Três peças de Carl Philipp Emanuel Bach

Hoje, há um belo esforço para a recuperação de C. P. E. Emanuel Bach como um dos principais compositores da história da música. Ele não tinha as qualidades de papai Johann Sebastian, um verdadeiro semideus, mas merece figurar nas mais exclusivas galerias. Carl Philipp foi imenso e imensamente injustiçado. Certamente, o motivo disto é o de ostentar o nome Bach e ser menor… Mas quem não é filho de Bach e menor?

Encravado naquele estranho período — o barroco tinha acabado e Haydn e Mozart ainda não tinham definido o “novo estilo clássico” — Carl Philipp demonstra notável originalidade e até antecipa Beethoven em seus temas curtos e afirmativos.

Abaixo, o registro de dois concertos. No primeiro, Christopher Hogwood dirige o Collegium Bach de Munique e o violoncelista David Adorjan em um Concerto para Violoncelo e Orquestra.

No segundo, a Orquestra Barroca e Coro da Universidade de Innsbruck mostra uma face bem bachiana deste Bach “menor”.

E aqui a linguagem já muda bastante. Estamos fora do barroco. Trata-se do oratório Die Auferstehung und Himmelfahrt Jesu com La Petite Bande, dirigida por Sigiswald Kuijken. O cantor é Stephan Genz.

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Milton Ribeiro "narrará" Uruguai x França

Pois é verdade! Você entra no Impedimento durante o jogo — entre 15h30 e 17h30 — e lá você terá o link para acompanhamento completo da refrega franco-charrua.

(Por favor, respondam ao post abaixo por e-mail. Bá, tem gente boa de chute entre os contendores, mas ninguém chegou perto de gabaritar!)

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Um Quiz!

Quem falou o quê? Quem disse algo brilhante, engraçado ou o maior dos disparates? O leitor que acertar mais ganha o livro Satori em Paris, de Jack Kerouac (L&PM), e As Confissões de Lúcio, de Fernando Monteiro (Francis). Coisas boas, é claro. São 20 citações inteligentes ou tolas, lógicas ou destrambelhadas, sobre quaisquer assuntos.

Aviso: a esmagadora maioria delas você não encontrará no Google.

RESPOSTAS PARA [email protected]

1. “Fora tu, G. K. Chesterton! Cristianismo para uso de prestidigitadores, barril de cerveja ao pé do altar, adiposidade da dialética cockney com o horror ao sabão influindo na limpeza dos raciocínios!”
a) Graciliano Ramos
b) Fernando Pessoa
c) Idelber Avelar
d) Arnaldo Jabor

2. “Elegem Clodovil, reelegem Maluf, Collor e Sarney. Depois vão passar quatro anos dizendo que todo político é ladrão.”
a) Élio Gaspari
b) Luiz Carlos Azenha
c) Emir Sader
d) Natal Antonini

3. “O otimista é um mal informado.”
a) De um líder palestino não identificado
b) Hardy, a hiena
c) Millôr Fernandes
d) Olavo de Carvalho

4.”O tempo vai passando e o espaço entre você e o final vai se apertando. O que resta é tentar levar a palavra à festa.”
a) João Gilberto Noll
b) Clarice Lispector
c) Guimarães Rosa
d) Joãosinho Trinta

5. “Morrer é como antes de nascer.”
a) Bertrand Russel
b) Claudia Antonini
c) Werner Herzog
d) Joseph Ratzinger

6. “É mais difícil esquecer os ódios do que os amores ou, de outro modo: é mais fácil detestar o Inter, por ligações directas, no meu cérebro, ao Benfica, do que juntar ao clube que amo – o Porto – outros clubes para amar.”
a) Lobo Antunes
b) Jorge Sequeiros
c) Paulo José Miranda
d) José Saramago

7. “Sempre espero o pior dos seres humanos e raras vezes me decepciono.”
a) Heloísa Helena
b) Machado de Assis
c) Ronaldinho Gaúcho
d) Álvares de Azevedo

8. “A cultura é a sublimação das verdades ontológicas.”
a) Martin Heidegger
b) Carl Gustav Jung
c) Sigmund Freud
d) Anthony Garotinho

9. “I fuck on the first date.”
a) Michel Douglas
b) Mick Jagger
c) Menino obeso americano não identificado
d) Angelina Jolie, sussurrando para uma amiga

10. “Diga que descobriu o Hitler que existe dentro de você e que dedica o flagrante a toda a direiteca brasileira, que sempre teve razão quando xingava a esquerda. Eu tenho que explicar tudo, bagual?!?”
a) José Dirceu a Olívio Dutra
b) Nelson Moraes a Milton Ribeiro
c) José Genoíno a Raul Pont
d) João Goulart a Emílio Médici

11. “Provavelmente, Jesus e Maomé eram esquizofrênicos. Viam e ouviam coisas.”
a) Marcos Nunes
b) Charlles Campos
c) Bernardo Ribeiro
d) Ramiro Conceição

12. “Onde não há prazer não há proveito.”
a) Cicciolina
b) William Shakespeare
c) Fernando Gabeira
d) Daniela Ciccarelli

13. “Eu desconfio de tudo o que sangra por três dias e não morre.”
a) Rafael Galvão
b) O cozinheiro negro de South Park
c) Jece Valadão
d) José Serra

14. “É estranho que, sem ser forçado, alguém saia em busca de trabalho.”
a) Provérbio baiano
b) Garfield
c) William Shakespeare
d) Karl Marx

15. “O Congresso Nacional, com seus integrantes honestos, corruptos, ingênuos ou oportunistas, deverá ser a representação aproximada do país. Nunca fugiremos disto.”
a) Roberto Pompeu de Toledo
b) Reinaldo de Azevedo
c) Jânio de Freitas
d) Eu a escrevi agora

16. “Vou escrever um post sobre o tema E se Jesus tivesse morrido empalado? – Repercussões na Cultura Ocidental.”
a) Flavio Prada
b) Caminhante
c) Diário Ateísta
d) Jesus me chicoteia

17. “Não aprendemos a fazer o que nos dizem; aprendemos a fazer o que nos fazem.”
a) Marcos Ferreira Santos
b) Samantha Gailey
c) Renato Mezan
d) Claudio Costa

18. “Isto não é uma ópera, é uma pornofonia!”
a) Lênin
b) Stalin
c) FHC
d) Jânio Quadros

19. “Se naquele dia alguém olhasse as pessoas na rua através de uma janela, seria difícil não pensar nos primórdios do cinema, quando a cadência excessivamente rápida das imagens mostrava os personagens correndo e gesticulando como marionetes desarticuladas.”
a) J.M. Coetzee
b) William Faulkner
c) Ian McEwan
d) Georges Simenon

20. “Ou eu corro ou eu penso. Os dois não dá.”
a) Claudiomiro, ex-centroavante do Internacional
b) Edu, ex-ponteiro direito do Palmeiras
c) Dario, ex-centroavante do Atlético-MG e do Internacional
d) Nélson Piquet, ex-piloto da Fórmula 1

As respostas serão publicadas terça-feira, ao meio-dia. Vocês têm até lá para gabaritarem.

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Campeonato Gaúcho de Literatura

Hoje, está sendo lançado o Campeonato Gaúcho de Literatura. O primeiro jogo já foi jogado. Trabalharei como árbitro numa das partidas: Cris, A Fera x O Girassol na Ventania. Como hoje estou misterioso (vide post abaixo), não vou divulgar o placar de minha peleja. Cada árbitro trabalhará em apenas um jogo. O legal neste Gauchão é que os livros jogam entre si em triangulares, o que significa dizer que nenhum será eliminado por apenas um juiz, quem sabe especialmente hostil ou desatento. Além disso, os árbitros declararam quais os livros que não podiam julgar devido à problemas de consciência, amizade, inimizade, etc. Segundo Lu Thomé, uma das organizadoras do torneio, as regras serão as seguintes:

Dos 27 iniciais, tira-se 15 livros seguindo a fórmula: os nove campeões de cada grupo e os seis melhores segundos colocados. Como cada jurado foi instado a elaborar um “placar” para cada jogo, se necessário haverá desempate no confronto direto e no “saldo de gols”.

A fase seguinte funciona parecido: dos 15 classificados, formam-se outros cinco grupos com três livros cada. Desses cinco grupos, classificam-se seis competidores: os cinco campeões e o melhor segundo colocado.

A fase semifinal também será triangular: os seis grupos serão divididos em dois triangulares. Os campeões de cada grupo fazem a final. A ideia é equilibrar o poder de um único jurado oferecendo a cada fase duas chances de avaliação para cada livro.

Os grupos:

GRUPO 1:
Atalhos
, de Luís Dill (WS Editor)
Mar Quente, de Enio Roberto (Dublinense)
No Limite dos Sentidos, de Jacira Fagundes (Movimento)

GRUPO 2:
Cris, a Fera, de David Coimbra (L&PM)
Minicontando, de Ana Mello (Casa Verde)
O Girassol na Ventania, de Marco de Curtis (Dublinense)

GRUPO 3:
A Raiz dos Louros, de Faustino Machado (7Letras)
Play, de Ricardo Silvestrin (Record)
Pó de Parede, de Carol Bensimon (Não Editora)

GRUPO 4:
Aroma Hortelã, de Joselma Noal (Movimento)
As Grades do Céu, de Susana Vernieri (Libretos)
O Silêncio dos Amantes, de Lya Luft (Record)

GRUPO 5:
O Batedor de Faltas, de Cláudio Lovato Filho (Record)
O Ideograma Impronunciável, de João Kowacs Castro (Dublinense)
Flores da Cor da Terra, de Lívia Petry (Nova Prova)

GRUPO 6:
Entre Facas, de Liziane Guazina (Nova Prova)
Fora do Lugar, de Rodrigo Rosp (Não Editora)
Os Limites do Impossível, de Aldyr García Schlee (Edições Ardotempo)

GRUPO 7:
Guerrilha e Solidão, de Valdomiro Martins (Literalis)
Raiva nos Raios de Sol, de Fernando Mantell (Não Editora)
Trocando em Miúdos, de Luís Paulo Faccioli (Record)

GRUPO 8
Das Travessias I, de Sérgio Napp (WS Editor)
Sinfonia às Avessas, de Waldomiro Manfroi (Letra & Vida)
Veja se Você Responde Essa Pergunta, de Alexandre Rodrigues (Não Editora)

GRUPO 9:
Escuro, Claro, de Luís Augusto Fischer (L&PM)
O Homem Perplexo, de Edgar Aristimunho (Dom Quixote)
Um Guarda-Sol na Noite, de Luís Filipe Varella (Dublinense)

Nunca esqueçam que futebol é bola na rede. O vencedor receberá 1 milhão de dólares em precatórios da Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul e um delicioso saco de pipocas doces da Redenção.

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O Ataque do Presente ao Restante do Tempo (*)

Não vogando já na doce ilusão de uma sociedade sem classes, concordei em viver numa sociedade sem classe.

Do extinto blog português BOMBYX MORI

O cinema é, atualmente, nosso único bem cultural comum, aquele que pode mais facilmente tornar-se assunto de conversa. Se você, por exemplo, desejar discutir um livro, só conseguirá fazê-lo se for um daqueles bem clássicos e olhe lá; se for um livro novo ou um que poucos leram, esqueça, você terá de “discutir” com um crítico ou procurar uma alma gêmea, como o Charlles Campos. Porém, é muito mais fácil trocar idéias sobre cinema, já que quase todos vêem os principais filmes. Por isso, tenho a opinião de que a crítica cinematográfica profissional é a atividade que hoje requer a maior das competências, pois é certamente a mais contestada. E temos excelentes críticos de cinema, seja em blogs, seja em jornais, mas há outros autenticamente ridículos.

Conheci um desses na última sexta-feira à noite. O autor, bastante lido, me assustou. É  análogo a certa casta de meninos que era obrigado a suportar na minha infância e adolescência: os que adoravam jogar futebol, não obstante serem irremediáveis pernas-de-pau. O pior é que, tal como o citado (ou não citado) blogueiro, aqueles meninos eram realmente fanáticos pelo jogo, eram os primeiros a chegar à nossa pracinha e muitas vezes eram os donos das melhores bolas. Estratégia.

Esse perna-de-pau — cujo nome não vou revelar e que não é o único — simplesmente não compreende o que vê na tela, possivelmente por falta de conhecimento e de bordel. Para escrever a respeito de determinados filmes são necessárias algumas interpretações e para tanto é imprescindível o conhecimento e/ou vivências e/ou referências e/ou esperteza; ou seja, cultura e algo mais.

Chutando para todo lado e pontificando sobre conceitos fundamentais suspeitos, usa uma arma que costuma ser sedutora aos crédulos: a arrogância sem justificativa. Este novo candidato a representante da ignorântzia escreve frases curtas e definitivas sobre todos filmes e é capaz de emitir involuntariamente os juízos mais cômicos. Patético. O único mérito que vejo neste blog de casa nova é o fato do homem realmente gostar de cinema; ele vê quase todos os filmes, dedica-se comovedoramente a correr de sala em sala, bem como fazia o menino perna-de-pau de minha infância — aquele que nos esperava para correr atrás da bola, raramente logrando tocá-la… Outro mérito, este mais duvidoso, é que ele parece ter o sério compromisso de resenhar todos os filmes. Aliás, é instado a isso por seus leitores nos comentários. Ou seja, há toda uma leva de jovens prontos para serem “orientados”.

Gostaria MESMO de explicitar algumas pérolas que andei lendo lá, mas tenho certeza que não devo fazer isso. O Google funciona muito bem e chega de confusões. Mas digo-lhes ao pé do ouvido que há coisas engraçadíssimas, se não fossem antes tristes. O que me deixa desconcertado é que um sujeito desses possa ter muitos leitores e que auxilie, sob aplausos, a confundir. Mas por que estou tão preocupado com isso quando há a Veja fazendo coisas piores em todas as áreas? Puff!

(*) Título copiado de outro título: o do filme de Alexander Kluge.

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Quem vai ganhar a Copa

Tivemos até hoje 18 Copas do Mundo. O Brasil ganhou cinco, a Itália, quatro, a Alemanha, três, o Uruguai e a Argentina levaram duas e a França e a Inglaterra ganharam uma vez. Apenas sete países e eu sacanamente retiro da lista de principais vencedores a França e a Inglaterra, por terem vencido apenas Copas realizadas em seus países, e o Uruguai por não ser mais um player que deva ser levado muito a sério.

Sobram quatro: Brasil, Itália, Alemanha e Argentina. São os eternos favoritos, the usual suspects. Porém, se fizer um alongamento de vontade e incluir as – em tese – outras boas seleções presentes, incluirei na minha lista de favoritos as inéditas Espanha e Holanda e farei retornar a Inglaterra. Mas como ninguém aceitaria uma aposta em sete seleções, farei algo muito perigoso: por achar que a derrota fica bem a um país tão literário, voltarei a retirar dentre minhas favoritas o ioiô Inglaterra, acompanhada da Alemanha – pois quem considera Ballack um grande desfalque não pode ter um bom time – , da dura de matar Itália e da estoica Espanha.

Certamente trata-se mais de um desejo do que uma avaliação técnica o que me faz colocar minhas fichas em Brasil, Argentina e Holanda, apesar do medo pânico que sinto do feio futebol italiano e dos obstinados alemães.

Comecemos pela Holanda. Quando disse que seu favoritismo era um desejo meu, não estava brincando. Não confio na capacidade defensiva dos holandeses. É um time sonhador, qualidade que costuma ser fatal… para o próprio sonhador. O técnico Bert Van Marwijk vai colocar em campo um time semelhante àquele que conseguiu 100% de aproveitamento nas eliminatórias: esquematizado em rigoroso 4-3-3 com o talentoso Snejder fazendo o enganche. Ou seja, fará o que Mourinho e Felipão consideram suicídio: manterá somente 6 ou 7 homens atrás da linha da bola. O time-base da Holanda é Stekelenburg; Heitinga, Ooijer, Mathijsen e Van Bronckhorst; De Jong, Van Bommel e Sneijder; Kuyt, Van Persie e Robben, mas temo que, na última hora, o treinador holandês enlouqueça e arranje um lugar para o merengue Rafael van der Vaart, eleito o mais atraente jogador da Copa de 2010 pelas mulheres alemãs. Resta saber o que Lúcio e Juan pensam disso.

A Argentina é a Argentina, expressão idiota que não diz nada e diz tudo a nós, brasileiros. Nesta Copa, nossos vizinhos vêm com um time espetacular, tanto que esnoba ao não convocar Zanetti e Cambiasso, ambos da Inter de Milão. Com seu jeito marrento, Maradona anunciou o time da estreia e, olha, não é mole.

– Romero; Otamendi, Demichelis, Samuel e Heinze. Um pouco à frente o Mascherano e o meu Xavi é o Verón, que faz o jogo fluir. Pelos lados Jonas Gutiérrez e Di María. O Messi vai jogar mais solto e o Higuaín só para botar as bolas para dentro – disse o gordinho.

Imaginem, se Maradona falou a verdade, Diego Milito estará no banco ao lado de Tevez, Aguero e Palermo. Sim, eles vêm muito bem para a Copa, apesar dos substitutos da citada dupla da Internazionale serem Garcé e Bolatti. Jogam num 4-4-1-1.

E então nós temos o time treinado por Dunga. Não faço coro com quem criticou a convocação. Vi nela apenas um erro grave: a não convocação de Paulo Henrique Ganso, um craque numa posição rara e valiosa, mas tudo bem, há uma linha política interna que torna cúmplices os jogadores e o treinador — e esta deve ser respeitada. E Ganso seria reserva. O time do Brasil tem um dos melhores goleiros do mundo, Júlio César; uma zaga forte formada por Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; uma linha de 3 volantes com Elano (“El Ano” ou “O Ânus”, em espanhol), Gilberto Silva e Felipe Mello; dois jogadores soltos mais à frente, Kaká e Robinho; e Luís Fabiano fincado como centroavante.

Para os sonhos dos brasileiros, é um time defensivo e realista demais, porém os resultados são tão bons que seguram firmemente e há quase quatro anos o antipático Dunga como treinador. Sua capacidade expressiva beira o zero, mas os jogadores o compreendem. O que ele demonstra em campo está no livro de cabeceira de José Mourinho, Luís Felipe Scolari, Fabio Capello, etc.: primeiro a gente segura o adversário, depois especula na frente. Com jogadores de qualidade, funciona.

Antes de finalizar, quero dizer que uma de minha maiores curiosidades é ver o Chile de Marcelo “El Loco” Bielsa. Em sua última Copa do Mundo, em 2002, ele já aplicava seu espetacular e frenético 3-3-1-3. Os resultados, tão bons fora das Copas, foi a eliminação de nossos vizinhos na primeira fase. Agora, com “material” chileno, ele volta com seu esquema predileto. É bonito de ver.

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Celebridades

Curioso o post de Augusto Maurer sobre celebridades na música. Achei cômica a frase de Mick Jagger que pode ser encontrada nos links do post: “Éramos jovens, bonitos e estúpidos. Agora somos só estúpidos”.

Jagger, assim como Paul McCartney, já disse que fazer rock é a coisa mais fácil que há no mundo. E eu acredito que seja mesmo. Eles entram na categoria dos que se consideram superestimados, enquanto que os artistas “de raiz” orgulham-se de serem mais ou menos obscuros e outros têm personal networkers (fabricantes de onipresença e de factóides em escala industrial).

Muito me surpreende o interesse do Augusto sobre o assunto. Ele — que é primeiro clarinetista da OSPA e professor universitário na UFRGS — é certamente o amigo mais inteligente que tenho ao vivo e a cores. Quando com ele, tenho sempre a impressão de que ele já entendeu o que recém estou introduzindo na conversa. E que já discordou ou não. E que já concebeu do quase nada uma teoria maior e para mim inatingível a respeito. Nunca pensei que ele se interessaria por isto.

Lily Allen: a que se considera “uma bobagem”. Provavelmente é mesmo.

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Para quem escrevemos

Acho que alguns de nós, de uma forma indireta, escrevemos posts direcionando-os a determinadas pessoas que, provavelmente, o lerão. O besteirol é para ser lido por meu filho e por aqueles leitores que eu sei que os apreciam, o post de ficção vai para principalmente aquele determinado blogueiro que o lerá com extrema atenção e que comentará elogiando ou enviará um e-mail criticando (Ramiro, normalmente elogiando, ainda bem), o post sobre música vai para o pessoal do PQP Bach mais a Caminhante e a Anna, o post sobre o meu umbigo é para os amigos lerem e comentarem comigo, as resenhas vão para o Charlles, o Marcos Nunes e a Caminhante, os sobre futebol são para o Dario e o Fernando, etc. A verdade é que não apenas esqueço de muitos em minha listinha, mas que todos acabam indo para todos. É claro que o leitor-objetivo está presente em todas as áreas. Saul Bellow dizia escrever para suas mulheres, Thomas Bernhard escrevia para que seu país lesse e o odiasse mais, Clint Eastwood confessou ter feito filmes por vingança de uma só pessoa (e acabou sendo premiadíssimo), Paulo José Miranda escreveu um livro contra uma ex-mulher (e ainda solicitou que ela o revisasse…), Franz Liszt e o último Beethoven diziam escrever para o futuro. Já Fernando Monteiro diz que grande parte dos escritores atuais escrevem seus livros para um passado que, infelizmente, não pode lê-los nem comprá-los…

Já eu, aqui do meu cantinho, estava começando uma crítica simples e curta sobre um ótimo livro de Simenon e sei que a leitora-objetivo deste tipo de post era uma amiga que faleceu há dois meses. Então, ontem, eu começava, recomeçava e não encontrava o tom. Nunca tive bloqueios; sento e escrevo, analogamente ao que faço na privada e com resultados semelhantes. Eu escrevia, tentava ser inteligente, informado, sensível e bom observador porque ela era assim, porque, se eu fosse diferente, ela não daria importância. Aí, depois de algum tempo olhando para a tela, descobri: é muito mais fácil escrever dirigirindo-se a alguém. Só que este alguém me falta. “Saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu”. Pois nem isso consigo, não consigo ainda encarar a saudade. Por enquanto, o quarto ficará fechado, de pernas para o ar, até eu arranjar coragem.

Cena de The Pillow Book (O Livro de Cabeceira), de Peter Greenaway

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Instruções para votar — é simples assim:

Não votar em:

— quem mistura religião com política;
— quem parece ou é pastor;
— quem é conservador ou de direita (não me digam que direita e esquerda não existem mais, por favor);
— quem criminaliza sistematicamente os movimentos sociais (MST, povos indígenas, etc.);
— quem é criacionista;
— quem é homofóbico;
— quem é sexista;
— quem, gratuitamente, fala mal da América Latina;
— quem usa a frase “meu antecessor ou quem está lá não fez nada”, pois fizeram sim.

Agora é só procurar…

Escrito com ajuda das tuitadas de Fabiane Lima e Maria Frô.

FM acrescenta:

— quem acha que governar é abrir estradas e fazer usinas;
— quem falsifica documentos acadêmicos;
— quem troca de partido prá se manter nos cargos;
— quem não entende o que é sustentabilidade;
— quem não consegue conciliar desenvolvimento (ou “crescimento”) com educação, ciência e cultura.

Quando pensamos sem a sombra das bandeiras, cresce a lista, e voltamos aos trágicos, entre Sófocles e Nietzsche.

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O Detestável Grande Irmão do Orkut

Não acompanho muito a vida das redes sociais, porém, em minha opinião, o decadente Orkut servia para que estabelecêssemos contatos com amigos e para que lembrássemos de seus aniversários. São funções nobres, porém pobres. Tais funções foram consideravelmente ampliadas quando conheci as Comunidades de Música Erudita, como Comunidade Música Clássica On Line. Éramos 600 pessoas moderadas pelo rigoroso – ai, que medo! – Siegfried, que não nos deixava sair da linha. Entre muitos assuntos, travamos belos diálogos sobre música moderna com o irônico Nitram (Martin ao contrário, não?), sobre Bach, Mahler, Wagner e também sobre a triste deleção do canal Film & Arts no Brasil, vítimado pelas limitações dos programadores. O terrível Siegfried nos fazia abrir os tópicos sobre compositores no seguinte formato (vejamos o exemplo de Bach): [BACH, Johann Sebastian (1685-1750)]. E ai de quem errasse um colchete ou não escrevesse o sobrenome em maiúsculas! Estou caricaturizando nosso Siegfried, mas o espírito era este mesmo e ainda tremo ao ler seu nome…

Na comunidade, obviamente, as pessoas faziam intensas trocas de gravações em mp3 e começamos a crescer até chegarmos a 4.400 membros, quando fomos sumariamente deletados pelo Grande Irmão do Orkut. Ora, não creio que o motivo possa ser somente as trocas de mp3. Há sites e mesmo comunidades no Orkut muito mais piratas do que nós. Ademais, a impopular “música erudita” — este termo também foi tema de grave discussão na comunidade — não deve provocar grandes quebras nos lucros das gravadoras. E, como se não bastasse nossa natureza quase secreta, ouvimos normalmente obras de direitos autorais vinculados a defuntos frios ou, ao menos, severamente descarnados, pois, peculiarmente, amamos imperecíveis museus sonoros.

Eu baixei e deixei muita coisa na Comunidade. Não sei sobre a postura de todos, mas quando ouvia algo de lá que me agradava muito, comprava o CD de áudio. Não, não faço questão de capas nem de cedetecas coloridas. É que, audível e comprovadamente, o mp3 — em qualquer densidade normalmente disponível nos softwares — é inferior ao convencional formato áudio digital. Tenho baixa tolerância a ouvir as freqüências extremas serem repetidamente podadas. (Sim, é perfeitamente audível e não me venham encher o saco com isto. Se você contraiu a grave epidemia de surdez que assola a humanidade e acha que o mp3 é a perfeição, paciência).

Mas se a música erudita era pouco para gerar uma reação do Orkut, havia a discussão sobre a DirecTV… Acho que foi isto que nos matou. Alguns membros da comunidade começaram a publicar toda a correspondência que trocavam com a DirecTV brasileira e americana e aí sim, vimos o grande capital sofrer críticas. Lamentável. Com o perdão da palavra — lembrem sempre que este é um blog-família –, o que ficou claro é que estas redes cagam para os assinantes. Cagam. Aquilo foi uma amarga lição os jovens idealistas preocupados com a cultura dos membros ainda mais jovens da comunidade. Eu, que nunca tive o Film & Arts, estava indignado com a mostra real e crua do pensamento daqueles caras. A necessidade de padronização e a isonomia numérica imbecil destes empresários retiraram do ar o único canal culturalmente distinto da TV a cabo brasileira. Repito, acho que a discussão a respeito deste tema foi o que nos matou e lamento não tê-la gravada em meu computador.

Dizem que a Embratel (?) e a TVA disponibiliza o Film & Arts. Será verdade?

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Como um programa humorístico israelense vê Lula

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J.S. Bach: Sonatina da Cantata BWV 106 "Actus Tragicus"

Para Ralf Rickli

Uma das coisas mais simples e belas que conheço. Em versão para piano a quatro mãos:

E no arrebatador formato original, com duas flautas doces e orquestra:

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Parabéns, Kléber

Quem vê os jogos do Inter, tem a impressão de que ou Kléber é um deprimido ou de que ele pensa em outra coisa durante os jogos. Ontem, ele pediu para bater uma falta, o que revelava certo interesse pela partida… Mas sabe como é, distraiu-se. Será que os médicos do Inter não lhe dariam uma receita de Ritalina?

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Mas Polanski, 33 anos depois, está preso

Pois é. Andei lendo sobre o Caso Roman Polanski e — apesar de considerar a pedofilia o crime mais grave antes do assassinato — há tantos, mas tantos detalhes, que não sei o que eu decidiria em um juri. Os anos 70 eram diferentes. Polanski, já adentrado nos quarenta anos, namorava meninas de 15, como a grande Nastassja Kinski. Era tudo permitido, como podemos ver por esta surpreendente foto norteamericana de Brooke Shields, aos 11 anos de idade, em 1976.

Se isto não é pornografia infantil, não sei o que é. Saiu na imprensa da época, apesar de ser revoltante a nossos olhos certamente mais esclarecidos. (Digo isso sem nenhuma ironia).

Para meu pasmo, Samantha Gailey foi levada a Polanski pela mãe. E a mãe deixou-a sozinha lá para uma sessão de fotos… E Polanski era uma conhecida e admirada figura pública. E reconhecido por correr atrás de ninfetas. E era aceito pela sociedade menos conservadora. E Samantha, de 13 anos, tinha experiência sexual prévia.

Olha, é tudo muito estranho. O que hoje é um crime indiscutível, não parecia ser grave nos anos 70, apesar do veredicto do tribunal, que foi escolhido a dedo. De resto, calo-me antes que as feministas apareçam com uma argumentação perfeitamente razoável, porém com aquele tom indignado que nos deixa sem opções. Ou respondemos e somos sexistas (acusação falsa), ou ficamos quietos e somos indiferentes (acusação falsa), ou rimos e somos o pior tipo de rastejante (acusação que minha modéstia impede de considerar 100% falsa).

(*) A foto acima foi retirada deste post do Varal de Ideias.

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O Brasil é longe daqui

Eu acredito que os brasileiros tenham cada vez maior dificuldade de identificar-se com sua Seleção. Os representantes da tal Pátria de Chuteiras usam Nike e seus pés pouco pisam o solo nacional. Não pensem que vou defender a indústria esportiva nacional ou tenha me tornado um bobo nostálgico que vá defender a manutenção de nossos craques no Brasil. O que escreverei tem apenas força de constatação. Era assim, hoje é assado.

Acostumado a ver times como a Internazionale de Milão – time que ganhou a Copa dos Campeões após ter entrado em campo sem NENHUM jogador italiano – ; acostumado a ver Lúcio e Maicon, por exemplo, naquela seleção mundial; acostumado a ver a CBF dando-lhes preferência nas convocações – pois seriam mais experientes em âmbito internacional – não há como alguém considerar a Seleção Brasileira sua óbvia representante. Sim, eles irão à Copa jogar por nós – isto é certo – e tornar-se-ão ídolos nacionais se ganharem; porém, se jogarem menos do que em seus clubes serão chamados o mais brandamente de mercenários. Neste caso, há possibilidades de nossa torcida achar mais divertida a Espanha ou a Holanda, por exemplo. O que quero dizer é que perdemos grande parte da emoção e a parceria entre time e torcida é hoje mais discreta, rarefeita. Vemos tanto o Campeonato Brasileiro quanto o Italiano, Espanhol ou Inglês. Nossos ídolos são quaisquer.

Tenho filhos adolescentes e, semana passada, eles discutiam para quem torcer. E, sim, havia os que gostariam de ver Brasil campeão e outros que queriam os argentinos ou holandeses no topo. Discutiam animadamente, com naturalidade. Uns gostavam de Messi e Milito, outros de Snejder e do futebol bonito da ex-Laranja Mecânica. Nada surpreendente. Somos um país estranho, nem nossa direita é nacionalista, muito pelo contrário… Não somos nem um pouco parecidos com nossos vizinhos neste quesito.

Para piorar, a seleção é convocada e administrada pela CBF, vista com antipatia por todos os torcedores que não sejam corintianos ou flamenguistas. Nos últimos anos, foram descobertos escândalos na arbitragem, assim como a entidade realizou mudanças nos jogos do Corinthians de 2005, com a clara finalidade de beneficiá-lo. O Flamengo… Bem, o Flamengo devia erguer uma estátua aos árbitros. Melhor dizendo, várias estátuas.

Mas derivo. A CBF, doida por dinheiro, também não se esforça muito para a identificação do time com a torcida e marca amistosos em qualquer lugar do mundo que lhe pague uma boa cota. Não lembro de um jogo amistoso da seleção em território nacional nos últimos tempos. Tais jogos são sempre vendidos para o exterior. Então, além dos jogadores viverem fora do Brasil, também não movimentam nossas cidades, torcida, hotéis, estádios. É tudo muito frio, distante. Como se não bastasse, há as convocações para estes jogos… Nada vai me convencer de que certas convocações vieram apenas para facilitar a venda de jogadores para a Europa. Sandro, do Internacional de Porto Alegre, foi vendido para o Tottenham logo após uma despropositada (e solitária) convocação e o que dizer dos chamamentos – muito piores – feitos ao loirinho Mozart, ao piadista Eduardo Costa, ao “artilheiro” Afonso, a Vagner Love ou a Hulk? Parece sério?

Para terminar, há a imprensa brasileira. Com esta, convivemos diariamente. E ela é muito chata. Ela não quer apenas resultados. Quer festa e show. Sem show é uma merda. Para ela, o futebol dos times de Mourinho,por exemplo, não servem. O Mundial de 1994 parece hoje ser uma vitória da qual devemos nos envergonhar. O time do Parreira jogava feio – todos jogavam parecido naquela Copa – , então, aquele Mundial tornou-se a vitória de Romário e seus brucutus.

Espero uma boa Copa. Claro, sou louco por futebol. Vou torcer pelo nosso “escrete” e desejo jogos sensacionais, mas sinto em mim aquele germe, aquela vontade que tudo dê bem errado e que um país menor e inédito leve a melhor.

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Escritor Wilson Bueno é morto com facada no pescoço

Credo, se a moda pega!

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Da truculência de Veja (sobre o pobre de espírito Augusto Nunes)

Apesar de pasmo, fico feliz que seja assim. Por obras do Twitter, me passaram os endereços de alguns posts do Sr. Augusto Nunes, colunista de Veja. Quem me passou, aprovava o jeitinho meigo do articulista e foi imediatamente excluído de minha lista de pessoas que sigo. Motivo: choque.

Augusto Nunes, que deveria ser alguém articulado, comporta-se como um menino indignado da 5ª série. Parece que não quer ser lido nem convencer ninguém. Aqui, após chamar Celso Amorim de chanceler de bolso, diz que o governo Lula é um otário internacional. OK, apesar do termo ofensivo, digamos que o fato de ser ou não otário internacional seja matéria de opinião. Mas e o “chanceler de bolso”? Augusto Nunes realiza aqui algo que não vejo meus pares de esquerda fazerem: ofender alguém por uma característica física. Mais um passo e ele poderá ofender os negros por serem negros, por exemplo. Aqui, ele segue na mesma linha, chamando Amorim de “Anta em miniatura”. Por mim, ele pode continuar fazendo isso. Apenas perderá leitores — e seu candidato Serra,  eleitores — , num país onde quem grita e ofende fica pior do que o foco das ofensas. Na verdade, abismo-me com o que o colunista faz para agradar seus patrões. E, de seus patrões, assusta-me a burrice, pois não adianta nada manter em suas linhas alguém tão sem argumentos. Ah, demonstrando parco manejo do colorido da língua portuguesa, no link a seguir Augusto ataca a Bolívia, qualificando-a de Reino das Antas.

Pelo visto, ele simpatiza o animalzinho.

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Não há nada que incite mais o antissemistimo do que o estado de Israel

(O blog está sem fotos. Não sei o que houve)

Meu caro amigo Rodrigo Cardia PERGUNTA se não haverá sanções ao estado de Israel pelo ataque criminoso aos barcos turcos que levavam ajuda humanitária aos Palestinos do campo de concentração da Faixa de Gaza. Eram milhares de toneladas de suprimentos destinados à população civil de Gaza. Dez militantes pacifistas foram mortos.

A pergunta é lógica mas é também retórica. É retórica pelo fato de sabermos que Israel conta com a indulgência internacional em nome de um passado que inclui violências e perseguições cada vez mais esquecidas e substituídas pelas limpezas étnicas que hoje o país promove em seu território. O esforço de propaganda e do cinema — mais propaganda — para que não esqueçamos dos absurdos verdadeiros ocorridos nos campos de concentrações nazistas, está sendo vencido pelo fundamentalismo israelense e pela mudez de Obama.

O Irã não pode ter a bomba, que Israel tem, mas, agindo desta forma, estimula os países árabes a se armarem.  É a loucura de um estimulando a do outro. O Ministro do Exterior da Turquia, Ahmet Davutoglu, disse que se tratava de “assassinatos conduzidos por um Estado” “Em termos simples, isso se assemelha a bandidagem e pirataria”, afirmou. O governo de Israel disse que suas tropas agiram em defesa própria, depois de serem atacadas. Sabe-se que os ativistas não dispunham de armas e que os soldados abriram fogo contra eles. É importante saber que o ataque deu-se em águas internacionais — fora do território “israelense” — e que a Turquia e Israel são antigos aliados. Ou seja, Israel, sob a proteção americana, está tomando Actívia e bebendo Johnny Walker.

A autoridade portuária turca nega que navios levassem armas a Gaza nos suprimentos à população. O diretor da alfândega do porto de Antalya diz que todos os suprimentos bagagens passaram por raio-x. Tudo está documentado.

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3º Concerto de Brandenburgo de J.S. Bach

Não requer justificativa nem explicação. Interpretação da Orquestra Barroca de Freiburg, sob a direção musical de Gottfried von der Goltz — no vídeo, o terceiro violinista à esquerda. É um dos melhores grupos barrocos da atualidade. Não estranhem o adágio de 13 segundos, é assim mesmo. Creio que Bach não quis interromper a verve rítmica dos movimentos externos e… Por favor, quem sou eu (ou nós) para criticá-lo?

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Tranquilo, sentado sobre minha opinião, bocejo

Fala por mim aí, Rafael Galvão!

Título do post: José Serra não está preparado para ser Chefe do Estado brasileiro.

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