Andrei Tarkovsky "de grátis"

No link abaixo, filmes do diretor russo Andrei Tarkovsky para download grátis.

Tarkovsky, aqui

Dica do Tácito.

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Dilma no mundo das socialites

Uma candidata a Presidência da República não pode ignorar um convite tão “notório” quanto o de Lily Marinho, viúva de Roberto Marinho. Usando como manto protetor do fato de seu ex-marido ter recebido Fidel Castro, Lily convidou a petista para um almoço com mulheres da sociedade carioca, no último sexta-feira.

– Se ele recebeu o Fidel em nossa casa, por que eu não receberia Dilma?

Champanhe Dom Perignon, garçons de luvas brancas e um discreto e elegante pianista completando o ambiente. D. Lily numa cadeira de rodas, pois, aos 90 anos, recupera-se de uma fratura.

– Que tipo de música você gosta? – , pergunta a anfitriã.
– Clássica. Gosto de Bach – responde a candidata.
– Ela toca piano e fala francês – , revela uma amiga a Lily.
– Eu tinha curiosidade de conhecê-la — explica Lily.

Um pequeno discurso de D. Lily. Diz ter marcado o almoço a fim de homenagear a senhora D., a Democracia. Completa dizendo que seria um privilégio ouvir “a outra senhora D, Dilma Rousseff, que se propõe a ser a primeira mulher presidente do Brasil”. À mesa, a economista Maria da Conceição Tavares, a escritora Nélida Piñon, a colunista Hildegard Angel, a produtora Lucy Barreto e a cantora Alcione. O repasto foi tartare de salmão com maçã e funcho, filé de cherne com banana caramelada, passas e urucum do chef Claude Troisgros.

Em seu discurso, Dilma falou de educação, família, cultura e da “luta de milhares de brasileiras anônimas”.

– Acho que chegou a nossa hora!

Na despedida, disse à D. Lily:

– Te espero na minha posse.

Dona Lily gostou.

– Vou fazer 90 anos. Sou velha para votar. Mas acho que, se votasse, seria na Dilma.

Ao final, D. Lily voltou a elogiar a petista e afirmou que não convidará mais nenhum candidato.

– Eles que fiquem com ciúmes.

Restaria saber o que a alta direção das Organizações Globo pensa das aventuras da matriarca.

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Kammermusik, de Paul Hindemith

A série Kammermusik, de Paul Hindemith (1895-1963), tem estrutura semelhante aos 6 Concertos de Brandenburgo de Bach. Só que aqui são 7 Concertos de Câmara para os mais variados instrumentos. A Kammermusik Nº 1, Op.24 n.1 para 12 instrumentos solo (1921) é o cartão de apresentação do que virá em termos de inventividade. Notem, estamos em 1921. Hindemith já é parodístico como grande parte da música do século XX, mas sua sintaxe é barroca, contrapontística.

A seguir, a Kammermusik Nº 1 completa:

1º mvto: Sehr Schnell und Wild
2º mvto: Maessig Schnell Halbe
3º mvto: Quartett: Sehr Langsam und mit Ausdruck

Royal Concertgebouw Orchestra
Riccardo Chailly.

Os filmes apresentados são os seguintes:

“Le Retour a la Raison” di Man Ray (1923)
“Emak-Batik” di Man Ray (1926)
“Anemic-Cinema” Di Marcel Duchamp (1926)
“La Tour” di Rene Clair (1927)

4º movimento da Kammermusik Nº 1.

Obrigado, Wellesz!

Muito mais nervosa é a Kammermusik Nº 5, um vertiginoso Concerto para Viola, cujo primeiro movimento coloco abaixo…

San Francisco Conservatory of Music Orchestra

Jodi Levitz, viola
Andrew Mogrelia, conductor

e, para terminar, o segundo movimento acompanhado de imagens que não sei se agradariam ao autor:

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Capa da Playboy portuguesa em homenagem a Saramago gera confusão

A Playboy Entertainment anunciou, nesta quinta-feira, que vai rescindir o contrato com a versão de Portugal por causa da edição que homenageia o livro “Evangelho segundo Jesus Cristo”, de José Saramago.

“Não vimos nem aprovamos a capa e as fotografias do número de Julho da ‘Playboy’ Portugal. Trata-se de uma violação chocante das nossas normas e não teria sido permitida a publicação, se tivéssemos conhecimento antecipado”, declarou Theresa Hennessy, vice-presidente da Playboy, ao site Gawker.

A duração da versão portuguesa da revista foi curta. O primeiro número saiu em março de 2009, com a cantora Mônica Sofia na capa.

Retirado daqui.

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E a gente vai publicando por aí

Aqui e aqui.

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Após um dia efetivamente maluco…

… cheguei em casa ontem muito cansado, jantei, respondi e-mails, tomei banho e fui dormir. Acordei no meio da madrugada pensando no dia anterior e nas coisas que tenho que fazer hoje. Porém, as 6h45, saí da cama para acordar minha filha que devia ir para o colégio. Quando criança e adolescente, quase sempre era despertado sob ordens: “Levanta! Vai tomar café! Tá na hora”, mas sempre fiz diferente com meus filhos.

Bem, sempre acordei-os coçando-lhes levemente as costas com as unhas ou dando-lhes beijos. O Bernardo, que já tem 19 anos, mora com sua mãe e, pô, é um adulto, me pediu num fim-de-semana desses, “Coça”.  Hoje pela manhã, foi um alívio acordar a Bárbara. Eu estava precisando muito mais do que ela.

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Houve época…

… em que era proibido citar menores desta forma. Aliás, ainda é, não? Ou a simples paternidade não identifica o “di menor”?

AQUI.

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O estado de espírito deste que pouco vos escreve

Minha mãe morou por uns três anos numa edícula que há em minha casa. Ali, ficava com um fantástico time de “cuidadoras de idosos” (1). Porém, no último primeiro de maio, a levamos para uma casa geriátrica. Lá, haveria mais revisões médicas, além de fisioterapeutas, nutricionistas, etc., pois o estágio em que está a doença da Dra. Maria Luiza não permite que ela comunique nenhum problema, dor, sede ou fome. Pensa-se que ela sofra de uma doença parkinsoniana (como o Mal de Alzheimer) chamada Demência por Corpos de Lewy (ou Lewis). É quase a mesma coisa que o Alz.

Foi estranha sua saída daqui. Eu pouco ía ali atrás, mas ouvia tudo. Por um interessante fenômeno físico, o som sobe mais facilmente do que desce e eu ouvia cada grito durante o banho, cada reclamação e cada telefonema dado pelas cuidadoras. Estabelecia um controle não presencial e, para demonstrar minha ubiquidade, perguntava sacanamante sobre os assuntos que as cuidadoras discutiam durante seus telefonemas pessoais.

— E daí, e o caso da fulaninha, como ficou?

Tudo pela mãe da gente… Isto demonstrava que eu sabia de tudo, como se fosse o Grande Irmão de Orwell.

Ontem, 5 de julho, minha mãe completou 83 anos e, por uma dessas coisas inexplicáveis, ela estava interagindo com as pessoas. Cheguei lá às 14h30 e ela não apenas me reconheceu e chamou pelo nome, como disse que havia uma mulher chata que não parava de berrar no quarto ao lado. Este é um gênero de fato que faz os filhos pensarem numa impossível recuperação. Infelizmente, desejo não significa possibilidade. Sabemos que tais episódios de lucidez são como se ela tivesse encontrado algum canto limpo num parabrisa irremediavelmente sujo que logo receberá mais pó. Mas a gente gosta de se enganar e dizer que ela está melhor. E ontem estava muito melhor. Então a gente sai de lá animado, sem conseguir ou querer pensar que está sendo ilógico. Aproveitei para perguntar se ela estava bem, se sentia alguma dor.

— Não, Milton, estou muito bem.

Fazia meses que eu não interagia com ela. Em minhas visitas à clínica, ficávamos apenas de mãos dadas e eu dava-lhe uns beijos. Esta linguagem sempre foi bem compreendida. Pode estar no mais distante dos mundos, na maior das alucinações, mas, se sente um rosto próximo, faz um biquinho e beija. Porém, ontem ela bateu papo e deu risadas. Quando arrotou, por exemplo. Após reclamar que estava comendo um doce muito doce, pediu água e arrotou. Caiu na risada, prova de que seu vislumbre incluía alguma noção de conveniência. Quando propus-lhe passear na rua de cadeira de rodas, sua resposta veio no perfeito português que sempre utilizou:

— Não julgo conveniente.

OK, Maria Luiza.

Canso quando vou lá. Não parece me atingir — será isso o que chamam de “coragem”?… e o que seria não ter a tal coragem? — e apenas me dou conta quando volto para casa. Parece que corri 10 Km. Me dá vontade de dormir. Perco a fome. Meus desejos ficam simples e nem quero ver meus inimigos pendurados nas árvores (2). Me bastaria um final de vida sem dor para minha bobinha feliz… Acho que ela poderia ficar igualzinha a quem vê muita TV, né?

-=-=-=-

(1) Uma delas, A MELHOR DE TODAS, está desempregada. Quem precisar que aproveite. Tenho o telefone dela.

(2) Citação de famoso trecho de Heine, que não tem nada a ver com a circunstância descrita:

Eu tenho uma mentalidade pacífica. Meus desejos são simples: uma cabana modesta, telhado de palha, uma boa cama, boa comida, leite e manteiga; em frente à janela, flores; em frente à porta, algumas belas árvores. E, se o bom Deus quiser me fazer completamente feliz, me permitirá a alegria de ver seis ou sete de meus inimigos nelas pendurados. De coração comovido eu haverei, antes de suas mortes, de perdoar todas as iniqüidades que em vida me infligiram — sim, temos de perdoar nossos inimigos, jamais antes, porém, de eles serem enforcados.

Trad. de Marcelo Backes.

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El Roto, de novo

Charge de sexta-feira…

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Vuvuzelas, enchendo o saco desde 1660

Après Roberta Tostes…

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Hoje estou na página principal do Sul 21

Aqui.

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Uma Virose e Duas Miniaturas

Meu início de semana foi muito ruim. Quando decidia fazer alguma coisa vinha a febre; então, tomava o antitérmico e deitava-me para sentir naúseas ou ser atacado pela diarréia. (Este negócio de ir ligeirinho para o banheiro como uma gueixa em fuga é das coisas mais humilhantes, não?) Aí sentava na cama para melhorar da náusea e acabava me interessando por alguma coisa e começava a me mexer. Animava-se mais e saía da cama para voltar a sofrer os tremores da febre. Um saco!

Um dia alguém me pediu para escrever histórias em 300 toques, título incluso. Não lembro bem quem foi que pediu e muito menos se foram publicadas. Sei que encontrei duas em meu micro ontem.

Além de ser um desafio para um cara que gosta de discorrer calmamente sobre os assuntos, foi muito divertido escrevê-las, Primeiro, fiz uma grade de 20 linhas, com 15 caracteres em cada uma. Depois, fiquei mais esperto e usei o BrOffice para contar os toques (opção Arquivos, depois Propriedades e Estatísticas).

O resultado está a seguir. A primeira historieta é original, a segunda é um ultrarresumo de outra pequena história já publicada.

1. Casou-se com o Corretor

Acorda e decide matar-se. O celular toca : “Filha, me deu outra crise, venha”. Vai à sacada e olha e rua, mas não quer pular de pijama. Veste-se e pensa na mãe: merda, só atrapalha. O celular de novo. A morte. Desce e dirige de olhos fechados. A despesa não supera a franquia.

2. A Erudição Rejeitada.

— Se desejas me conhecer — disse o conhecido intelectual — , ouve isto. É a 7ª de Beethoven.
Queria mostrar-se sublime.
Separaram-se na frente do prédio. Ao entrar, ela indaga ao porteiro:
— Que música te descreve?
— Ora, Gostoso Demais, da Bethânia.
Ela riu. Acabaram subindo juntos.

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Custo a acreditar que seja verdade, mas parece que é…

(Atualização feita 30 minutos após a postagem: trata-se mesmo de uma piada. Fica como registro.)

José Serra não gosta de mulher?

Engraçado, os tucanos já gostaram. O FHC tem até dois filhos fora do casamento… O que será que houve ?

Muito engraçado o post do Blog da Dilma:

Tucano não gosta de mulher

Representantes do PSDB nacional entraram semana passada junto ao TSE com um pedido de proibição da música “Eu gosto de mulher”, da banda paulistana Ultraje a Rigor, durante o período de campanha eleitoral.

A música, que fez sucesso a partir do final dos anos 80, faz em determinado momento a seguinte citação: “Mulher dona-de-casa, mulher pra presidente”.

O partido acredita que a música caracteriza propaganda para a candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, principal concorrente do partido tucano, e deve ser proibida de tocar nas rádios brasileiras durante o período de eleição.

“É um absurdo, temos que ficar de olho neste tipo de propaganda discreta” – disse Sérgio Guerra, presidente do PSDB – “é preciso ter atenção, pois detalhes como este ficam na mente do eleitor e influenciam no momento do voto”, completou em tom repreendedor.

Caso não consiga vetar a reprodução da música nas rádios, o partido pretende sugerir a substituição da frase por outra que não faça apologia a nenhum candidato – ou candidata – que dispute as eleições deste ano.

O PT se manifestou dizendo que não tem nenhuma ligação com a banda. Em nota à imprensa, o partido do presidente Lula e da candidata Dilma diz se tratar “de uma feliz coincidência”.

A música, que tem mais de 20 anos e fez sucesso a partir do final dos anos 80, faz em determinado momento a seguinte citação:

Não fosse por mulher eu nem era roqueiro
Mulher que se atrasa, mulher que vai na frente
Mulher dona-de-casa, mulher pra presidente…..

Fala Sérgio Guerra, isso que é ter medo de (ou da) mulher…

Com solo roubado de Khatchaturian (Dança dos Sabres)…

Em resposta, o PT deveria pedir a proibição desta marchinha de Carnaval…

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Também amor, penso

Elogio (da inteireza)

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

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"El Roto" no El Pais de amanhã

Mais uma obra-prima do infalível El Roto.

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Reunião do PSDB-DEM

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Atenção, O Aleph agora é de Paulo Coelho!

Que coisa triste! O mais influente (…) escritor (?) brasileiro (argh!) vai lançar em julho seu próximo livro, chamado singelamente O Aleph. Com isso, penso que Paulo Coelho procure agregar à sua obra a grife de Jorge Luis Borges, autor de um importantíssimo volume de contos chamado casualmente de El Aleph ou O Aleph. Coincidência?

O que a eternidade é para o tempo, o Aleph é para o espaço, dizia Borges (1899-1986). Para Paulo Coelho, o Aleph é um ponto que contém todo o universo e que nos transporta a outra dimensão, em busca de uma resposta. Na obra, o autor descerverá uma grave crise de fé, o que faz buscar — talvez no pontinho-tudo — o caminho da renovação e do crescimento. Notável.

Apesar do Aleph ser um ponto, o autor espertamente visitou a Europa, a África e a Ásia em plena crise, sempre na desesperada busca de si mesmo. Ou do Aleph. Nesta viagem, seguiu a recomendação de J., seu mestre espiritual: “Está na hora de sair daqui, reconquistar seu reino”. E o autor foi, talvez de TAM.

— Às vezes, é necessário deslocar-se de si próprio para localizar seus próprios passos em outros lugares terrenos e espirituais.

Interessante. Não sabemos se Paul Rabbit levou o pontinho na viagem ou acabou esbarrando com ele por aí. Os argentinos vão adorar a confusão que Rabbit criará no Google, misturando-se à Borges. Vou parar por aqui a fim de revisar meu livro de contos: Ficcciones.

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Classificados

Se alguém estiver precisando em PORTO ALEGRE de uma CUIDADORA DE IDOSO (A), tenho uma excelente profissional para indicar. É uma pessoa que cuidou de minha mãe e a qual estou muito agradecido por tudo o que fez. (Calma, minha mãe não morreu, está numa clínica especializada). Favor entrar em contato para obter o telefone.

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Quando li O Grupo, de Mary McCarthy…

… devia ter uns 14 anos. Sim, era lá por 1971 e eu achava que devia ler livros de pessoas mais velhas. A história gira em torno da formatura e do encaminhamento na vida de um grupo de jovens formadas pela elitista universidade de Vassar. O foco é sobre o período pós-universitário. O livro é de 1963 e lembro de ter gostado demais dele. Era realista e adulto. Lembro que fiquei pasmo com uma cena logo no início: alguém mais velho, talvez um professor, masturba uma das moças com certa frieza e desinteresse. Então sexo podia ser aquilo? Que estranho. Estava na praia, lendo na rede. Fiquei sentado, pensando. Voltei a deitar e continuei a leitura.

Há também um filme de Sidney Lumet. Lembrei de O Grupo por causa deste post e da frase de Eduardo Pitta: “Enquanto houver livros como este de Mary McCarthy, os domingos nunca são chatos”. Deve ser verdade.

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Biko, de Peter Gabriel

Eu, soterrado em minha profunda ingenuidade, pensei que o show de abertura da Copa pudesse conter o hino mais importante anti-apartheid das manifestações. Mas a época é de Shakira e não de canções politizadas. Abaixo, a letra de Biko, inspirada no assassinato do ativista Steve Bantu Biko (18 de dezembro de 1946 – 12 de setembro de 1977). O show de Peter Gabriel (abaixo) é de 1986.

Biko

September ’77
Port Elizabeth weather fine
It was business as usual
In police room 619
Oh Biko, Biko, because Biko
Oh Biko, Biko, because Biko
Yihla Moja, Yihla Moja
-The man is dead

When I try to sleep at night
I can only dream in red
The outside world is black and white
With only one colour dead
Oh Biko, Biko, because Biko
Oh Biko, Biko, because Biko
Yihla Moja, Yihla Moja
-The man is dead

You can blow out a candle
But you can’t blow out a fire
Once the flames begin to catch
The wind will blow it higher
Oh Biko, Biko, because Biko
Yihla Moja, Yihla Moja
-The man is dead

And the eyes of the world are
watching now
watching now

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