e minha identificação com o Inter não parava de crescer. Em 2012, passei a ser o capitão. Uma responsabilidade imensa. Na época, eu só pensava em quantos craques tinham usado aquela braçadeira. Logo no Campeonato Gaúcho já tive a responsabilidade de levantar a primeira taça nessa nova condição.

Em 2013, experimentei uma sensação que não conhecia. A de ser o goleador. Foi um ano em que estive com a pontaria afiada. Fiz gol no Gauchão, No Brasileiro e na Copa do Brasil. Foram 20 gols, uma marca significativa para um meia… Terminei como artilheiro da temporada!

Veio 2014 e mais um momento marcante. Estreávamos o novo Beira-Rio. Um amistoso contra o Peñarol e um ambiente repleto de história. Coube a mim a honra de fazer o primeiro gol da história da nossa nova casa! O resultado do jogo? Ganhamos! Mais uma vez!

Minha história no Inter rompeu a barreira das quatro linhas. Fiquei esse tempo todo aqui não apenas pela identificação que criei com o clube. Foi muito mais que isso! Em Porto Alegre, finquei raízes. Minha família foi muito bem tratada aqui. Nós, argentinos, com toda a rivalidade que se diz entre os dois países, vivemos anos maravilhosos aqui! Posso dizer que sou gaúcho de coração! Sou porto-alegrense (até título de cidadão da cidade ganhei). Meu filho, Gonzalo, nasceu aqui! É brasileiro, gaúcho e, claro, COLORADO!

Agora, chegou a hora de voltar para as minhas raízes. Para deixar o Inter, eu só poderia ir para o dono da outra metade do meu coração: o RIVER PLATE. Um clube que me deu tudo quando eu não tinha quase nada. Um clube que me abriu as portas para o mundo, me deu a oportunidade de seguir a profissão que sempre sonhei. É com muito orgulho que voltarei a Núñez, é com muita alegria que voltarei a reencontrar pessoas que foram importantíssimas no início da minha carreira, é com muita felicidade que voltarei a estar perto de minha família e dos meus amigos de infância.

Chegou a hora de um novo desafio! Campeonato Argentino, Copa Libertadores e Recopa! Vamos com tudo! Vai ser emocionante voltar a vestir a sagrada rojiblanca, vai ser emocionante voltar a sentir a hinchada Millonaria.

Saio de Porto Alegre, mas o Inter, os colorados, e todos que me deram carinho jamais vão sair do meu coração. Estarei aqui do lado, não mais jogando, mas torcendo muito pelo colorado! Não tenham dúvida que em todo o planeta não encontrarão um argentino mais fanático pelo Inter do que eu! E isso não é um adeus, mas sim, um ATÉ LOGO!!! MUITO OBRIGADO POR TUDO! SEREI ETERNAMENTE GRATO!!!

‪#‎NuncaTeEsquecerei‬ ‪#‎VamoInter‬

Andrés Nicolás D’Alessandro

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Adeus, D`Alessandro

Adeus, D`Alessandro

Após sete anos e meio em Porto Alegre, D’Alessandro está saindo do Inter. Ganhou muitos títulos. Estranhamente, ele vai por empréstimo de um ano para o River Plate. Piffero terá que rebolar para substituí-lo. Não há nada parecido com ele no time, nem em termos técnicos, nem em envolvimento, nem no quesito liderança, nem em identificação com a torcida. Aos 34 anos, quase 35, não estava mais no auge, mas ainda era um grande jogador. Nunca será esquecido.

Haverá uma coletiva às 16h, mas dificilmente haverá novidades além da emoção da despedida. Como Dale recebia em dólares, seu salário já batia nos R$ 950 mil. Era demais. O novo candidato à camisa 10 estará entre Sasha, Andrigo e Alisson Farias, ou seja, entre jogadores que estão vários degraus abaixo do argentino. Se Anderson for a nova referência técnica, o Inter terá problemas com a torcida. Preparem-se.

D’Alessandro volta para a convivência de conhecidos como o técnico Gallardo e o gerente de futebol Enzo Francescoli. Não se sabe se D’Alessandro se despedirá esta noite do Inter, jogando contra o São José, no Passo D’Areia. Seria curioso, pois ele talvez se retirasse erguendo a última taça com a camisa colorada, a Recopa Gaúcha.

dalessandro

Títulos de D`Alessandro no Inter:
6 Estaduais (2009, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015)
1 Copa Libertadores (2010)
1 Copa Sul-Americana (2008)
1 Recopa (2011)
1 Copa Suruga (2009)
1 Recopa Gaúcha (2016)

Gre-Nais com a presença de D`Alessandro:
27 Clássicos
13 Vitórias
9 Empates
5 Derrotas
8 Gols

dale

(Eu ia rir muito se ele ganhasse do Grêmio na Libertadores 2016, mas acho que o Grêmio morre antes).

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Após as férias, o futebol retorna nesta quarta-feira

Após as férias, o futebol retorna nesta quarta-feira
Estava tudo tranquilo até ontem, só que o Grêmio faz questão de atrair problemas
Estava tudo tranquilo até ontem, só que o Grêmio faz questão de atrair problemas

Grêmio e Inter não fizeram grandes contratações. Com as finanças deprimidas, nenhum dos dois clubes trouxe jogadores de lotar o aeroporto. As contratações foram poucas e discretas. Tudo foi feito com cuidado para não comprometer as finanças. É correto. Melhor é navegar no superávit, gastando um pouquinho menos do que se ganha, sem perigosos voos perdulários. O Grêmio deverá ter um primeiro semestre bem mais competitivo do que o Inter. Afinal, está classificado para o filé de emoções da Copa Libertadores da América, coisa que o Inter não obteve. O time caiu em um grupo complicado. Como colorados, esperamos muita disputa entre o tricolor de Humaitá e o Toluca (México), a LDU (Equador) e o San Lorenzo (Argentina). São duas vaguinhas. O Grêmio costuma passar bem pela primeira fase, mas nossa esperança é de uma desclassificação precoce. É uma chave que obrigará o Grêmio a viagens longas. Quito tem a altitude, não é La Paz mas é chato. O México fica em outro hemisfério e o San Lorenzo tem a mística. O negócio é vencer em casa e conseguir alguma coisa fora.

Nome do partido, nome do estádio, e uma claque...
Nome do partido, nome do estádio e uma claque de última…

Mas antes, amanhã (28), o Grêmio estreia fora de casa na Copa Sul-Minas-Rio contra o Avaí. O jogo será às 21h45. Sua primeira partida no Picanhão 2016 será no próximo domingo (31), contra o Brasil de Pelotas, às 17h. Joga o time reserva amanhã e o titular domingo. O time-base de 2015 foi mantido e não deve fugir muito disso: Marcelo Grohe; Wallace Oliveira, Geromel, Kadu e Marcelo Oliveira; Wallace, Maicon, Giuliano, Douglas e Everton; Luan. Ramiro pode entrar tanto na lateral direita como numa das volâncias. A folha de pagamento de 2016 está um pouco mais alta, beirando os 6 milhões de reais. Mudo de assunto desejando um péssimo ano para o Grêmio.

Ah, ontem, o deputado Jair Bolsonaro mostrou uma camisa do Grêmio na Assembleia Legislativa. O clube não tem culpa se um imbecil entregou a camisa ao deputado, mas os gremistas estão sofrendo a maior gozação. A coisa certamente partiu de algum torcedor de índole racista, fascista ou machista. Ou tudo isso junto.

Chico LFV

Já o Inter vive dias de tranquilidade. Fez pré-temporada na Flórida e também não contratou quase ninguém. Mas fez bons negócios livrando-se de Dida, Juan, Nico Freitas, Lisandro López, Rafael Moura, Leo e Wellington Martins. Foi uma limpeza e tanto. A folha de pagamento em 2015 estava próxima dos 9 milhões mensais, um verdadeiro absurdo se comparada com a produtividade do time em campo. Este valor caiu para 7 milhões no começo deste ano e não creio que tenha havido queda na qualidade. Permanece razoável, o que nos deve garantir o 9º lugar no Brasileiro de 2016.

olivioInfelizmente, o Inter não terá a Libertadores. Suas prioridades estão todas no Brasil: Churrascão, Brasileirão e Copa do Brasil. Campeão de tudo, mas sem um título brasileiro há 24 anos — e há 37 anos sem ganhar um Brasileirão! — seria a hora de tratar com carinho dos grandes campeonatos da corrupta CBF. Acho que o clube tem a obrigação de vencer o regional, pois não terá outra diversão nos primeiros meses do ano que não seja a Sul-Minas-Rio. O time estreia hoje (27) neste torneio contra o Coritiba no Beira-Rio, às 21h45. Seu primeiro jogo no Costelão será domingo (31) às 19h30, também no Beira-Rio, contra o Ypiranga de Erechim. O time-base para iniciar o ano é este: Alisson; William, Paulão (Jackson), Réver (Ernando) e Artur; Fernando Bob, Rodrigo Dourado, Anderson e D’Alessandro; Eduardo Sasha e Vitinho. Como veem, falta-nos um centroavante.

hitler bolsonaro

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Agora é oficial, o WhatsApp caiu

Agora é oficial, o WhatsApp caiu

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Apenas dois parágrafos sobre os 40 anos do primeiro título brasileiro do Inter (com os melhores lances da decisão)

Apenas dois parágrafos sobre os 40 anos do primeiro título brasileiro do Inter (com os melhores lances da decisão)
O chamado gol iluminado de Figueroa. Iluminado e decisivo
O chamado gol iluminado de Figueroa. Iluminado e decisivo

Meu pai me fez colorado, mas logo eu passei a amar o futebol muito mais do que ele. E nós, eu e o Sylvio, marido de minha irmã — fizemos com que ele voltasse aos estádios de forma tão cabal que ele assistiu à final do Brasileiro de 1975 e eu não, pois estava estudando para o vestibular. Acho que eu não precisava me punir daquela forma — passei fácil no exame, glória juvenil —, mas ele me contou que, quando Figueroa fez o gol que nos deu o título, ele se sentou com as mãos na cabeça na arquibancada do Beira-Rio, enquanto todos comemoravam. Naquele momento, ele me culpava por tê-lo tornado aquele fanático que quase morreria com cada chute de Nelinho — e defesa de Manga — nos minutos seguintes. Foi o que ele me disse quando voltou para casa.

Faz tempo, né? Mesmo antes de 1975, o Inter tinha um time muito bom. Elias Figueroa e Paulo César Carpegiani já estavam aqui desde 1971 e o time foi pouco a pouco recebendo reforços, mas foi a chegada de Lula em 74 que mudou tudo. Ele foi o cara que dizia a todos — interna e externamente — que tínhamos um tremendo time e que podíamos ser campeões brasileiros. Naquela época, éramos uns provincianos. Achávamos impossível vencer as equipes de Rio e São Paulo. Uma vez ouvi Lula afirmar: “Eu falava que seríamos campeões e o pessoal ria”. Outro grande campeão foi o técnico Rubens Minelli. Ele foi o cara viu a Holanda de 1974 e tropicalizou um pouco daquela “loucura”. Fez do jeito que dava. Nosso time corria como nenhum outro e até os atacantes marcavam! Havia outros craques, claro, como esquecer de Falcão? Mas Lula e Minelli foram os dois pioneiros.

Abaixo, os melhores lances daquele jogo sofridíssimo:

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Bom dia, presidente Piffero (com os gols e melhores lances de Inter 2 x 0 Cruzeiro)

Bom dia, presidente Piffero (com os gols e melhores lances de Inter 2 x 0 Cruzeiro)
Ernando: ao lado de Dourado, Vitinho e Valdívia, o melhor de 2015 | Foto: Ricardo Duarte / SC Internacional
Ernando: ao lado de Dourado, Vitinho e Valdívia, o melhor de 2015 | Foto: Ricardo Duarte / SC Internacional

Claro que eu queria ver meu time na Libertadores 2016. Só que ele nunca fez por merecer. Nem neste segundo turno. Argel nunca conseguiu fazer o time jogar bem, mas o que nos matou de morte morrida foi o rodízio do Aguirre. Aquele primeiro turno de jogos dados de presente para os adversários foi um desperdício irrecuperável. E temos pendente a questão do doping, que deve rolar nos próximos dias. O peso de 2015 ainda será sentido.

Que péssimo ano, hein, Piffero?

Tu, Piffero, garantiste que Argel fica em 2015. É um erro. Penso que a crise financeira deve estar braba mesmo. Argel é um motivador, não um organizador. Seu time é lamentável do ponto de vista técnico e os artifícios motivacionais de Argel são utilizados inclusive em suas entrevistas — sempre fracas e sem conteúdo. Devemos empilhar vitórias no Picanhão 2016 e fazer um Brasileiro médio, com Argel sendo demitido no meio do ano. Que venha 2017!

Para 2016, Lisandro, Juan, Dida, Léo, Wellington Martins e Moledo não devem permanecer no clube. São seis caras a menos na Folha de Pagamento, Piffero. Não dá para trazer ninguém REALMENTE BOM para o lugar deles? Tu dizes que os investimentos serão modestos, mas temos um dos maiores corpos de sócios do Brasil. Tem algo de muito errado aí. Quem tem que ficar é Vitinho. Não é um grande jogador, só que tem uma característica que o torna precioso: chuta espetacularmente bem. Faz gols a dar com pau.

.oOo.

Com a honrosa exceção do Corinthians, o nível técnico do Campeonato Brasileiro foi o mais baixo que vi até hoje. Achei tudo muito justo.

O campeão foi o melhor, o Atlético-MG fica a léguas de qualidade do Timão, mas foi o segundo melhor.

O Grêmio teve um resultado melhor do que o time que tem, graças ao Roger do primeiro turno.

Inter, São Paulo, Sport, Cruzeiro, etc. são times bem deficientes e poderiam ter disputado a vaga na moedinha, tanto faz.

Santos e Palmeiras decidiram que chegariam à Libertadores pela Copa do Brasil, mas só tinha uma vaga e o time mais experiente a levou.

Os rebaixados estão entre os de sempre: não se sabe como o Joinville subiu, Avaí está sempre no grupo de risco e o Vasco tem Eurico Miranda. A única surpresa foi o Goiás, que veio com um time indigno de sua história.

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E segue a agonia do torcedor colorado

E segue a agonia do torcedor colorado

Pois não é que ainda não estamos mortos? O site Infobola, do Prof. Tristão Garcia, mostra que o Inter tem 28% de chances de chegar ao G-4, o que nos daria a última vaga da Libertadores 2016. Os restantes 72%, é claro, ficam com o São Paulo. Só os dois lutam pela última vaga no Nirvana.

Na última rodada, o Inter joga contra o Cruzeiro no Beira-Rio, enquanto que o São Paulo vai até Goiânia pegar o desesperado Goiás, quase na segunda divisão. Pelo mesmo matemático, as chances do Goiás ser rebaixado são de 88%.

Então a coisa é simples. Basta ganhar do Cruzeiro e esperar por uma vitória do Goiás. Simples e quase impossível. A outra possibilidade é apenas matemática: um empate do São Paulo e uma vitória do Inter por 7 x 0, já que o saldo de gols vem antes do número de gols marcados nos critérios de desempate.

Ih, fudeu
Ih, fudeu

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Quando o Grêmio debutar em 2016, nossa criança terá 5 aninhos

Quando o Grêmio debutar em 2016, nossa criança terá 5 aninhos
A foto de Ricardo Duarte mostra o melhor do Inter -- Dourado e Vitinho. Já o resto...
A foto de Ricardo Duarte mostra o melhor do Inter: Dourado e Vitinho. Já o resto…

É uma pena que a longa agonia do Inter mascare sua absoluta ruindade neste péssimo ano. Se, nesta altura, estivéssemos sem chances de Libertadores no Brasileirão 2015, talvez a diretoria já trabalhasse planejando algo de mais consistente para o ano que vem. O jogo de ontem demonstrou como o se joga fora uma classificação. O Fluminense — com um time misto — pediu para ser derrotado. Viramos o primeiro tempo com vantagem de 1 x 0, jogamos todo o segundo contra 10 e… cedemos o empate. Demos um tal banho de bola no primeiro tempo, o jogo estava tão fácil que escolhemos relaxar no segundo.

2015 pode ser resumido assim: problemas com o preparo físico, com doping, contratação no meio do ano de um treinador inadequado, mais problemas físicos (agora com os velhos D`Alessandro, Alex, Juan, Réver e Anderson, que, aos 27, parece ter 40) e nada de títulos importantes. E assim vamos seguindo o Grêmio. Se eles completarão 15 anos sem eles e debutarão em 2016, nossa criança terá já 5 anos. Mas, incrivelmente, vamos para a última rodada ainda com chances, o que servirá para esconder o fracasso por mais uma semana..

A conclusão a que chego às vésperas da última rodada do campeonato não pode ser mais desalentadora para o futebol brasileiro. Dos 5 melhores classificados, 4 são péssimos, o que explica enorme a distância do Corinthians na primeira colocação. Os times atuais de Atlético-MG, Grêmio, São Paulo e Inter são piadas que deveriam estar na segunda metade da tabela se o Brasileiro tivesse um mínimo de qualidade. Mesmo sem grandes contratações, a base do Inter deveria garantir uma classificação, mas esta também não funciona direito e hoje toma goleadas do pessoal do uma e tá.

Reclamar de arbitragem? Dizer que o pênalti a favor do Flu foi mal marcado? Também acho, mas ora, colorados, deixem essas circunstanciazinhas de lado. Era um jogo fácil que se complicou por nossa incapacidade de manter uma mínima compostura em campo.

Nosso time resume-se aos chutes do emprestado e Vitinho e, olha, nem dá para ver corretamente o que mais serve com tanta desorganização em campo. Dourado e Alisson, certamente. O resto eu não sei.

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Breve comentário sobre o Gre-Nal de ontem (com os melhores lances)

Breve comentário sobre o Gre-Nal de ontem (com os melhores lances)
Anderson e Ramiro: o Grêmio correu atrás, sem alcançar | Foto: Ricardo Duarte
Anderson e Ramiro: o Grêmio correu atrás, sem alcançar | Foto: Ricardo Duarte

Houve um lance que resumiu perfeitamente o Gre-Nal de ontem. Estávamos no primeiro tempo e o bom Artur foi bater um lateral ao lado da área gremista. De forma incompreensível, ele mandou a bola próximo à linha de fundo, bem onde estavam Galhardo e Geromel. Encantados, vendo o presente viajar pelo alto, os dois se confundiram e cederam o escanteio.

A vitória colorada foi normal, tivemos maior volume de jogo, mais chances de gol — veja os melhores lances abaixo — e mais interesse na partida. Iniciamos o jogo com o time bem posicionado e até atuando bem. As ausências de Juan e Réver obrigaram Argel a realizar uma coisa que ele evitava fazer: colocar um lateral esquerdo na lateral esquerda. Com Ernando no meio, a zaga melhorou; com Artur na lateral tivemos boa marcação — Luan e Giuliano foram anulados — e algum apoio no ataque.

Ainda acho que Dourado — o melhor em campo — deve jogar mais atrás, apesar da boa atuação jogada que ele criou para o gol de Vitinho. Sobre outros jogadores, diria que D`Alessandro cansou muito cedo, que Lisandro foi incansável na marcação aos zagueiros do Grêmio e que, bem, prefiro ver nosso centroavante jogando com a bola nos pés, coisa que Lisandro parece evitar. De resto, Vitinho é um doido que faz jogadas que ninguém entende para depois marcar gol e William é um sequelado sem remédio.

Argel colocou o time certinho em campo, mas, logo após o gol de Vitinho, fez a bobagem de sempre. Anderson — outro que jogou muito bem — pediu para sair e, em vez de colocar Alisson Farias em campo, Argel colocou o volante Bertotto. Tal opção foi o convite para o Grêmio vir ao nosso campo. Este foi um erro tático que poderia ter-nos custado a vitória. Só que o Grêmio… Como é que estão em terceiro lugar no campeonato?

O site de estatísticas Infobola nos dá 33% de chances de ir à Libertadores. O percentaul só cresce, ms acho que ficaremos só com o Gaúcho, vendo o Grêmio ser eliminado rapidamente no torneio continental.

P.S. — Como é que Grohe, um goleiro de seleção, não sabe jogar com os pés? Todas as bolas recuadas para ele, mesmo as mais simples, acabaram como lateral para o Inter.

P.P.S. — Segundo Alexandre Perin: dos últimos quinze gre-nais, o Inter perdeu dois. Nenhum no Beira Rio. Sete vitórias do Inter, seis empates, duas vitórias do Grêmio.

P.P.P.S. — Com o Gre-Nal de ontem, ficamos assim:

408 clássicos
154 vitórias do Inter
127 vitórias do Grêmio
127 empates

Dá-lhe empates!

P.P.P.P.S. —

Fonte: grenais.com.br
Fonte: grenais.com.br

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Argel Fucks e o legado de Muhamad Said al-Sahaf

Argel Fucks e o legado de Muhamad Said al-Sahaf
O Inter joga um bolão, declarou Muhamad Said al-Sahaf
O Inter joga um bolão, declarou Muhamad Said al-Sahaf

Por Marco Weissheimer (em RS Urgente intervenção no futebol)

As entrevistas do treinador do Internacional, Argel Fucks, vêm impactando a comunidade futebolística gaúcha, em especial a colorada, pela insólita leitura que o comandante faz dos jogos. O insólito consiste em relatar um jogo que só ele parece ter visto. Na verdade, a estratégia midiática de Argel tem precedentes históricos. Ela remete às antológicas entrevistas de Muhamad Said al-Sahaf, ministro de Informação iraquiano, durante o governo de Saddam Hussein, que espantava o mundo com seus briefings diários à imprensa, totalmente desconectados da realidade. Said al-Sahaf elevou esse estilo de entrevistas à categoria de arte. Entre outras coisas, ele chegou a desmentir que as tropas norte-americanas tivessem entrado em Bagdá, enquanto os tanques do Tio Sam passavam atrás do prédio onde ele dava sua coletiva.

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Bom dia, presidente Piffero (com os melhores lances do fiasco de ontem)

Bom dia, presidente Piffero (com os melhores lances do fiasco de ontem)
D`Alessandro queria ser expulso, mas vai ter que jogar o Gre-Nal | Foto: Ricardo Duarte
D`Alessandro queria ser expulso, mas vai ter que jogar o Gre-Nal | Foto: Ricardo Duarte

Presidente, Argel é o treinador do Vamo lá, moçada! Os jogadores correm, se matam, mas sem a mínima organização. Se o adversário tiver 2g de cérebro verá que nossa correria não leva a nada. E o pior é que, quando o time é permanece 10 dias apenas treinando, volta jogando menos, prova de que os treinamentos de Argel são tão úteis quanto eu me preparar para as Olimpíadas agora, com 58 anos, disputando uma vaga no time de basquete, com meus 1,70m.

Um amigo ontem me ligou assustado dizendo para eu ligar o rádio porque o Argel estava surtando nos microfones. Naquela loucura mansa de quem está num nirvana particular, Argel disse que tivemos 55% de posse de bola, quatro chances de gol (?), 290 passes certos e o controle do jogo (?). Completou, para meu pasmo, lembrando que Abel tomara 5 da Chapecoense no ano passado, que dava gosto ver D`Alessandro e Anderson correrem e que nada estava perdido. Ou seja, ele vive numa realidade paralela.

Eu… comecei a rir.

É com esse espírito que devemos encarar o Gre-Nal. Não adianta entrar em brigas nem levar a sério o time de Argel, | Foto: Ricardo Duarte
É com esse espírito que devemos encarar o Gre-Nal. Não adianta entrar em brigas nem levar a sério o time de Argel. | Foto: Ricardo Duarte

No segundo tempo, D`Alessandro, impotente, estava louco para ser expulso como já acontecera com Juan. Olha, na posição dele, eu também estaria atrás de um cartão vermelho. Com sua biografia, para que jogar um Gre-Nal sem chances?

Os erros de Argel começaram no vestiário com a inclusão de Lisandro López na posição de Valdívia. Lisandro é a maior decepção de 2015. O lugar de Valdívia deveria ser ocupado por um jogador da função: Alisson Farias, é óbvio. Mas teu técnico escolheu inventar, Piffero. E não foi só isso: como disse meu amigo Marcelo Furlan, Argel queimou duas substituições para fazer uma. Muito mais simples seria colocar Arthur no lugar do Lisandro Lopes após a expulsão de Juan. E por que deslocar Rodrigo Dourado para colocar a ruindade do Nico Freitas que será dispensado? Aliás, para que colocar um jogador que SABE que será dispensado (Nico) e outro que DESEJA sair (Lisandro)? Qual é a motivação desses caras? E qual é a motivação de Alisson Farias e de Bertotto, os dois jovens ex-juniores que ficaram no banco vendo esses desmotivados jogarem?

Nosso time é motivo de chacota e com toda a razão. O twitter oficial da Chapecoense saiu-se com essa:

– A Chape sempre trata bem seus adversários. D’Alessandro ganhou cartão, chapéu e caneta.

E foi a pura verdade. Mas Dale não ganhou o desejado segundo cartão, aquele que o livraria do fiasco de domingo.

Espero que o Grêmio acabe com a longa agonia de 2015. Mas sem goleada, por favor.

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Ontem, quando fui pagar o salário do Valdívia…

Ontem, quando fui pagar o salário do Valdívia…

Valdívia… a moça do caixa olhou para o boleto, levantou os olhos e disse:

— Carteirinha vermelha do Inter, um privilégio.

Confirmei as duas afirmativas e ela seguiu:

— Viu o que aconteceu com o valdívia? Seis meses fora, ruptura dos ligamentos do joelho.

— O quê? Não sabia.

— Sim, foi para uma dessas seleções da CBF corrupta e voltou desse estourado.

Feito o pagamento, ela me entregou os comprovantes e declarou:

— O ano realmente acabou. Só nos resta fazer boa figura no Gre-Nal e tentar voltar melhor em 2016.

— É verdade. Boa tarde.

Valdívia se machucou defendendo a Seleção Olímpica Brasileira. Um norte-americano caiu sobre ele numa jogada. Faz anos que estou me lixando para esta Seleção e para a titular também. Como a CBF amenizará o desfalque técnico e financeiro do clube? Simplesmente não fará nada, vai ficar apenas torcendo para que Valdívia esteja recuperado para as Olimpíadas de 2016, em agosto. O Inter e Valdívia trabalharão para ela, que não paga nada ao clube.

Argel perde simplesmente o artilheiro colorado da temporada, com 19 gols. Antes, já perdera, Sasha, que vai para a terceira cirurgia no tornozelo menos de um ano, e o péssimo Rafael Moura. Na metade do ano, vendemos Nilmar pela terceira vez. E Lisandro López vais para o Racing em 2016. Como Vitinho, depende da renovação do empréstimo junto ao CSKA de Moscou, podemos dizer que não temos ataque. Espero que Piffero saiba fazer a mágica de remontá-lo. Nós, sócios, fazemos nosso papel pagando em dia.

Quando Valdívia voltar, espero que Marco Polo Del Nero não seja mais o presidente da CBF. Estamos pelo FBI. Claro que isto não vai melhorar a entidade nem o joelho de nosso jovem jogador de 21 anos, mas é bom ver esses caras caírem.

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