Cruyff se recusou a jogar a Copa de 1978 na Argentina. E ele morreu no dia dos 40 anos do golpe militar argentino.
Para finalizar, Johan Cruyff em 1978
Não gosto da utilização moderna do termo fascismo, mas, às vezes… Afinal, nos últimos dias, pessoas foram atacadas por andarem de vermelho, por estarem num bar e serem supostamente petistas, por usar barba, e por serem indígenas e cotistas. Porém, gostaria de escolher outro termo porque uma característica essencial do fascismo é a repressão a manifestações populares que divirjam ou questionem o Estado. No fascismo a política é militarizada. Ele também é ufanista, há o culto da ordem, da grandeza do país e da força do líder. Protestar contra o governo nas ruas, mesmo quebrando tudo, não é fascismo. Já a polícia brasileira, matando como mata, está mais próxima da definição original.
O conservadorismo que cavalga em nossa direção não tem um líder claro, apenas mostra uma face de estúpida e intolerante. No último sábado, houve uma agressão muito violenta a um cotista indígena. Trata-se do estudante de veterinária Nerlei Fidelis, indígena Caingangue e cotista da UFRGS. Ele foi agredido por um grupo de rapazes que, segundo testemunhas, seriam estudantes de engenharia daquela universidade e mais um estudante da PUCRS. A agressão ocorreu na frente da Casa do Estudante da UFRGS, no centro de Porto Alegre. Segundo Nerlei, tudo aconteceu quando o grupo de rapazes começou a provocá-lo dizendo “o que estes índios estão fazendo aí?”, o que gerou uma discussão e em seguida as agressões. Imagens da câmera de segurança da moradia mostram Nerlei, acompanhado de seu sobrinho, Catãi, sendo brutalmente espancado a socos e chutes, mesmo caído.
Se você quiser ver o absurdo, basta clicar no link abaixo. O vídeo não está no Youtube, apenas no Facebook, infelizmente.
Em outra linha de tiro, uma professora de História que não quis se identificar viu-se obrigada a demitir-se de um colégio por ensinar “Comunismo” em seu perfil pessoal do Facebook. O que ela escreveu? Apenas isto que segue:
Hoje vi crianças numa escola, vestindo preto e pedindo golpe. Desprezando a democracia e exalando ódio. Parece que não conseguimos escapar do que Marx profetizou quando disse que a História se repete, primeiro como tragédia, depois como farsa…
Pode-se discordar dela, mas é uma manifestação privada. A reação de alguns pais, responsáveis e alunos foi imediata e violenta, também via redes sociais. Assustada, a professora deletou seu perfil do Face e sumiu das redes. Para minha surpresa, o colégio saiu em defesa dela e afirmou que não aceitou o pedido de demissão. “O colégio é solidário à professora e repudia a incitação ao ódio”, disse, em nota, a assessoria de imprensa da instituição. Parabéns.
O que vem por aí? Onde erramos? Certamente, uma das principais falhas foi a educacional. Como escreveu a historiadora Nikelen Witter, “talvez tenhamos errado quando aceitamos que reduzissem a carga horária da nossa disciplina porque, afinal, matemática, português e todas as outras são mais importantes que o que temos a ensinar… Engraçado é que o aumento das cargas horárias dessas disciplinas não nos deu crianças mais hábeis na língua portuguesa ou nas exatas. Porém, a menos aulas de História estão dando nisso que se está vendo”.
Eu assino embaixo e por todos os lados. Nossa ignorância é crescente e avulta na sociedade de forma cada vez mais preocupante. Além da violência contra as “pessoas diferentes” e divergentes, haverá outras contra os direitos trabalhistas. As empresas, que financiam um Congresso que apenas as representa, vêm com tudo, aproveitando-se do momento de fraqueza do governo e do foco absoluto no impeachment. Preparem-se. Acho que os sindicatos e trabalhadores devem ligar as luzes de alerta em vermelho piscante.
Enquanto trabalha para apressar e votar nos próximos 30 dias o impeachment da presidente Dilma no plenário, a Câmara só deverá se ocupar no fim de junho do processo por quebra de decoro contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O cálculo, feito pelo relator do processo, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), leva em conta os prazos do rito e nem considera a possibilidade de vitória de Cunha no recurso feito à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que tenta zerar novamente a votação do parecer no órgão. Rogério admite que é um cálculo otimista. Em cenário mais realista, Cunha pode conseguir adiar a votação para depois do recesso parlamentar de julho.
Mas o assunto é outro. Analisemos a composição da Comissão do Impeachment.
Na divisão por partidos, PMDB e PT têm oito representantes na comissão. Sete peemedebistas e quatro petistas têm pendências judiciais. No PSDB, dos seis deputados, três estão na mira do Poder Judiciário.
Todos os cinco parlamentares do PP e os quatro do PSD também têm a ficha suja, assim como os indicados por PPS, PEN, PTN e PV. Cada um destes partidos está representado por um parlamentar que ainda têm o que explicar à Justiça.
Psol, Rede, PHS, PMB, PTdoB, Pros, DEM e PCdoB não têm deputados com pendências judiciais. Dos 65 integrantes da comissão, apenas 27 não têm débitos com a Justiça. Sobre o deputado Flávio Nogueira (PDT-PI), não há informações no portal Transparência Brasil.

PMDB
João Marcelo Souza (MA) – Nada consta contra o deputado
Osmar Terra (RS) – O TCE-RS apontou irregularidades nas suas gestões da Secretaria da Saúde e da Prefeitura e o condenou ao pagamento de multa.
Leonardo Quintão (MG) – Alvo de ação civil por improbidade administrativa
Leonardo Picciani (RJ) – Alvo de representação (sob segredo de justiça) por captação e gastos ilícitos na campanha de 2014 com pedido de cassação de diploma.
Lucio Vieira Lima (BA) – O PMDB na Bahia teve reprovada a prestação de contas referente ao exercício de 2007, quando o parlamentar presidia o partido no estado.
Mauro Mariani (SC) – Réu em ação por improbidade administrativa.
Valterir Pereira (MT) – É alvo de inquérito que apura crimes da Lei de Licitações. Foram desaprovadas as contas relativas ao exercício financeiro do PSB nos anos de 2009 e 2010, quando o parlamentar presidia a regional do partido
Washington Reis (RJ) – O TCE-RJ detectou irregularidades em contratos e contas referentes à administração financeira da prefeitura de Duque de Caxias, sob sua responsabilidade.
– É réu em ação penal movida pelo Ministério Público Federal por crimes contra o meio ambiente e o patrimônio genético e formação de quadrilha.
– É alvo de quatro inquéritos movidos pelo Ministério Público Federal por crimes da Lei de Licitações:
– É alvo de inquérito movido pelo Ministério Público Eleitoral por crimes eleitorais.
– É alvo de inquérito que apura crimes de responsabilidade.
– É alvo de inquérito que apura crimes contra a paz pública (quadrilha ou bando). Corre sob segredo de
Justiça.
– É réu em ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público.
– É réu em ação movida pelo Ministério Público por dano ambiental.
– É réu em ação de improbidade administrativa movida pelo MPF por irregularidade na execução de contrato efetuado entre o Município de Duque de Caxias e a Construtora OAS Ltda, quando prefeito.
– É réu em ação de improbidade administrativa movida pelo MPF por perda de insumo e equipamentos hospitalares no Município de Duque de Caxias, quando prefeito.
– É réu em ação civil de improbidade administrativa ajuizada pelo MPF e referente a irregularidades em processo licitatório.
PT
Henrique Fontana (RS) – Nada consta contra o deputado
Wadih Damous (RJ) – Nada consta contra o deputado
Pepe Vargas (RS) – Nada consta contra o deputado
Zé Geraldo (PA) – Nada consta contra o deputado
Paulo Teixeira (SP) – Teve as contas eleitorais de 2010 desaprovadas. O parlamentar recorreu da decisão, mas teve recurso negado. É alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual
Vicente Cândido da Silva (SP) – É investigado por corrupção ativa e advocacia administrativa. Em recurso movido pela Procuradora Regional Eleitoral de São Paulo, a prestação de contas de sua campanha para as eleições de 2002 a deputado estadual foram consideradas irregulares.
Jose Mentor (SP) – É alvo de inquérito aberto com a Operação Lava Jato da Policia Federal, que investiga esquema de corrupção e lavagem de dinheiro com recursos desviados da Petrobras
Arlindo Chinaglia (SP) – É alvo de ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual
PSDB
Carlos Sampaio (SP) – Teve as contas reprovadas nas eleições de 1998 e 2008
Bruno Covas (SP) – Nada consta contra o deputado
Paulo Abi-Ackel (MG) – Nada consta contra o deputado
Shéridan Esterfany (RR) – É alvo de ação civil de improbidade administrativa (dano ao erário) por titulação irregular de terras públicas em beneficio próprio, quando secretária estadual
Jutahy Junior (BA) – Nada consta contra o deputado
Nilson Leitão (MT) – Diretório estadual do PSDB teve as contas referente ao exercício de 2007 reprovadas, quando o parlamentar era presidente
– Foram reprovadas as contas referentes ao exercício de 2010 do diretório regional do PSDB. O parlamentar era o presidente regional do partido
– É alvo de inquérito que apura corrupção passiva, referente aos esquemas de corrupção entre a empreiteira Gautama e administradores públicos no município de Sinop (MT), à época em que o parlamentar era prefeito. Em 2007, ele chegou a ser preso preventivamente na Operação Navalha da Polícia Federal, que investigava o mesmo caso.
– É alvo de inquérito que apura incitação ao crime e formação de quadrilha. O parlamentar teria incentivado invasões a terras indígenas. O processo corre sob segredo de justiça.
– É alvo de inquérito que apura crimes de responsabilidade. De acordo com a acusação, o parlamentar teria superfaturado a execução de obras de pavimentação e drenagem em trecho urbano da BR-163 de forma a facilitar o desvio de recursos públicos, entre 2001 e 2006, quando era prefeito de Sinop (MT)
– É alvo de várias ações civis públicas por dano ao erário e improbidade administrativa
PP
Paulo Maluf (SP) – Condenado por improbidade administrativa
– Condenado por uso de dinheiro público para promoção pessoal
– Contas reprovadas na eleição de 2010
– Réu em ação por lavagem de dinheiro
– Denunciado por falsidade ideológica
– Réu ação por crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro
– Réu em ação por ocultação de cadáveres na ditadura
– Alvo de ação civil por improbidade administrativa
Jerônimo Goergen (RS) – É alvo de inquérito aberto com a Operação Lava Jato da Policia Federal, que investiga esquema de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro com recursos desviados da Petrobras.
– É réu em ação civil por improbidade administrativa movida pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público referente a indicação de assessor parlamentar que agia como funcionário fantasma, recebendo os valores do cargo sem a realização das atividades devidas.
Aguinaldo Ribeiro (PB)- É alvo de inquérito aberto com a Operação Lava Jato da Policia Federal, que investiga esquema de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro com recursos desviados da Petrobras.
– É alvo de inquérito que apura crimes previstos na Lei de Licitações
Julio Lopes (RJ) – É alvo de inquérito que apura apropriação indébita previdenciária. O processo está suspenso, pois parlamentar está efetuando o pagamento dos débitos.
Roberto Britto (BA) – É alvo de inquérito aberto com a Operação Lava Jato da Policia Federal, que investiga esquema de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro com recursos desviados da Petrobras. É alvo de ação de improbidade administrativa movida pela União e pelo município de Jequié.
– É alvo de representação movida pelo Ministério Público por conduta vedada a agente público.
PR
Mauricio Quintela Lessa (AL) – É alvo de inquérito que apura peculato. Foi condenado por improbidade administrativa com dano ao erário e enriquecimento ilícito. De acordo com a sentença, o parlamentar participou de esquema para fraudar licitação para aquisição de merenda e transporte escolar em troca de propina, no período em que ocupou o cargo de secretário estadual de Educação.
– Foi responsabilizado também por desvios de recursos federais para contas do governo do Estado do Alagoas. A Justiça determinou o ressarcimento integral da quantia de R$ 4.272.021 aos cofres públicos, o pagamento de multa e à suspensão dos direitos políticos pelo prazo de oito anos. O deputado recorre da sentença.
Edio Lopes (RR) – É réu em ação penal por peculato. De acordo a denúncia, o parlamentar desviou dinheiro público, em proveito próprio e alheio, por meio da indicação de três servidores para ocuparem cargos comissionados em seu gabinete, sem a exigência de prestação de serviços, nos anos de 2005 e 2006.
Jose Rocha (BA) – Nada consta contra o deputado
Zenaide Maia (RN) – Nada consta contra a deputada
PSD
Julio Cesar (PI) – Teve as contas de campanha eleitoral de 2014 desaprovadas
– Foi condenado em procedimento administrativo movido pelo ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a devolver solidariamente com outros diretores da CONAB R$ 9 milhões recebidos de acordo entre o órgão e o BCN/Bradesco .
– É réu em ação movida pelo Ministério Público Federal por improbidade administrativa com enriquecimento ilícito, referente a contrato assinado quando dirigente da CONAB.
Paulo Magalhães (BA) – É réu em ação penal por falso eleitoral. O parlamentar é acusado de incluir doador falso na prestação de contas da campanha de 2010.
– É alvo de inquérito que apura tráfico de influência.
– É alvo de ação civil por improbidade administrativa. Trata-se do caso de grampo ilegal na linha do ex-deputado federal e ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira (PMDB).
Rogério Rosso (DF) – É indiciado por peculato.
Marcos Montes (MG) – Condenado em ação civil de improbidade administrativa. A Justiça determinou suspensão dos direitos políticos por oito anos, ressarcimento ao erário e pagamento de multa. Foram constatadas irregularidades em contratação sem licitação da empresa Agência de Desenvolvimento Sustentável do Brasil Central
– O TCE-MG apontou irregularidades em sua gestão da prefeitura de Uberaba
– É alvo de ação civil de improbidade administrativa (dano ao erário) movida pelo Ministério Público Estadual.
PSB
Fernando Bezerra Coelho Filho (PE) – Nada consta contra o deputado
Danilo Forte (CE) – É alvo de inquérito que investiga violações de direito e processo eleitoral.
– É alvo de representação movida pelo Ministério Público por conduta vedada a agente público em campanha eleitoral.
– É alvo de ações de improbidade administrativa movidas pelo Ministério Público Federal.
Tadeu Alencar (PE) – Nada consta contra o deputado
Bebeto (BA) – Nada consta contra o deputado
PTB
Jovair Arantes (GO) – Teve rejeitada a prestação de contas referente às eleições de 2006 e 2012
– É alvo de ação movida pelo Ministério Público Federal referente a improbidade administrativa.
Benito Gama (BA) – Nada consta contra o deputado
Luiz Carlos Busato (RS) – Nada consta contra o deputado
DEM
Rodrigo Maia (RJ) – Nada consta contra o deputado
Elmar Nascimento (BA) – Nada consta contra o deputado
Mendonça Filho (PE) – Em razão da posição de presidente regional do DEM em Pernambuco, o parlamentar é parte em processos que tiveram as contas de 2014 do partido julgadas como não prestadas em municípios pernambucanos
PDT
Flavio Nogueira (PI) – Não há informações sobre o deputado
Weverton Rocha (MA) – É réu em ação penal movida pelo Ministério Público por crimes previstos na Lei de Licitações.
– É investigado em inquérito que apura crime na Lei de Licitações.
– É alvo de inquérito referente a crimes de peculato, corrupção passiva e ativa.
– É réu em ações civis de improbidade administrativa movidas pelo MP
SD
Fernando Francischini (PR) – É alvo de ação movida pela Defensoria Pública do Paraná.
– É alvo de ação civil de improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público.
Paulinho da Força (SP) – Condenado por improbidade administrativa por ter obtido dinheiro do Banco da Terra, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, para assentar famílias em uma fazenda a partir de um projeto considerado inviável técnica e economicamente
– Condenado por improbidade administrativa por irregularidades no uso de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador; a Justiça determinou o ressarcimento de danos, pagamento de multa e proibição de firmar contrato com o poder público ou receber benefícios e incentivos fiscais
– Condenado a restituir aos cofres públicos os danos causados por uso de verba de convênio para promoção pessoal
– É réu em ação penal sobre crime contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público, o parlamentar seria beneficiário de desvios em financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a uma loja e da Prefeitura de Praia Grande (SP). Os valores seriam desviados por meio de uma empresa de consultoria que, segundo a denúncia, não realizava os serviços para a loja e a prefeitura
– É alvo de inquérito que apura peculato, por desvio de recursos públicos destinado à aquisição de uma fazenda.
– É alvo de inquérito que apura atos de corrupção passiva, consistente na venda de cartas sindicais, indispensáveis ao registro de sindicatos.
– É alvo de ações civis públicas movidas pelo Ministério Público que apuram dano ao erário:
– É alvo em ação civil pública movida pelo MPF por dano ao erário por irregularidades em convênios e contratos celebrados entre a Força Sindical e Secretaria de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho.

PROS
Ronaldo Fonseca (DF) – Nada consta contra o deputado
Eros Biondini (MG) – Nada consta contra o deputado
PSC
Eduardo Bolsonaro (SP) – Nada consta contra o deputado
Marco Feliciano (SP) – Teve desaprovada a prestação de contas da eleição de 2014 para deputado federal
– É alvo de inquérito que apura irregularidades na contratação de cinco pastores da igreja Catedral do Avivamento, fundada pelo parlamentar. De acordo com a denúncia, os pastores foram contratados pelo seu gabinete, mas não estariam cumprindo o expediente
– É alvo de ação civil pública com pedido de indenização por danos morais difusos.
PRB
Jhonatan de Jesus (RR) – Nada consta contra o deputado
Marcelo Squassoni (SP) – Foi condenado por improbidade administrativa por uso da máquina pública para favorecimento pessoal devido à expedição irregular de certidão negativa de débito não condizente ao valor real do imóvel
– É alvo de inquérito sobre crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, no período em que chefiou a gerência regional do Patrimônio da União em São Paulo.
– É alvo de ação civil de improbidade administrativa com dano ao erário, movida pelo Ministério Público Estadual.
PV
Evair de Melo (ES) – É alvo de representação movida pelo Ministério Público Eleitoral por conduta vedada a agente público. De acordo com a denúncia, o parlamentar teria realizado campanha eleitoral em sala de aula do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES)
PCdoB
Jandira Feghali (RJ) – Nada consta contra a deputada
PPS
Alex Manente (SP) – É alvo de inquérito que apura a prática de crimes eleitorais
– É alvo de ação por improbidade administrativa e dano ao erário movida pelo Ministério Público.
PSOL
Chico Alencar (RJ) – Nada consta contra o deputado
PTN
Bacelar (BA) – As contas do PTN baiano foram reprovadas em 2008, 2009 e 2012, quando o parlamentar era presidente da sigla
– Condenado a pagar multa e a ressarcir os cofres públicos solidariamente em R$ 770 mil por diversas irregularidades em contrato firmado entre a Fundação Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia e Secretaria da Educação, Cultura, Esportes e Lazer, comandada pelo parlamentar à época.
– É alvo de inquérito que apura suposto crime de peculato
– É réu em ação civil de improbidade administrativa com dano ao erário e enriquecimento ilícito.
Rede
Aliel Machado (PR) – Nada consta contra o deputado
PMB
Weliton Prado (MG) – Nada consta contra o deputado
PEN
Júnior Marreca (MA) – É réu em ação penal por emprego irregular de verbas ou rendas públicas.
– É réu em ações civis de improbidade administrativa (dano ao erário) movidas pelo Ministério Público Estadual
– É alvo de investigações por improbidade administrativa movidas pelo Ministério Público Federal:
PHS
Marcelo Aro (MG) – Nada consta contra o deputado
PTdoB
Silvio Costa (PB) – Nada consta contra o deputado.
Com informações de O Dia e do Transparência Brasil.
Como sou daltônico, gostaria de saber dos coxinhas de minha TL que cores não devo usar nestes dias. Aí já separo camisas e calças aqui em casa e deixo de fora as cores perigosas. Recebi de uma amiga o guia abaixo, mas ele é inútil para mim.
No último domingo, hordas de crentes dirigiram-se ao Grande Pato gritando “Quac! Quac!”. Sabemos que todo brasileiro adulto é obrigado a, pelo menos uma vez na vida e desde que disponha dos meios econômicos e goze de saúde, visitar o Grande Pato da Av. Paulista em São Paulo. Ele é nossa imagem, apesar de ter sido criado por um pessoal que vive de tenebrosas transações (obrigado, Chico).
A peregrinação do último domingo é nosso Hajj, nossa ida a Meca. Fiéis de todos os pontos do país acorreram ao local em busca de salvação e alento. Mas, desta vez, ao lado da religiosidade do brasileiro — tão desenvolvida em nós que nosso Congresso é em boa parte fundamentalista — ao lado o espírito místico da salvação, havia certo desespero.
Pois já que está difícil de Jesus voltar, já que o governo está ao pedaços, já que somos liderados por uma pessoa que não conversa e fala mal, já que ela que não faz política, já que perdeu o Congresso, restou-nos o Grande Pato.
Já que se tirarmos a Dilma entra o Temer — que é um nome e um verbo –, já que se tirarmos o Temer entre o Cunha — que é um nome e uma primeira sílaba –, restou-nos o Grande Pato.
Já que o varguista Pré-Sal vai nos fazer nadar num mar de fuligem e poluição, restou-nos o Grande Pato.
Já que desfizemos as proteções ambientais e partimos para a ofensiva contra os povos indígenas, restou-nos o Grande Pato.
Já que desprezamos a política, restou-nos o Grande Pato.
Já que algumas Operações da Polícia federal vão de vento em popa, enquanto outras ficam em calmaria, restou-nos o Grande Pato.
Já que 2013 afogou-se em 2014, restou-nos o Grande Pato.
Já que as merendas não chegam, restou-nos o Grande Pato.
E o Grande Pato é nossa imagem. Clarice Lispector diria que ele nos é. Ou que nós o somos.
Meus amigos, o fim do mundo está próximo. Iremos e veremos. Não esqueçam que Vá e veja é nome de obra-prima cinematográfica e citação do Apocalipse. .
Que Ciro Gomes e Marina Silva permaneçam quietos em suas casas, orando junto ao Grande Pato. E que Deus permita que seus carros fiquem sempre limpos, porque esse pessoal das garagens é muito perigoso. Às vezes, levam até as esperanças dos candidatos.
O PSDB e até Reinaldo Azevedo condenaram o pedido de prisão de Lula, mas gostaria de me deter na piada que é a argumentação do MP. O processo da prisão de Lula deflagrado pelo MP de São Paulo entrará para a história como uma ode à ignorância e à irresponsabilidade. O humor involuntário dos absurdos cometidos é hilariante. No documento, é citada a dupla Marx e Hegel em lugar de Marx e Engels, o que demonstra a total falta de intimidade dos promotores com a história da humanidade e a profundidade ideológica do documento. Além do mais, esqueceram de um “s” no nome de Nietzsche, coisa que um Control C-Control V resolveria mesmo que não se soubesse que a coisa mais típica da língua alemã seja a sequência das letras “sch”. E, como se não fosse suficiente, interpretaram seu conceito de super-homem de forma infantil. Creio que é fundamental também salientar que citaram edições da Martin Claret, a editora que faz as piores e mais vergonhosas traduções em nosso país. Um fiasco criado pela nossa educação de baixo nível e arrogância de altíssimo calibre. Os três patetas abaixo ficarão famosos em todo o mundo ao descortinarem nossa estupidez.

Ou seja, são citações que os patetas dos procuradores Cassio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo devem ter copiado de alguém tão culto como eles, mas que aceitaram o desafio de escreverem Nietzsche, errando as letras em um documento oficial que prenderia um ex-Presidente da República e que deveria entrar para a História do país pela porta da Frente.
Meu amigo Éder Silveira brinca dizendo que o MP teria citado também “O Pequeno Príncipe” de Maquiavel. Acho que a citação deve ter sido “Tu és responsável pelo cativeiro”. Na verdade, meus amigos, a situação do país é tão grave que Engels estaria se passando por Hegel. Mais sério, Outro amigo meu, Alexandre Constantino diz que é “impressionante e preocupante esta falta de qualidade técnica e a voracidade da justiça. Principalmente, se procedimentos assim extrapolam para o cidadão comum, no dia a dia dos processos”. E eu sei que extrapolam. Já senti isto na carne com duas decisões das quais, se não tivessem sido contra mim, daria risadas, como fazem meus amigos até hoje.
Da RFI
Dia oito de março marca o Dia Internacional das Mulheres e, se é verdade que muitos avanços podem ser registrados em termo de direitos, ainda persiste uma série de proibições que somente afetam as mulheres.

1. Afeganistão: proibido usar maquiagem
Além da maquiagem, as mulheres não podem usar saltos, não podem mostrar os tornozelos ou rir em voz alta. As afegãs também não têm o direito de trabalhar fora de casa e de sair nas ruas sem a presença de um membro masculino da família. Já houve casos de punição com amputação dos dedos por uso de esmalte, que também é proibido.
2. Iêmen: proibido sair de casa sem permissão
De acordo com a lei, uma mulher casada é obrigada a viver com o marido e nunca deve sair de casa sem sua aprovação. Existem poucas exceções, como casos de emergência, por exemplo, ou visita aos pais, se estiverem doentes.
3. Arábia Saudita e Maldivas: vítimas de estupro podem ser punidas
Além de não conseguir proteger as vítimas de estupro, alguns países, como Arábia Saudita, punem essas mulheres por terem saído de casa sem a presença de um homem. Nas Maldivas, uma adolescente de 15 anos, que tinha sido estuprada, foi considerada culpada de “fornicação” e condenada inicialmente a oito meses de prisão domiciliar e a 100 chibatadas. O veredicto acabou sendo cancelado.
4. Brasil: o aborto é autorizado apenas em casos bem definidos
Com o aumento dos casos de microcefalia vinculado ao vírus Zika, o debate sobre a legalização do aborto foi reaberto. É legal abortar apenas quando a gravidez representa um risco à vida da gestante ou quando a concepção foi resultado de um estupro. O ministro da Saúde Marcelo Castro (PMDB-PI) chegou a falar para as mulheres não engravidarem: “Sexo é para amador, gravidez é para profissional”.
5. Somália: proibido usar sutiã
Desde 2009, as mulheres somalis que usam sutiã estão sendo chicoteadas em público pelo grupo radical islâmico Al Shabaab. Elas estão acusadas de violar as leis do islã ao enganar outras pessoas sobre o estado natural dos seios e também suscitando o desejo sexual.
6. Marrocos: vítima de estupro pode ser forçada a se casar com agressor
Em 2012, Amina, uma marroquina de 16 anos, cometeu suicídio depois que um juiz a sentenciou a se casar com seu suposto estuprador, de acordo com uma lei que invalida as acusações de estupro caso as partes decidam se casar.
7. Irã: 77 cursos universitários são proibidos às mulheres
Biologia ou Literatura Inglesa fazem parte dos cursos que as mulheres não podem escolher em 36 universidades do país. Por quê? Um diretor acadêmico avaliou que estas não são disciplinas adequadas à natureza feminina.
8. Arábia Saudita: mulheres não podem dirigir
Se as mulheres não podem dirigir é simplesmente porque “a condução afeta os ovários”, afirmou um líder religioso. “A maior parte das mulheres que dirige carros de maneira repetitiva produzem crianças que sofrem com distúrbios clínicos”, adicionou.
9. Suazilândia: proibido vestir calça
Nesse pequeno país africano, última monarquia do continente, usar calças é considerada uma forma de desrespeito. Recentemente uma mulher foi proibida de participar de uma eleição porque vestia calças. Uma lei parisiense parecida autorizava mulheres a usar calças apenas se tivesse uma autorização da polícia. A lei datava de 1800 e não tinha mais poder jurídico, mas foi cancelada oficialmente apenas em 2013.
10. Estados Unidos, Arkansas: homem pode bater na esposa uma vez por mês
A lei faz parte de um conjunto de velhos textos misóginos que não são mais aplicados na prática. Na Carolina do Norte, mulheres precisam estar cobertas com pelo menos 15 metros de tecido. No Michigan, os cabelos da mulher pertencem ao marido.
Não tenho dúvidas que o projeto que passou no Senado sobre o pré-sal seja uma vergonha. É uma capitulação da direita — e aí incluo AMPLOS setores do governo — à indústria do petróleo, mas desastre ainda maior é a queima do petróleo em si. Tanto quanto ficar discutindo se a “riqueza” é nossa ou da Chevron, é hora de pensar nas consequências climáticas de cada ação. Não existe diferença nos efeitos de um CO2 de esquerda ou de direita. Hoje, brigar sobre petróleo sem falar de mudanças climáticas é uma comprovação de incapacidade de entendimento ou de interesse na realidade. Os combustíveis fósseis são necessários para muita coisa que não produz CO2. Para as que produzem, seria melhor começar a pensar em alternativas e deixar tudo o que pudermos no subsolo. A “riqueza nacional” é, bem… Toda a vez que se fala nisso é bom pensar naquilo.
Neste domingo, Leonardo DiCaprio, além de merecer há tempo um Oscar, usou bem os poucos segundos de seu agradecimento. Disse que 2015 foi o ano mais quente já registrado e que a produção de O Regresso teve que ir até longínquas latitudes para encontrar neve em grande quantidade. Disse o que todos sabem, que a mudança climática é real e que precisamos enfrentá-la sem procrastinações. e que está na hora de considerar o apoio a líderes que não falam em nome das grandes corporações poluentes.
Concordo com ele, claro. Se, do ponto de vista econômico, querem vender o Brasil, do ponto de vista ambiental tanto faz se quem vai queimar tudo é a Petrobras, a Chevron ou o Serra. Os céticos do aquecimento global estão calando a boca. Os que defendiam que a associação entre queima de combustível fóssil e efeito estufa era uma fraude, idem. Agora, falta ação. Orgulhar-se de nossa riqueza petrolífera talvez seja apenas burrice.
(Ao final deste ano, a Chevrolet americana lançará o Bolt, carro 100% elétrico com autonomia para 320 Km e desempenho semelhante aos que usam combustível fóssil. É um dos caminhos.)
P.S. — Meu amigo Dario Bestetti acaba de me apresentar os carros elétricos da Tesla.
O Secretário da Fazenda do RS, Giovani Feltes, disse que a culpa pela dívida do estado e pelo parcelamento dos salários dos servidores é de todos nós. Sou uma esponja de culpas, mas não lembro o que fiz dessa vez.
Não lembro de nada que deva ao estado do RS. Muito pelo contrário: embutidos nos produtos que consumo, há carradas de ICMS. Examinando minhas notas fiscais, vejo que elas estão cheias de tributos. A conta da luz que paguei em dia hoje é um show. R$ 89,00 vão para o Estado.
Talvez o “todos nós” seja apenas “todos nós deste governo”, sei lá.
O aumento do ICMS não deu em nada, pois a arrecadação diminuiu. Depois, Sartorão falou em exonerar servidores. Agora, ele quer mexer nas aposentadorias. E nada de extinguir o Tribunal Militar — cujo gasto é de mais de 40 milhões por ano — e cercar a sonegação. Afinal, quem sonega são os empresários.
Quem pariu Sartori que o embale… Bem, é uma bobagem dizer isso, pois todos os que aqui moram têm que sofrê-lo. Vai ver que o Feltes se expressou mal e queria dizer exatamente isso: que todos nós temos que aguentar o gringo das piadinhas.


Os métodos de Sartori e Fortunati para darem notícias impopulares estão cada vez mais parecidos. Assim como ambos escolheram passar suas férias em longínquos cruzeiros, a sexta-feira à tarde é o dia preferido da dupla. Na última sexta-feira, por exemplo, a prefeitura avisou que o aumento das passagens de ônibus seria anunciado no início da tarde. Já passava das 15h e nada. Uma colega dizia: “Quanto mais tarde pior”. Não deu outra. O que veio foi um valor abusivo, um verdadeiro disparate que, absurdo dos absurdos, entraria em vigor segunda-feira sem passar pelo Comtu (Conselho Municipal de Transportes Urbanos). Sabemos que o Comtu é inútil por estar na mão da prefeitura, mas ele jamais tinha recebido o escárnio de quem o ama. É que Fortunati aprendeu com Sartori que é seguro jogar a bomba e correr rapidamente para o esconderijo do fim de semana.
O comparativo do valor da tarifa porto-alegrense contra a inflação é uma coisa que vale a pena ser vista. Corrigido pela inflação, o valor da passagem bateria hoje em R$ 1,94, mas a gente paga R$ 3,75. Não creio que a categoria dos rodoviários tenha dobrado seu poder aquisitivo, nem que os insumos tenham aumentado quase 100% ou que o número das pessoas que não pagam passagem tenha aumentado tanto. Tudo indica para a proteção dos transportadores por parte da prefeitura. Sim, esses mesmos que estão aí há décadas, ganhando licitações. Licitações… Vejo poucos setores mais adequados à estatização do que o do transporte coletivo. Já imaginaram o que diriam os jornais de direita se a Carris aumentasse seu próprio valor? Já os donos das empresas deitam e rolam.

Em Porto Alegre, somos governados há mais de uma década pelos lamentáveis Fogaça e Fortunati — eles são prefeitos desde o infeliz dia 1º de janeiro de 2005 com seus partidos PPS, PMDB e PDT — e, basta olhar, a cidade está uma merda, realmente abandonada, Porto Alegre fracassou. Ontem, por exemplo, fui até aquela pracinha que fica na esquina da Vasco da Gama com a Ramiro Barcellos. Zona nobre, cheia de eleitores do Fortunati. E havia ainda árvores do temporal de 29 de janeiro sobre os aparelhos de ginástica para idosos! Infelizmente, eu estava sem celular para fotografar. Também estava sem relógio e com pouco dinheiro. E por que saio assim? Ora, por causa da cidade. O pouco policiamento ocorre por culpa do governo estadual e tenho a sorte de ter passado até hoje ao largo dos ladrões, dos taxistas criminosos, dos tiroteios à luz do dia, das execuções sumárias.
Mas não passo ao largo do receio de que algo de violento aconteça e vejo o resto. O resto é a sujeira das ruas, os Centros Culturais fechando por falta de pagamentos ou agonizando, as notícias cada vez mais dantescas, a falta de resistência e de projetos para a cidade e o estado. Porto Alegre e o Rio Grande do Sul estão efetivamente muito burros e se fazem representar por pessoas de baixo calibre. E não adianta eu me consolar pensando que não votei em Sartori e Fortunati e muito menos em Lasier e Ana Amélia. Nem que aquele meu conhecido pseudo-popular não se elegeu. (Ele me disse que desejava ser deputado em função da aposentadoria).
Como escreveu meu amigo Leandro Gejfinbein no Facebook, a maioria de nossos atuais políticos — à direita e à esquerda — são bundões. O bundão (ou bunda mole) é aquela pessoa sem ação, incapaz de sair de qualquer situação que apresente alguma dificuldade. Se não há criatividade, se não há ideias novas, o que faz o político gaúcho chegar aos cargos de comando são apenas a vaidade, a proteção aos amigos e o direito — tanto pessoal quanto de seu partido — de arrancar uma beira de empreiteiras e outros que tais.
A mentira grassa. Peço desculpas, mas o vídeo da campanha do governador Sartori que mostro abaixo me provoca riso. Não temos humoristas tão bons quanto ele. Vejam o que nos prometeu em termos de segurança.
Enquanto isso, vamo-nos acadelando e engolindo tudo, desde o cais virando shopping, até a violência interna e as contas bloqueadas pela União. Já perdemos os anéis e os dedos.
O negócio é ir pra rua reclamar e, quem sabe, ficar lá por muito tempo.

É uma paisagem bem brasileira e tem aquele gostinho de desobediência tão agradável a alguns. É aquele sabor único apenas concedido aos verdadeiramente poderosos de nosso país. Afinal, a casa foi construída em área de preservação pertencente à União e registrada em nome enrolada Agropecuária Veine. Pesquisem no Google.
Já a chata Graziela de Moraes Barros, fiscal do Instituto Chico Mendes (ICMBio), órgão do MMA, aponta a casa dos Marinho como exemplo de desrespeito: “Eles poderiam ter erguido uma casa menor, de até 200 m², o que seria permitido pela lei. Mas fizeram aquele monstrengo de concreto derrubando a mata. Foi uma afronta à lei e à natureza”.
Mas olha bem, Graziela. A casa é linda e é frequentada pelos Marinho. Cale-se, por favor.
“Heliporto e casa devem ser derrubados. E a piscina está na praia!”.
Graziela… Veja as fotos. São 840 m² de concreto e vidro, construídos num terreno de 50 mil m². E daí?
Em poucos anos, nossa querida Ponte dos Açorianos foi de cartão postal a criadouro de Aedes aegypti. Vejam nas fotos baixo, a Ponte em 2008 e agora. José Fortunati é nosso prefeito deste a longínqua e triste data de 30 de março de 2010.
Segundo a Wikipedia, A Ponte de Pedra dos Açorianos é um monumento histórico da cidade de Porto Alegre. Está situada no chamado Largo dos Açorianos, que abriga também outro conhecido monumento da cidade, o Monumento aos Açorianos.
A ponte de pedra substituiu uma primitiva ponte de madeira erguida quase no mesmo local por volta de 1825. Várias vezes reconstruída em razão dos estragos causados pelas enchentes e pela deterioração natural da madeira, foi fechada ao trânsito em março de 1848, altura em que já estavam quase finalizadas as obras para uma nova ponte, mandada edificar já em 1843, antes do fim da Guerra dos Farrapos, pelo Duque de Caxias, então presidente da província.
A nova obra deveria ser mais durável e, por isso, foi construída de alvenaria de pedra. O construtor designado foi João Batista Soares da Silveira e Sousa, que utilizou escravos como mão de obra, num custo de 980 contos. A obra foi aberta ao público em 1848, ainda inacabada, e só foi concluída em 1854. A ponte cruzava um dos braços do arroio Dilúvio, que se bifurcava onde hoje está o Colégio Estadual Protásio Alves, e representava a única ligação entre o Arraial (pequeno vilarejo) do Menino Deus e o Centro Histórico de Porto Alegre.
Veja as fotos:






Como se não bastasse o caos já instalado em diversos setores da administração estadual, como se não bastasse a montanha de gestores incompetentes, hoje o Correio do Povo traz uma nota de fazer cair os butiá dos bolso de muita gente. Se já estava difícil encontrar quem votou neste cabra, agora ficará pior. O cruzeiro para a Flórida e Caribe não melhorou nosso governador. A notícia:
No primeiro encontro deste ano entre o governador e sua base parlamentar, José Ivo Sartori (PMDB) anunciou que o governo poderá optar por exonerar servidores concursados para adaptar as despesas com pessoal à receita do Estado. Em janeiro, o Rio Grande do Sul foi notificado pelo Ministério da Fazenda por ter extrapolado o limite de 49%, estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
“Se o Estado não alcançar, nos próximos oito meses, o equilíbrio entre a receita e a folha de pagamento, servidores concursados poderão ser exonerados”, relatou o deputado Ênio Bacci (PDT). “Isso é complicado, muito complicado. Temos é que fazer um grande esforço pela renegociação da dívida com a União para viabilizarmos as contratações necessárias”, completou Elton Weber (PSB).
(…)
O secretário de Comunicação do governo do Estado, Cleber Benvegnú, garante que não foi apresentado na reunião qualquer estudo prevendo corte de concursados. Segundo ele, apenas foi apresentado no encontro os mecanismos relativos à Lei de Responsabilidade Fiscal, visto que o Estado está chegando ao limite prudencial.
Conforme estabelecido pela Constituição Federal, isto seria possível. Porém estas mesmas legislações asseguram uma escala de prioridades a ser respeitada, protegendo a estabilidade do servidor. Os ocupantes de cargos ou funções comissionadas seriam os primeiros desta lista de demissões. Na sequência, estariam os não-estáveis, ou seja, aqueles que ainda não se tornaram efetivos, conforme o artigo 41 da Constituição. Após estes, precisariam ser dispensados do trabalho os empregados terceirizados na atividade fim de empresas públicas e sociedade de economia mista, seguidos ainda pelos contratados temporariamente.
O processo de demissão de um servidor público não é simples. A legislação os protege para garantir-lhes segurança no exercício de suas funções. Precisamos lembrar ainda que artigo 41 é muito claro neste assunto. Ele só perderá sua estabilidade em virtude de uma sentença judicial transitada e julgada ou ainda após passar por processo administrativo, no qual ainda terá o direito de ampla defesa.
Atrás apenas de Rio Grande do Norte, Tocantins e Mato Grosso, o Rio Grande do Sul é o quarto Estado que mais estourou o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal em 2015. No ano passado, o RS registrou percentual de 49,18% na relação entre gastos com pessoal e arrecadação de receitas – o limite máximo estipulado pela medida é de 49%.
Por Rogério Godinho, texto retirado de seu perfil do Facebook
A carga tributária do Brasil é de 34,4%.
O que isso quer dizer?
Nada.
A do Chade é 4,2%, de Angola 5,7% e Bangladesh 8,5%.
A do Reino Unido é 39%, da Áustria 43,4% e da Suécia 47,9%.
Alguém pode vir com alguns poucos exemplos de países que pagam menos do que nós e estão melhor, mas isso também não quer dizer NADA.
O problema real tem muito mais a ver com a forma como é cobrado. Como já escrevi em vários textos, o Brasil cobra
– muito no consumo e
– pouco na renda.
Isso na média. Porque mesmo na renda se cobra
– pouco de quem está em cima
– muito de quem está embaixo.
Resultado:
– A galera de baixo é a que mais sente,
– A galera do meio é a que mais paga,
– A galera de cima não sente e (quase) não paga.
Como assim?
Se você ganha até R$ 1900, como 66% dos brasileiros, não paga imposto de renda. Mas todo o seu dinheiro vai para a subsistência, que é taxada. Absurdamente taxada.
Sobra nada.
E ainda usa um serviço público ruim.
Se você ganha entre R$ 2000 e R$ 6800, como 25% dos brasileiros, pode pagar até 27,5%. E também gasta muito para sobreviver, então paga alto.
Sobra pouco.
E não quer usar o serviço público ruim, então sobra menos ainda.
Bom mesmo é quem ganha muito.
Mas muito, aquele 1% de cima, sabe?
Esse reclama porque a empresa dele é taxada, mas embute isso no preço dos produtos – aquele imposto que mata o resto dos brasileiros – enquanto tem sua renda isenta. Chamam de lucros e dividendos.
Sabe quantos países isentam lucros e dividendos?
Dois.
Brasil e Estônia.
Quando muito, essa galera de cima paga aquela média de 3% sobre o patrimônio, enquanto a média mundial está entre 8% e 12%.
E aí ficamos discutindo se a CPMF é boa ou ruim.
E por quê?
Porque a galera do meio compra facinho o discurso de que a carga tributária é alta.
Só que a Suécia tem 7 vezes mais dinheiro por habitante para gastar no serviço público.
Mas a galera de cima não usa serviço público.
Ela quer mesmo é pagar ainda menos imposto.
Então, vende esse discurso para a galera do meio, que passa a querer
– imposto baixo angolano e
– serviço público sueco.
É isso.
Reflita.
.oOo.
P.S. — Os negritos são do blog.
Dilma acaba de sancionar um dos mais espetaculares absurdos constitucionais de todos os tempos, a Lei Nº 13.246, de 12 de janeiro de 2016. A lei fixa o dia 31 de outubro como o Dia Nacional da Proclamação do Evangelho. Abaixo e no link, você pode ler o inacreditável conteúdo da lei. Note-se que o 31 de outubro é o Halloween — objeto de ódio dos congressistas evangélicos? — e a data do nascimento de Carlos Drummond de Andrade, que acaba sendo inadvertidamente respingada. Mas o que interessa não é bem isso. Leiam o Art. 2º. Ele desrespeita todas as religiões não cristãs e a lei, como um todo, vai moldando o meu e o seu Estado Fundamentalista.
Trata-se de uma leviandade, de uma verdadeira pândega evangélica em nosso Estado dito Laico, tendo o governo Dilma como parceiro. Espero que logo venha uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade).
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o Fica instituído o dia 31 de outubro de cada ano como Dia Nacional da Proclamação do Evangelho.
Art. 2o No dia 31 de outubro dar-se-á ampla divulgação à proclamação do Evangelho, sem qualquer discriminação de credo dentre igrejas cristãs.
Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 12 de janeiro de 2016; 195o da Independência e 128o da República.
DILMA ROUSSEFF


Neste final de ano, Sartori voltou a utilizar a habitual estratégia do político fraco e pusilânime. Em pleno período de festas, entre dois feriadões de quatro dias cada, o polenta faz um pedido de convocação extraordinária para que a Assembleia Legislativa aprecie ainda nesse ano um novo pacote de ajuste fiscal encaminhado pelo Executivo. A data foi escolhida a dedo para fazer passar, sem grandes protestos, projetos de desmonte do estado, de massacre dos servidores públicos e de descaso com a população. É um Pacotão de Natal, um Pacotão de Maldades.

Ontem a repórter Jaqueline Silveira, do Sul21, apontou uma série de pequenas alterações, daquelas ao estilo das letras pequenas que não lemos nos contratos e que são, na verdade, o cerne do monstro, as coisas que mudam tudo e que os deputados certamente não terão tempo para ler neste período de viagens e festas.
Bem, já que até já fui processado por uma Secretária de Cultura — não deveria fazer um crowdfunding para rever a grana que perdi? — fui direto à parte do artigo que diz respeito à Cultura. Vejamos:
(E olha que o foco do Sartorão de Natal nem é a Cultura, mas o fim da licença-prêmio e as limitações nos reajustes salariais, ou seja, a destruição de conquistas de décadas).
Limite de recursos para o Programa de Incentivo, Programa de Apoio à Inclusão e Promoção Social e Sistema Estadual de Apoio Unificado e Fomento às Atividades Culturais – (…) Em relação às atividades culturais, investimento não pode ser superior a 0,5% do ICMS da receita líquida. Pela lei anterior, o parâmetro também era 0,5% do ICMS da receita líquida, porém estabelecia que não poderia ser inferior ao limite do ano anterior. (Ou seja, como a arrecadação diminuiu, teremos ainda menos dinheiro para a Cultura)
Ou seja, são três palavrinhas que diminuem o que já é miserável.
Há uma história atribuída a Winston Churchill que o governo do nosso estado certamente desconhece. Ela é muito conhecida. Durante a II Guerra Mundial, os esforços britânicos para resistir aos ataques nazis obrigaram Winston Churchill a fazer cortes duros nas despesas das pastas que não tinham relação com a defesa do país. Durante esse processo, alguém sugeriu que fossem feitas reduções significativas no orçamento da Cultura. Churchill recusou terminantemente. Seu argumento foi arrasador: “Respondam-me, por favor: por que é que estamos lutando?”.
Esta devia ser a pergunta que todos os que defendem contas públicas saudáveis deviam também fazer a si mesmos. Hoje, quem vai à Inglaterra sabe o resultado de atitudes como essa. O resultado está não apenas na produção cultural, mas disseminada por um dos povos mais educados do planeta. Dito isso, vamos a uma dica literária:
Como escreveu o Carlos André Moreira, deixaram ele sem fazer nada e deu nisso. Os grifos são meus. Segundo Temer, estes poemas são coisas que fazia quando deixava a arena árida da política. Aqui, a chamada do lançamento na Folha; abaixo, exemplos da poesia do vice.
Exposição
Escrever é expor-se.
Ou incapacidade.
E sua intimidade.
Nas linhas e entrelinhas.
Não teria sido mais útil silenciar?
Deixar que saibam-te pelo que parece que és?
Que desejo é este que te leva a desnudar-te
A desmascarar-te?
Que compulsão é esta?
O que buscas?
Será a incapacidade de fazer coisas úteis?
Mais objetivas?
É por isso que procuras o subjetivo?
Para quem a tua mensagem?
Para ti?
Para outrem?
Não sei.
Mais uma que faço sem saber por quê.
(sim, mais uma)
Saber
Eu não sabia
Eu Juro que não sabia!
(sabia sim)
Passou
Quando parei
Para pensar
Todos os pensamentos
Já haviam acontecido
(?)
Assintonia
Falta-me tristeza.
Instrumento mobilizador
Dos meus escritos.
Não há tragédia
À vista.
Nem lembranças
De tragédias passadas.
Nem dores no presente.
Lamentavelmente
Tudo anda bem.
Por isso
Andam mal
Os meus escritos.
(muito mal)
Embarque
Embarquei na tua nau
Sem rumo. Eu e tu.
Tu, porque não sabias
Para onde querias ir.
Eu, porque já tomei muitos rumos
Sem chegar a lugar nenhum.
(agora quer chegar, né?)

Minha opinião? Uma presidente eleita democraticamente e que não tem contra si qualquer crime de responsabilidade não pode sofrer impeachment. Mas o que interessa são duas análises abaixo, publicadas sem título no perfil de seus autores:
Por Luís Eduardo Gomes, jornalista do Sul21
Cunhas ou não Cunha, o que importa agora é que são necessários 342 votos para que o impeachment de Dilma tenha andamento na Câmara, uma vez que a regra exige que dois terços do total de 513 cadeiras.
A pergunta que fica é: há tudo isso de votos para derrubar a Dilma? A princípio não, longe disso. Dilma tem, bem ou mal, aprovado projetos a seu favor (aprovou um hoje). Mas, como essa Câmara é uma sacola de gatos, nunca se sabe. Vamos aos números:
Atualmente, essa é a composição da Câmara:
Bloco PP, PTB, PSC, PHS – 84
Bloco PR, PSD, PROS – 75
Bloco PMDB, PEN – 68
PT – 60
PSDB – 53
PSB – 33
Bloco PRB, PTN, PMN, PTC, PTdoB – 27
DEM – 21
PMB – 20
PDT – 18
SD – 15
PCdoB – 12
PPS – 10
PV – 5
PSOL – 5
REDE – 5
S.PART. – 2
Pegando os partidos de oposição aberta e que já defenderam o impeachment, acho que teríamos 53 do PSDB, 21 do DEM, 15 do Solidariedade do Paulinho da Força, 10 do PPS. Totalizando 98, muito longe dos 342 necessários.
Do outro lado, que certamente votariam contra o impeachment, há o os 60 deputados do PT, obviamente, os 12 do PCdoB, os 5 do PSOL (mesmo sendo oposição duvido que votaria a favor) e imagino que os 5 da Rede, visto que o Molon, líder do partido, é recém saído do PT. Totalizando 82. Faltariam 90.
Agora que vem a parte interessante. Esses votos que eu digo certos, somam só 180. Só que, das outras 333, temos muito mais partidos que são da base e que precisariam romper com o governo. A popular trairagem.
Desses, 68 são do bloco PMDB, PEN, que teoricamente poderia virar de lado se sentisse o poder tão perto.
Agora, será que o bloco PR, PSD, PROS, com 75 deputados, e o bloco PP, PTB, PSC, PHS, com 84, mudariam de lado assim tão fácil. Acho muito improvável. Aí no meio tem partidos sólidos da base. Mas, nunca se sabe.
Prosseguindo. Tem dois partidos, um independente, PDT, com 18 deputados, e outro da oposição, PSB, com 33, que muito me surpreenderiam se votassem a favor do impeachment. Acho que estariam rasgando um pouco da trajetória deles e para entregar o poder para o PMDB e para direita – que certamente iria se abraçar num governo Temer -, o que eu não vejo como nenhuma vantagem para partidos que supostamente são de centro-esquerda.
Tem ainda uns partidos aleatórios, como esse bloco PRB, PTN, PMN, PTC, PTdoB, que eu desconheço como votam, e o novato PMB (o partido da mulher que só tem homens), que tem uma carinha de quem vota com os tucanos…
Dado esse quadro, seria precisa uma senhora traição da base e uma posição favorável praticamente inteira de partidos que pouco ou nada teriam a ganhar com o impeachment para que se chegasse aos 342 votos. Isso é, difícil.
Passada essa etapa, seria necessário mais dois terços do voto do Senado, em que, teoricamente, a base da Dilma é mais estável e menos volátil do que na Câmara. Aqui, seriam necessários 54 votos.
Vamos lá: PSDB (11), DEM (4), PPS (1) somam só 17 votos.
PT (13), PCdoB (1), REDE (1, duvido que o Randolfe Rodrigues vote pelo impeachment), somam 15.
A essa altura, se já passou na Câmara, imagino que os 19 senadores do PMDB já tenham se bandeado. Embora aqui, existam senadores como Roberto Requião que não devem votar a favor. Como votaria Marta Suplicy?
De novo, PDT e PSB me soam como incónitas e somam 6 e 7 senadores, respectivamente. Como vota Romário? Cristovam Buarque? Lasier Martins? Acho muito improvável 13 votos aqui. Talvez liberem as bancadas, mas votar ambas totalmente contra é difícil.
Restam os partidos da base e outros bancadas pequenas. O problema, para quem quer o impeachment, é que a Dilma só precisaria de mais 12, isso considerando que PMDB, PSB e PDT votaram inteiros contra a Dilma, o que é difícil. E, de novo, a maioria desses seriam de partidos da base. PP (6), PR (4), PTB (3), PSD (4), PROS (1), PRB (1), PSC (1) somam outros 20.
Considerando isso tudo e só analisando a questão do ponto de vista matemático, é muito, muito improvável que o impeachment passe pela Câmara e menos ainda pelo Senado.
P.S: Que sacola de gatos confusa que elegemos, hein…

.oOo.
Por Idelber Avelar, professor de literatura latino-americana e ensaísta
Levaram o cinismo da Realpolitik até limites nunca antes imaginados. Abriram mão de todos os princípios. Aliaram-se aos piores bandidos da República. Cultivaram uma militância entorpecida, lobotomizada, especializada em negar hoje o que dizia ontem e em tentar justificar o injustificável. Humilharam repetidamente a sua base social, obrigando-a a sustentar um governo que trata a pão-de-ló os inimigos dessa base e a chicote os seus próprios membros. Foram perdendo os aliados genuínos, um por um, até ficar só com os chantagistas. Criaram um exército de capangas e ex-jornalistas em atividade para distorcer fatos e difamar opositores. Ajoelharam-se ante um pilantra de quinta categoria, cujo único projeto na vida era ser mais um bandido do PMDB carioca. Até o soar do gongo, imploraram por um acordo. Ofereceram tudo e conseguiram o pior dos mundos possíveis: nem fizeram política direito e nem se pautaram pela ética.
O resultado está aí: um criminoso comum, de quem já se sabe que roubou milhões do erário público, abre um processo de impeachment contra uma Presidente incompetente, mas que foi legitimamente eleita e de quem se sabe que nunca roubou um alfinete.
Parabéns a todos os que cultivam esse cinismo sem princípios. Agora, que lidem com o monstro.


Por Marco Weissheimer (em RS Urgente intervenção no futebol)
As entrevistas do treinador do Internacional, Argel Fucks, vêm impactando a comunidade futebolística gaúcha, em especial a colorada, pela insólita leitura que o comandante faz dos jogos. O insólito consiste em relatar um jogo que só ele parece ter visto. Na verdade, a estratégia midiática de Argel tem precedentes históricos. Ela remete às antológicas entrevistas de Muhamad Said al-Sahaf, ministro de Informação iraquiano, durante o governo de Saddam Hussein, que espantava o mundo com seus briefings diários à imprensa, totalmente desconectados da realidade. Said al-Sahaf elevou esse estilo de entrevistas à categoria de arte. Entre outras coisas, ele chegou a desmentir que as tropas norte-americanas tivessem entrado em Bagdá, enquanto os tanques do Tio Sam passavam atrás do prédio onde ele dava sua coletiva.