Bom dia, Argel Fucks (com os gols de Inter 2 x 0 Atlético-PR)

Bom dia, Argel Fucks (com os gols de Inter 2 x 0 Atlético-PR)
Argel: Cara de Inter
Argel: Cara de Inter

Teu time voltou a jogar bem e venceu o Atlético-PR por 2 x 0. Convenceu contra um time que está (ainda) a nossa frente na tabela. Os problemas físicos permanecem, mas há organização, jogadas preparadas e assimilação por parte de um grupo que pouco pode treinar. Vitinho, por exemplo, é outro jogador. Nada a ver com aquilo que mostrava com Aguirre. Até Paulão tem conseguido jogar bem dentro da remontagem que tu estás promovendo, Argel.

Com isso chegamos a modestos 28 pontos em 20 jogos, dos quais 7 foram conquistados nos últimos 3 jogos, já sem Aguirre. A tendência é subir, mas devem acontecer as tais instabilidades. Ontem, o acerto dos passes foi anormal. Não tinha ocorrido ainda neste ano. E o time joga sem centroavante, o que é uma novidade. Pelos poucos treinamentos, o entrosamento — que vem da repetição e da insistência — deve ser frágil e, no caminho para alcançá-lo, muitas vezes aparecem os erros. Veja o Grêmio, por exemplo, o time infernal que nos meteu cinco e venceu facilmente o Atlético-MG ganhou e empatou por milagre do Joinville e da Ponte.

O que estou achando legal neste teu início de trabalho é que estamos com “cara de Inter”. É uma personalidade difícil de explicar, mas que conjuga alguns jogadores altamente técnicos, com outros de velocidade e ainda outros que estão ali só para lutar mesmo. E todo mundo jogando sem violência, considerada burra pela maioria dos colorados, diferentemente dos gremistas, que vibram quando Geromel bate em D`Alessandro, por exemplo.

Por falar em D`Alessandro, ele não tem jogado bem, mas está perdoado integral e antecipadamente. O cara foi pai há uma semana e sei de fonte segura que se trata de um daqueles paizões que pegam junto. Isto é, ele, como acontecia comigo quando tive meus filhos, dorme pouco. Uma vez acertada a rotina do Gonzalo, teremos o futebol de nosso capitão de volta.

Entrando superficialmente em detalhes táticos, acho que a alternância na subida dos laterais está funcionando incrivelmente bem, e a troca da posição de Dourado — hoje um belo segundo homem — e a fixação de Nilton como primeiro home do meio-de-campo foi um providência simples, porém cirúrgica. Nosso meio é outro.

Parabéns pelo começo, Argel.

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Bom dia, Argel Fucks (com os gols de ontem)

Bom dia, Argel Fucks (com os gols de ontem)
Vai um só que não temos ainda preparo físico!
Vai um só que não temos ainda preparo físico!

Como um doente que se recupera de uma operação grave, mas sem os dramas da UTI sartoriana, o Inter vai se reerguendo após a traumática eliminação da Libertadores e o não menos 0 x 5 no Gre-Nal. Tu, Argel, fizeste uma cirurgia interessante. Colocaste os jogadores num esquema conhecido de todos, o 4-4-2; injetou-lhes ânimo — as entrevistas mudaram muito –; cortaste os celulares nos almoços, jantares e cafés; isto é, obrigaste o grupo a interagir. E mandou todo mundo marcar em campo. De quebra, deve ter levado Nilton e Vitinho para um canto a fim de terem uma conversinha íntima. Sim, porque eles estão tão diferentes e pra lá de pra frente quanto a moça do Chico.

Mas é tudo muito inicial. Tu sabes que podem acontecer recaídas, febres e novas internações, mas a coisa sabe bem, parece ter direção e intenção claras. Eu e toda a torcida gostamos de ver, mesmo sendo um jogo contra o fraco Ituano. Acabaram os muxoxos e não acredito que o excelente Juan viesse agora aos microfones reclamar de um pequeno atraso. Se ocorresse, a nova (velha) forma de agir do clube talvez lhe respondesse para ir logo para o Flamengo, onde o mês tem 120 dias. E voltaria a se preocupar com futebol. (E com o Bom Senso FC, uma necessidade de todos).

No mais, o Inter parece ter encontrado um caminho. Haverá turbulências, só que agora está ficando parecido com o clube que conheço.

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Bom dia, Argel Fucks (e parabéns Corinthians, campeão brasileiro de 2015)

Bom dia, Argel Fucks (e parabéns Corinthians, campeão brasileiro de 2015)
Fred Magno / Light  Press / Cruzeiro
Fred Magno / Light Press / Cruzeiro

Querido Argel, desejo-te uma boa estreia nesta série cujas estrelas anteriores foram decapitadas. Não espero pela volta de nenhuma delas.

Bem, a inacreditável ruindade de Inter e Cruzeiro os qualificaria para uma Segundona em 2016, não houvesse tantos candidatos a ela neste Brasileiro de 2016. Assistir aquele primeiro tempo foi um exaustivo exercício de paciência. Eu ainda tinha o computador para me divertir e um monte de roupas para dobrar e guardar, mas, por exemplo, e o juiz? Lamento por ele.

O Inter vinha em queda e tu trataste de fechar nossa defesa a fim de procurar adquirir um pouco de estabilidade. Fizeste bem, ainda mais que estávamos sem D`Alessandro, Lisandro, Alex e Wellington. Mesmo assim, o time do Cruzeiro é tão deficiente que quase vencemos. Perdemos dois gols feitos com Vitinho e Taiberson, além daquela cabeçada estilo pinball que quase vitimou o goleiro adversário.

Tenho detestado a presença de Valdívia como titular. O menino durou um outono, não sobrevivendo a este falso inverno que vivemos. Imagina se estivesse frio. Também não gostei de ver Paulão em campo, apesar de que ele não comprometeu, apenas fez uma tentativa tímida de botar a filha menor no olho da rua. William voltou a atuar dignamente e Géferson fez o mesmo pelo outro lado. O monte de volantes era esperado, mas por favor, use Nico Freitas com moderação. Ninguém merece.

No mais, desejo-te boa sorte. Como torcedor, sou humilde: espero apenas uma posição intermediária na tabela. A boçalidade do campeonato é óbvia. O Corinthians — sistematicamente beneficiado pela Globo-CBF — já é o campeão. Há um perfume de 2005 e 2012 no ar. Um dia, acabaremos comemorando o vice, pois é impossível ganhar dos árbitros, a não ser que se dispare na frente.

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Bom dia, Piffero (com os melhores lances do jogo de ontem)

Bom dia, Piffero (com os melhores lances do jogo de ontem)
Foto: Alexandre Lops
Foto: Alexandre Lops

Piffero, tu não paras de fazer bobagens, né? Esse negócio de anunciar que estás apalavrado com Muricy para 2016 — grande coisa… –, torna residual e desimportante o trabalho do técnico que assumirá até o fim do ano. Não posso acreditar que teremos um técnico-tampão. Tu não paras de fazer besteiras! Não paras e não paras. Mais uma: ontem, teu vice Pellegrino disse com todas as letras que Elio Carravetta tinha alertado em fevereiro que o esquema de preparação física adotado pela equipe de Aguirre era deficiente. O que houve? Ora, perdemos a Libertadores por não termos conseguido marcar o Tigres. O cara tinha avisado em FEVEREIRO…

Bem, a vitória de ontem foi bonita. Lutamos, jogamos muito mal e acabamos vencendo com um gol numa tabelinha entre Vitinho e o goleiro Diego Cavalieri do Fluminense, após Rafael Moura errar. Era o máximo possível de fazer depois do fiasco da Arena. Fiquei feliz. Gostei das entradas de Lisandro e Vitinho, merecem atenção.

Falam em Argel… Acho uma boa escolha. Ele é grosso pacas, vai dizer um monte de asneiras… Ou seja, seguirá tua linha, Piffero. Sim, sei, futebol não é para poetas. Vai lá, contrata o cara e, se ele se der bem, esqueça o velho e combalido Muricy. Infelizmente, a verdade está no título do livro que inspirou o filme dos irmãos Coen: No country for old men.

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Piffero, seu burro, te dou de graça um conselho

Piffero, seu burro, te dou de graça um conselho

Piffero, em vez de perder teu tempo tentando Jorge Sampaoli, cujo custo de rescisão com a seleção do Chile é de R$ 41 milhões, por que não tentas Edgardo Bauza que está no San Lorenzo e tem duas Libertadores recentes com a LDU e com o próprio San Lorenzo?

O único problema é que esses caras são sérios e não gostam de pegar times no meio do campeonato…

Esse Piffero não tem cérebro mesmo...
“Esse Piffero não tem cérebro mesmo…”, não disse Bauza

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Bom dia, Vitório Piffero (vejam os gols da pífia Odisseia)

Bom dia, Vitório Piffero (vejam os gols da pífia Odisseia)
Vitório Piffero: competência e atitudes oportunas
Vitório Piffero: competência e atitudes oportunas

Vitório, segundo o site Infobola, o Inter tem 13% de chances cair para a Segunda Divisão. Eu acho que, com 43 pontos dá pera se livrar tranquilamente de uma visita à Série B. Então, como temos 21 partidas por jogar, bastaria ganhar 22 pontos. É viável.

Vitório, teu nome é derrota. Viste teu time entrando em crise e resolveste aprofundá-la. O Inter só faz cair desde a parada para a Copa América. Destreinado-se de forma inexplicável — com a chancela de Diego Aguirre –, hoje parecemos um menino sem noção que sobe num carrinho de supermercado e testa-o ladeira abaixo. O problema é saber que altura da ladeira estamos.

Acho que podemos tentar reduzir a velocidade do carrinho pela retirada de algumas peças e a recondução de certos jogadores a seus devidos lugares. William, que começou tão bem sua carreira, hoje mostra um futebol repugnante. Seu papel de ontem, principalmente no segundo gol do Grêmio, foi ridículo. Ele deixou Luan chutar para ver no que daria. Deu em gol. Anderson é outro cidadão que merece tratamento, talvez psicológico. Ou volta a se interessar pela profissão ou deve ter seu contrato suspenso. Jamais deveria jogar numa posição onde temos Alex, que ao menos é um jogador com história no clube. Ernando deveria voltar à zaga e não ficar na lateral esquerda, onde temos Géferson, Artur e Zé Mário, que ao menos são da função. Réver é um bom zagueiro, mas tem que entrar antes de forma.

E o fundamental também é fechar o meio de campo. Até a Ponte Preta amassa o Inter, até a Chapecoense nos pressiona. Enfim, temos que fechar os caminhos abertos aos adversários.

Agora, entra um colorado no chat e diz que está tão feliz quanto na véspera de uma cirurgia de hemorroidas. É mais ou menos como eu estou, Vitório. Aliás, por falar em ânus… Sim, pode ir.

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Adeus, Diego Aguirre

Adeus, Diego Aguirre

Sabe, Diego, eu compreendo tua demissão no dia de ontem. É que anteontem à noite o Píffero deve ter feito o mesmo do que eu: ele viu o jogo entre River e Tigres. E nós vimos que o River — um time comum e comum — pressionou o Tigres de forma a que eles não conseguissem jogar e até demonstrassem alguma ingenuidade. Contra nós, com nossa dinâmica fraquinha e previsível, com nossa marcação frouxa e com preparo físico de nada, o Tigres apareceu como um timaço. Eu vi aquele jogo de quarta-feira e comecei a ficar muito irritado, pois compreendi que a Libertadores esteve muito mais perto de nós do que eu imaginava. Estava disponível, ao alcance da mão, após passarmos pelo Atlético-MG. Tua atuação durante a parada da Copa América — quando afrouxaste demais a corda, deixando o time se desmanchar aos poucos — e teu preparador físico te demitiram, Aguirre.

O Inter não tinhas forças. Mas te agradeço muito por ter promovido Rodrigo Dourado, Valdívia e William a titulares. Tu sabes lançar jovens como poucos.

O problema foi a Libertadores. Claro que o Píffero se emputeceu. Todos os colorados com alguma memória se emputeceram. Agora, com a maionese desmanchada, entra o interino Odair Hellmann. Achei divertido o nome do cara.

O presidente devia estar tão puto que resolveu mandar também embora Alan Ruschel e Jorge Henrique. Impossível não concordar. Eu aproveitaria e repassaria Léo e Nico Freitas. Já ensinava o Barão de Itararé: “De onde menos se espera, daí mesmo é que não sai nada”. Um clube que está mal financeiramente não pode seguir pagando esses jogadores deficientes, que disseram claramente a que vieram. Vieram atrás de um bom salário. Alex também estaria na marca do pênalti, se eu fosse gestor do clube.

Adeus, Aguirre. leve para a vida três lições: (1) não se associar com preparadores físicos incompetentes, (2) nada de afrouxar demais a corda e (3) fazer revezamentos com 3 ou 4 titulares de cada vez, não mais do que isso.

Boa sorte.

deu-errado

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Bom dia, Diego Aguirre

Bom dia, Diego Aguirre
A agonia de mais um treinador
A agonia de mais um treinador

Já tivemos o Bom dia, Dunga e o Bom dia, Abel Braga. Agora, tudo me diz que esta tua série, Aguirre, vai acabar logo. Afinal, não vou ficar te enviando textos após tua demissão. O mandato de um técnico de futebol costuma ser interrompido por mau desempenho e, neste momento, as deficiências não se mostram apenas no preparo físico, mas no teu time. Saída de bola confusa — nunca treinada, pelo que se pode notar –, uso de jogadores em posições inadequadas — Ernando na lateral esquerda e Anderson de volante –, Lisandro López como único atacante — mas jogando pelos lados… –, uma desanimadora falta de criatividade no ataque — que ronda, ronda e ronda, enquanto o goleiro adversário se entedia –, falta de marcação por parte dos atacantes e meio-campistas avançados, dando liberdade ao adversário… Ou seja, a coisa está muito abaixo do mínimo.

Às vezes, a gente se engana feio. Ao ver Tigres e River, quarta-feira passada, para mim ficou claro que os mexicanos não são tudo aquilo. Nós é que não soubemos marcá-los. O rigor do River fez aparecer falhas que não obtivemos provocar nem vislumbrar. Gignac seguiu fazendo jogadas brilhantes. Houve uma em que ele voou e deu de calcanhar na bola, deixando-a no peito de Sóbis. Só que Sóbis foi desarmado imediatamente e o passe do francês fora feito no grande círculo… Eles nunca estiveram sem marcação próximos da área do River e foram se desmanchando, perdendo o ímpeto. O terrível Tigres quase perdeu em casa, Aguirre.

De outra parte, qualquer Ponte Preta ou Chapecoense cresce contra nós. É uma lástima, Aguirre. Gosto de tuas posições e gostaria que ficasses anos por aqui, mas há o principal é a coisa dentro de campo. Talvez nem um bom resultado no Gre-Nal anime muito uma torcida que sente que não tem time para ser favorito a nada, mas tem para estar sempre no bolo. E para jogar bonito e ser competitivo.

Não acredito em bons resultados com a manutenção da estrutura de time atual. Essa mesmo que defendes em tuas entrevistas. Para começar, precisamos de um lateral esquerdo e de um segundo volante de ofício. Isso é só o começo, pra desentortar. Depois, há as questões de dinâmica de jogo, de treino e retreino. Só que estamos em agosto e os jogos serão quarta e domingo.

Já penso em 2016. Melhor seria trazer já o técnico do ano que vem e iniciar logo o planejamento.

Não, não, este é Marlon Brando
Não, não, este é Marlon Brando

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Bom dia, Diego Aguirre (veja os gols de Tigres 3 x 1 Inter)

Bom dia, Diego Aguirre (veja os gols de Tigres 3 x 1 Inter)
Aguirre, vou dar uma dica: MUDA HOJE  teu preparador físico
Aguirre, vou te dar uma dica: MUDA HOJE teu preparador físico

Os sete leitores que me acompanham sabem que eu dizia — basta conferir nas postagens anteriores que não éramos os favoritos. Sim, o Inter fez uma péssima parada para a Copa América, nunca apresentou um preparo físico comparável a de seus adversários e, bem, o Tigres é um timaço.

Gostaria de deixar claro que não sou apocalíptico. Sigo pensando que Aguirre é um excelente técnico, mas a direção do clube precisa intervir na questão do preparo físico. O responsável pelo setor tem de ser trocado ou então tem de obedecer a ordens de alguém que conheça mais do assunto. O time não apenas não corre como bate recordes de lesões musculares. Ontem, o desempenho físico de Nilmar foi uma verdadeira piada. O do resto foi quase a mesma coisa.

Aliás, outras coisas têm de ser revistas. O que são nossos laterais? William iniciou bem sua carreira e hoje chafurda em suas próprias confusões. Géferson… Géferson? Bem, este Dunga pode levar e guardar para sempre.

Ernando merece reavaliação também. Foi imperdoável o primeiro gol do Tigres. Ele abandonou o setor para Gignac (1,86m e forte) pular com William (1,76m e magrela). Aliás, já fizera isso no gol do Tigres em Porto Alegre, deixando Ayala cabecear livre em seu setor. Duvido, mas duvido mesmo, que Réver cometersse tal “ausência”. Só que Réver é uma das vítimas de nosso preparador físico… E… D`Alessandro no meio com Valdívia pela direita? Por quê, Aguirre?

Para 2016, temos que fazer um Brasileiro digno e olhar bem se algumas promessas, como Valdívia e Dourado, são tudo isso mesmo. Ambos foram engolidos pelo Tigres. Quando lhes falta espaço, erram mais da metade dos passes.

No mais, é chorar a derrota de hoje e aprender com ela sem partir para um esquema de terra arrasada. Há muito de positivo no Inter de hoje. Venceremos.

(A propósito, como disse meu filho, ontem ganhamos o Campeonato Gaúcho de 2016…)

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Bom dia, Diego Aguirre (veja os frangos de Renan)

Bom dia, Diego Aguirre (veja os frangos de Renan)
Eles já "ganharam", Aguirre.
Eles já “ganharam”, Aguirre.

Mas que sorte tem esse teu time reserva, não? Na troca de jogadores entre Inter e Goiás, Sasha levou vantagem sobre Renan de uma forma, digamos, constrangedora para nosso ex-goleiro, campeão da Libertadores de 2010. Renan tomou dois gols em frangos perfeitos, ambos com duas patas, olhos, ossos, miúdos, bico, penas, peito, coxa, sobrecoxa, coração e vísceras. E o segundo foi doado justamente a Sasha, que jogou no Goiás em 2013.

Tais resultados servem para diminuir a pressão sobre os titulares, que viajam hoje para Monterrey a fim de tentarem uma muito difícil classificação contra os mexicanos do Tigres.

Tenho ouvido e lido as declarações vindas de lá. Há uma total certeza de que o Inter vai tomar uma escovada. Mas, sabe, Aguirre?, nesta Libertadores o Tigres empatou dois jogos em casa, contra River Plate (2 x 2) e Universitario Sucre (1 x 1). Ou seja, nem sempre são tão espetaculares em casa.

O que não gostaria é de perder para eles só no preparo físico. Mesmo com o calor de Monterrey, os caras vêm de férias, Aguirre, férias!

É certo que perdemos o favoritismo, mas acho que nossa história recente — vide a classificação em 2010 contra o Estudiantes — nos dá certa esperança. A esperança é um sentimento meio ridículo e de agonia sempre horrível, mas desistir dela é como morrer na véspera. O importante é manter a compostura e mostrar para eles que o futebol brasileiro não acabou e que eles são apenas mexicanos que nunca chegaram a lugar nenhum.

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Bom dia, Diego Aguirre

Bom dia, Diego Aguirre
Com o cabelo, Valdívia esconde a bola de um mexicano |Alexandre Lops
Com o cabelo, Valdívia esconde a bola de um mexicano |Alexandre Lops

Uma mui distinta senhora, amiga de anos, escreveu no inbox do Facebook que teve uma caganeira durante o segundo tempo do jogo de ontem. Uma caganeira, Aguirre. Veja o que o futebol faz com as pessoas.

Vamos para o México com uma vantagem diminuta. Sabemos que tu gostas de contra-atacar, então tens aí uns dias para armar teu time naquele estilo Peñarol-like: fechadinho, saindo de trás rapidamente. O Tigres é muito bom time. Sabe armar e defender-se, além disso, faz tudo com fluência. O time é alto e forte. Sóbis e Gignac são estupendos lá na frente. Já Nilmar parece ter sentido a parada. Sua velocidade será fundamental em Monterrey. Eles vão vir para cima, mas têm que ser punidos por nossa velocidade.

Ao final da partida, vi muita gente brocha com a vitória por escassos 2 x 1. O fato do Tigres ter jogado 30 minutos com 10 homens e ter não somente segurado o Inter, como também criado boas situações, deixou-nos muito incomodados no Beira-Rio. Mas, pensem bem, eu acho que jogamos demais tendo em vista os jogos imediatamente anteriores dos chamados titulares. O que me preocupa é o preparo físico. Ao final da partida, o Tigres é que parecia estar em maior número em campo. Isto pode resultar numa calamidade se pensarmos que a partida decisiva das semifinais será jogada sob os 30ºC noturnos de Monterrey. Também não entendi o ingresso de Rafael Moura. Se tínhamos 11 contra 10, não era hora de botar um centroavantão. Era hora de tocar a bola.

Mas o bom do futebol são as eventuais caganeiras, a absoluta indefinição que acaberá apenas na quarta-feira. O jogo decisivo é talhado para teu estilo, Aguirre, mas jamais diria que somos favoritos para passar. Muito pelo contrário; se passarmos, vou ficar tão agradavelmente surpreso quanto fiquei com aquele gol de Giuliano contra um Estudiantes muito superior a nós na Libertadores de 2010.

E o bom de ser colorado é ver confirmado nosso realismo nas redes sociais. Li várias pessoas dizendo que saíram do estádio com o gosto da eliminação da boca. Então, a única coisa que te peço é: surpreenda-nos, Aguirre! Boa caçada aos Tigres! Vá armado de forte marcação e fulminantes contra-ataques!

Os gols de ontem:

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Boa sorte quarta-feira, Diego Aguirre (com os gols e melhores lances de ontem)

Boa sorte quarta-feira, Diego Aguirre (com os gols e melhores lances de ontem)
Réver: Deus nãop teve nada aver com tua bela cabeçada | Foto: Alexandre Lops
Réver: Deus não teve nada a ver com tua bela cabeçada | Foto: Alexandre Lops

Réver fez seu gol e saiu agradecendo a Deus. Não sei a quem agradece quando toma gols ou perde. Mas ele, Réver, e Vitinho foram os melhores em campo na vitória do Inter contra o fraco Joinville, franco favorito ao rebaixamento neste 2015. O jogo de ontem pouco interessava, contudo está sendo usado como catalisador para o jogo contra o Tigres. É uma estratégia mística e aceitável no mundo esportivo. Sem chances no Brasileiro, só nos resta ficar fora do grupo dos cadentes, coisa que pode ser feita a qualquer momento, dada a ruindade do grupo. Fiquei feliz vendo Réver jogar bem e com força física. É nosso melhor zagueiro depois de Juan.

O que interessa mesmo é o jogo contra o Tigres na próxima quarta-feira. O departamento médico está esvaziando, mas há gente que recém voltou e que deve estar fora de ritmo de jogo. Acho que tu, Aguirre, colocarás Dourado e Aránguiz de volantes e sobrariam quatro vagas para esses cinco: D`Alessandro, Valdívia, Sasha, Nilmar e Lisandro López. Talvez possamos dizer que Dale e Nilmar estejam escalados por serem de nível superior aos restantes e então sobrariam duas vagas para serem disputadas por Valdívia, Lisandro e Sasha. Aposto nos dois primeiros. Creio que Anderson está fora dos cogitados para iniciar a partida, assim como Réver. O fundamental é que o Sobrenatural de Almeida jogue do nosso lado e que Jorge Henrique assista o jogo da arquibancada.

Ontem, a máquina do Flamengo, que nos destroçou no Beira-Rio, perdeu por 3 x 0 do Corinthians. Isso em pleno Maracanã. Nossa façanha foi perpetrada pelo time titular. Quarta-feira, uma semana depois, temos que esquecer o passado recente e ver o jogo como uma continuação das disputas contra o Atlético-MG e o Independiente Santa Fe. Sim, não será fácil, vamos ter que fazer pegar no tranco um carro cuja bateria parece estar sem carga. A torcida e o feitiço da Libertadores será fundamental para dar força e entusiasmo a uma equipe que tem surgido combalida e sem espírito de competição.

Perdemos o favoritismo, mas a taça ainda está lá, nas mãos de ninguém, Aguirre.

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Bom dia, Diego Aguirre (veja os gols e melhores lances do novo fiasco)

Bom dia, Diego Aguirre (veja os gols e melhores lances do novo fiasco)
Ei, vai devagar pra não te machucar!
— Ô rapaz, vai devagar pra não te machucar!

Aguirre, saiu barato o 2 a 1 para o Flamengo ontem à noite, muito barato. Nosso destreinado e desembocado time titular tomou um baile de uma equipe que ocupava a zona de rebaixamento e que agora está à frente do Inter pelos critérios de desempate, pois tem mais vitórias. Bem, e devemos descer ainda mais no próximo domingo, quando entraremos em campo novamente com a baba para perder em Joinville. Será a quarta derrota consecutiva.

O presidente Píffero convidou todos os torcedores foram ontem ao jogo para assistir o próximo jogo do Inter no Beira-Rio, dia 18, contra o Goiás, de graça. “O de hoje não valeu. Não jogamos”, desabafou. Não muda nada, os pontos estão perdidos, mas o presidente admite nossa debilidade atual.

Não jogamos nada, estamos fora de ritmo e o favoritismo que tínhamos foi pras cucuias. Vi o Tigres atuar e, se não houver uma verdadeira revolução e um apoio alucinado da torcida, iremos a Monterrey para cumprir tabela, talvez com os reservas, como tu tanto gostas, Aguirre.

É a mesma receita aplicada recentemente pelo Abel: preservar para perder. Não entendo o Barcelona, o Real e o Bayern. Por que jogam sempre com os titulares? Querem matar os jogadores?

Agora, a pressão para vencer a Libertadores será enorme. Se perdermos, vamos tentar um campeonato de recuperação para chegar novamente ao G-4, tarefa complicadíssima para um time que está num patamar tão baixo. Na minha opinião, as únicas partidas que justificam a utilização de reservas são aquelas imediatamente anteriores a um jogo da Libertadores. Jamais esperaria ver atletas preservados durante a folga da Taça.

No jogo de ontem, Dourado sentiu o adutor — mais uma comprovação de que há problemas no preparo físico — e Rafael Moura entrou no lugar de Allison Farias. Não vi ainda dois centroavantes darem certo, a não ser que um deles seja hábil e generoso para com o outro. Sabe-se que os caras desta posição são normalmente egoístas e até devem ser assim.

O resultado de tanta bobagem acumulada, Aguirre, é que vamos entrar nervosos e sob a desconfiança da torcida na próxima quarta-feira. E será um dia de provável radicalismo, seja para o lado que for.

Boa sorte.

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Há um ano, o Brasil ganhava da Alemanha por 1 x 0

Há um ano, o Brasil ganhava da Alemanha por 1 x 0

A mídia antipetista criou o mito dos 7 x 1. Aqui, a verdade:

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Um ano de Brasil 1 x 7 Alemanha

Um ano de Brasil 1 x 7 Alemanha
Andre Schuerrle comemora o sétimo gol
Andre Schuerrle comemora o sétimo gol

Hoje faz um ano de Brasil 1 x 7 Alemanha. A derrota não mexeu uma palha da estrutura do futebol brasileiro, mas os torcedores mais antenados hoje sabem as razões de cada gol alemão naquele inacreditável fim de tarde. Nada se moverá tão facilmente. A CBF segue mandando no futebol brasileiro e a última novidade é, além das prisões na Suíça, a regra de que quem reclama vai pra rua. O espetáculo, o jogo jogado, este não merece ser preservado. Se alguém me ler ou ouvir falando em Seleção, por favor, faça-me mudar de assunto.

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Bom dia, Diego Aguirre (veja os gols do fiasco de ontem)

Bom dia, Diego Aguirre (veja os gols do fiasco de ontem)
Minhas divas têm músculos de manteiga, e daí?
Minhas divas têm músculos de manteiga, e daí?

Não sou a favor de tua demissão, mas acho que tens que alterar urgentemente duas coisas fundamentais que justifico a seguir. São elas:

1. Preservação de jogadores só na partidas anteriores às da Libertadores e
2. Mudança do preparador físico.

Um time de futebol, Diego Aguirre, não é um botão de Power on-Power off. Não é uma televisão que se liga no momento que vai passar o programa preferido. Depende de ritmo, insistência e entrosamento. Liga, como dizem os boleiros. Ou seja, foi um tremendo erro manter o rodízio de jogadores numa competição em que ninguém mais fazia o mesmo. O Grêmio, por exemplo, que mal tem um time, ficou redondinho jogando quartas e domingos. E nós no rema-rema de preservar. Ontem, Nilmar ficou fora por desconforto muscular… Faça-me o favor, Diego. Será que os jogadores do Atlético-MG não sofrem com suas dorzinhas? O fato é que hoje é dia 6, faltam 9 dias para o jogo contra o Tigres e o time encolheu. A culpa não é somente tua, é também de quem avalizou esta besteira de revezamento. A preservação durante o Brasileiro tirou o tesão e desmobilizou todos os jogadores, à exceção dos poucos de sempre (falo de D`Alessandro, Lisandro, Anderson e Dourado). E o entrosamento? Este foi pras cucuias.

Basta ver que, nos últimos cinco jogos, perdemos três, empatamos uma e ganhamos outra. E levamos seis gols em dois jogos.

Eu, este que te escreve, Aguirre, tenho um sentido bastante desenvolvido de autopreservação e não fui mais ao Beira-Rio desde o jogo contra o Coritiba. Fujo de maus espetáculos. O Inter e tu não me enganaram. Mas estarei lá no dia 15 para a primeira perna da semifinal. Sabes, sabemos, que hoje o Tigres é o superfavorito para chegar à final.

Outra coisa, Diego. Os músculos de nossos atletas parecem feitos de manteiga. A direção diz que as lesões musculares são devidas ao excesso de jogos. Negativo, meu bem. Houve rodízio pesado durante o Gaúcho e este permanece até hoje. Nossos titulares jogam menos do que os dos outros. Nossos boleiros recebem tratamento de divas e, como, elas, não têm lá muito tônus. Até nosso goleiro está fora por distensão. Nossa preparação física é varzeana. O time acaba os jogos completamente morto e só se machuca.

Há que repensar os itens citados.

Abaixo, os melhores lances do banho de bola que tomamos ontem.

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Bom dia, Diego Aguirre (com os gols de sábado)

Bom dia, Diego Aguirre (com os gols de sábado)
Nilmar finaliza para marcar o único gol do Inter no Jogo, um golaço
Nilmar finaliza para marcar o único gol do Inter no Jogo, um golaço

Não se apavore, Aguirre. O desespero de alguns colorados da imprensa, como o do narrador da RBS Paulo Brito, o qual afirma que, se o Inter perder o Brasileirão e a Libertadores, será “mais um ano colocado fora com um grupo milionário”, é bastante ilógico e exageradamente apocalíptico. Chegamos a 2015 vindos de quatro anos de Giovanni Luigi, quando não tínhamos perspectiva nem de uma boa entrevista, quanto mais de ganhar algum título que não fosse o Picanhão. E 2015 está sendo um ano que pode ser chamado de tudo, menos de inútil. Afinal, estamos apenas em junho e temos duas revelações que parecem consolidadas — William e Dourado –, um jovem promissor convocado pela empresa CBF — Géferson — um interessante jogador de lampejos — Valdívia — e a recuperação de Nilmar, além do número de 130 mil sócios, que logo será alcançado. Como assim jogado fora?

A Libertadores está congelada até meados de julho e o Brasileiro vai realmente mal. Temos 9 pontos em 7 jogos, o significa um aproveitamento de 42%. Isso é pontuação suficiente apenas para ficarmos acima da linha do rebaixamento, sempre com o cu na mão. Não jogamos mal contra o Corinthians, mas o time sentiu o gol de empate como se já tivesse perdido a partida. Aguirre, tu tens que enfiar na cabeça de nossos jogadores que tudo, mas tudo o que NÃO pode acontecer é perder a compostura fora de casa. Um time perturbável e mole vai apenas perder e perder fora do Beira-Rio. E bons resultados na casa do adversário são fundamentais para quem queira vencer a Libertadores. O modo como o Inter quis seguir na partida após o gol de Jadson foi inaceitável.

Jogamos bem, concordo, mas não há justiça no futebol. Então dizer que o Inter merecia vencer ou empatar é uma bobagem. Não preciso explicar que o Corinthians venceu porque fez dois gols contra um nosso. Vencer não é um caso de merecimento, é uma simples contagem. Se o que contasse fossem os gols perdidos e as cabeçadas no poste, o Atlético-MG teria eliminado o Inter na Libertadores. O positivo é que jogamos bem fora e, se isso é promissor, o mesmo não se pode dizer do descontrole do segundo tempo.

Entrar em campo com Jorge Henrique nem sempre é fácil. O obediente JH nem sempre está bem, basta ver o gol que perdeu. Espero que Anderson entre em seu lugar contra o Figueirense, na próxima quinta-feira. E deixar Nilton na reserva, com Nico Freitas em campo, faz diferença, sim. Nilton é muito mais jogador. E o que dizer de Ernando improvisado na lateral esquerda com Artur, lateral de certidão, no banco? Às vezes é complicado te entender.

Lisandro López e Anderson, peças fundamentais, devem retornar no próximo jogo, mas os desfalques são em número espetacular. Vamos contar? Aránguiz e Géferson estão na Copa América. D’Alessandro retomou os treinamentos com o grupo na última semana, mas não deve ficar à disposição. Valdívia e Réver estão com lesões musculares. Eduardo Sasha recupera-se de uma cirurgia no tornozelo direito e também é desfalque. Paulão, graças ao bom deus, sente dores no púbis e esperamos que também fique fora. Cláudio Winck, sempre machucado, voltou aos trabalhos na última semana, após três semanas de ausência. E Wellington Martins, recuperado de uma cirurgia realizada em outubro do ano passado, será testado no Inter B antes de retornar à equipe.

Eu, humildemente, espero um meio-de-campo sem Nico nem JH. Na verdade, com todos esses desfalques, gostaria de ver algo assim: Alisson, William, Ernando, Juan e Artur; Dourado, Nilton, Anderson e Alex (Vitinho); Lisandro e Nilmar. Poderia ser, Aguirre?

Boa sorte!

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Bom dia, Diego Aguirre (com os gols da vitória de ontem)

Bom dia, Diego Aguirre (com os gols da vitória de ontem)
Numa foto, os nomes do jogo: Anderson, Nilmar e Vitinho
Numa foto, os nomes do jogo: Anderson, Nilmar e Vitinho

Fui ao jogo na hora da missa até porque não vou à missa. Só que as pessoas estavam rezando muito na manhã de ontem. Fazia um ano da morte do Fernandão e a atmosfera era quase de religiosidade. Já eu estava noutra. Tinha bebido bastante na noite anterior, chegara tarde e sem o Batman em casa (vide post anterior), e sofria sob o sol de nosso verão junino, que me incomodou desde o T5 até a superior sul. Chegando ao Beira-Rio, achei melhor tomar uma água. Precisava me hidratar. Depois fui procurar o Farinatti na arquibancada. Até que foi fácil.

Batemos um bom papo e o jogo começou com nossos armadores, Valdívia e Vitinho, sem grande inspiração. Demos nossos primeiro bocejos — o professor Farinatti estivera igualmente na festa de câmara do dia anterior — e vimos que seríamos salvos pela combinação formada pela boa qualidade técnica de nosso time e pela ruindade dos curitibanos. Não deu outra. Logo Nilmar perdeu um gol feito em espetacular passe de Anderson e Vitinho fez um golaço. Para completar, a seguir Anderson — o melhor em campo — fez boa jogada com Vitinho e deixaram Lisandro na cara do gol. O argentino voltou a demonstrar como gosta do poste direito da goleira sul e Nilmar empurrou para as redes no rebote. Intervalo e fim de jogo.

Sim, pois o segundo tempo foi para deixar o tempo passar e receber cartões bestas. Anderson recebeu o seu terceiro e Lisandro acabou expulso… Não enfrentarão o Corinthians sábado. Não falo muito sobre arbitragem, mas como explicar a atuação do Sr. André Luiz de Freitas Castro? O Inter cometeu 4 faltas em toda a partida, foi um time gentil e delicado, só que o juiz deu-lhe 5 cartões — 4 amarelos e 1 vermelho. Destes cinco, três por reclamação. Acho melhor jogarmos de bico calado e todo cuidado com este “árbitro”. Ainda bem que D`Alessandro não estava em campo. Era mais um cartão certo.

Sobre o futebol, não estou convencido de que Nilmar e Lisandro devam jogar juntos na frente. Lisandro acaba voltando muito e não é um armador, é um finalizador. Acho que a dupla merece mais testes, antes de serem aprovados ou desaprovados. Valdívia agora está sendo marcado e sente o fato. É um problema. Mas o maior problema é o fato de Anderson não poder jogar. Com a saída de Dale por lesão, o marrento assumiu brilhantemente o protagonismo enquanto Alex afundou. Vá entender. Teremos Jorge Henrique e Nilton no Itaquerão, tenho certeza.

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Bom dia, Diego Aguirre (com os gols da bobagem de ontem)

Bom dia, Diego Aguirre (com os gols da bobagem de ontem)
Jogada de Vitinho e gol de Moura. Aguirre salvo pelo banco. Escalar mal dá nisso.
Jogada de Vitinho e gol de Moura. Aguirre salvo pelo banco. Escalar mal dá nisso.

Ontem foi complicado de entender, Aguirre. Deixar Dourado e William na reserva para colocar Nico Freitas e improvisar Ernando na lateral direita já foi difícil de engolir. Mas fazer a estreia do jovem Artur na lateral esquerda, deslocando o péssimo Alan Ruschel para o meio-de-campo foi pra matar o time. Ontem, Ruschel só não foi pior do que o irreconhecível, perdido e não substituído Valdívia, a piada do Allianz Parque. E uma piada burra, por que Nilmar tentou deixar o crespóide duas vezes na cara do gol, só que em ambas o recebedor da bola simplesmente não entendeu o que queria o centroavante.

Dizer que foi um pontinho a mais e que o Brasileiro está no início é a bobagem habitual de quem não entende nada de matemática. O mais simples dos cálculos demonstra que 5 jogos é quase 15% do campeonato e que, com nossos 6 pontos, estamos a outros seis do líder e a 3 pontos da zona do rebaixamento. E temos o discurso de quem quer o título. Nada mais efêmera do que esta intenção de ganhar este campeonato que não vemos há 36 anos.

Aguirre, Alan Ruschel não pode ir para o centro das ações. E, se Alex mergulhou em má fase logo após renovar contrato, está na hora de colocar Anderson, muito mais efetivo quando entra. Improvisar Ruschel e deixar Allison Farias fora da lista e Vitinho no banco… Escalar Paulão — culpado pelo gol do Palmeiras — e ver Alan Costa no banco… Francamente!

Então é isso. Estamos na Libertadores e só na Libertadores. Não é pouca coisa, eu sei, mas esse papo de prioridade para o Brasileiro é conversa pra enganar bobo, né? Já vi que vamos passar o mês aguardando o Tigres. Lamentável.

Abaixo, os lances do jogo de ontem. Tivemos muita sorte e fomos salvos novamente por quem saiu do banco — Rafael Moura e Vitinho. Pensa bem, Aguirre. Às vezes tu inventa demais.

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Bom dia, Diego Aguirre (sem os gols de ontem, só com os lances)

Bom dia, Diego Aguirre (sem os gols de ontem, só com os lances)
Pouco a pouco, Anderson vai readquirindo seu jogo | Foto: Alexandre Lops
Pouco a pouco, Anderson vai readquirindo seu jogo | Foto: Alexandre Lops

Por Luís Eduardo Gomes

Ontem, não houve gols no Beira-Rio. Também não houve Milton Ribeiro, que sequer assistiu ao 0 a 0 em casa. Felizmente, ele mandou um substituto que, infelizmente, não deu sorte.

Ao Inter não faltou sorte, mas inspiração. Sem a velocidade dos titulares Sasha, Valdívia e Nilmar, foram 415 jogadas na entrada da área do São Paulo, mas apenas uma delas resultou em uma arremate — e daqueles bem fraquinhos que o Rogério Ceni apenas se agachou para fazer uma defesa, mas também poderia ter dominado o chute de Vitinho.

Perigo, o Inter só levou já nos descontos do segundo tempo. Alex, de partida pouquíssimo inspirada, lembrou o velho Alex com uma falta no ângulo. Rogério pegou. Antes, ainda houve uma cabeçada promissora do também pouco inspirado na peleja Lisandro López, mas também defendida por vovô Ceni. De positivo: Anderson. Começa a retomar a penetração no campo adversário que parecia há muito perdida.

O resultado ficou justo, em todos os sentidos da palavra, ainda que o São Paulo tivesse ameaçado em um par de boas oportunidades, inclusive com uma bola no poste.Justo porque os paulistas pareciam felizes com o 0 x 0 a partir de meados do segundo tempo, quanto o eterno interino e xará de blogueiro Milton Cruz começou a trocar seus melhores jogadores – a saber Luís Fabiano, Pato e Michel Bastos – por outros mais recuados.

No fim, com tantos reservas, até que ficou de bom tamanho um pontinho contra um forte adversário. Mas é preciso começar a somar pontos rápido. De preferência, três deles na quinta contra o Palmeiras.

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