
Ontem à noite, após nova e merecida derrota – apesar do pênalti inexistente que foi marcado contra o Inter — a boa equipe de esportes de Nando Gross, na Rádio Guaíba, fez um levantamento dos erros cometidos por Vitorio Piffero nestes dois anos. Na brincadeira não valia falar nas coisas que deram errado por uma eventualidade, apenas naquelas que a imprensa e a torcida apontaram na hora: vai dar errado, tem tudo para dar errado. E deram.
Foram tantas coisas que é difícil de lembrar de todas: a promessa de que teríamos Tite, a esnobada em Mano Menezes, a contratação de Aguirre — técnico nº 8 na preferência da direção –, o preparo físico nos tempos do uruguaio, a insistência com Argel, a cedência de D`Alessandro para o River, a contratação de Falcão, sua combatida substituição por Celso Juarez Roth, a não demissão de Roth antes do jogo contra a Ponte, quando tínhamos 10 dias para treinar, a entrada de Lisca sem tempo para treinar, a tentativa de queimar Seijas e Nico López, que ontem foram os melhores… E, aliás, ontem tivemos uma escalação com cara de Fernando Carvalho, não?
Entrar com Sasha e Paulão, colocar Aylon em campo, mas deixando Vitinho como centroavante (?), as substituições que não alteram o esquema, tudo igual a Juarez, na verdade tudo igual a Fernando Carvalho. Pois o maior de todos os erros de Piffero foi o de ter entregue o futebol ao decadente presidente campeão do mundo em vez de buscar alguém mais atualizado e menos negociante.
Gente, já era. O Infobola está até bonzinho e diz que temos 90% de chances de cair. Basta olhar como nosso ataque joga — o terceiro pior da Série A — para saber que é 100%. Só o reserva Nico López chuta. Não há criação ou posse de bola. Todos erram passes. A defesa só dá chutão. Como disse o goleiro Danilo Fernandes na saída do campo, o Inter parece um time juvenil, todo assustadinho. Não ganhamos fora de casa desde MAIO, tá bom? Imagino o que passa pela cabeça de gente desassombrada como Valdomiro, Figueroa, Mário Sérgio, Iarley, Tinga ou D`Alessandro vendo o atual time jogar. Somos uma vergonha futebolística.












































